“EMPRESAS MUDARAM”, diz, Ombudsman

    O receio dos consumidores de reclamar reflete a falta de percepção de que as empresas melhoraram as relações com os clientes. Essa é a opinião da ombudsman dos Supermercados Pão de Açúcar, Vera Giangrande. “As empresas estão mudando e o consumidor ainda não percebeu”
    Ombudsman há sete anos, Vera acredita que novas melhorias dependem da disposição de o consumidor em reclamar. “Ele poderia apressar a mudança se fosse mais exigente. O medo é descabido”.
    Vera disse que a falta de atenção aos queixosos pode comprometer o futuro de qualquer negócio. “A empresa que estiver com esse problema está pedindo para morrer.”
    O coordenador da Procuradoria de Defesa do Consumidor(Procon) no Rio de Janeiro, Átila Nunes, é menos otimista que a ombudsman do Pão de Açúcar. Para ele, a visão dos consumidores sobre as empresas é verdadeira
    “Infelizmente, a percepção do consumidor, na maioria dos casos, não está errada.”
    A má vontade é percebida até mesmo quando o Procon é acionado. “Às vezes, a empresa não quer resolver o problema e a pessoa é obrigada a ir para o Juizado de Pequenas Causas.”
    Para Nunes, a visão dos consumidores com relação as empresas é fruto da falta de concorrência que ainda existe em boa parte da economia.
    “Muitos setores ainda estão em uma etapa anterior à competição plena.
    Nunes reconhece que o trâmite das queixas no órgão  pode ser “penoso”devido as regras do código, mas diz que o atendimento é mais rápido do que na Justiça

JT, 20.03.00, página 11, Economia


GENTE

Marlene Marchiori

ü     Bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas, pela UEL em 1981, em Administração de Empresas, pela UEL em 1989, Professora da Universidade Estadual de Londrina, desde 1983, Mestre em Ciências, pela USP em 1995,

Doutoranda em Ciências pela USP, com atuação na área de Cultura Organizacional e Comunicação Interna. Sócia Proprietária da March Comunicação & Marketing, desde 1992, com diversos cursos no Brasil e exterior. Conselheira Suplente do CONRERP, 2ª região SP/PR – em 3 gestões,

Ganhadora do Prêmio Destaque Profissional na Área Rural, pelo CONRERP, dezembro/1997.


Paulo de Tarso M. Marques. É profissional de Comunicação Social, bacharel em Relações Públicas, com especialização em turismo, professor universitário, exerce funções de Delegado Regional de Turismo e vice-presidente do Conselho Pró-Turismo do Cone Leste Paulista, o qual representa no Conselho Estadual de Turismo. E-mail: cointer@iconet.com.br


Sonia Sahão assumiu a área de Relações Públicas do Caesar Park de São Paulo.
Sopa de Letrinha, Persona 21 de fevereiro 2000 Caderno 2, OESP


Vera Campacci assumiu a gerência de comunicação e Relações Públicas do Sheraton Mofarrej Hotel. Ela será responsável  pela comunicação, imagem e Relações Públicas do hotel, alem de coordenar as atividades de guest relations. Com 16 anos de experiência em hotelaria, Vera foi gerente de vendas, guest relations manager e gerente de recepção do Maksoud Plaza; gerente de marketing do Recanto das Toninhas de Ubatuba; gerente geral do Business Club do WTC; diretora de eventos e guest relations manager do Renaissance. Em seu novo desafio profissional, Vera tem como objetivo a satisfação dos hospedes e clientes e seu retorno contínuo ao hotel. Sheraton Mofarej (0XX11) 253-5544
Fonte Gestão Plus no 12 página 38 Janeiro/fevereiro 2000


Vera Giangrande é a ombudsman do Grupo Pão de Açúcar e uma das melhores profissionais de Relações Públicas do mercado. Bem sucedida,  trabalhou nas melhores Empresas e Assessorias  de Relações Públicas deste pais.


