Boletim nº 192/09 - Ano XIII
Junho 2009
Novos Cadastrados

Neste ultimo mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Lilian de Carvalho (João Pessoa/PB), Rafaella Nogaroli (Curitiba/PR), Anderson Bezerra (Guarulhos/SP), Fernanda Biella (São Paulo/SP), Karoline Oliveira (João Pessoa/PB), Mariana dos Santos (São Caetano do Sul/SP), Muriel Lima (Araguari/MG), Amanda Lisboa (Londrina/PR), Jaqueline de Oliveira (São Paulo/SP), Priscilla Desenzi (São Paulo/SP), Rodolfo Costa (São Paulo/SP), Grace dos Santos (Itu/SP), Késia Nogueira (São Paulo/SP), Beatriz Stroppa (Marília/SP), Natália Gonzales (Bauru/SP), Giselle Alves da Silva (São Paulo/SP), Renata Cunha (São Paulo/SP), Sheila Abrantes (Botucatu/SP), Altieri de Lima (São Paulo/SP), Mayara da Costa (João Pessoa/PB) e Marcos Paulo Foloni (São Paulo/SP). Também os relações públicas Mariana Cumming (Salvador/BA), Nathália Ramos (São Paulo/SP), Gabriel de Lima (Bragança Paulista/SP), Isabella Brandão (Belo Horizonte/MG), Ana Rocha (São Paulo/SP), Cláudia Biasio (Caxias do Sul/RS) e Lívia Torelli (São Paulo/SP). E ainda o dentista Fernando Martins (Rio de Janeiro/RJ), a promotora de eventos Cristina Bernardini (Porto/Portugal), a psicóloga Maria do Carmo Tenório (Guará/DF), o mestre-de-cerimônias Carlos Salguado (Belém/PA), o funcionário público Wagner de Oliveira (Socorro/SP), a profissional de Marketing Mildes Mota (São Paulo/SP) e as jornalistas Ana Flávia Matiolli (Campinas/SP), Fernanda Santos (Curitiba/PR), Flávia Monteiro (São Paulo/SP), Aline Molica (São Paulo/SP), Suelen Rodrigues (São Paulo/SP), Carla Petry (Porto Alegre/RS) e Bárbara Bortolin (Campinas/SP).


 

Comunicação Empresarial

A consolidação de uma comunicação empresarial estratégica, integrada e efetivamente comprometida com uma perspectiva democrática pressupõe a superação de inúmeros desafios. Em primeiro lugar, é essencial o refinamento dos conceitos, a implementação de metodologias para avaliação de ações e estratégias de comunicação e a disposição/capacitação para a construção de políticas que estejam sintonizadas com as demandas do mercado e da sociedade. Em segundo lugar, é preciso alinhar a comunicação e a cultura organizacional de modo a eliminar conflitos entre posturas de comunicação e sistemas de gestão, cada vez mais comuns tendo em vista o processo acelerado de fusões e aquisições de empresas. Finalmente, é indispensável propor um autêntico sistema de inteligência em comunicação, respaldado em estudos, pesquisas e utilização intensiva de recursos modernos, como bancos de dados inteligentes, auditorias de comunicação e de imagem e conhecimento detalhado dos stakeholders.

O livro Comunicação Empresarial: Políticas e Estratégias, do professor e pesquisador Wilson da Costa Bueno, que acaba de ser lançado pela Editora Saraiva, aborda estas tendências e desafios, buscando contemplar a Comunicação Empresarial de forma abrangente. Concilia as dimensões acadêmica e profissional que caracterizam a teoria e a prática da Comunicação Empresarial, dedicando atenção especial à sistematização de conceitos e à análise dos processos comunicacionais implementados pelas organizações.

A obra está distribuída em 11 capítulos, cada um deles acompanhado por textos para leitura rápida e de incentivo ao debate, e aborda temas relevantes e atuais nessa área, como a construção de políticas de Comunicação; a organização de Salas de Imprensa na web; a relação entre comunicação, governança e sustentabilidade; as virtudes e os equívocos usuais do processo de auditoria de imagem; a comunicação interna e gestão, a definição do processo de inteligência em comunicação, entre outros. Busca dar os contornos exatos da chamada comunicação estratégica, destacar o papel da comunicação no processo de gerenciamento de crises, situar o relacionamento com a imprensa em um contexto de segmentação da mídia e analisar a comunicação dentro da wikieconomia.

Autor - Wilson Bueno é professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP (Universidade Metodista de São Paulo) e de Jornalismo na ECA/USP, doutor em Ciências da Comunicação da USP. É editor de 6 sites temáticos em Comunicação/Jornalismo e tem atuado como consultor na área da Comunicação Empresarial, particularmente para a construção de Políticas de Comunicação. Tem vários livros publicados (Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa; Comunicação Empresarial no Brasil: uma leitura crítica; Comunicação, Jornalismo e Meio Ambiente: teoria e pesquisa, entre outros), colunista do Portal Imprensa e diretor de divulgação e publicações da Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC). É coordenador do Grupo de Pesquisa em Comunicação Empresarial – Criticom, cadastrado no CNPq. Edita também o Blog do Wilson.



 

 

Assessoria de Imprensa

O assessor de imprensa ideal deve funcionar como uma extensão da redação, atendendo o jornalista sempre que este precisar. Para tanto, ele precisa conhecer o dia-a-dia dos veículos e saber, por exemplo, qual o melhor dia e horário para enviar uma sugestão de pauta. O assessor deve também passar as informações completas e corretas, pois o jornalista não tem muito tempo para checá-las. E por fim: não deve enviar jabás aos colegas de redação, não deve insistir na publicação de notícias e não deve recorrer à malandragem, ou seja, mentir para conseguir um espaço no jornal. Essas são as principais conclusões do livro Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia (Clube de Autores), de Rodrigo Capella.

Coordenado pela professora-doutora Marli dos Santos, o livro, que é resultado de uma tese homônima que o jornalista apresentou na PUC-SP em sua pós-graduação, traz um estudo, embasado em pesquisas e entrevistas com relações públicas, jornalistas, assessores de imprensa e estudiosos de comunicação, tais como Bernardo Kucinski, Inácio Araújo, Lauro Jardim, Luiz Zanin Oricchio, Manoel Carlos Chaparro, Nelson Blecher e Paulo Nassar, entre outros. “Ainda continua atual a discussão que esta importante obra do Rodrigo Capella propõe: os limites no relacionamento entre assessores de imprensa e jornalistas. O autor aborda a fundo o tema: pesquisou a literatura disponível e foi a campo. Munido de gravador e muitas perguntas, ele travou contatos com experientes colegas de redação e de assessorias de imprensa, além de estudiosos sobre o assunto, para investigar até quando o trabalho de um pode ajudar no de outro, sem ultrapassar os limites éticos”, assinala Marli dos Santos. Neste livro, o autor revela, por exemplo, que algumas barreiras foram superadas, mas ainda há um bom caminho a percorrer, com a profissionalização e o respeito entre colegas.

Autor - Rodrigo Capella é assessor de imprensa e escritor. Formado em jornalismo pela Umesp, Capella é pós-graduado em comunicação jornalística, com ênfase em jornalismo institucional, pela PUC-SP. Trabalha com Assessoria de Imprensa desde 2002 e tem experiência em ambiente corporativo (Ilumine Brasil e pharmexx Brasil), agência de publicidade (F/Meconi Comunicação) e entidade classista (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo). Atualmente, é assessor de imprensa da FirstCom Comunicação, onde atende, principalmente, clientes especializados em tecnologia.



 

 

Posicionamento

A mais nova versão do primeiro e mais importante livro de Marketing de todos os tempos,”POSICIONAMENTO - A Batalha por sua Mente”, dos autores Al Ries e Jack Trout editado pela MBooks, mostra como ser visto e ouvido em um mercado super-competitivo. Com uma abordagem prática, fala da importância de se criar uma “posição” na mente do consumidor.

Posicionamento é um conceito que mudou a natureza da publicidade, um conceito tão simples que as pessoas têm dificuldade de compreender o seu poder. O posicionamento é aplicado em um produto, um serviço, uma empresa, uma instituição ou até mesmo em uma pessoa. Mas posicionamento não é o que você faz com um produto. Posicionamento é o que você faz com a mente de seu potencial cliente. Ou seja, você posiciona o produto na mente do potencial consumidor. A teoria do posicionamento competitivo é hoje aplicada obrigatoriamente em todas as ações, estratégias empresariais e pessoais. Al Ries e Jack Trout ensinam neste livro, como estabelecer, com competência, “posicionamento competitivo” de seus produtos, marcas e empresa.

