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Consagrado especialista, James Grunig afirma que departamentos de Relações Públicas excelentes mudam comportamentos e antecipam decisões nas organizações. Nara Damante e Paulo Nassar James Grunig é um dos mais notórios estudiosos de Relações Públicas do cenário mundial. Nascido nos Estados Unidos, Grunig é professor da Faculdade de Jornalismo da Universidade de Maryland, a mesma em que se especializou em Relações Públicas, ciência e teoria da comunicação. Também é PH. D. em comunicação de massa pela Universidade de Wiscosin e conhecido por suas pesquisas sobre públicos, as razões pelas quais as organizações praticam Relações Públicas de determinada maneira e administração estratégica nessa área. É co-autor de livros Managing Public Relations e Public Relations Tecniques, ambos publicados pela Harcour Brace. Foi o primeiro vencedor do Pathfinder Award pela excelência em pesquisa acadêmica em Relações Públicas, premiação concedida pelo Institute for Public Relations Research and Education. Além da bagagem acadêmica, Grunig foi consultor de pesquisas da AT&T, Edison Eletric Institute, Maryland State Dep. of Education, Black and Decker, American Alliance for Health, entre outras organizações. A convite da ABERJE, Grunig virá ao Brasil, no próximo ano, como participante do I Congresso Internacional de Comunicação Empresarial. Uma de suas mais importantes contribuições para o setor foi a demonstração de que há uma correlação entre a prática excelente das Relações Públicas e a importância que a alta administração confere à comunicação estratégica. Conversando com Comunicação Empresarial, Grunig nos concedeu inédita entrevista. Comunicação Empresarial - Quais são os caminhos para se obter excelência em Relações Públicas e comunicação neste final de milênio? O que é comunicação excelente? JAMES
GRUNIG - Comunicação excelente, como eu defini, são as Relações
Públicas que agregam valor à organização. As Relações
Públicas são excelentes quando ajudam a organização a atingir seus
objetivos. Entretanto, as
organizações não atingem seus
objetivos isoladamente porque suas decisões têm conseqüências
nos públicos e estes, freqüentemente, opõem-se aos objetivos da
empresa. Portanto, as organizações devem
estar em sinergia com seus públicos e incorporar seus objetivos
aos da organização. Quando as empresas e seus públicos desenvolvem objetivos
juntos, elas geralmente possuem melhores relacionamentos que as organizações
que tomam decisões sem pensar nas conseqüências que terão. O trabalho
de Relações Públicas
excelentes, portanto, é uma função
administrativa que ajuda a construir relacionamentos com públicos
estratégicos - aqueles que afetam as decisões da organização ou que são
afetados pelas decisões da organização. CE - Qual o perfil do novo profissional de Relações Públicas e no que ele difere do modelo anterior? Grunig - Os novos profissionais de Relações Públicas participam da administração estratégica, vêem Relações Públicas como um processo simétrico, conduzem pesquisas ou extraem informações do ambiente por outros meios e são especialistas em construção de relacionamento. Para exercer as Relações Públicas desta maneira, os novos profissionais devem ter aprendido um leque de conhecimento da área baseado em pesquisa que os guiam na prática de suas atividades. Este profissional estudou Relações Públicas na universidade, mas também adquiriu conhecimento por outras fontes: leituras, participando de atividade em organizações profissionais ou realizando pesquisa como parte de seu trabalho. Os profissionais de Relações Públicas tradicionais não vêem a atividade além do relacionamento com a imprensa e da construção da imagem - geralmente sem entender o valor que estas atividades possuem(se é que possuem algum) para os seus clientes ou superiores. O profissional tradicional tem pouca educação formal em Relações Públicas e provavelmente aprenderam suas atividades de outros profissionais que simplesmente praticavam Relações Públicas do mesmo modo como seus antecessores. CE - Como as Relações Públicas podem contribuir para a excelência empresarial dentro de um cenário que privilegia a tecnologia da informação e provoca mudanças globais nas organizações e no Ser Humano? GRUNIG - As Relações Públicas devem se tornar uma fonte de informação e conhecimento. Nós devemos desenvolver métodos para obter informações do público para que a administração tome melhores decisões. A moderna tecnologia da informação baseada em computadores torna possível para os profissionais interagirem simetricamente com seus públicos de uma maneira que não era possível anteriormente. As Relações Públicas podem utilizar a internet para práticas tradicionais como relacionamento com a mídia e com os empregados de uma maneira muito mais efetiva. Os profissionais dessa área podem colocar à disposição da imprensa e dos funcionários das empresas as informações que eles necessitam e esses públicos poderão localiza-las quando quiserem. Eles também podem criar um website interativo para que funcionários, jornalistas, consumidores e outros possam fazer perguntas e sugestões bem como fazer um download das informações. Os profissionais de Relações Públicas podem monitorar seus públicos pela Internet por meio de visitas aos sites de grupos ativistas e participação em grupos de discussão e chats. Também é possível colocar questionários no site e fazer pesquisas formais pela Internet. O mais importante, talvez, seja a possibilidade que a tecnologia moderna permite em construir todos estes relacionamentos tanto globalmente, quanto localmente. CE - Como analisa a e evolução das Relações Públicas no Cenário mundial dos anos 70, 80 e 90? Grunig - Eu comecei a ensinar Relações Públicas em l969 e tenho observado a prática das Relações Públicas nestas três décadas. Certos aspectos não mudaram nada nestes últimos 30 anos. A maioria dos profissionais de Relações Públicas estava preocupada com o relacionamento com a mídia nos anos 70 e a maioria continua preocupada com isto hoje. Entretanto, nestes 30 anos, a pesquisa em Relações Pública melhorou muito - tanto a pesquisa pratica realizada pelos profissionais quanto a pesquisa acadêmica. A habilidade dos profissionais em implementar pesquisas ou encomenda-las a empresas especializadas tornou possível a pratica das Relações Pública de forma estratégica e simétrica de duas mãos. Os profissionais que apenas tem habilidade para escrever e disseminar informações não conseguem trabalhar desta maneira. Muitos (mas não todos) dos profissionais de hoje aprenderam como planejar estrategicamente as Relações Públicas, medir e avaliar os resultados de seus trabalhos, aconselhar a administração e empregar de diversas formas a comunicação com seus públicos incluindo, mas não se limitando, à comunicação de massa. Além disso, o presidente ou os diretores das organizações começaram a reconhecer que os profissionais de Relações Públicas agregam valor à sua organização. Finalmente, os estudiosos em Relações Públicas contribuíram muito no conhecimento teórico para os profissionais de Relações Públicas que não existiam nos anos 70 e até mesmo nos anos 80. As Relações Públicas atualmente possuem um corpo de conhecimento que as torna uma profissão comparável a direito, medicina e outras profissões tradicionais. A educação em Relações Públicas melhorou muito nos últimos 30 anos. Hoje, os graduados em Relações Públicas saem da universidade com muito mais conhecimento e entendimento que os seus similares das décadas anteriores. CE - O senhor realizou uma pesquisa com a Internacional Association of Business Communicators(IABC) sobre a busca da excelência em Relações Públicas. Quais foram os resultados? Houve outros estudos a respeito? Grunig - O Estudo da Excelência evidenciou que há uma correlação entre a pratica estratégica e simétrica das Relações Públicas e alcançar efeitos de comunicação no curto prazo e manter relacionamentos de longo prazo com qualidade. Os pesquisadores classificaram os departamento