Walter Nori deixou a Scania Latin América. Ele vai ocupar a vice-presidência  de Comunicação   empresarial da Empresa Brasileira de Aeronáutica(Embraer)
MM 6 de março, pág. 19


RELAÇÕES PÚBLICAS

 A ARTE E A CIÊNCIA  DE NEGOCIAR COM PESSOAS

Romildo Fernandes

    Debatendo idéias, recentemente, durante um dos freqüentes encontros com Mario Ernesto Humbert, presidente de uma das mais destacadas consultorias de comunicação em São Paulo, sobre o estágio atual da atividade de Relações Públicas, dizia-me ele, entre outros fatos pertinentes à nossa área , que muitas vezes ficava impressionado com as perspectivas da evolução da atividade no país, ajudando a fazer face às rápidas mudanças sociais, políticas, econômicas e tecnológicas.

    Compartilhando com ele dessa mesma certeza, passei, incontinenti, a refletir se não seria oportuno traçarmos a trajetória  já percorrida pelas Relações Públicas, ilustrando-a através de um rápido panorama sobre os eventos mais marcantes, o seu surgimento e desenvolvimento no Brasil, seu significado, como entendê-las e os benefícios por elas propiciadas ao longo desses quase cem anos no Brasil.

    Historicamente, tudo começou no inicio deste século, com o surgimento, em São Paulo, do primeiro Departamento de Relações Públicas, instituído pela São Paulo Light - Serviços de Eletricidade. Nos anos que se seguiram, outras grandes empresas estrangeiras que aqui se instalavam traziam, também, em seus organogramas, serviços de Relações Públicas nos moldes da pioneira Light.

    Nas décadas seguintes, alguns poucos intuitivos, embalados por alvissareiros comentários feitos por pessoas que voltavam do exterior, motivavam-se a interessarem-se mais e mais por essa nova e fascinante profissão, pesquisando-a, lendo e estudando tudo o que lhes caíssem às mãos. Para aqueles que dominassem o inglês, já se dispunha de uma boa bibliografia sobre o assunto, de autores como Herbert Bahus ( Public Relations at Work), Edward Bernays ( Public Relations), Verne Burnet (Solving Public Relations Problems), Allen Center (Public Relations Ideas in Action), Samuel Crother (Public Opinion, Private Business and Public Relations), H. L. Childs ( Na Introduction to Public Opinion), Glenn e Denny Griswold (Your Public Relations), Herman S. Hettinger (Financial Public Relations for the Business Corporation), Philip Lesly (Public Relations Handbook), Louis Lundborg (Public Relations in de Local Community). Em português já era publicados artigos e opúsculos  de autores nacionais, como Paulo Poppe Figueiredo   (Relações com o Público - l950), Francisco Gomes de Matos (Treinamento e Formação de Pessoas para Relações Públicas - l958 ), Murilo Mendes (Relações Públicas - l956, João Firmiano da Silva ( As Comunicações nas Relações Públicas - l958, May Nunes de Souza ( Relações Públicas na França - l956; Os Serviços de Relações com o Público no Comércio e na Indústria  - l949; Relações Públicas Governamentais no Reino Unido - l956, Aspectos de Relações Públicas no Governo - l960), Ney Peixoto do Vale (Normas e Padrões para o Trabalho de Relações Públicas - l958) e artigos publicados semanalmente na revista PN do Rio de Janeiro, a partir de novembro de l955. Em l961, surgiria, em português, Relações Públicas: Princípios Casos e Problemas, de Bertrand R. Canfield, e, em l964, A Técnica da Comunicação Humana, de J. R. Whitaker Penteado, ambas editadas pela Pioneira.

   Em l949, a Universidade de São Paulo dava início à instrução de Relações Públicas, sob a coordenação de May Nunes de Souza, que viria a tornar-se uma das mais legítimas expressões dessa atividade em nosso país. Paralelamente, só nos Estados Unidos mais de 100 universidades e outras instituições consagravam milhões de dólares e horas de trabalho para o estudo e incremento dessa atividade.