Autores - AL RIES é Presidente da Ries & Ries. JACK TROUT é Presidente da Trout & Partners.

 

IBC promove congresso anual sobre comunicação interna

 

 

Entre os dias 23 e 25 de junho de 2009, a IBC realiza a 13ª edição de seu congresso anual sobre comunicação interna. O evento acontece no Hotel Paulista Plaza (Alameda Santos, 85) em São Paulo/SP e trará casos de sucesso de grandes empresas. Entre os temas que serão discutidos estão as ações de sustentabilidade, planejamento estratégico e ações por meio de mídias digitais. Um seminário sobre comunicação interna em situações de crise completa a programação. O Portal Mundo-RP é apoiador oficial da iniciativa.

O congresso terá início com a apresentação da gerente de comunicação corporativa da Tetra Pak, Cleusa Carvalho, que falará sobre o papel da comunicação interna para as ações de sustentabilidade. Logo em seguida, o diretor de comunicação corporativa da Nokia Siemens Network, Daniel Medina, mostrará como realizar um planejamento para a área e tornar a comunicação interna realmente estratégica.

Um dos destaques do encontro será o painel sobre mídias digitais. A gerente de comunicação interna da Losango, Rosangela Villa-Real, falará sobre a experiência da companhia ao adotar o mural eletrônico. Já a gerente geral de comunicação corporativa para a América Latina da Philips, Fernanda Sousa de Carvalho, abordará a utilização da televisão corporativa. Em outra apresentação, a gerente de comunicação institucional da Bunge Alimentos, Patricia Soares, analisará a governança do portal corporativo por meio da rede de agentes. E o painel será encerrado com a palestra do gerente de comunicação e marketing da Fundação Vanzolini, Luiz Santiago, sobre blogs corporativos.

Completam a programação as apresentações de executivos do Grupo Magnetti Marelli, Braskem, AES Brasil, Rhodia, Nycomed Pharma, Vale, Petrobras, TAM e Hewlett-Packard. Entre os temas que serão abordados estão o endomarketing, mensuração de resultados, reputação da empresas em mídias sociais e alternativas para impactar a chamada Geração Y.

No dia 25, um seminário sobre gestão da comunicação interna em situações de crise encerrará os trabalhos. O encontro trará experiências de sucesso do Banco Itaú, Embraer, Grupo Estado, Dupont. A.W. Faber-Castell e PromonLogicalis. O congresso é uma iniciativa do Informa Group Latin America com a marca IBC. A programação completa está no site www.informagroup.com.br/comunicacao ou pode ser solicitada na Central de Atendimento da IBC, pelo telefone 11-3017-6808.

Promotor - A IBC/International Business Communications está no Brasil há 11 anos, atuando como catalisadora de conhecimentos para o mercado empresarial, por meio de conferências, seminários e workshops para executivos em todos os setores da economia. Fundada em Londres em 1964, hoje a IBC integra o Informa Group (FTSE-250: INF), líder mundial em informação empresarial.

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Web: da Informação Aberta à Inteligência Competitiva

 

 

A informação é, sem dúvida nenhuma, o mais valioso recurso estratégico para as empresas nos dias de hoje. Quando beneficiada sob as diretrizes de um processo estruturado de Inteligência Competitiva, este ativo, muitas vezes exclusivo, pode gerar importantes diferenciais qualitativos na otimização do processo de tomada de decisão nas organizações.

Em um ambiente de negócios global, com informações igualmente globalizadas, “democratizadas” e acessíveis em escala (anytime, anywhere, by anyone), faz-se premente construir processos corporativos capazes de identificar, selecionar, coletar, beneficiar, analisar e distribuir as informações que realmente importam para a empresa e para cada indivíduo na organização (cargo, função...), ou seja, fazer o delivery da informação que agrega efetivamente à estratégia competitiva da empresa (fruto de seu ecossistema de negócios) e ao conjunto de responsabilidades do colaborador-usuário, racionalizando outputs que, de forma eficaz, gerem vantagens a quem deles dispor.

A Internet é tanto um grande supermercado global de dados e informações gratuitas ­ em grande parte - disponibilizadas em tempo real, como também uma imensa biblioteca com informações pregressas sobre tudo e mais alguma coisa (oficiais ou oficiosas, fidedignas ou não), responsável por fornecer um arsenal informacional competitivo sem precedentes para quem souber encontrá-las, filtrá-las e aplicá-las.

A Inteligência Competitiva, como prática sistêmica, ao fazer uso deste ambiente online e integrado em redes propicia que o fluxo de informações na organização seja armazenado, compartilhado e beneficiado, de forma retroalimentativa, a partir de agregações e colaborações provenientes tanto de fontes endógenas, quanto exógenas às fronteiras da empresa.

A criação e a disponibilização de ambientes e ferramentas online adequadas aos colaboradores possibilitam a rica troca de informações e o compartilhamento interativo e participativo de conhecimento, opiniões e dados (primários, secundários ou analíticos), com maior ou menor valor. Porém, o maior benefício para a organização está na formação e na valorização dos agentes coletores e beneficiadores das informações relevantes para o negócio, de cunho competitivo. Em outras palavras, redes colaborativas internas (de projetos, temas, processos, etc) são importantes ferramentas competitivas; mas desenvolver a habilidade de encontrar informações relevantes nos diversos mecanismos de busca e ambientes/redes/comunidades digitais disponíveis na Internet aberta também o são.

Por outro lado, a utilização de e-mails, blogs, wikis, RSS e fóruns, por exemplo, não se restringe a ambientes fora da corporação; pelo contrário, devem, respondendo a uma estratégia que detenha clara compreensão de finalidade de cada ambiente e da cultura corporativa, ser incentivados e alimentados para que a disseminação de conhecimento na empresa passe pela monitoria do que ocorre em seu entorno e seja compartilhada com quem de direito. Ou seja, aprofundar os conceitos de componentes reutilizáveis e agregáveis de conhecimento, em modelo de bibliotecas proprietárias ou mesmo cloud, pode fazer a diferença no momento de se embasar uma tomada de decisão relevante.

Paralelamente ao processo de compartilhamento de informações, deve-se ter em mente a importância de se definir o escopo, abrangência, amplitude e periodicidade das informações que realmente impactam a organização. A definição das necessidades de informação deve compor, por stakeholder (ex. clientes, concorrentes, setores da economia, etc) e por tema de interesse (ex. marketing, petróleo, sustentabilidade, etc), o guideline de diretrizes do mapa informacional competitivo da corporação, que por sua vez deve alimentar (endossar, reforçar ou revisar) a estratégia competitiva da empresa.

Isso necessariamente implica numa sistematização dos processos relacionados à Inteligência Competitiva e a definição de sponsors, responsáveis e matriz clientes-fornecedores da informação, passando pela clara definição das informações estratégicas necessárias e de seus processos de sustentação, até a identificação das fontes, dos ambientes e ferramentas a serem utilizados, do fluxo de operacionalização e distribuição, chegando a definições acerca de permissões de acesso e utilização dos ambientes, bem como seu modelo de monitoramento, atualização das bases informacionais e geração de outputs personalizados (ex. relatórios).

Informações, mesmo que relevantes, se não forem devidamente tratadas e classificadas, acabam por perder grande parte do seu potencial valor. Aliás, seu valor só existe se essas são utilizadas para benefício competitivo da empresa, de preferência de forma exclusiva ou particular (i.e., diferente da concorrência). Informações personalizadas devem levar em consideração necessidades e criticidades inerentes aos temas, assuntos e abordagens tratadas por seu usuário, para que de fato tenham função utilidade real.

Por fim, vale ressaltar que informação não é conhecimento e que a inteligência é o elemento catalisador para que a informação se torne algo útil e com aplicabilidade estratégica. É na análise e no beneficiamento exclusivo e criativo da informação ­ e sua transformação em conhecimento ­ que reside seu grande diferencial. Até porque, uma coisa é informação competitiva, outra é Inteligência Competitiva. (Texto publicado no site da E-Consulting Corp).