de Relações Públicas excelentes quando os presidentes de suas organizações valorizavam a contribuição do departamento. A pesquisa também mostrou que estes departamentos praticavam Relações Públicas estrategicamente e contribuíram para a administração geral de suas organizações. Os presidentes diziam que apoiavam estes departamentos por causa da sua habilidade em estabelecer relacionamentos com públicos estratégicos. O diretor de comunicação nos departamentos excelentes se reportava mais freqüentemente que os menos excelentes e diziam que seus programas tinham mudanças no relacionamento, assim como mudanças no comportamento do público, maior cooperação entre a organização e o público e o desenvolvimento de uma relação de longo prazo estável. Eles relataram também oimpedimento de conflitos, ou seja, essas empresas evitaram litígios, tinham menos reclamações do público e menor interferência do governo. Ao mesmo tempo, os comunicadores excelentes possuíam o que os seus departamentos definiam como resultados objetivosem seus relacionamentos de curto prazo com a mídia, empregados, comunidade, consumidores, membros, governo e investidores. Outra característica era que seus departamentos utilizavam todas as formas de avaliação de curto prazo mais freqüentemente que os comunicadores menos excelentes - especialmente avaliações científicas, mas também posicionamento na mídia. Como resultado, o Estudo da Excelência evidenciou que os departamentos de Relações Públicas que estabelecem objetivos e avaliam os resultados de seus programas de comunicação de curto prazo possuem sucesso ainda maior na construção de relacionamento de longo prazo com seus públicos. A explicação para este relacionamento é óbvia: organizações que se comunicam eficazmente com seus públicos desenvolvem melhores relacionamentos porque a administração e os públicos entendem uns aos outros e porque ambos tem menos chances de se comportar de maneira que traga conseqüências negativas nos interesses do outro. Entrevistas em profundidade com os melhores departamentos de Relações Públicas excelentes mostrou que a boa comunicação muda comportamentos tanto no público quanto na administração e, portanto, resulta em bons relacionamentos. Se os diretores de Relações Públicas ajudarem a administração a entender que certas decisões podem ter conseqüências adversas no público, então ela tomaria uma decisão e se comportaria de um modo diferente. Então, a mudança no comportamento da organização poderia ocasionar uma alteração no comportamento do público. Por exemplo, o público estaria mais aberto a aceitar uma nova fábrica na vizinhança, comprar um produto que se tornou aceito ou apoiar a reengenharia que leve em conta os interesses do funcionário. Eu vou detalhar mais sobre essa pesquisa na minha ida ao Brasil em março para o Congresso Internacional de Comunicação Empresarial, da ABERJE. CE - O senhor tem uma teoria evolutiva sobre Relações Públicas em que o primeiro modelo é o da publicity agência/assessoria de imprensa. O segundo é o da difusão de informações seguindo o modelo jornalístico.O terceiro é o assimétrico de duas mãos, em que inclui o uso de pesquisa para criar mensagens persuasivas e manipular os públicos. O quarto é o modelo simétrico de duas mãos, buscando um equilíbrio de interesses da organização e de seus respectivos públicos. Nele, a pesquisa é utilizada para administrar conflitos e melhorar o entendimento dos públicos estratégicos, dando mais ênfase aos públicos prioritários que à mídia. Em qual desses modelos esta a maioria das empresas multinacionais? Por quê? Há um novo modelo a caminho? Grunig - A questão dos quatro modelos de Relações Públicas é uma questão muito complicada. Os modelos são bastante populares entre os pesquisadores de Relações Públicas por todo o mundo porque eles descrevem o modo típico com que as Relações Públicas são praticadas e porque ele especifica a maneira normativa ideal em que as Relações Públicas deveriam ser praticadas para serem eficazes. O estudo da excelência mostrou que os departamentos de Relações Públicas mais eficazes são os que praticam o modo simétrico de duas mãos. Já o modo assimétrico de duas mãos é encontrado, com mais freqüência, nos departamentos menos eficazes. Entretanto, os departamentos eficazes praticam também o modelo de assessoria de imprensa e informação pública. Eles conhecem melhor a prática dos quatro modelos que os menos eficazes. Portanto, nos descobrimos que as grandes companhias praticam, de certa forma, os quatro modelos. As companhias menos eficazes praticam apenas assessoria de imprensa ou Relações Públicas - a pratica tradicional de Relações Pública. As companhias excelentes adicionam a prática simétrica de duas mãos no seu repertorio de atividade. É difícil dizer qual modelo as grandes companhias globais mais praticam. Eu posso dizer que as companhias globais que fazem Relações Públicas com mais eficácia incluem atividade Relações Públicas simétrica de duas mãos em seu trabalho. Em meu segundo livro do projeto da a Excelência Managers Guide to Excellence in Public Relations and Communication Managemant, desenvolvi um novo modelo chamado modelo de duas mãos, que integra todos os modelos em um só. Em meu terceiro livro mostrarei que há quatro dimensões latentes que distinguem os quatro modelos uns dos outros simétrica e assimétrica, uma mão e duas mãos, comunicação mediatizada e interpessoal, éticas e não éticas. Departamentos excelentes praticam Relações Públicas de uma maneira simétrica, de duas mãos, usa a comunicação mediatizada e interpessoal e são éticas. CE - Se não houver predisposição da organização, o gestor de comunicação terá que mexer no conjunto da organização para desenvolver um trabalho holístico. Por onde começar? Grunig - Para responder esta pergunta, eu me remeto às respostas da primeira questão e também da quinta. O gestor de comunicação deve ter um papel junto à administração estratégica da empresa se ele ou ela quiser produzir algum efeito no comportamento da organização como um todo. CE - quais são as características de uma cultura corporativa aberta à comunicação? Como dectetar organizações saudáveis e organizações doente? Grunig - No estudo da excelência, nós definimos dois tipos de cultura organizacional: participativa e autoritária. Organizações saudáveis geralmente possuem cultura participativa e organizações doentes têm culturas autoritárias. Empresas com cultura participativa dão poderes aos seus empregados, possuem uma comunicação simétrica dentro da organização, há mais trabalhos em equipe, existem menos regras e regulamentos rígidos, tratam os funcionários como seres humanos holísticos e permitem que eles participem em tomadas de decisões importantes. Organizações com cultura autoritária são rígidas e hierárquicas, dão pouco poder aos funcionários e os tratam como parte de uma maquina, possuem comunicação interna assimétrica, têm regras rígidas, com descrições de tarefas, e valorizam mais a eficiência e o conservadorismo que a inovação. Nós encontramos alguns departamentos com Relações Públicas excelentes em organizações com cultura autoritária, mas a cultura participativa proporciona um ambiente muito melhor para a excelência em Relações Públicas. CE - Como as Relações Públicas podem auxiliar as empresas no descobrimento de suas responsabilidades sociais? Grunig - Relações Públicas é a pratica da responsabilidade social. Quando as Relações Públicas participam da administração estratégica de uma organização, cujo processo eu já descrevi anteriormente, o resultado é que a administração toma mais decisões socialmente responsáveis. As decisões não são responsáveis quando elas têm conseqüências adversas nos interesses do público. Os públicos se manifestam quando as organizações tomam decisões que tenham conseqüências neles, principalmente quando são afetados por essa decisão. Estes públicos se organizam e, conseqüentemente, criam problemas. Notícias ruins causam danos à reputação da organização e sempre acabam em protestos, litígios, regulamentação e legislação que são custosos às empresas. É por isso que nós chamamos os Relações Públicas que lidam com estas questões de administradores de problemas. Se a administração, em primeiro lugar, tomar mais decisões socialmente responsáveis, então haverá menos conseqüências negativas junto aos públicos e eles criarão menos problemas. Em resumo, as Relações Públicas contribuem para a responsabilidade social por: participar no processo de tomada de decisão para determinar quais conseqüências poderão ocasionar nos públicos, comunicar-se com os públicos sobre ;os impactos que estas decisões podem ter antes que elas sejam tomadas e negociar com membros de cada público para encontrar caminhos para minimizar os impactos negativos dessas decisões neles. Revista
