| A Ombudsman a serviço do Cidadão. | ||
Recebi de uma leitora de "Consumidor Moderno" uma carta muito
interessante. Comento aqui suas colocações porque acho que boa parte dos leitores deve
ter questionamentos semelhantes. |
Ombudsman quer dizer representante do ser humano. O primeiro surgiu na Suécia em 1809 |
Sim, porque, quando uma empresa um cliente (ou seu
representante) junto à diretoria, está assunmindo um compromisso público de respeito ao
mesmo. |
| Vera Giangrande ombudsman do Revista Consumidor Moderno, Edição nº: 32 |
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Um dos resultados mais dramáticos da economia brasileira em 1999 foi a grande redução
de massa de salários no setor industrial. Segundo levantamento da Confederação Nacional
da Indústria, a massa salarial - isto é, a soma de todos os salários pagos aos trabalha
dores na indústria - caiu mais de 9% em relação a 1998. Não há registro, na última
década, de uma queda tão violenta no redimento dos assalariados brasileiros. É essa
erosão da renda salarial que explica em parte porque a demanda enfraqueceu, porque o PIB
praticamente não cresceu no ano passado. O nível de emprego continuou caindo até o
final de 1999. |
governo
utilizar. O problema básico da administração da economia é o de devolver às empresas
nacionais o capital de giro que lhes foi subtraído durante o Plano Real. Capital de giro
exaurido pelas maiores taxas de juros do mundo, pela valorização do câmbio e pelo
enorme aumento das tributações ocorrido nos últimos quatro anos. Quando o governo
entender que é preciso devolver às empresas o seu capital de giro, através de créditos
convenientes e juros suportáveis, a produção volta a crescer e a economia se reanima
fazendo reaparecer o emprego. O governo não pode deixar de se empenhar a fundo no suporte
às exportações industriais que começam a reagir depois da correção do grave erro da
política cambial. |
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Diário Popular, Política, pág 11, 09/03.00
Pesquisa com setor de comunicação empresarial mostra problemas e ansiedades dos profissionais
O
segmento das empresas que atuam na área de comunicação empresarial está disperso.
Embora predominem empresas com mais de dez anos de mercado há ainda muita concorrência
desleal e falta de transparência nas licitações. Houve uma busca pela sobrevivência
diante de um mundo globalizado, e a decadência do comportamento ético não sensibilizou
as universidades, que deixaram de cumprir seu papel de vanguarda nesse cenário. Essas
são as principais constatações da pesquisa O que É Assessoria de Comunicação no
Brasil, realizada por Margarida Krohling Kunsch, professora livre-do-cente da Escola de
Comunicações de Artes (ECA) da universidade de São Paulo (USP), e divulgada no 2º
Congresso Internacional Aberje de Comunicação Empresarial e Corporativa, promovido pela
Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) no último dia 21. Para o
evento, a Aberje trouxe como convidado especial James Gruning professor da Uiversidade de
Maryland (EUA), que tratou do tema Como Alcançar a Excelência no Gerenciamento da
Comunicação Corporativa. Ele apontou que a mensuração de resultados é fundamental no
trabalho de comunicação, e comprovou que um trabalho de assessoria de imprensa e relações públicas, quando integrado
à publicidade, promoção e merchandising aumenta em 100% o resultado de uma campanha. |
comunicações, publicações empresariais, relações públicas e assessoria de imprensa, sendo que a última é predominante. Desde a criação da Companhia Nacional de Relações Públicas e Propaganda, a primeira da área no Brasil, surgida em 1952, o setor viu mudanças como a consolidação das grandes empresas na década de 1970, a proliferação de assessorias de imprensa em decorrência da escassez de empregos para
jornalistas nos anos 80 e a fase de internacionalização na década passada. No dia-dia das empresas, Margarida constatou que há uma fragmentação dos serviços prestados em detrimento da comunicação integrada, uma visão reducionista das empresas contratadas, a falta de |
qualificação dos profissionais para gerir negócios e ser empreendedores
e a cultura de fazer divulgação usando apenas o paradigma propagandístico. "As
empresas ardem desordenadamente por ausência de conceituação ética e social, além da avidez da concorrência por
conta da globalização", diz ela. Em relação à prática de relacionamentos por
assessoria de imprensa, 56,7% das empresas pesquisadas o fazem por meio de press release.
Outras 31,7% divulgam apenas pautas que consideram "interessantes" e outras 20%
preferem contato direto com jornalistas. Apenas 18,3% se preocupam em procurar mídias
específicas e 13,3% costumam enviar convites para coletivas. Nesse quesito, muitas
empresas do setor revelam que vários veículos publicam integralmente seus releases. Nara Damante |
Meio & Mensagem, pag. 13, 27 de março de 2000
Curso ensina como usar a Lei Rouanet
A Delegacia Regional do Ministério da Cultura (MinC) de São Paulo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Ethos, lança no dia 20 o curso Marketing Cultural com Impacto no Social. Voltado para empresários e executivos de companhias que pretendem utilizar a Lei Rouanet (8.313/91) para patrocinar projetos culturais com interesses sociais, o curso está ministrado na FGV, em São Paulo, em três datas e é gratuito.