 

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O Dilema da Diversidade e as Equipes Heterogêneas

 

 

As empresas estão adotando de forma crescente o modelo estrutural de se organizarem por projetos e empreitadas. Atualmente, a terceirização (outsourcing), principalmente nas áreas chamadas de apoio, como TI, RH, Operações e Shared Services, é uma realidade crescente. Efeito imediato, as corporações estão mesclando seus funcionários internos com recursos de seus fornecedores, gerando assim as chamadas equipes heterogêneas.

Entende-se por equipe um conjunto de pessoas operando de forma coordenada, integrada e com papéis definidos, em prol de objetivo e metas comuns. As equipes podem ter diversas formas e modelos, sendo permanentes ou temporárias, focadas em projetos ou processos recorrentes (ex: prestação de serviços), coordenadas ou auto-gerenciadas, presenciais (pessoas no mesmo local) ou remotas/virtuais (habilitadas pela tecnologia).

Em equipes homogêneas, em tese mais alinhadas em termos de arquétipos, princípios e perfil de atuação, o gerenciamento e o relacionamento entre os membros são variáveis complexas em essência. Que dirá em equipes heterogêneas, em que as dificuldades se multiplicam, uma vez que os membros possuem culturas, valores, experiências e objetivos distintos (importante lembrar que os terceiros já trazem suas próprias maneiras de fazerem as coisas).

Quando comparadas com equipes homogêneas, as equipes heterogêneas tendem a apresentar maior eficácia nas tarefas intelectuais, amplitude de alternativas e soluções, maior criatividade nas tomadas de decisão, riqueza no processo de percepções de diferenças e melhoria contínua. Assim, quando da ocorrência de problemas nos projetos que conduzem, as equipes heterogêneas geralmente são mais predispostas a resolver os problemas, principalmente se existir no grupo uma variedade maior de habilidades e conhecimentos específicos em relação à tarefa. Isto também serve para problemas que requerem criatividade e capacidade de interpretação para se chegar a um consenso quanto à melhor solução. Por isto, as equipes heterogêneas tendem a ter um leque maior de informações, habilidades e experiências que podem aumentar o número de idéias disponíveis no grupo.

Como possuem características diferentes, os membros destas equipes estão mais interessados em trabalharem juntos e desenvolverem outras habilidades através da troca de experiências. Se o grupo tiver as mesmas características, o nível de desenvolvimento de habilidades e a troca de experiências apresentam evolução em menor profundidade. Equipes heterogêneas tendem a mostrar um padrão de melhoria contínua com o tempo.

Porém, um grupo heterogêneo traz dificuldades de outra natureza, uma vez que são mais propensos a potencializar estresses durante o trabalho. Alguns membros podem adotar prevenções e até preconceitos contra outros, gerando um relacionamento negativo e trazendo a incerteza de convivência na relação com a equipe. Conseqüentemente, os membros poderão interpretar erroneamente as interações de outros.

Pessoas, em geral, quando têm dificuldade de encontrar pontos em comum com outras acabam tendo maior dificuldade de se comunicarem. Com isto, sentem-se mais pressionadas e se envolvem em conflitos, o que pode diminuir a coesão do grupo e o nível geral de confiança. Além disso, pessoas que não compartilham das mesmas categorias sociais são menos propensas a compartilhar os mesmos valores, conhecimento cultural e comportamental.

Ao se trabalhar com equipes heterogêneas, acaba-se caindo no “dilema da diversidade”. Membros de equipes heterogêneas tendem a trazer maior variedade de perspectivas, informações, habilidades e estilos comportamentais, podendo melhorar os processos de tomada de decisão da equipe por meio de maior criatividade, pensamento crítico e conflitos construtivos relacionados às tarefas, o que, por sua vez, pode resultar em decisões e desempenhos melhores.

Quando as diferenças entre os membros da equipe são bem gerenciadas, estes aprendem como trabalhar produtivamente em conjunto. Mas esta diversidade nas equipes também pode levar a dinâmicas disfuncionais que comprometem a capacidade de performance e convivência da equipe. Essas dinâmicas incluem ignorância e preconceito cultural, marginalização dos membros e uma incapacidade de se identificarem com a equipe, gerando problemas de comunicação, conflito social improdutivo e aumento de turn-over de pessoal. Via de regra, a base desses potenciais problemas em grupos heterogêneos é causada duas teorias: a Hipótese da Similaridade e as Barreiras Estruturais.

A Hipótese da Similaridade pressupõe que as pessoas classificam a si mesmas e aos outros em categorias sociais que acreditam ser pertinentes; pessoas que compartilham as mesmas categorias sociais tendem a ver a si mesmas e aos outros como mais iguais e, de fato, podem ser mais semelhantes de várias maneiras porque, mais provavelmente, compartilham experiências de vida semelhantes.

Já as Barreiras Estruturais refletem as barreiras sociais que impedem a total participação de todos os membros da equipe. A perspectiva estrutural pressupõe que a dinâmica nas equipes diversificadas reflete aquelas da sociedade maior na qual a equipe e a organização estão encravadas. Se houver preconceito, marginalização e falta de coesão entre os grupos heterogêneos na sociedade maior essas dinâmicas sociais se refletirão até certo ponto na equipe.

Em resumo, o dilema da diversidade é que, embora tendam a trazer um leque mais amplo de recursos à equipe, membros de equipes heterogêneas também tendem a se envolver em dinâmicas disfuncionais que podem prejudicar a capacidade da equipe de usar esses recursos. Embora a diversidade entre membros de equipes ofereça tanto vantagens, como riscos inerentes, as equipes podem se beneficiar significativamente da diversidade, principalmente sob certas condições pertinentes de tarefas, maximizando a aprendizagem em trabalho colaborativo, quando bem gerenciada.

Como as equipes heterogêneas podem acarretar dificuldades, um dos meios de se mitigar estas dificuldades é a criação de normas, padrões, regras e planos de trabalhos claros e conhecidos por todos. Seu papel é aumentar a previsibilidade e reduzir eventuais mal-entendidos, diminuindo o estresse do trabalho. As normas referentes aos modelos de remuneração, valorização individual, delimitação de responsabilidades e comunicação são especialmente importantes para a equipe.

Outro ponto muito importante para as equipes heterogêneas é vivenciarem pequenas vitórias logo no início da sua vida como equipe. Assim, as pessoas poderão se sentir mais otimistas quanto à sua capacidade de trabalhar produtivamente em grupo. Sucessos visíveis já no início podem aumentar a confiança entre os membros da própria equipe, reduzindo preocupações quanto à capacidade de trabalhar em conjunto.

O comportamento dos líderes deve sinalizar claramente aos membros das equipes quais comportamentos e atitudes são apropriados ou não. Líderes eficazes gerenciam seus próprios estereótipos e preconceitos, ativamente buscando a diversidade na equipe e mostrando, por meio de suas interações diárias, que respeitam a diversidade e acreditam nos benefícios que esta traz, tanto para a equipe, como para a organização. (Texto publicado no informativo por email da DOM Strategy Partners).

 

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Encontro debate como criar experiências únicas

 

 

O marketing promocional e a produção de eventos têm função estratégica para as empresas que querem e têm urgência de ampliar os pontos de contato com sua cadeia de stakeholders, sejam eles consumidores finais, acionistas, público interno, fornecedores, prestadores de serviços e formadores de opinião, por exemplo. Tudo se junta em um único liquidificador e essa batida reverbera de forma taylor made em todos esses públicos formando o que se convencionou chamar de branding experience. O marketing promocional já não é mais o mesmo e os eventos também não. Esta é a perspectiva de discussão do 13. Encontro de Marketing Promocional e Eventos nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2009 no auditório da Escola Panamericana de Artes (R. Groenlândia, 77 - lado Hotel Unique) em São Paulo/SP, sempre entre às 19h e 22h30min. O evento tem como slogan "Descubra como criar experiências únicas entre o consumidor e a marca" e vai reunir nove profissionais de alto escalão das empresas mais conceituadas no mercado de marketing promocional para tratar sobre as estratégias de comunicação, os principais cases de promoções e eventos realizados no último ano no Brasil e as tendências e novidades em eventos internacionais no segmento.