Comunicação Empresarial - ABERJE - Ano 9 No
33 4.º Trimestre de 1999 páginas 21/24. 17.01.99
Uma descoberta que poderia pôr o governo para pensar na boa imagem do Brasil é o africam.com site ligado a câmeras espalhadas pelos rios e lagos na África que permite que se admire a fauna diversa e descoreografada. São férias(ou safáris) virtuais. Uma idéia simplérrima, mas poderosíssima. Imagine a Megarelações Públicas que um site assim seria para o Brasil. Um verdadeiro amazon.com. Com câmeras de filmagem lá na Amazônia. Nova York - Toda semana é assim. Alguém comenta, ou você lê em algum lugar, sobre algum novo site que - wvvrrrrrrrrrrrrrrrrrrr! - breca suas células cinzas num UAUUU, grande idéia! Preciso contar para o fulano. Uma descoberta assim, que poderia pôr o nosso governo para pensar na boa imagem do Brasil é o africam.com, um site ligado a diversas câmeras fotográficas espalhadas pelos rios e lagos na África que permite que você admire girafas bebendo água, zebras e faunas diversa e descoreografada. São férias (ou safári) virtuais. Uma idéia simplérrima, mas poderosíssima. Imagine a Megarrelações Publicas que um site assim seria para o Brasil. Um verdadeiro amazon.com. Com câmeras de filmagem lá na Amazônia - aquela ilha entulhada de papagaios, em Belém , seria ideal -, ou no Pantanal, ou na Mata Atlântica. A qualquer hora do dia ou noite, o mundo poderia espiar a selva tal como é. Ver se aquele macaco que armou uma confusão danada na semana passada continua lá. Se a papagaia deu cria. Se a arvorezona floresceu. E, no futuro, quando tevê for um megatelão fininho na parede,você poderá, antes de dormir, entrar no meio da selva e relaxar. Esqueça Viagra ou outro qualquer tira-dores. E o site poderia ser mamut. Rico em informações sobre flora, fauna, tribos, organizações ecológicas atuantes, especialistas e universidades relevantes. Com loja e com pedidos de contribuições: Friendes of the Amazon(igual a Amigos de Veneza). Dá até para imaginar a tonelada de jornal que se venderia quando a Coca-Cola, a Nike, a Philips Morris e outras companhias politicamente incorretas resolvessem entrar como patrocinadoras. Voariam folhas e penas para todo o lado. O
Estado de S. Paulo,Kátia Zero Consumo & Turismo/chamada 1a
página e texto página D12 Caderno 2
O Jornalismo de Final do Século Caros colegas, Aproveito o fim-de-ano e o pouco tempo que tive para escrever este texto sobre as mudanças no Estilo de Redação do Jornalismo Impresso. São questões que me inquietam há algum tempo. Outro dia conversando com um amigo dizia que o governo investe milhões de dólares na formação profissional para hoje sem pensar no trabalho daqui a 50 anos, por exemplo. Revendo os textos do sociólogo italiano DE MASI e do Grupo K risis, da Alemanha, pensei no jornalismo. E ai escrevi este texto para inaugurar o menu da polêmica sobre O NOVO JORNALISMO. Feliz entrada de Ano, de Século, de Milênio. Abraços,
O JORNALISMO NO FINAL DO SÉCULO XX Sebastião
Breguez "O que chama a atenção é que o jornalismo mudou, mas as escolas de jornalismo ainda não se deram conta e ainda ensinam o jornalismo ultrapassado" É fim-de-ano. Renova-se mais uma vez a dialética da morte de um ano e nascimento de outro. Agora com mais emoção e expectativa, pois, mudamos de século e de milênio. É neste contexto que como professor de jornalismo avalio as mudanças do jornalismo no século XX, principalmente, as relacionadas com o Estilo Jornalístico- a Redação Jornalística. O Estilo Jornalístico ou a forma com que o jornalista apresenta as informações para o leitor não apareceu de repente na História do Jornalismo. Mas foi o resultado de lenta elaboração histórica que está intimamente relacionada com a evolução do próprio conceito de jornalismo. Esta História, a partir dos meados do século XIX, apresenta perfeita relação com o desenvolvimento total da sociedade. Podemos dividi-la em três fases: Jornalismo Ideológico e Opinativo, Jornalismo Informativo e Jornalismo Interpretativo.
O que caracteriza o Estilo Jornalístico, neste período, é o excesso de adjetivismo no texto das reportagens, o uso do nariz de cera para começar a matéria, as reportagens longas e a falta de preocupação com o leitor. Também a programação visual privilegiava o texto longo com pouca imagem. Jornalismo doutrinário e moralizador é feito com ânimo proselitista a serviço das idéias políticas e lutas ideológicas. Trata-se de imprensa pouco informativa e cheia de comentários.
A primeira etapa da segunda fase Jornalismo Informativo vai se definindo a partir do fim da Ia Grande Guerra. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, aparece novas formas de redação das notícias, um novo estilo que se apóia de modo fundamental na narração ou relato de fatos e acontecimentos. O novo estilo adapta formas de expressão literária desta época para transmitir informações e notícias com eficácia e economia de palavras. Ele aparece com força e vigor que cria novas formas de expressão literária com regras próprias estabelecidas nos Manuais de Redação . É o aparecimento da técnica do lead ( guia ou orientação para o leitor) em que o jornalista anuncia no primeiro parágrafo os cinco elementos da notícias: O QUE, QUEM, QUANDO, ONDE, COMO, POR QUÊ. Este estilo chegou ao Brasil na década de 50 com os primeiros Manuais de Redação adotado por jornais como DIÁRIO CARIOCA e TRIBUNA DA IMPRENSA. O Estilo Informativo teve, desde o seu início, três objetivos básicos em que buscava firmar-se: a naturalidade de expressões, a clareza e a concisão. É fácil imaginar-se que o aprendizado coletivo destas gerações de jornalistas ( pois os Cursos de Comunicação só aparecem na década de 1960 ) em busca de maior clareza acabou cristalizando-se nesta forma peculiar de expressão literária. Também o aparecimento do Rádio foi importante. O texto para o Rádio tem que ser menor do que o para o jornal impresso para não cansar o ouvinte. Ai aparecem os quesitos para o bom texto jornalístico : clareza, concisão, densidade, exatidão, precisão, simplicidade, neutralidade, originalidade, brevidade, variedade, atração, ritmo, cor, sonoridade, detalhismo, correção e propriedade. Destes, apenas três são considerados os mais importantes: clareza, concisão e introdução que capte a atenção do leitor. O desenvolvimento da sociedade de consumo após o fim da II. Guerra após 1945 impôs novas formas de apresentação gráfica, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia e da indústria gráfica. A concorrência com a TV, a partir de 1950, também colocou novos desafios para o jornal. Tudo teve que mudar e adapta às inovações, concorrência e mudanças nos hábitos de leitura do consumidor. Na década de 60 e 70, por exemplo, no JORNAL DO BRASIL, o repórter era obrigado a usar a técnica do lead para introduzir a notícia para o leitor: o uso do lead e da gravata eram fundamentais no JB, diz um veterano. De 1960 a 1980, a Ditadura do Lead predominou nas redações, tolhendo, às vezes, a criatividade do repórter ao escrever sua matéria. Mas com o aparecimento das revistas semanais de informação com VEJA ( 1968) e a chamada Imprensa Alternativa ou Nanica com O PASQUIM ( 1969) a técnica do lead foi modificada aos poucos, cedendo à criatividade e o desafio criador dos novos jornalistas. Ai apareceu o Estilo Interpretativo.