    Em l951 surgia a primeira empresa genuinamente brasileira - a Companhia Nacional de Relações Públicas e Propaganda S. A.., para atender, exclusivamente, às demais empresas de um dinâmico grupo econômico-financeiro, da qual ela mesma fazia parte, e foi fundada por dois ainda jovens ex-bolsistas de Relações Públicas nos Estados Unidos. Eram eles Jorge Ignácio Penteado da Silva Telles e este articulista.

    Em julho de l953, assistíamos a uma série de três conferências proferidas pelo Prof. Erick Carlson, que aqui veio em missão das Nações Unidas. Essas conferências foram feitas na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, sob os auspícios do IDORT. Foi, no estágio em que nos encontrávamos, um momento marcante: o conferencista, muito formal, bem ao estilo da época, passou, para todos os que o assistiam, uma clara visão das Relações Públicas, conseguindo, mesmo descomplicá-la.

    Em l954 surgia a ABRP - Associação Brasileira de Relações Públicas, constituída, inicialmente, por uma dúzia de intelectuais, estudiosos e profissionais liberais, dentre eles: May Nunes Rubião de Souza(diretora de RP da Metal Leve), Ubirajara Martins(diretor de RP da Light), Nelson Marcondes do Amaral(advogado), Hugo Barbieri(diretor de RP da  Esso), Ignácio P. da Silva Telles (professor), Mário da Silva Brito(escritor), Murilo Mendes(professor) e outros.

    A profissão, nessa altura, já amplamente debatida, surgindo uma nova compreensão sobre ela, a de que as pessoas são o mais importante ingrediente no sucesso de qualquer negócio, governo ou instituição.

    Participava-se de seminários e congressos internacionais: nesses encontros, o mais importante era conhecer profissionais de outros paises e, também, fazermo-nos conhecidos, iniciando-se, dessa forma, um auspicioso intercâmbio de idéias, experiências e sucessos.

    No dia 4 de maio de l972, pelo Decreto Federal no 68.582, é regulamentada a profissão, cirando-se o Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas - CONRERP.

    As   relações com seres humanos passavam a ser mais importantes em todos os segmentos da sociedade, sendo óbvio que a informação valiosa a respeito de pessoas e métodos de influência sobre sua opinião seriam concentradas num corpo de sabedoria. Eu gosto de chamar este corpo de sabedoria de Relações Públicas.

    Generalizando, então, Relações Públicas envolve relações com toda gente. Relações Públicas são a responsabilidade primária de toda atividade humana, quer seja em negócios ou governo.

    Passaram-se cinco décadas, já estamos no ano 2000, e atividade de RP cresceu e continua evoluindo, impondo aos seus profissionais uma capacitação cada vez mais abrangente. Surgem novas gerações de talentosos profissionais, frutos da globalização e identificados com os vertiginosos novos processos de comunicação, agora tudo em tempo real e virtual. E a mídia interativa e a cibernética.

    Mas nos bastidores de toda essa extraordinária tecnologia, da era da informática, sempre haverá o homem, o profissional. É ele que inventa e cria os sistemas e processos mais ágeis de comunicação, é ele que estabelece estratégias, objetivos e cenários, na busca incessante de resultados. Ele é gente, que precisa de gente, para saber como falar com gente.

    Julgo que este fato deveria merecer do empresariado brasileiro uma adequada reflexão, particularmente aqueles que ainda não souberam como discernir e recorrer aos meios e instrumentos técnicos disponíveis que podem ser de estrema valia, um valioso suporte e ordenamento de idéias para um melhor e mais racional atingimento de seus objetivos.

    Não estou querendo afirmar que a ausência de uma consultoria ou assessoria de Relações Públicas, que pudesse instalar e disciplinar um processo adequado de comunicação, em vias de mão dupla, tenha sido ate agora literalmente ignorado pelo empresariado brasileiro. O que ocorre é que as empresas nacionais que souberam se organizar melhor, incorporando profissionais capazes na administração de todos os seus setores, incluindo, necessariamente, o de Relações Públicas, certamente se privilegiaram, conquistando resultados mais positivos do que aqueles que tiveram a timidez ou não souberam se organizar no tempo.