A modernidade trouxe eventos como o recentíssimo "Skol Sensations" que reuniu em São Paulo consumidores e admiradores da marca para uma experiência interativa e única: todos os presentes compareceram vestidos de branco, uma sugestão da Playcorp, responsável pela organização do evento, para celebrar a paz. O legendário Rock in Rio, do portifólio da Artplan, foi pioneiro nesse tipo de abordagem. Não dá para dizer o que é melhor ou mais eficiente, o certo que há uma separação nítida do joio do trigo. Leia-se joio como aquilo que não é interessante do ponto-de-vista mercadológico para uma marca. Como as análises de orçamentos estão sendo feitas com requintes nunca vistos antes, os clientes estão exigindo idéias consistentes e projetos certeiros. A sofisticação das idéias de grandes profissionais escalados para o encontro garantem que ações promocionais, sejam elas de ativação, geração de conteúdo, pontos-de-venda, trade market, samplings, internet, eventos corporativos como feiras, seminários e convenções, ou shows de grandes astros da música, sejam feitas com precisão.

PROGRAMAÇÃO
Dia 02

Gustavo Aguiar - Super Produções
José Cardoso - Banco de Eventos
Simone Veiga - CCM
VJ Alexis - Visual Farm

Dia 03
Augusto Cruz - Agência Mood
Marco Scabia - Mix Brand Experience
Fábio Fronterrota - Front 360

Dia 04
Fernanda Flandoli - B/Ferraz
Ricardo Kowarick - Vogue
Paulo Leal - Mondo

Para fazer a inscrição é necessário efetuar depósito bancário na conta Itaú - Ag. 0660 c/c 91.678.4, em nome de Editora Referência Ltda, e depois passar comprovante de pagamento para o fax 11-3051-2423 ou e-mail pscarneiro@mensagemecia.com.br, com os dados do participante (nome, empresa, telefone e email). Os valores são R$ 400,00 e R$200,00, respectivamente para profissionais e estudantes, onde estão incluso o acesso ao auditório nos três dias e coffee-break.
O 13. Encontro é uma realização do Jornal Propaganda e Marketing da Editora Referência e da PS Carneiro Eventos, com apoio da AMPRO, portal Promoview, BandNews FM e International Festivals & Events Association/IFEA. A organização é feita pela Mensagem&Cia Eventos, sob patrocínio da agência Mood, Doze Comunicação de Impacto e Super. Outras informações podem ser obtidas pelo 11-3051-2423 e 2063-4227, no email pscarneiro@mensagemecia.com.br ou ainda no hotsite .

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A Web 2.0 vai às compras

 

 

Cresce o impacto da Internet sobre os processos de formação de opinião e decisão de compra. É o que mostra a análise de duas pesquisas do IBOPE Inteligência, a primeira realizada em janeiro deste ano, com usuários assíduos (heavy users) de tecnologia e internet na Campus Party, e a segunda divulgada recentemente, com jovens consumidores de material esportivo das classes ABC, realizada em parceria com a Troiano Consultoria de Marca.

O fato de recomendações de outros consumidores em sites de lojas, blogs e comunidades já superar a propaganda tradicional em rádio, TV e jornal para os heavy users brasileiros não me surpreende. A mesma tendência já era verificada nos Estados Unidos e na Europa faz algum tempo. Os principais estudos sobre credibilidade realizados naqueles países mostram que quanto mais intensa a utilização de um meio (independente de qual ele seja), maior seu peso na formação de opiniões.

Parcela dos heavy users que consideram “muito importante” a fonte de informação antes da compra de um produto ou serviço online ou off-line (múltiplas respostas): ver imagem ilustrativa desta nota.

Uma análise comparativa das pesquisas de utilização da Internet realizadas pelo Comitê Gestor mostra que o uso da rede no Brasil é crescente, o que explica parcialmente o aumento da sua relevância no processo de decisão de compra. Além disso, seu uso é cada vez mais vinculado a troca de informações e não somente o consumo passivo de conteúdo.

Dados da Nielsen Online mostram que sites de vídeo, buscas e comunidades são responsáveis por uma parcela crescente do tempo gasto na Web, sendo que o Brasil apresenta taxas proporcionalmente mais elevadas de utilização destes últimos. A web “pega carona” nos processos tradicionais de sociabilidade e desenvolvimento de confiança, antes baseados exclusivamente na mídia de massa (quando um falava para milhares) ou na interação face-a-face (quando um fala para um), ocupando uma posição intermediária entre esses dois extremos. Isso significa que a propaganda de massa “morreu”? Longe disso. Conforme mostram diversos estudos do Grupo de Dinâmicas Coletivas da Universidade de Colúmbia, os mecanismos tradicionais de credibilidade (propaganda em meios massivos, “testemunhais” de celebridades, etc.) ainda possuem um papel importante.

Outro estudo, da Universidade da Califórnia, mostra que a credibilidade da informação encontrada na web depende da exposição a outros tipos de informação, inclusive jornais impressos. Mas o fato é que os meios tradicionais não são mais os únicos atores de peso no processo de formação de imagem de marca e intenção de compra. Se antes era “custoso” para os consumidores encontrarem uma segunda, ou terceira opinião sobre um produto que eles desejavam comprar, este custo hoje é o click no mouse. A propaganda tradicional não tem como “competir” com isto. Seu papel será muito mais o de criar um cenário favorável para que determinadas “correntes de opinião” se formem ao redor de um produto (ou conteúdo).

É claro que estes processos não valem para o conjunto da população, principalmente entre aquelas camadas acima de 35 anos ou que pertencem às classes D/E, que ainda estão em um processo inicial de contato com o mundo digital. Mas a pesquisa do IBOPE Inteligência/Troiano realizada com jovens das classes ABC mostra como estes novos processos de construção de credibilidade para marcas e produtos já se enraizaram por aqui. Ou seja, não é apenas entre os heavy users, mas entre os usuários jovens em geral que a Web 2.0 ganha peso na hora da compra.

Segundo os jovens entrevistados, as fontes de informação mais importantes na decisão de compra são os sites de fabricantes de produtos (66% das preferências), opiniões de consumidores boca-a-boca (61%), em sites de lojas (58%) e redes sociais (45%). A propaganda na TV foi apontada como importante para 39% dos entrevistados.

Em última instância, uma marca é informação sobre uma empresa, produto ou serviço. E a informação é a “moeda” das redes sociais. No médio prazo, não é preciso ser um gênio da matemática para perceber que se uma marca não fornece valor para os consumidores neste espaço, vai ter de pagar cada vez mais caro para conseguir influenciar a decisão de compra através de outros meios. (Texto de Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado do IBOPE Inteligência e professor do mestrado em Comunicação da Fundação Cásper Líbero, publicado no site IDNow).

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Governo no YouTube

 

O Ministério das Relações Exteriores anunciou nesta semana a criação de um canal de vídeos no YouTube (clique aqui para ver), com a intenção de ampliar os canais de informação para todos os interessados na política externa do Brasil. Segundo o ministério, "o objetivo é permitir que jornalistas, acadêmicos e todo o público interessado em assuntos de política externa brasileira tenham acesso a gravações em vídeo de coletivas de imprensa, entrevistas, briefings e visitas de autoridades ao Palácio do Itamaraty".

 

Interprogramas de Mestrado

Programado para os dias 6 e 7 de novembro de 2009, o 5º Interprogramas de Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero de São Paulo/SP oferece um espaço para a apresentação de trabalhos acadêmicos aos mestrandos em Comunicação de todo o Brasil. Os trabalhos, inéditos, podem ser de autoria individual ou coletiva, em forma de artigo, ensaio ou relato de experiência acadêmicos. As inscrições de trabalhos podem ser realizadas até 16 de junho de 2009 com o envio de um resumo para interprogramas@facasper.com.br. A divulgação da lista de aceites dos resumos selecionados será feita em 30 de junho. Os autores terão, então, até o dia 30 de setembro para o envio dos trabalhos completos. Resumos e trabalhos completos devem ser redigidos segundo aos normas do modelo-padrão. Mais dados pelo interprogramas@facasper.com.br e nos fones 11-3170-5841 e 5857. Pra ver o edital, clique aqui.