O jornalismo, diante da concorrência com o Rádio e a TV, teve que mudar. Ele tem que apresentar a informação diferentemente dos veículos audiovisuais e busca mostrar mais detalhes ao leitor. O jornalismo ai reveste de profundidade as reportagens longas das revistas semanais VEJA e ISTOÉ , além dos jornais alternativos como OPINIÃO, MOVIMENTO, EX, DEBATE & CRITICA etc os grandes jornais mudam aos poucos seu estilo de redação formalista e tradicionalista. Aliviam o clima da Era da Ditadura do Lead, deixam o repórter usar um pouco mais de imaginação. Já há alguns anos que os Manuais de Redação dos grandes jornais não definem o lead como resposta às perguntas O QUE, QUEM, QUANDO, ONDE, COMO , POR QUE. Definem lead como a forma de introdução da notícia em que o jornalista apresenta o aspecto mais interessante para o leitor ( veja MANUAL DA FOLHA DE S. PAULO). O uso da imagem e da cor como recurso gráfico impôs-se no novo jornalismo. Texto curto, com adjetivos bem escolhidos para chamar a atenção do leitor e o uso de imagem ( foto, ilustração, gráfico) na maioria das reportagens. Eis as novas modificações da imprensa . O que chama a atenção é que o jornalismo mudou, mas as escolas de jornalismo ainda não se deram conta e ainda ensinam o jornalismo ultrapassado. Os velhos livros básicos como TÉCNICAS DE CODIFICAÇÃO EM JORNALISMO, de Mário Erbolato, ou IDEOLOGIA E TÉCNICA DA NOTÍCIA, de Nilson Lage, têm que ser atualizados com a nova realidade. Senão nossos alunos irão chegar ao mercado de trabalho com modelos ultrapassados e terão que reaprender tudo. Vale a pena rever o assunto e atualizar tendo como base o mercado. ( Belo Horizonte, dez-99)
Valéria Pinheiro da Cásper para as asas da Embraer A experiência de quem, ao sair da faculdade, teve coragem de arriscar e enfrentar o concorrido mercado de trabalho. Sempre cruzamos com diferentes rostos pela faculdade. O tempo passa e às vezes surge a curiosidade de saber o que aconteceu com essas pessoas. Quais foram as dificuldades que encontraram fora das salas de aula? Que conselhos podem nos dar? Quais são suas impressões, hoje, da faculdade? Assim, surgiu a vontade de mostrar algumas das conquistas e experiências dos alunos que passaram pela Faculdade A última coisa que Valeria Pinheiro queria ao formar-se em Relações Públicas era trabalhar com eventos. Ela acabou fazendo estágio na área e hoje trabalha no departamento de Relações Públicas da Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica, em São José dos Campos, interior de São Paulo, e não se arrepende. Em todas as profissões, sempre existe um pré-conceito sobre as atividades, seja idealizando-as ou depreciando-as. Valéria, que se formou em l996, teve nesses poucos anos experiências suficientes para saber como as coisas realmente são. E ela não se arrepende de ter deixado muitas coisas para trás, nem de ter se arriscado. Hoje, faz pós-graduação em marketing pela FAAP e mora em São José dos Campos, cidade na qual jamais pensou que moraria algum dia. Na Embraer, empresa considerada pela profissional como uma grande escola, ela é responsável pelo acompanhamento de visitas, inclusive de clientes em potencial. Organiza eventos de caráter externo e interno, de pequeno ou grande portes, como o lançamento do avião EMB -135, realizado no ano passado. Um evento enorme e uma experiência muito gratificante, conta Valéria, que também nos fala sobre as dificuldades que encontrou para ingressar na área, seus receios e suas experiências. Quais
eram seus receios em relação ao mercado de trabalho, nos últimos anos
de faculdade? Qual
foi a sua decisão ? Você decidiu se arriscar? Qual
foi a reação das pessoas à essa atitude? Como você chegou à Embraer?Fiquei dois anos no Safra, na área de eventos. Foi uma escola fantástica, aprendi muito. Em 96 foi uma loucura - estava no 4º ano, com projeto experimental para realizar, o contrato no Banco Safra por terminar, o mercado estava difícil... Após cerca de 260 currículos enviados, participei de algumas entrevistas e tentativas frustrantes. Continuei no Banco após o término do contrato por 8 meses, até sair um anúncio no jornal para a uma empresa no Vale do Paraíba. Nunca pensei em sair de São Paulo, mas tudo começava a caminhar para que isto acontecesse... Foram 4 etapas de seleção e consegui a vaga na Embraer. Qual
a maior diferença entre seu estágio no Safra e seu atual emprego na Embraer,
já que em ambos estamos falando de eventos? Houve
dúvidas a respeito da escolha da profissão? Como
você vê a área de Relações Públicas? Qual
é a maior satisfação em estar atuando na profissão? Que
crítica você faria, comparando a faculdade ao mercado de trabalho? Que
qualidades você aponta como essenciais para se obter sucesso na profissão? Organizar
eventos é uma tarefa que envolve diversos imprevistos, qual foi o maior
que você já teve que enfrentar? Um
conselho de quem já está fora para quem ainda está na faculdade. Uma
palavra que nunca deve ser usada: Fracasso Entrevista publicada pela AÇÃO, ANO 1, No 1 - Set/99 - Órgão Laboratorial da Coordenadoria de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.