    No que as Relações Públicas prometam milagres ou a mágica solução de todos eventuais problemas de uma instituição, mas contribuem, e muito, para torna-la realisticamente transparente perante seus vários públicos, tanto interno quanto externo. Relações Públicas  podem ajudar as empresas a ajustarem-se, cada vez mais, aos desafios do presente e do futuro.

    Falar o que representou a atividade de Relações Públicas nas décadas passadas e o que ela ainda nos reserva para esta década que encerra o milênio parece-me fazer a história repetir-se, pois esta mesma indagação já  me ocorrera em relação aos anos 50, 60, 70 e 80. Ao início de cada nova década, nós, profissionais dessa atividade, questionamo-nos: o que devemos fazer, alem do que já havíamos feito, para as Relações Públicas serem mais eficientes e conceituadas? O que mais realizar para que esta atividade conquiste a credibilidade merecida? Como fazer as entidades públicas e empresas privadas discernirem corretamente suas metas, objetivos, estratégias e diálogos com seu públicos, através das Relações Públicas?

    Creio, com maturidade já atingida por esta atividade em nosso país, ter chegado o momento de atuar cada vez mais junto ao empresário moderno, conscientizando-o  sobre os benefícios que as técnicas de Relações Públicas podem operar perante os seus empregados, relações comunitárias, problemas ambientais e legislação.

    Sente-se, cada vez mais, a necessidade de um volume maior de informações  que possam ajudar na solução dos crescentes problemas sociais, políticos e econômicos com que se defrontam os altos executivos no seu dia-a-dia.

    Tal tese, pela sua importância, já era defendida nos fins dos anos 70, por John W. Hill, então fundador da maior empresa de Relações Públicas do mundo, o qual, em uma de suas últimas aparições públicas, em Boston, durante o VII Congresso Mundial de Relações Públicas, afirmou: “Previsão é um negocio arriscado, mas estou tentando a prever o futuro das Relações Públicas. A  pergunta importante é se as Relações Públicas terão êxito ou não para enfrentar todos os desafios e obrigações do passado. E como elas enfrentarão o futuro”. Procurando a resposta para esse dilema, Hill chegou à conclusão  de que existe uma necessidade urgente de sentarmos e avaliarmos nossos trabalhos, suas dimensões, funções e potencialidades, afirmando ainda que as Relações Públicas haviam chegado a um ponto crucial em seu desenvolvimento.

    O problema, dizia Hill, existe porque a “ferramenta”mais importante das Relações Públicas - a comunicação - é mal utilizada por muitos dos que participam desta atividade. Hill, entretanto, não estava criticando as comunicações, estava apenas procurando colocá-la  numa perspectiva correta - num balanço com outras mais importantes, como a consultoria, pesquisas e planejamento.

    E dizia por que isso devia ser feito. Porque não apenas nos Estados Unidos, mas em muitos outros países, os líderes de qualquer instituição, privada ou pública, estão solicitando, urgentemente, conselhos.

    Eles não querem ser aconselhados sobre como contar sua história. Querem, isto sim, conselhos sobre como resolver problemas urgentes de relações com seus públicos a cada dia de trabalho. O líder de qualquer organização é hoje torturado por pressões sociais, legais e governamentais, de proporções nunca antes havidas. Ele precisa desesperadamente de conselho baseados em sólida pesquisa.

    Teríamos pessoal capacitado em Relações Públicas para avaliar os numerosos fatores sociológicos, econômicos, políticos, psicológicos e outros, a respeito de relações externas da empresa e chegar-se a uma resposta pratica para aconselhar os executivos?

    Creio que a resposta é a seguinte: não, nós não  temos pessoal capaz e suficiente. Entretanto, o problemas sociais de muitas organizações, especialmente de negócios, multiplicam-se dia-a-dia.

    Considerando esse aspecto, as Relações Públicas assumem um novo colorido, um nosso peso e novas possibilidades. Projetos, perfomances e comunicações devem ser sincronizados e unidos. O departamento de Relações Públicas deve ser organizado, estruturado e dirigido por especialistas nas áreas de imprensa, comunicação, pesquisa, relações com acionistas e financeiras, promoção de produtos, comunicação com empregados e, de maior importância, relações com o governo.