 

Portal de Mídia

 

Já está disponível na web o site Treinamento de Mídia, o primeiro portal brasileiro que aborda exclusivamente o assunto. Iniciativa do Escritório de Comunicação, o objetivo do site é apresentar às empresas, atletas, artistas e ocupantes de cargos públicos interessados em fazer o media training, o conteúdo detalhado sobre conceito, objetivos, benefícios e a programação teórica e prática do curso. O portal entrou no ar com a pesquisa de opinião “A Hora de Entrevista”. O objetivo é identificar as maiores preocupações dos porta-vozes no relacionamento com a imprensa. A pesquisa que pretende avaliar o desempenho de profissionais que já viveram a experiência da entrevista pode ser acessada em http://surveys.polldaddy.com/s/32ABE56603B884A6/ e conta com 10 questões, que incluem perguntas sobre a impressão do porta-voz na hora de dar entrevista, linguagem utilizada, vocabulário e as principais dúvidas sobre como se portar. Os resultados serão divulgados no site, com a garantia da privacidade do participante. Para ouvir o podcast sobre Reputação Corporativa com a jornalista Aurea Regina de Sá, vá em www.treinamentodemidia.com.br/arquivos/audios/16_loc_artigo.mp3.
 

 

Cultura do Elogio

 

Pesquisas indicam que o consumidor satisfeito faz divulgação, boca a boca, para três pessoas. No mundo virtual, essa propaganda ganha proporções imensuráveis, se considerarmos apenas o número de internautas residenciais no Brasil, que chegou a 25,5 milhões em março. Para expor isso foi criado o site ElogieAki no qual o consumidor poderá registrar a satisfação. Os elogios cadastrados irão gerar ranking automático das melhores empresas e profissionais, inclusive por ramo de atividade. Para as empresas, será um termômetro positivo, que vai motivá-las a aperfeiçoar serviços e produtos. "O objetivo do site é criar a cultura do elogio e disseminar as boas práticas", afirma Gildo Henrique, sócio-diretor da AG4 Global Services, detentora da marca e do site ElogieAki. "Quem investe constantemente em melhorias e consegue atender e superar às expectativas do consumidor, cada vez mais exigente e conhecedor dos direitos, tem que ser reconhecido. Desenvolvemos um espaço para este reconhecimento", complementa Ana Fontes, sócia-diretora. O site é totalmente automatizado, exceto por filtros de palavras de baixo calão, e a navegação é simples e ágil. Antes de postar o elogio, o consumidor deve preencher o cadastro, com nome, sobrenome, CPF, endereço, entre outras informações. Não serão aceitas declarações anônimas ou registradas com apelidos. Igualmente, não serão publicadas aquelas de caráter político e ideológico e que não sejam baseadas em relações de consumo. O ElogieAki consumiu investimentos da ordem de R$ 100 mil.
 

 

Circuito de Palestras PR

A Universidade Federal do Paraná, por meio da Prattica - Agência Experimental de Relações Públicas realiza, nos dias 08,09 e 10 de junho de 2009, o Circuito de Palestras em Curitib/PR. O evento – que em 2008 direcionava-se especificamente à área de Relações Públicas – inova em sua segunda edição ao trazer assuntos atuais e relevantes de todo o curso de Comunicação Social, abrangendo as três habilitações (Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo) em que o curso se divide na UFPR. O tema é “Seis Segredos da Comunicação” e será abordado através de duas palestras, como de José Buffo (diretor de criação da agência Heads) e de Vanessa Klas (presidente da VKlas Comunicação), entre outros. O objetivo é reafirmar a comunicação integrada, uma vez que suas áreas se completam e atuam de forma conjunta, além de aproximar os universitários do mercado de trabalho e possibilitar um maior contato com grandes profissionais de Comunicação. Mais dados pelo prattica.ufpr@gmail.com ou no fone 41-3313-2047.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas, e integrante do nosso Mundo-RP, Gilda Fleury Meirelles não pára: além de seus reconhecimentos treinamentos em cerimonial, protocolo e organização de eventos empresariais, agora investe no aumento dos cursos do Instituto. Profissionais do mercado trazem temas diversificados no final de julho. Contatos pelo gildafleury@ibradep.com.br.
 


>Flávio Schmidt, relações públicas e integrante do Mundo-RP, depois do sucesso de seu www.universorp.net, agora investe em encontros presenciais entre profissionais da área na cidade de São Paulo/SP. Contatos pelo flaviobs@globo.com.
 

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A marca como objeto de desejo

 

 

Ter o cliente como embaixador da marca não é tarefa fácil. Ainda mais hoje em dia, em que eles estão cada vez mais exigentes. Uma das formas para trazer esse cliente para perto da empresa é criando um valor para a marca. "É ela que tem a capacidade de seduzir consumidores e transformar-se muitas vezes em objeto de desejo e culto, levando um simples consumidor a ser fã e mais fiel embaixador", explica Luis Alcubierre, diretor de marca e presença institucional do Grupo Atento.

 

Segundo o executivo, a gestão de marca tem a função de colocar energia e padrão para a conquista de um círculo virtuoso de negócios. "Ela organiza as questões de imagem e reputação de uma empresa, sejam elas advindas de variáveis tangíveis ou intangíveis, de modo a criar uma percepção de valor no mercado", completa.

 

Alcubierre comenta ainda que é preciso entender que o marketing e a publicidade não são a principal razão para uma marca ser respeitada, eles auxiliam. "Antes disso está a excelência operacional da empresa, sua capacidade de inovar, saber entender e atender o cliente em tudo o que ele deseja, o papel econômico e social que a organização tem no País e como cada funcionário se relaciona com os interlocutores", explica. Em entrevista exclusiva à ClienteSA, Alcubierre fala sobre a influência da marca, a construção de uma identidade e gestão de clientes.

 

ClienteSA - Qual o poder de influência que a marca exerce nos consumidores? Luis Alcubierre - A marca tem a capacidade de seduzir consumidores e transformar-se muitas vezes em objeto de desejo e culto, levando um simples consumidor a ser fã e mais fiel embaixador. Isso ocorre por várias razões, mas algumas são muito claras. Primeiro, existe a questão da personalidade de uma marca e o quanto ela está alinhada com determinada tendência ou perfil de consumo. Depois, a capacidade que essa marca tem de captar o Zeitgeist, ou o espírito do tempo, o pico da onda, o momento certo de seu papel na sociedade. Entendido esse processo, é fundamental que a marca esteja atrelada a uma funcionalidade bem definida e ao poder que ela emana para quem a consome. A influência é, portanto, definida em parte por questões racionais, mas, sobretudo pelas emocionais. É saber construir uma marca a partir de diversas variáveis e ter a capacidade de uma vez conquistada a confiança e o desejo do consumidor - conhecido em cada um de seus perfis -, mantê-lo sempre com a sensação de que utiliza determinado produto ou serviço por sua funcionalidade, mas principalmente pela imagem que esse produto ou serviço constrói para ele.

 

Qual o valor que a marca cria para a empresa? A gestão de marca tem a função de colocar energia e padrão para a conquista de um círculo virtuoso de negócios, pois ela organiza as questões de imagem e reputação de uma empresa, sejam elas advindas de variáveis tangíveis ou intangíveis, de modo a criar uma percepção de valor no mercado. Essa noção de valor não precisa ficar clara se vem da capacidade operacional da organização, da qualidade do produto ou serviço, da capacidade financeira, da inovação, do nome que ela carrega ou do logotipo que ela promove, mas do conjunto de atributos construídos por ela ao longo do tempo e que leva cada uma das variáveis que a compõe. Por isso, a marca cria ou destrói determinado valor para uma empresa, à medida que fica claro que esta é feita a partir de diferentes alicerces de uma companhia, com coerência, visão e uma estratégia de negócios clara e transparente.

 

Além do marketing e da publicidade, como as outras áreas das empresas podem colaborar para fortalecer a identidade da marca? É preciso entender que o marketing e a publicidade não são a principal razão para uma marca ser respeitada, eles auxiliam. Antes disso está a excelência operacional da empresa, sua capacidade de inovar, saber entender e atender o cliente em tudo o que ele deseja, o papel econômico e social que a organização tem no País e como cada funcionário se relaciona com

 

os interlocutores. Cada área ou profissional representa a empresa que trabalha e, portanto, deve seguir seus valores e princípios, acreditar neles, defendê-los dentro e fora da companhia. Essa qualidade individual deve fazer parte de uma engrenagem que funciona e que acaba sendo percebida pelo mercado. A comunicação e suas ações de venda têm o papel de empacotar todos os atributos de uma organização e transformar as características racionais em motivos de compra.