AFINAL, QUE BICHO É ESSE CHAMADO RELAÇÕES PÚBLICAS ? Os estrategistas da comunicação (Parte 1) Quem são os profissionais de Relações Públicas e quais seus papéis no mundo de hoje. Enfim, o que são Relações Públicas ? Não adianta negar. Todos temos nossas dúvidas, mesmo porque até os profissionais da área têm dificuldades para explicar em poucas palavras algo tão abrangente. Se pedíssemos a cinqüenta pessoas que definissem Relações Públicas, teríamos com certeza cinqüenta respostas corretas e diferentes. Assim diz o dicionário: Relações Públicas - os métodos e atividades empregados por um individuo ou uma organização a fim de promover relacionamento favorável com o público em geral. Como qualquer definição, essa também é um tanto quanto vaga, mas pode-se ter uma idéia da essência da profissão, na qual relacionamento é a palavra chave. Ser a ponte entre empresas, instituições órgãos e o público, significa estar em contato constante com diferentes pessoas e culturas e, portanto, exige do profissional uma enorme capacidade de integração e adaptação. Por isso mesmo, para o especialista em comunicação e professor Júlio César Barbosa, atual Relações Públicas do Museu Geológicos Valdemar Lefévre e consultor de pequenas e médias empresas, é fundamental para ao profissional de Relações Públicas o poder de percepção. O Relações Públicas tem que estar muito bem informado, é um profissional que deve estar se renovando todos os dias. Não basta ter um conhecimento específico, é preciso ter necessidade de se renovar, aprender novas coisas e ler muito, concluiu Júlio que também é professor de Técnicas de Relações Públicas, na Faculdade de Comunicação Social Cásper Libero. Segundo Adriano Manduco Coelho - aluno do 4o Ano de Relações Públicas/turma B, da mesma faculdade - cabe ao profissional de Relações Públicas o papel de harmonizador. É o profissional que adequa a informação àqueles que precisam ouvir e determina qual o formato que a informação deve ter para atingir adequadamente o receptor. O mercado de trabalho do Relações Públicas esta cada vez maior, à medida que os profissionais das outras áreas estão reconhecendo a importância da comunicação com o público. O mercado financeiro, a área de turismo e a área hospitalar são apontadas como as mais promissoras pelo Prof. Julio Por um tempo as Relações Públicas ficaram muito vinculada à questão governamental. Nesta década, abriu-se um grande leque de trabalho com as empresas. Não que não existam outros campos de atuação. As entidades não lucrativas também representam um grande espaço, mas especificamente as Relações Públicas trabalham com essa nova sociedade, que tem um código de defesa do consumidor, que tem uma nova intenção de participação social e de conhecimento de cidadania. Não que o profissional esteja restrito à empresa, mas é um âmbito de maior efetivação do papel das Relações Públicas ,avalia Júlio. Nas empresas é o Relações Públicas o responsável pela comunicação externa, seja com outras empresas ou com o público. Além disso, juntamente com outros profissionais de comunicação, cuida do planejamento, da promoção da imagem, da consolidação e da credibilidade e da reputação da empresa. A comunicação interna é também muito importante, pois permite que todos os funcionários - do presidente ao faxineiro - caminhem no mesmo ritmo. E para alcançar resultados positivos, não basta ao Relações Públicas planejar, é preciso que ele conheça tanto a empresa quanto à sociedade na qual ela esta inserida. Isso significa ir a todos os setores da empresa, conversar com funcionários e com as pessoas que moram na região. O profissional de Relações Públicas entra nos pequenos detalhes, aquelas coisas chatas que ninguém vai dar valor, afirma Júlio que ainda aponta uma mudança na atitude das pessoas em relação à profissão. Prova disso seriam as empresas espanholas, que estão começando a atuar no Brasil, trazendo a concepção de que Relações Públicas é fundamental. O ombudsman é outra função dos Relações Públicas que vem ganhando espaço no mercado de trabalho, principalmente devido à preocupação das grandes empresas com a imagem que transmitem ao público. O ombudsman age como um canal direto de comunicação com o cliente - para ouvir reclamações , elogios e sugestões - é também um critico interno que aponta os problemas. E uma espécie de advogado do diaboe por isso esta ligado diretamente com a presidência , além de ter estabilidade garantida para poder criticar livremente., conta o jovem Adriano. A antiga imagem ligada às definições pejorativas como - A arte de não tratar público como aos parentes, A arte de tratar cordialmente , ou então A arte de tornar o antipático, simpático- estão pouco a pouco sendo enterradas, pois o profissional de Relações Públicas está alcançando cada vez mais espaço. O maior erro que nós notamos na imagem que as pessoas têm das Relações Públicas, é que nós somos os contadores de coxinhas, aqueles que só organizam festas. Tem-se a impressão que nós fazemos faculdade para sermos promoters de luxo, afirma Adriano. Júlio concorda - O que incomoda é a confusão que as pessoas fazem das atividades dos Relações Públicas e da capacidade técnica do profissional. Você é confundido até com contador de empadinhas, organizador de festas e uma série de coisas desagradáveis. Acaba-se colocando um profissional que tem capacidade técnica especifica para essa profissão, ou seja, que estudou quatro anos, que fez pós-graduação e outros cursos, no mesmo patamar que qualquer outro profissional. Organizar eventos é uma dentre muitas outras tarefas que cabem ao RP. Uma tarefa que já seria suficiente para o reconhecimento desses profissionais, tendo em vista que, graças ao trabalho deles, organizando premiações e homenagens, ajudam na divulgação dos trabalhos de outros profissionais. Relações Públicas Empresariais Busca melhorar as relações da empresa com o público, com os próprios funcionários e com acionistas. Atua como porta-voz, estando em contato constante com a imprensa, divulgando informações, lançamentos de produtos e eventos. Assume o papel de crítico interno, atuando como ombudsman. Relações Públicas Governamentais Divulga as realizações e planos governamentais, mantém a sociedade informada e orienta os dirigentes públicos. Onde Eles Atuam Sociedade, empresa, indústrias, poderes públicos, econômicos, comerciais, publicitárias e internacionais, turismo e hospitalar. O que Eles Fazem Conscientizar; promover a informação entre entidade e publico; coordenar, planejar campanhas e eventos; realizar pesquisas de opinião; orientar dirigentes; promover integração e divulgação; assessorar a resolver problemas internos e externos; atuar como porta-voz, estando em contato com a imprensa; organizar eventos e campanhas; divulgar lançamentos de produtos; divulgar as realizações e planos governamentais. Entrevista publicada pela AÇÃO, ANO 1, No 1 - Set/99 - Órgão Laboratorial da Coordenadoria de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.
Você vai ter muitas aulas teóricas e práticas. Nos dois primeiros anos, entre outras matérias, aprenderá antropologia, filosofia, psicologia da comunicação e teoria da comunicação. A partir do terceiro, enfrentará as disciplinas mais específicas, como cerimonial, eventos, planejamento, pesquisa de opinião pública e técnicas de RELAÇÕES PÚBLICAS e de marketing. No último ano desenvolverá um projeto de conclusão de curso. Em geral, trata-se de fazer um plano de RELAÇÕES PÚBLICAS para uma empresa, verdadeira ou fictícia. Duração mínima: quatro anos MERCADO Com
o crescimento da concorrência, as empresas não estão preocupadas apenas
em conquistar os consumidores. É necessário manter sua clientela. Assim,
aumenta a importância de dar um bom atendimento ao consumidor, uma das
principais funções desempenhadas pelo RELAÇÕES PÚBLICAS.