    Ao responsável do departamento, não importa como ele seja chamado, o que importa é que ele participará de discussões de alto nível sobre problemas que afetam o público. E ele vai ter de informar e explicar a decisões da diretoria ao público e trazer os pontos de vista e as esperanças do público aos dirigentes.   

    Para atingir um nível cada vez mais amplo, o Relações Públicas do futuro sairá das Universidades treinado, além dos cursos normais (como ocorre ainda hoje), também em ciências sociais, economia, direito comercial, pesquisa de comportamento humano e outras disciplinas pertinentes.

    A demanda de profissionais competentes, tais como consultores e pessoal treinado em serviços especiais, cresce rapidamente. O número de homens e mulheres talentosas em Relações Públicas e de boa formação vem crescendo de ano para ano, certamente dobrando durante a  última década.

    Com perspectiva de maior controle pelo governo, a importância das relações entre negócios e governo também amplia-se cada vez mais. E a necessidade de competência nessa área vai crescer também.

    Em razão da crescente complexididade de nossa sociedade, o aprimoramento e educação e e a também crescente sofisticação dos empresários, profissionais de Relações Públicas participarão ativamente, ajudando empresas e outras instituições a desenvolverem sua política.

    Juntando-se tudo isto, estará constituída a oportunidade e o desafio para que as Relações Públicas preencham suas expectativas e seu potencial, indicando-nos sempre novos caminhos para a almejada crescente prosperidade de nossas instituições.

   * Romildo Fernandes é profissional de comunicação, jornalista e publicitário.Foi presidente da ABRP - Associação Brasileira de Relações Públicas (1958/59) e atualmente é seu Membro Efetivo. É Membro do CONRERP-SP- Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas do Estado de São Paulo e Membro da Associação Alumini. Foi um dos fundadores e diretor da Associação Brasileira de Relações Públicas. Conquistou o prêmio Colunistas pela melhor publicação empresarial do ano(l974) e o do CONRERP, na categoria Campanhas de Relações Públicas, Relações com Acionistas(l980). É consultor de comunicação sênior associado da CL-A Comunicaçoes.

O presente artigo foi escrito para o site da ABERJE. Por uma cortesia especial, através do Paulo Nassar, gentilmente foi permitido que transcrevêssemos a matéria. Ao Paulo, companheiro de luta o muito obrigado do Sindicato.

Abril de 2000


Agências

Calé desembarca na Propeg

 Agências quer alavancar negócios em São Paulo e mudar imagem

Por Eliane Pereira

    Alavancar negócios no mercado paulista e ajudar a mudar a imagem da agência - muitos associados a contas do governo - é a missão de Carlos Alberto Parente, o Cale, novo presidente da Propeg São Paulo. O cargo vinha sendo ocupado interinamente por Rodrigo Sá Menezes, presidente do Grupo Propeg. Ex-vice-presidente de negócios da J. Walter Thompson, o executivo acumulara a função com a vice-presidência  de desenvolvimento de negócios do grupo, que envolve todas as empresas e divisões  de negócios da companhia. Flávio Correa continua no comando da Organização Propeg.

    “Hoje o cliente não quer só uma agência de propaganda, ele quer mais que isso, e a Propeg tem essas soluções. Queremos nos posicionar como um parceiro de negócios de marketing e comunicação e nada melhor do que começar por São Paulo, onde estão os grandes anunciantes”, diz Cale. Com essa iniciativa, a Propeg quer deixar para trás a imagem de agencia que atende basicamente contas do governo.

    “Temos um problema de imagem em São Paulo - que não existe ou tem proporções  mínimas em outros mercados - de agencia pouco criativa e pouco profissional, o que não é verdade”, analisa Menezes. A estratégia de Cale para mudar esse quadro é adotar o que chama de pensamento integrado, trabalhando com profissionais capazes de diagnosticar a necessidade do cliente e apresentar saídas para cada tipo de problema.