 

De que forma a gestão de clientes tem um impacto direto (ou indireto) na construção da marca? Você pode ter o melhor produto do mundo e a melhor equipe de vendas do mundo. Se a relação com o consumidor termina na venda, não existe continuidade na construção de uma marca, que é infinita. A gestão de clientes, portanto, impacta diretamente nisso. Além de consumir, a pessoa pode ser porta-estandarte de uma marca, pode ajudar uma empresa a melhorar um produto ou serviço, pode levar outros consumidores a fazer o mesmo. Mas para isso é preciso tratar esse consumidor de fato com respeito. Ele é o protagonista da empresa. Ouvi-lo e manter uma relação contínua com ele estica a relação dele com a organização de maneira incalculável no tempo.

 

Qual a importância das empresas terem uma estrutura, estratégia e cultura condizentes com a promessa e proposta de valor oferecidas pela marca? As chances de uma organização obter sucesso são infinitamente maiores se ela se apoiar em valores e princípios éticos. A partir disso, fica mais claro transformar ofertas em valor para o mercado. O consumidor não quer saber apenas aquilo que a empresa faz, mas também aquilo que ela pensa. Se a essência da organização é coerente com as atitudes, comportamentos e práticas, fica mais claro para quem está consumindo a origem daquilo que adquiriu e pode compartilhar com a empresa uma relação construtiva e transparente. Toda a comunicação com o mercado deve estar baseada nesses princípios. O mercado publicitário brasileiro é evoluído, talvez um dos mais evoluídos do mundo. A comunicação explora imagens e conteúdos que ampliam a noção de valor, mas é importante entender que o consumidor cria seus sonhos também sobre os produtos que ele deseja. E na era do consumidor 2.0, a relação tem de ser construída pelas duas vias. Da mesma maneira que as empresas devem buscar a coerência em suas práticas, o consumidor também precisa tê-la na hora de consumir e de falar sobre uma marca em comunidades virtuais, blogs ou outros meios.

 

Como avaliar se as estratégias da empresa estão adicionando valor à marca e ao negócio? Primeiro considerando e atuando em uma estratégia bem definida e de longo prazo que utilize uma ferramenta de acompanhamento, como o Balanced Scorecard. Depois, existem inúmeros conceitos e ferramentas que podem ser adotados, como o net promoter score, que decodifica o valor gerado. A tradicional pesquisa de satisfação seja ela feita no quantitativo ou focus group. E outras ferramentas como sniffer não podem deixar de ser avaliadas. Só que de nada adianta tudo isso se a empresa não tem seus especialistas. É fundamental que existam profissionais nas empresas que entendam os dados e informações captadas e saibam utilizá-las para definir ofertas ao mercado que gerem valor aos negócios.

 

 

 

 

 

 

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Frase do Mês


 

"Tudo nos falta quando nos faltamos"

 

por Johann Wolfgang von Goethe
 

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Como você pensa os ambientes colaborativos?

 

Que horas são agora? Neste exato momento, você sabe que horas são na Coreia, na Alemanha e no Brasil? Pense, imagine o que cada um de nós está fazendo agora. O que eu e você estamos fazendo. Quando estamos em um mesmo mundo conectados em tempo real, quantas vezes esquecemos as distâncias, horários e rotinas?

Imagine todas as nossas diferenças, na forma como falamos, pensamos e agimos. Como foi a sua educação na infância, formação escolar e profissional? Imagine o quanto podemos ter opiniões opostas. Você consegue imaginar? Pense nas culturas, pessoas e histórias que conhecemos. Pense mais.

Tente agora ver todas essas diferenças unidas, trocando informações. Você consegue ver o debate, trocas e complementos gerando novas informações? Imaginar o quanto um pode acrescentar ao outro? Tente imaginar, em uma conversa, como seria a troca de idéias e as inúmeras experiências. Me conte sobre as possibilidades e quantidade de idéias e inovações que poderiam surgir.

Esse é o nosso mundo. Vivemos cercados por pessoas, culturas, conhecimento e experiências, as quais geram as mais diversas idéias e pensamentos. Conjuntos de pessoas inteligentes que querem participar, ajudar e colaborar. Pense nesse mundo, e adicione a colaboração como uma possibilidade para solução de desafios coletivos.

Vamos exemplificar. Você conhece a Wikipedia.org, a maior enciclopédia do mundo? Já participou, colaborou ou escreveu algum artigo? Pois bem, é um conceito muito simples: pessoas criam artigos, outras colaboram com fatos e no final temos um modelo mais rico e completo que o original. Um conceito de fácil entendimento que pode ser utilizado em outros casos.

Vamos tentar fazer um exercício? Que tal utilizar nossos conhecimentos diversos para criar três exemplos simples utilizando o modelo Wiki de ser no nosso dia a dia? …Vou listar três idéias e depois você comenta o artigo com novas sugestões. Combinado? Minhas três idéias para você avaliar e contribuir:

1. Como seria um livro colaborativo? - Pensar em uma enciclopédia colaborativa é fácil, mas como seria um livro? Como seria eu e você escrevendo um livro colaborativo com outras dez pessoas? Iniciativas como o WEbook.com mostram que o modelo é comercialmente viável. São vários autores escrevendo em conjunto.

Esse exemplo faz pensar sobre o atual modelo tradicional dos livros impressos e a opção de grandes Wikis colaborativos, construídos por co-workers que ao final de cada ano são revisados e publicados pelo

autor.

Uma produção colaborativa, sempre atual, cada vez mais refinada e de melhor qualidade para a leitura online e offline. No Brasil, estão sendo criadas iniciativas de capacitação de professores do ensino fundamental e seus alunos, seguindo o modelo de desenvolvimento de conteúdo e informação colaborativas. Pense nisso.

2. Como seria uma revista colaborativa? - Se o exemplo do livro foi simples, como seria para uma revista impressa? Ou mesmo para o Webinsider? Pense mais do que conteúdo enviado por autores, por exemplo a revista Wired já está na frente com um modelo How-To, onde os leitores criam e desenvolvem artigos para publicação.

Vamos pensar em conjunto. Poderíamos criar uma pauta digital dos temas onde qualquer pessoa do mundo possa escrever artigos e antes de publicados, outros poderiam adicionar e contribuir até a data limite.

Para incentivo,os artigos publicados podem render uma premiação para os autores e um reconhecimento a todos os co-autores da evolução do modelo original? Estamos falando de criar um conteúdo colaborativo de alta qualidade e relevância. Acredite, esse modelo é muito mais fácil do que você imagina. Quantos autores, editores e pesquisadores adorariam contribuir voluntariamente para a sua revista?

3. Como seria seu blog colaborativo? - Por fim, o último exemplo considero o mais interessante, principalmente por demonstrar como uma boa idéia pode ser assassinada pela cultura presente. Quer ver como? Simples, pense no seu blog ou no blog que você mais acessa. Uma ferramenta pronta para ser colaborativa, que nós da old-school passamos a usar como um livro-diário com recados de amigos e leitores.

Quantos blogs-livro-diários você conhece? Afinal se temos um blog, porque ele não é estruturado em um ambiente onde qualquer um pode adicionar, alterar e melhorar os nossos artigos? Formar um verdadeiro WEblog com posts relevantes e atuais, interessantes, pertinentes e atualizados de forma colaborativa. Acesse cada um dos blogs que você conhece e pense nas possibilidades. Para o seu pseudo-diário-pessoal, crie um link, para o seu blog, faça um canal de colaboração com sua rede de leitores.

Olá Neo, acorde. Tudo bem com você? Afinal quando foi a última vez que pensou de forma colaborativa? Nesse mundo de opostos conectados, as diferenças são a chave para a evolução. A inteligência está em utilizar o coletivo para desenvolver o próprio coletivo. Agora é a sua vez de opinar e colaborar. Qual é o seu exemplo? (Texto de Iuri Brito, publicitário, palestrante, especialista em planejamento digital e fundador da agência digital Prumos, publicado na Webinsider).

 

 

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Comunidades virtuais serão apenas um reflexo da vida real?