Também estão em alta as áreas de relações com a comunidade e de comunicação
interna nas empresas. Salário médio inicial R$ 850,00. Em alta: Atendimento
ao consumidor. Administração
e gerência. Assessoria
e consultoria Eventos Pesquisa
de opinião Planejamento
estratégico A matéria acima foi publicada no GUIA ABRIL do Estudante 2000 Neste Guia a Diretora de redação fez uma apresentação que achamos interessante informar. Para lidar com as incertezas. E vencer ! Um desses textos que rodam o mundo por meio da internet, de autor para mim desconhecido, diz o seguinte: A vida é um projeto de faça-você-mesmo. Hoje ela é o resultado de atitudes e escolhas que você fez no passado. No futuro, será o resultado de atitudes e escolhas que fizer hoje. E nos leva a uma boa reflexão sobre o que cada um de nós quer ser na vida. Escolher uma profissão e um curso, aos 16, 17 anos, é muito difícil. Mas é uma atitude que tem que ser tomada. Mais complicado fica quando percebemos que estamos na virada do século, convivendo com os fantasmas do desemprego e da globalização. Para facilitar sua vida hoje, quando é preciso olhar para o futuro, refletir sobre várias possibilidades e tomar decisões que garantam o sucesso do seu projeto de faça-você-mesmo, produzimos esta edição do GUIA DO ESTUDANTE repleta de informações a respeito do vestibular do ano 2000, as profissões de nível superior e os melhores cursos do pais. E mais: como orientação profissional, damos diversas dicas de como buscar e obter melhor resultado. Boa sorte ! Lucila Camargo Diretoria de redação E-mail: lucila.camargo@abril.com.br Muitas pessoas pensam que trabalhar em RELAÇÕES PÚBLICAS, é viver entre coquetéis e recepções . Esse é um engano. Um RELAÇÕES PÚBLICAS é muito mais do que um promotor de festas. Nas grandes companhias, ele está à frente das campanhas de propaganda institucional e opina em tudo que diz respeito à comunicação empresarial, da divulgação do plano de metas à estratégia de aproximação da empresa com a comunidade onde está sendo instalada uma nova fábrica. O RELAÇÕES PÚBLICAS é o profissional mais capacitado a liderar a equipe de comunicação empresarial, acredita Valéria Cabral, gerente de comunicação interna do Unibanco. Para o público interno, ele produz veículos e programas de integração, com o objetivo de ganhar o funcionário para a causa da empresa, afirma a professora Margarida Kunsch, da USP, em São Paulo . Esclarecer e informar o público externo os consumidores e a comunidade também está entre as suas atribuições. É o profissional de RELAÇÕES PÚBLICAS quem se ocupa do serviço 0800 A Voz do Cidadão, um canal de discagem gratuita para que as pessoas expressem suas opiniões sobre a atuação dos senadores, conta Ana Lúcia Novelli, RELAÇÕES PÚBLICAS do Senado Federal. Além disso, eles planejam e organizam solenidades e recepções para comitivas internacionais em visita ao Senado.
PROFISSIONALIZAÇÃO É O CAMINHO Rosevelt Hamam conhece como poucos a história da organização de eventos no Brasil. Presidente da Confederação das Entidades Organizadoras de Congressos e afins - COCAL - Professor Titular de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação da FAAP e proprietário da R. Hamam Eventos, fundou em l967 a primeira empresa brasileira especializada em congressos, a Beta Congressos. A partir de l970, à frente da Alcântara Machado, acompanhou de perto o desenvolvimento do setor. Nesta entrevista, ele traça um quadro do setor, seus avanços e dificuldades, e fala das perspectivas "animadoras"para a área de eventos. Informativo Rebouças: O senhor praticamente acompanhou toda a história da área de eventos no Brasil. Quais as principais mudanças que ocorreram neste processo e quais acredita que ainda falta para elevar a qualidade do trabalho no setor ? ROOSEVELT HAMAM: As mudanças mais sensíveis referem-se, evidentemente, à profissionalização cada vez maior do setor. Inúmeros fatos contribuíram para que atingíssemos o atual estágio de profissionalização. O surgimento, em grande número, de centros de convenções e espaços apropriados para eventos, a melhor adequação da rede hoteleira para sediar eventos e acomodar convenientemente grupos de congressistas, o aprimoramento dos serviços especializados, infra-estrutura de apoio, a maior e mais diversificada oferta de vôos nacionais e internacionais. Cito estes pontos como fundamentais, entre outros, pois, para quem tem acompanhado a história e a evolução da área de eventos no Brasil, eram as grandes dificuldades dos primeiros tempos, já que não havia locais adequadas. A rede hoteleira era insuficiente e despreparada para eventos, não tínhamos serviços especializados, além de poucas opções no setor de transporte aéreo. IR:
E no futuro ? IR:
Quais as perspectivas em relação à área de eventos no Brasil ? IR:
Como empresário, o que representou o ano de l999? E quais as suas expectativas
para o ano 2000? IR:
Levando em conta sua vivência na área, qual é a sua definição sobre o
nosso profissional da área e quais as características que deve incorporar
para se adequar ao mercado? IR:
Como presidente da COCAL, quais são as suas expectativas sobre o
Mercosul em relação a eventos? IR:
O que o COCAL tem feito para atingir o objetivo de ocupar seu espaço no
Mercosul?
GRP Campinas Criado em 1992, por iniciativa de alguns profissionais da área,p o GRP Campinas é um grupo que congrega profissionais de Relações Públicas, com o objetivo de promover a troca de experiências e a promoção e valorização da profissão. Os interessados em fazer parte do Grupo devem ser formados na área. Informações podem ser obtidas pelo telefone: (0xx 19) 2363667 ou pelo e-mail mjcosta@dglnet.com.br
Cursar
apenas a universidade não garante o ingresso no mercado de trabalho, nem
a estabilidade no emprego. Cursos
de idiomas e uma pós-graduação podem facilitar a vida profissional.
O MBA (Máster Business
Administration) surgiu
há cerca de 8 anos
no Brasil e hoje desponta
como uma boa alternativa para quem deseja um curso de extensão curricular
mais específico e dinâmico. Os professores de MBA na grande maioria são
executivos de grandes empresas; fator que propicia aulas menos expositivas
e mais práticas. O
coordenador e
professor do MBA Corporate
Finance do Instituto Mauá de Tecnologia, Osias Santa de Brito,
por exemplo, trabalha
como diretor
executivo do
Credibanco. O
conteúdo dos cursos
é atualizado conforme as mudanças do mercado de trabalho.A cada
curso surgem novos módulos. No próximo terei de incluir um sobre fusões
de empresas, explica Brito.