    O novo presidente da agência paulista da rede diz que o grupo já oferece todas as disciplinas necessárias para proporcionar soluções de marca, conhecimento do consumidor, canais e dinâmica do negocio. Com o crescimento no mercado de São Paulo, a Propeg espera ainda galgar posições e de figurar ente as maiores do Brasil. “Num ranking com números auditados seríamos seguramente uma das dez primeiras, mesmo não sendo muito fortes no mercado paulista:, avalia Menezes.

Rede em expansão

    Os planos da Propeg para este ano são ambiciosos e incluem, alem do crescimento em São Paulo, a expansão da rede para mais três mercados - hoje ela esta presente em 11 praças. Há duas semanas o grupo fechou acordo com sua mais nova associada, a criativa, de Vitória(ES), e já tem conversações adiantadas com agências de Goiânia  e Porto Alegre. A próxima praça em vista é Belém do Pará.

    Essas parcerias, explica Menezes, são baseadas em suporte tecnológico e operacional, sem envolver compra de participação acionária. E é um acordo deste tipo que a Propeg esta interessada em firmar com algum grupo de comunicação internacional. “Temos tecnologia mais avançada do que algumas multinacionais. O que precisamos é de informações  e apoio operacional para nossos clientes no exterior”, afirma o presidente do grupo. lUma das pioneiras no desenvolvimento e adoção de novos recursos tecnológicos, a Propeg tem hoje três divisões  voltadas para a rede mundial de computadores: a agência de Marketing na Internet By the Web, a incubadora da web properties Internet Business e a Invision, de tecnologia e design. Além disso, conta com a Fast Track, especializada em sistemas de gestão e comunicação. Para este ano, a Propeg pretende ainda criar unidades de negócios nas áreas de plenejamento, promoção e Relações Públicas.

Fonte: Méio&Mensagem, 3 de Abril de 2000, pág. 27


No prelo

Terceira maior empresa de Relações Públicas dos E.U.A., com faturamento anual de US$ 200 milhões, a Porter Novelli enviou ao Rio seu vice-presidente Jeff Herskowitz.

Veio comprar 25% da carioca In Press.

O Globo - Rio de Janeiro, Domingo, 2 de Abril 2000, página 22, 2ocaderno, coluna do Ricardo Boechat


Ciência e Tecnologia

 Educação

OPORTUNIDADES EM PARIS

GOVERNO FRANCÊS DISTRIBUI BOLSAS DE ESTUDO E PERMITE O TRABALHO LEGAL DE ESTUDANTES ESTRANGEIROS NO PAIS PARA INCENTIVAR O INTERESSE PELO IDIOMA

    Depois de ver cair para a metade o número de alunos matriculados na rede de 72 escolas da Aliança Francesa no Brasil, o governo francês resolveu estender ao país o contra-ataque mundial à ofensiva do ensino da língua inglesa. Estudar nos Estados Unidos é um sonho acalentado por jovens brasileiros, mas concretizá-lo pode custar caro.  Os franceses investiram nesse ponto fraco.

    A recém criada agência governamental Edufrance ajuda brasileiros detentores de bom conhecimento da língua francesa a obter bolsas de estudo de pós-graduaçao em afamadas universidades públicas, com a secular Sorbonne à frente. Os estudantes desembolsam cerca de US$ 500 no início do curso, a título de inscrição. E contam com os benefícios de uma lei aprovada no ano passado. O governo francês permite que estrangeiros matriculados em instituições de ensino por mais de seis meses trabalhem legalmente, em jornadas de 20 horas semanais.

    As bolsas de estudo são, portanto, um chamariz para que os brasileiros voltem às salas de aula da Aliança.  O governo também tenta atrair estudantes lembrando que nas escolas particulares da França o o equivalente a um MBA americano, o programa de formação de executivos na área gerencial, custa metade do preço cobrado nos Estados Unidos. Se isso não for suficiente, a EduFrance ainda acena com nichos de mercado em que o país tem notoriedade, como o turismo e a culinária. "O número de estudantes estrangeiros na França cai 5% ao ano", afirma Alin Auneveux, diretor da EduFrance na América Latina. "Queremos reverter essa tendência."