 
Em novembro de 1999, a Organização Mundial do Comércio (OMC) testemunhou o poder das comunidades virtuais durante uma reunião em Seattle, nos Estados Unidos. A Batalha de Seattle, como ficou conhecida, foi planejada com meses de antecedência por mais de 700 ONGs, por meio da articulação de comunidades na internet. Mais de 50 mil pessoas saíram às ruas da cidade, em protesto organizado e não-violento, firmando posição contrária à formação de um mercado global dominado pelas corporações transnacionais. Foi um dos primeiros marcos importantes do poder das comunidades virtuais.

Depois de Seattle, outros movimentos e Dias de Ação Global tornaram-se nós de inúmeras redes virtuais, compostas por indivíduos conectados. Foi assim em Gênova, em julho de 2001, quando os manifestantes (cerca de 150 mil pessoas vindas de várias partes do mundo) foram esperados por soldados, numa demonstração da força de organização dos ciber-manifestantes.

O mesmo aconteceu no Fórum Social Mundial, cuja primeira edição foi realizada na cidade de Porto Alegre em 2001, com toda a sua organização realizada pela internet. O evento tornou-se um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, de Davos, e representa o fortalecimento dessa resistência global contra o “pensamento único”.

A internet torna-se, hoje, uma alternativa de articulação e comunicação para os movimentos, que se apropriam de um conjunto de características da grande rede: comunicação multiusuários, produção colaborativa e não-linear, garantia da individualidade e do anonimato. São características que aos poucos são incorporadas pelas organizações e movimentos sociais e transformam a sua forma de atuação. As implicações da interação do mundo presencial e virtual ainda estão longe de serem plenamente conhecidas.

Em paralelo ao avanço das comunidades virtuais, desenvolve-se uma espécie de inteligência coletiva da humanidade com alcance global, decorrente da liberdade de acesso ao conhecimento proporcionada pela internet, ainda que convivendo com muitas restrições em termos de universalidade.

Aceleradas na última década do século XX, as transformações têm sido marcadas por mudanças econômicas, políticas e sociais, tais como a criação de grandes blocos econômicos no planeta, a hegemonia das abordagens liberais, a economia digital e a explosão do ciberespaço e das comunidades virtuais.

A grande rede propicia tais transformações, mas os movimentos sociais e individuais são responsáveis pela produção e caracterização do espaço resultante, algo como a identidade do ciberespaço.

Organização social - Considera-se que as comunidades virtuais poderão contribuir de forma significativa para a prática da cidadania, da comunicação e da organização social, dando abertura a novos modelos políticos e econômicos. Um dos desafios é como desenvolver e disseminar o uso destas comunidades para que elas cumpram este papel de forma efetiva.

As novas relações sociais estruturadas no mundo virtual evidenciam que novas redes serão formadas. Ao contrário da crise de representatividade dos movimentos sociais, existe uma tendência de que novas organizações e mobilizações possam ser criadas e mantidas com base em outros princípios, dentre eles a colaboração, a cooperação, a meritocracia e a participação. O melhor cenário aponta que tais valores serão regra e não exceção.

Entretanto, surge um dilema referente à estrutura de formação destas redes, que verificamos na análise da pesquisadora Christiana Freitas, da Universidade de Brasília-UNB, ao afirmar que “um dos grandes problemas que verificamos no comportamento do mundo presencial com relação ao mundo virtual é que os aspectos positivos do virtual chegam acompanhados dos mesmos vícios de origem das relações sociais tradicionais”. Assim, mesmo com um cenário positivo, nada surgiu de novo depois da Batalha de Seattle, pois o que poderia se tornar um grande movimento social constante e articulado, como nunca antes se viu, aparenta ser um evento que beira o modismo ou algo isolado.

Superar os vícios - Na verdade, como nos ensina Christiana Freitas, temos que superar alguns vícios tradicionais dos movimentos sociais. O desafio não é trivial, pois precisamos superar o individualismo, as reuniões inócuas, o adiamento constante de questões prementes e substituí-los pela pró-atividade, objetividade, coletivização e colaboração nas ações.

Percebemos então que a Batalha de Seattle está longe de ganhar a guerra da transformação social. Infelizmente, toda essa articulação ocorre em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, bem distantes da realidade de países periféricos e da maior parte da África. Assim, o desafio maior atualmente passa a ser a garantia do acesso à tecnologia da informação como um direito social, o combate à exclusão digital como uma bandeira de todas as organizações sociais e a re-estruturação educacional, uma emergência.

Faz-se necessário conjugar as mudanças de comportamento, dos indivíduos e das organizações, com as questões políticas de maior envergadura e apenas assim as transformações proporcionadas pela tecnologia da informação realmente modificarão a vida da maioria da população, dando a ela a oportunidade de escrever sua própria História no mundo presencial e no virtual. (Artigo publicado na edição número 46 da Revista A Rede, da Momento Editorial, e replicado no WebInsider, de autoria de Corinto Meffe, Gerente de Inovações Tecnológicas na Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento).

 

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Como gerir o acesso corporativo a ferramentas de web 2.0

 

Ao contrário da percepção geral, o Twitter não é uma ferramenta usada principalmente por adolescentes. Uma pesquisa conduzida pela consultoria Forrester Research mostra que cerca de 42% da audiência do microblog são pessoas com entre 35 e 49 anos e outros 20% são compostos por gente da faixa etária entre 25 e 34 anos.

Logo, pode-se concluir que muitos dos usuários do Twitter são economicamente ativos e utilizam a rede social durante o horário de trabalho. Desta forma, a cada dia, a tecnologia e a web 2.0 impõem novos desafios aos gestores de tecnologia da informação, no que tange ao estabelecimento de políticas de acesso a serviços como Orkut, Facebook, blogs e, mais recentemente, ao Twitter.

Diane Clarkson, analista da consultoria Forrester Research, que conduziu o estudo, não tem estatísticas sobre o perfil corporativo de quem usa o Twitter, mas acredita que as companhias incluam o uso do Twitter em suas políticas, adotando regras semelhantes às criadas para disciplinar o acesso a blogs pessoais e outras redes sociais, como o Facebook. No entanto, o Twitter se diferencia do Orkut e do Facebook por ter um caráter mais ágil, funcionando quase que como uma conversa em tempo real. Segundo Diane, um ponto positivo da ferramenta é que ela oferece um recurso de busca, o que torna mais fácil para as corporações encontrarem citações a respeito de suas marcas.

O principal risco no caso do Twitter, acrescenta a analista, é a criação de perfis falsos da empresa, mas esse problema pode ser controlado, diz ela, uma vez que apenas seguidores conseguem ver o conteúdo publicado - a exceção são as informações encontradas por meio da busca -, o que limita a audiência que acessa os dados. "Hoje em dia em uma hora já é o bastante para atacar o mundo inteiro", alerta Gabriel Menegatti, diretor de tecnologia da informação da fornecedora de soluções de segurança F-Secure. O executivo diz que é "relativamente simples", mas leva alguns dias, retirar falso perfis de ferramentas de Web 2.0, se a empresa comprovar

que, de fato, as informações são inverídicas. Menegatti informa que as corporações estão cada vez mais restritivas quanto ao uso de Orkut, Facebook, Twitter e outros sites do tipo durante o horário de expediente, mas ressalta que poucas estão preocupadas em conscientizar seus funcionários sobre os motivos que as levam a agir dessa forma.

O diretor da F-Secure e a analista da Forrester Research concordam que o segredo para gerir adequadamente essas ferramentas no ambiente corporativo é criar e comunicar os termos da política de utilização de soluções de Web 2.0 e de divulgação de informações. Diane ressalta que é fundamental deixar claras as diretrizes de uso, especificamente no que diz respeito à comunicação de informações confidenciais. "Tenha certeza de que os empregados entendem que a empresa está monitorando as citações à sua marca e vendo o que está sendo twittado", orienta. "Em 99% das vezes, as informações confidenciais são usadas por falta de noção. Em 1% é má fé", acrescenta Menegatti.

Roberto Loureiro, gestor de redes sociais da construtora Tecnicsa, não acredita que bloquear o Twitter seja uma atitude de segurança, uma vez que os funcionários podem divulgar informações sensíveis da empresa em casa, de seu computador pessoal. "Para mim, tudo deve ser liberado, desde que não haja perda de produtividade do funcionário", opina.