Estudos
e pesquisas mostram que as oportunidades de trabalho n O aperfeiçoamento do processo democrático cria um cidadão com perfil menos tolerante a descompassos sociais e mais exigente quanto a valores éticos fundamentais. Esse quadro torna as corporações e agências governamentais muito mais vulneráveis a cobranças e sujeitas a ações de ordem legal. A imagem pública, portanto, passa a ser essencial à manutenção da credibilidade e à cristalização de posturas sociais inatacáveis. Certamente, não estamos falando de um relações públicas tradicional, que se esconde atrás de sorrisos e tapinhas nas costas. E sim de um profissional culturalmente bem preparado, que domine diferentes idiomas, oriente rituais cerimonialistas, mantenha debates em alto nível, seja simples ao relacionar-se com pessoas e que tenha firmeza e flexibilidade política. Boa parte do sucesso das organizações privadas e instituições públicas, bem como de personalidades de destaque, lideranças empresariais e políticos bem-sucedidos, depende diretamente de um eficiente e competente serviço de relações públicas. Jornal O Globo - Página Educação /Vestibular de 23/11/99
Gallup retoma pesquisas de interesse social, abre espaço para venda de perguntas e busca parceiros na mídia. Por Arnaldo Comin O Instituto Gallup promete estar presente em breve na mídia trazendo estudos aprofundados sobre temas de interesse social dos brasileiros. O objetivo é reformular a pesquisa Ônibus e oferecer às empresas espaço para a compra de perguntas que sejam pertinentes aos objetos em estudo. Para ganhar destaque e gerar discussão dentro da sociedade, o Gallup parte agora à procura de veículos de comunicação interessados na publicação com exclusividade dos levantamentos, que abordarão assuntos como Aids, política, hábitos de vida e aborto, entre outros temas. O formato das pesquisas é semelhante ao tradicional Gallup Poll, feito há décadas nos Estados Unidos e hoje divulgados pelo jornal USA Today e pela rede de TV CNN. A empresa anuncia ainda que disponibilizará ao público as Gallup Polls feitas no exterior, cujos dados serão complementados pela pesquisa Omnibus. O primeiro levantamento feito no País deve ser divulgado em novembro e o instituto deve manter periodicidade bimestral nas pesquisas de opinião pública há alguns anos e agora elas voltam a ser sua prioridade com a retomada da marca no País por parte da matriz norte-americana. O Gallup sempre teve como característica dar voz à opinião pública como forma de legitimar a democracia. Acreditamos que este seja o momento de retomarmos a discussão de temas relevantes à sociedade, de maneira regular, divulgando novas pesquisas a cada dois meses, destaca o gerente geral do Gallup no Brasil, Arthur César. O executivo destaca que a metodologia empregada consiste em 2 mil entrevistas, contemplando homens e mulheres de todas as classes sociais, entre 18 e 70 anos. Um diferencial da pesquisa Omnibus é a aplicação de questionários não só em capitais, mas também em pequenos e médios municípios espalhados por todas as regiões do País. As empresas que participarem do projeto poderão ter a noção exata de como pensa o brasileiro, da cidade em que ele vive e de sua classe social, dando um mapa bastante preciso do assunto em estudo, avalia César. Foco no trabalho O Instituto Gallup também está trazendo dos Estados Unidos seu know-how de mais de 15 anos de pesquisas voltadas à contratação de profissionais para empresas. A companhia promete trazer uma série de novos serviços ao País nos próximos meses. Além disso, garante que manterá todos os segmentos de pesquisa de opinião pública e sobre produtos de consumo. César cita como exemplo de projeto uma empresa interessada em criar modelo de contratação de equipes de vendas. A partir da análise dos funcionários atuais, o instituto estuda a fundo as características dos vendedores com maior índice de aproveitamento. A partir de entrevistas pessoais, o Gallup pode avaliar quais são os métodos mais eficientes, o perfil emocional do vendedor e suas principais formas de aproximação com os clientes. Elaborado o modelo considerado ideal, cria-se um questionário especial para os candidatos à contratação. O serviço também pode funcionar na contramão desse processo, avaliando o ponto de vista empregado sobre questões como clima de trabalho, condições profissionais oferecidas pela empresa e assim por diante Desta forma, os dirigentes da companhia podem fazer ajustes internos, revisão de benefícios e métodos de atuação, aumentando a produtividade da equipe. O objetivo da matriz nos Estados Unidos é fazer com que a área de RH supere em volume de negócios os nossos serviços de pesquisa de opinião. Isso deve ocorrer a médio ou longo prazo, destaca César. No Brasil, o Gallup tem mantido negociações com algumas empresas e já realizou levantamento para uma grande companhia em nível gerencial, estando ainda em fase de fechamento de contrato com uma multinacional. VOLTA À ORIGEM Os novos produtos que o Instituto Gallup começa a trazer ao País fazem parte da estratégia de reposicionamento da empresa após a mudança de seu controle acionário. A marca foi recomprada dos proprietários brasileiros em outubro de l997 e, desde então, a companhia vem passando por reestruturação interna. Foram contratados 20 funcionários, entre eles recém-formados e alguns executivos experientes na área de pesquisas, como o próprio gerente geral, Arthur César, que tem 3o anos de prestação de serviços no setor. Em l998, o Gallup alcançou faturamento de R$ 1,5 milhão e até o final do ano espera somar negócios da ordem de R$ 5 milhões no exercício. Estamos vivendo um momento bastante expressivo de crescimento em virtude da revisão geral da nossa estratégia de atuação no mercado, obtida após a recompra da marca, diz César. Matéria publicada no Meio e Mensagem, seção Mercado, página59, 20 de setembro de l999.
No programa para o vestibular da UNICSUL A ESCOLHA CERTA 2000, temos a seguinte informação sobre Relações Públicas. COMUNICAÇÃO SOCIAL Em um mercado exigente e disputado, a Comunicação Social se integra à estrutura das empresas, fornecendo subsídios para o melhor desempenho produtivo e para a divulgação e competitividade de produtos e serviços. O curso destaca a importância social do profissional, a ética e responsabilidade na divulgação de informações que contribuem diretamente na formação da opinião pública. Na UNICSUL, o curso de Comunicação Social capacita o aluno a assimilar, dominar e desenvolver técnicas pertinentes às habilitações que oferece: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio e Televisão e Relações Públicas. RELAÇÕES PÚBLICAS A comunicação com o público das empresas. O profissional: desenvolve planos de comunicação para informar e orientar funcionários, clientes, governo e fornecedores sobre as diversas realizações, os produtos e serviços das empresas públicas e privadas: formula e implanta campanhas e pesquisas de Relações Públicas, encarregando-se das questões que envolvem a imagem da organização. Também realiza programas de integração com a comunidade, além de organizar eventos e cerimonial público. O
mercado: o profissional pode atuar em empresas públicas e privadas, agências
de propaganda, sindicatos, assessorias de imprensa, instituições financeiras,
entidades filantrópicas e hospitais.