    O governo da França pensou também em resgatar um pouco do glamour exercido pela língua até a década de 7o. Naquele tempo, integrantes da elite brasileira, entre eles o presidente Fernando Henrique Cardoso, fixavam moradia no país para aprofundar os estudos nas áreas em que a hegemonia intelectual dos franceses era reconhecida. Como o idioma da globalização é o inglês, a tradição francesa no campo das ciências humanas ganhou um forte concorrente. A nova investida tenta preencher as vagas remanescentes nas Universidades devido à baixa taxa de natalidade no país nas últimas décadas.

    Aos poucos, os brasileiros começam a se entregar à sedução francesa. A administradora Luciana Caleiro Palma Chedid, de 24 anos, afia o idioma de Victor Hugo para tentar uma bolsa de pós-graduação em administração hoteleira no segundo semestre. "Nunca imaginei que houvesse tantos incentivos e vantagens", comemora. Um dos fatores que favorecem a missão francesa é a chegada de novas indústrias ao Brasil. Em Curitiba, onde a Renault se instalou acompanhada de uma grande rede de fornecedores franceses, aumentaram as matrículas nos cursos da língua. Ao contrário do que ocorre no restante do país, o número de alunos da Aliança na cidade cresceu 35%, e o ritimo mantém-se ascendente. O perfil do estudante também mudou. Antes da chegada da montadora, 85% dos que buscavam o ensino eram mulheres. Hoje, os homens ocupam mais da metade das carteiras escolares à procura de um emprego futuro ou de uma promoção em curto prazo. Funcionários do departamento de marketing da Renault, Anderson Gomes interrompeu o aprendizado de inglês e começou o de francês. "Quero ver se consigo me comunica rna língua até o final do ano", diz.

   Apesar de o francês não ser mais muito falado no Brasil, seu domínio pode garantir bons rendimentos do mercado de trabalho.

    É o caso do turismo no Brasil. Os franceses formam o terceiro maior contingente de estrangeiros que visitam o Estado. Muitos contratam guias bilíngües. A publicitária Adriana Marques Ferreira Santos, de 24 anos, especializou-se na área e nao tem do que reclamar. "Além de acompanhar os visitantes, faço traduções e trabalho em eventos", conta.

    O ensino de francês deixou de ser obrigatório nas escolas brasileiras em l971. Até l995, era requisito para o ingresso no Instituto Rio Branco, sede da diplomacia brasileira. Agora, algumas escolas o retomam como diferencial de mercado. Este ano, o Colégio Guilherme Dumont Villares, de São Paulo, introduziu o idioma no currículo e ganhou de uma editora francesa os livros didáticos para formar a primeira turma. "A França é um grande investidor no país, o que nos convida a uma reaproximação cultural com a língua", argumenta Eliana Aun, diretora da escola paulista.

A TERCEIRA ESCOLHA

Idiomas mais procurados para estudos no exterior

Inglês - 50,5%                         Espanhol - 22,5%                       Francês - 10,5%
Italiano  - 9%                           Alemão   - 6%                            Outros   - 1%
Japonês - 0,2%

Fonte: Época, 3 de Abril 2000 Ano II no 98, páginas 102-104 -  Jornalistas Paula Pereira, com Joana Nin, de Curitiba e Luciana Pinsky, de Salvador.


ALUNO ESTRANGEIRO É UM BOM NEGÓCIO

Nos Estados Unidos, as despesas feitas por estudantes estrangeiros representam uma receita anual de 13 bilhões de dólares, transformando a educação no quinto maior produto de exportação americano. O Brasil envia cerca de 75000 estudantes ao exterior. São jovens que viajam parra cursar o colegial, a faculdade ou a pós-graduação. A contrapartida, no entanto, não existe: não chega a 1000 o número de estudantes estrangeiros que vêm ao país todos os anos. A maioria deles para estagiar em empresas brasileiras ou convênios com universidades públicas.

Fonte: Revista Veja 12 de abril, 2000, página 144, edição 1644, coluna editada por Christian Schwartz, e colaboração de Daniella Camargo