As aulas fazem parte de um projeto mais amplo do MinC, que pretende popularizar a utilização da Lei Rouanet. Por meio do projeto, chamado de Incentivo ao Incentivo, o Ministério espera fazer com que, este ano, o montante de doações supere consideravelmente os R$ 178,7 milhões registrados em 1999. Hoje menos de duas mil empresas utilizam a Lei Rouanet para patrocinar projetos culturais, afirma a delegacia Regional do MinC em São Paulo, Valéria Zorgno. Acreditamos que haja potencial, no Brasil, para 20 mil.
O curso, de um dia, terá a primeira de três edições no dia 27 e procuram mostrar aos gestores de empresas as várias formas de tirar proveito da lei. Em alguns casos, é possível deduzir, para fins de imposto, até 100% da doação. Na primeira fase do programa, nós fizemos cursos para ensinar os representantes dos projetos a buscar dinheiro.
Além de informações sobre a Lei Rouanet, o curso terá seu foco voltado principalmente para os projetos culturais que tenha impacto social. A questão da responsabilidade social está ganhando muita importância entre as empresas, e a lei de incentivo é um ótimo caminho para dar a elas a oportunidade de contribuir, diz a assessora de Desenvolvimento Institucional da Fundação Getúlio Vargas, Célia Cruz.
A assessora da FGV embasa sua afirmação em números. Em recente pesquisa feita pela USP, segundo ela, 79% das empresas que investiram em projetos culturais de organizações sociais afirmam que sua imagem institucional melhorou. Outras 74%, que a relação com a comunidade melhorou, diz.
O curso é ministrado por profissionais do Ministério da Cultura. Durante cerca de três horas, os participantes ficam conhecendo como funciona a lei e quando e como ela pode ser aplicada. O Ministério da Cultura também apresentará um software para gerenciar o financiamento de projetos e medir os retornos institucionais que ele pode trazer à empresa.
Depois do dia 27, outras duas turmas receberão as informações sobre a Lei Rouanet nos
dias 24 de abril e 26 de junho. A expectativa do Ministério da Cultura e da Fundação
Getúlio Vargas é de que cada uma das edições consiga reunir 60 participantes. As
inscrições serão abertas a partir do dia 20 de março, quando o curso será
oficialmente lançado no salão nobre da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, pelo
ministro Francisco Weffort.
Gazeta
Mercantil-página C-2 Empresas & Carreiras, 14.03.2000.
QUEM SÃO OS BRASILEIROS QUE FAZEM MBA LÁ FORA
Dalem Jacomino
MBA continua sendo a grande vitrine de talentos do mundo corporativo. E, justamente por isso, conseguir um lugar nesses centros de excelência está cada vez mais difícil. Profissionais de todo o mundo competem por poucas vagas. E, no final, apenas 20% dos candidatos são aceitos. A boa noticia é que os brasileiros estão cada vez melhor na fotografia. Sua participação nos MBAs das 12 melhores universidades do mundo sobre a cada ano. De l991 a l998, esse número cresceu 620% - foi de 10 para 72 estudantes.
Os dados foram levantados pela Foco Recursos Humanos, consultoria especializada em seleção de profissionais, que entre l991 e o inicio de l999 realizou uma pesquisa com o objetivo de levantar o perfil do profissional brasileiro que vai ao exterior em busca do concorrido certificado. Foram ouvidos 236 estudantes brasileiro formados nas 12 mais respeitadas universidades dos Estados Unidos, Inglaterra e França(Chicago, Michigan, Stanford, Colômbia, New York University, Harvard, MIT, UCLA, Kellogg, Wharton, London School e Insead).
Segundo a pesquisa, o brasileiro que chegou lá é jovem. Tem em média 28 anos e sua experiência profissional viria de quatro a cinco anos. A maioria é do sexo masculino. A Wharton Business School, da Universidade da Pensilvânia, tida como número 1 pela revista Business Week, é uma das mais procuradas: em 1998, dez brasileiros trouxeram esse certificado para casa.
Desse pessoal, cerca de 99% saem com uma oferta de emprego nas mãos(mais de 500 empresas vão anualmente aos campi recrutar talentos). A área financeira ainda é a que mais contrata esse profissional. Entre os 236 estudantes da pesquisa, 125 atuam em instituições financeira; 59 em consultorias; 10 em telecomunicações e outros 10 na indústria farmacêutica. A maioria dos brasileiros opta por trabalhar no Brasil. Dos 72 formados em l998, 46 se estabeleceram em empresas aqui. O restante ficou no exterior. O salário inicial desses profissionais, incluindo os benefícios, é de 100.000 dólares ao ano. Nada mau.
Você S. A./Março 2000, pág 17