O Curso O que faz um Relações Públicas ? O Profissional de Relações Públicas cuida da imagem da organização para a qual trabalha, utilizando-se de estratégias de Comunicação que visem a integração e transparência da empresa com seus funcionários, clientes, mídia e sociedade. No curso de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação, o aluno estuda diversos assuntos dentro da grade curricular e distribuídos em várias disciplinas. As principais disciplinas nos dois primeiros anos são Política Brasileira, Sociologia, Filosofia, Comunicação Comparada, Cultura Brasileira e Técnicas de Relações Públicas A partir do terceiro ano, o aluno tem disciplinas específicas da futura profissão, como Técnicas de Comunicação Dirigida, Teoria e Pesquisa de Opinião, Administração e Assessoria de Relações Públicas, com ênfase em Marketing. Para realização de trabalhos práticos, a Faculdade possui uma infra-estrutura de laboratórios de rádio, tevê, Publicidade e informática. O principal laboratório deste curso é a Assessoria de Relações Públicas, e estágio Asserpe, onde os alunos desenvolvem atividades voltadas para clientes reais, como a própria Universidade e a comunidade de Região. O estágio não é obrigatório, porém, a UniSantos mantém convênios com empresas, para a a prática do aluno, e a supervisão pelos professores-profissionais da área. No último ano, é preciso apresentar uma monografia sobre algum tema ligado às Relações Públicas ou o Projeto Experimental (desenvolvido para um cliente verdadeiro), orientado por um professor; ambos devem ser aprovados por uma banca examinadora para a conclusão do curso. Os projetos Experimentais de Relações Públicas da UniSantos vêm obtendo as primeiras classificações, nas respectivas categorias, no concurso universitário nacional da Associação Brasileira de Relações Públicas Seção São Paulo (ABRP), desde sua criação há 15 anos. O
PERFIL DO PROFISSIONAL Capacidade de observação, criatividade, facilidade de comunicação e expressão, domínio domínio de língua estrangeira são alguns dos requisitos necessários para desempenhar a atividade de Relações Públicas. Estar sempre reciclando-se e buscando aprimorar-se depois de formado são fatores que contribuem na qualidade dos serviços prestados e, conseqüentemente, ajudam no reconhecimento da carreira. Em termos de Brasil, é uma atividade nova, mas que vem sendo bastante solicitada no meio empresarial, principalmente porque vem ao encontro de uma necessidade do setor a importância de uma estratégia de Comunicação e de Marketing eficaz para garantir e preservar uma boa imagem institucional perante seus públicos. Quanto às segmentações da profissão, o profissional de Relações Públicas pode atuar em instituições públicas ou particulares, com maior participação no setor empresarial. Para os interessados em atuar como profissional liberal, uma alternativa é prestar serviços de consultoria e assessoria às organizações a terceirização é uma forte tendência no mercado e está crescendo consideravelmente. Para atuar na área, é preciso o registro no Conselho Regional de Relações Públicas CONRERP, de acordo com a Lei 5.377, de 11 de dezembro de l967, que regulamenta a profissão. Segundo o Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas no Estado de São Paulo, o salário inicial é de R$ 850,00 para os recém formados. O PROFISSIONAL Para conquistar espaço em um mercado de trabalho tão competitivo e ascendente é preciso ter força de vontade e de determinação e foi assim que o Relações Públicas Paulo Eduardo Batista da Silva iniciou sua carreira. Formado pela Faculdade de Comunicação da UniSantos em l996,, Paulo sempre sentiu a necessidade de conhecer na prática as técnicas de Relações Públicas aprendidas em sala de aula. Ele faz um resumo de sua carreira: logo que entrei na Faculdade, fui trabalhar em uma agência de Comunicação. Na seqüência, a empresa contratou-me como profissional, onde tornei-me assessor de comunicação. Paralelamente, desenvolvi projetos e trabalhos de várias empresas através de uma consultoria. Após este período, fui contratado para assumir a área de Comunicação Social da "Ultrafértil (indústria de fertilizantes do pólo petroquímico de Cubatão) e está exercendo o cargo de assessor de comunicação nesta empresa há um ano e meio. Paulo diz que sua primeira oportunidade foi no grupo NPO(empresa de consultoria de Recursos Humanos) e, por isso, considera o estágio de suma importância, além de que estar atualizado e buscando cursos de especialização ajudam bastante na hora de procurar um emprego e concorrer a uma vaga. Ele explica que na trajetória, encontra-se satisfação e dificuldades: creio que a grande dificuldade é o não conhecimento das atividades da profissão por muitas empresas. Porém sempre enxerguei Relações Públicas como uma profissão promissora, tendo em vista a crescente necessidade das empresas de terem uma boa imagem perante seus públicos. Para os que pretendem cursar Relações Públicas e, para aqueles que estão iniciando na carreira, dá alguns conselhos que podem servir como aprendizado: você tem que gostar do que faz e depois estudar o máximo que puder, procurando ouvir e trocar idéias com outros profissionais da área. Tente extrair o máximo dos professores em aula e leia existem ótimos livros nas bibliotecas que ajudam, e muito, o entendimento profissional. Esse
texto foi publicado pela Revista das Profissões, Projeto Laboratorial
do curso de Relações Públicas da Faculdade
de Comunicação da UniSantos, Setembro de l999.
VESTIBULAR
DA UERJ BATE RECORDE Educação
física e Relações Públicas têm procura maior A
diretora do Departamento de Seleção Acadêmica da Uerj, Elisabeth Murad,
disse ter se surpreendido com o número de inscritos, considerado por ela
um desafio e uma vitória: No ranking das carreiras mais disputadas, duas surpresas este ano. O curso de educação física pulou do 6º para o 3º e o de Relações Públicas passou de 14ª colocação para 6ª. No topo da lista está medicina, para a qual se inscreveram 6.600 candidatos, que brigarão por 92 vagas. Em seguida estão jornalismo (com 54,5 candidatos por vaga), educação física (37,3), odontologia (35,3), Relações Públicas (32,9), desenho industrial (32,4), ciências biológicas (30,7) e direito (29,1). As 40 vagas na Esfao serão disputadas por 1.401 pessoas. Para a Academia de Polícia Militar são 2.136 pessoas para 70 vagas. A Uenf, que também bateu recorde de inscrições tem 1.698 candidatos, contra 958 no último concurso Texto publicado no O Globo, Rio de Janeiro, sábado, 23 de outubro de l999 página 19, local. Jornalista Rubiana Peixoto.
TUDO
PELA BOA IMAGEM Quem acha que o profissional de Relações Públicas estuda quatro anos só para promover festinhas está mal informado. Antes, mais focada mesmo em eventos de natureza social, essa profissão vem mudando muito ao longo dos últimos anos. É cada vez mais crucial para a estratégia de marketing e comunicação das empresas. Mais do que simplesmente zelar pela imagem de uma companhia, o profissional de Relações Públicas está capacitado para orientar a formulação das linhas mestras da política de comunicação, tanto interna quanto externa, o que envolve contatos com a mídia, o governo, os concorrentes e o público em geral uma iniciativa que visa à criação de laços com a comunidade. Junto com outros profissionais, o RP tem entre suas missões consolidar a marca corporativa da empresa. Esse conceito abrange sua função, seu objetivo e sua posição no mercado e na sociedade. Para tal, elabora estudos e avaliação de público-alvo, executa pesquisas de opinião e campanhas institucionais. Também coordena publicações internas, organiza eventos e elabora o planejamento estratégico de uma empresa. Outra função do profissional de Relações Públicas é orientar e assessorar dirigentes de empresas na resolução de problemas institucionais que influem no posicionamento de uma entidade ou companhia perante a opinião pública. Nessa esfera particular, ele também oferece grande contribuição, até mesmo na formatação de imagens, um serviço muito procurado por políticos, artistas e outras personalidades muito expostas na mídia. O sucesso na profissão depende em grande parte da habilidade para relacionar-se, em equipe e em sociedade. Deve criar vínculos que facilitem sua tarefa, abrindo canais de comunicação sempre que preciso. Habilidades de gerência completam o quadro além do domínio de uma língua estrangeira, de preferência inglês. Ao longo dos quadro anos de curso, ele terá de se debruçar sobre matérias teóricas do campo das ciência humanas e sociais, como sociologia, antropologia e filosofia. Depois, mergulhará nas técnicas de marketing, planejamento estratégico, estatística, pesquisas de opinião. Duração média do curso: quatro anos.
As oportunidades de trabalho nesse segmento encontram-se nas áreas do pais que detêm maior volume de indústrias, companhias de prestação de serviços órgãos governamentais. Ou seja, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. Há um novo campo a explorar: o de Relações Públicas internacionais. Ele foi criado com a chegada de empresas estrangeiras no país, decididas a contratar brasileiros, capazes de informá-las a respeito dos hábitos, valores e legislação locais, cuidando ao mesmo tempo do relacionamento com a comunidade e o governo. Muitas vezes o profissional trabalha junto com o assessor de imprensa, já que as esferas de atuação são muito próximas. As agências de publicidade também empregam Relações Públicas, pois seus clientes exigem não apenas campanhas de sucesso mas políticas de comunicação. Órgãos Públicos também são empregadores. O segmento de ensino oferece vagas, bem como instituições de saúde, sempre em risco de ver sua imagem abalada por falta de comunicação quando ocorrem fatos polêmicos. |