Loureiro acredita que não faz sentido estabelecer termos específicos para o Twitter, uma vez que eles não são diferentes da política geral da empresa no que diz respeito ao tratamento das informações e ao uso de outras redes sociais. "A pessoas sabem que se falam mal da empresa ou divulgam informações sensíveis podem ter de arcar com as consequências de ter tomado essa atitude", destaca.

O gestor afirma ainda que há outras formas de encarar o Twitter: é uma fonte de informações para muitos profissionais e pode ser valioso no dia-a-dia do trabalho. "Tratar esses níveis de acesso é muito complexo. No caso de perfis corporativos, o ideal é centralizar o uso, com a conta sendo administrada pela área de marketing, por exemplo", ensina Menegatti. (Texto de Fabiana Monte, editora-assistente, e Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD).

 

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O Voluntariado como Prática Corporativa

 

Já se pode notar no Brasil um número crescente de pessoas, particularmente de empresários - homens e mulheres - que passaram a considerar ser de sua responsabilidade o ato de intervir positivamente em prol de uma sociedade mais justa e solidária. É vasto o leque de motivações que une essa classe de pessoas em suas demonstrações de participação cívica e ação voluntária, sendo evidentes fatores como o senso de devolução social (give-back), consciência de civilidade e cidadania, inconformismo e mesmo descrédito nas instituições públicas que, em tese, deveriam encampar essas responsabilidades (raciocínio derivado do Contrato Social de Rousseau).

O voluntariado social é uma das formas de organizar os que querem pôr seus recursos, conhecimentos, habilidades, experiência, tempo e motivação a serviço do próximo, da redução das desigualdades de oportunidade e da diminuição das barreiras estruturais que limitam o exercício completo da cidadania de pessoas em situação desfavorável.

Historicamente, fazer trabalho voluntário significava, na maioria das vezes, um exercício pontual de caridade, geralmente motivado por compaixão, religião, vivência próxima à determinada causa ou, na ponta negativa, interesses de promoção pessoal ou controle social. Por muito tempo, o voluntariado não conseguiu se desligar da tradição filantrópica assistencialista e paternalista que marcou a formação da cultura brasileira.

Nas últimas décadas, porém, uma série de transformações mundiais e locais começou a mudar drasticamente esse panorama. Essas transformações são resultado da conjunção de diversos fenômenos, dentre os quais (i) a mudança do papel dos Estados Nacionais (que cada vez menos conseguem garantir o bem-estar social igualitário), (ii) a crise de credibilidade dos partidos políticos (que perderam legitimidade perante a população como mecanismos eficazes para a promoção das mudanças sociais necessárias), (iii) o fortalecimento gradual das organizações da sociedade civil (ONGs), como contraponto à hipossuficiência do Estado e (iv) o acirramento mais agudo dos problemas econômico-sociais - tais como desemprego e violência - que passaram a afetar diretamente não apenas os grupos de baixa renda restritos às regiões periféricas (ou países do 3º. Mundo), mas também os segmentos de média e alta renda, independente de região, ocupação e mesmo formação.

Nesse contexto, o 3º. Setor tem se apresentado aos cidadãos e empresas como um ecossistema mais compromissado com a concreta transformação das realidades sociais negativas que afetam a vida das comunidades e, portanto, dos indivíduos. As pessoas começam a perceber que, pelo voluntariado, podem não apenas ajudar a construir uma sociedade mais equilibrada, como também encontrar uma alternativa ao modelo individualista de que se tornaram reféns. As empresas modernas, por sua vez, percebem uma oportunidade relevante de alavancar suas metas de negócios junto à sua postura de cidadania corporativa, visto que contribuir para o desenvolvimento e manutenção de seu ecossistema e para o incentivo à formação de cidadãos melhores (potenciais trabalhadores e consumidores) é missão que, de certa forma, lhe infere perenidade, além de certa dose de admiração social. Essa conjunção de fatores vem desencadeando uma repaginação conceitual do chamado trabalho voluntário e de suas prerrogativas tradicionais.

A exemplo do que vem acontecendo em todo o mundo, muitas empresas no Brasil começam a reconhecer o valor do incentivo e apoio ao envolvimento e desenvolvimento dos seus colaboradores como agentes voluntários em suas comunidades de entorno, geralmente reforçando com compromisso pessoal e presencial o tradicional apoio financeiro dado por essas empresas aos diversos projetos ou programas sociais capitaneados por ONGs e representantes dessas comunidades. Em outras palavras, não basta financiar, há que se arregaçar a manga, literalmente. Como efeito prático, tal atitude tem resultado em satisfação pessoal para o funcionário voluntário e inúmeros benefícios para a comunidade, gerando direta ou indiretamente enormes ganhos para a empresa envolvida no processo.

Por agregar forte caráter de mudança comportamental corporativa, o voluntariado empresarial tem sido peça relevante na definição dos modelos de responsabilidade social e sustentabilidade nas empresas, contribuindo em muito na separação das formas tradicionais de filantropia social desconectadas da prática e do envolvimento da empresa com a causa de sua matriz de negócios e operações. De certa forma, uma coisa passou a ser filantropia corporativa e outra responsabilidade social... ambas válidas, mas diametralmente distintas.

Dentre diversas práticas e atribuições, um programa sistêmico de voluntariado empresarial deve comprometer a empresa a:
- Assumir o compromisso de colaborar sistemicamente com uma causa (ligada a seu setor, core-business ou práticas de negócio), representada ou não por alguma organização específica (ONG), disponibilizando de maneira programada e responsável recursos físicos, financeiros e humanos,
- Incentivar seus funcionários a aderir a trabalhos voluntários nas causas de sua própria escolha, em períodos pertencentes ao seu horário padrão de trabalho (associar trabalho voluntário a horas não produtivas – ou seja, tempo livre – é prática comum, válida, mas em boa dose demonstrativa do baixo compromisso prático da empresa com a causa em questão),
- Organizar e potencializar projetos que podem ser coordenados e executados por seus funcionários, representantes legítimos da empresa,
- Formar uma equipe de funcionários, atribuindo-lhes a responsabilidade de planejar e gerenciar as atividades voluntárias da empresa para com aquela causa ou organização,
- Reconhecer, de forma especial, aqueles colaboradores voluntários que se destacaram em participação (sem, contudo, prejudicar sua performance profissional nas “coisas” da empresa), inclusive através de premiações e até bônus financeiros adicionais,
- Gerar conhecimento e transferir know-how continuamente aos colaboradores (e mesmo aos apoiados), através de modelos de educação corporativa ou troca experiencial de informações, acerca dos temas ligados às questões de responsabilidade social ou às causas apoiadas pela empresa.

As empresas têm demonstrado vontade e capacidade de se adaptar às "melhores práticas" desse tipo de iniciativa, independentemente de fronteiras nacionais. Como resultado, surgiram modelos globais de responsabilidade social para empresas, dos quais o voluntariado empresarial sempre é peça relevante.

Cumpre salientar que, sob a óptica do RH, os programas de voluntariado empresarial auxiliam no desenvolvimento de habilidades pessoais, interpessoais e profissionais positivas para a empresa, promovendo lealdade e satisfação com o trabalho, além de ajudar a construir reputação positiva e atrair e reter funcionários qualificados que dispõem deste perfil, valor ou interesse.

Por fim, o Voluntariado Empresarial, como qualquer outro programa corporativo, precisa ser tocado e medido com critérios de eficiência, dispondo dos meios e recursos necessários à sua execução, gestão profissional e avaliação de resultados. Na prática, é sempre uma minoria que participa, mas é esta minoria que faz a diferença. (Texto publicado no site da DOM Strategy Partners . Para saber mais sobre Programas de Voluntariado Corporativo, visite a DOM).

 

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Você está recebendo esta mensagem por fazer parte do "Mundo das Relações Públicas", voltado à divulgação e à conscientização da importância deste segmento de comunicação no sucesso das organizações. O Boletim tem circulação mensal e gratuita, sob responsabilidade do RP Rodrigo Cogo (Conrerp SP/PR 3674) e com colaborações diversas de interessados.
Para ver o boletim na web, vá em www.mundorp.com.br/rpemacao/jun09. Para sair do cadastro clique aqui.