Relações Públicas

Apesar de ser peça fundamental  no funcionamento de uma empresa, ninguém vê o trabalho dos relações públicas. Ele atua nos bastidores. Se der certo, ninguém vai saber quem fez, se der errado, a responsabilidade é dele.

Empresas estão jogando pesado na melhoria de sua imagem junto ao consumidor, funcionários e comunidade. Nesse cenário, o RP tornou-se fundamental.

O Profissional

Ele lidera a equipe de comunicação empresarial. Está à frente das campanhas de propaganda institucional, opina em relação a tudo que diz respeito à comunicação.

Para os funcionários da empresa, ele produz jornais e programas de integração, com o objetivo de satisfazer a comunidade de trabalhadores.

Ele também esclarece e informa o público externo - seus consumidores e comunidade onde a empresa está instalada.  Ele é o ‘ombudsman’, escuta queixas e propõe soluções, em empresas, supermercados etc.

Mercado de Trabalho

“O mercado de trabalho é extremamente favorável, talvez seja o melhor da área de comunicações. Todas as empresas precisam de um RP, pois ele é o contato entre o marketing e a publicidade, entre a empresa e o consumidor. Uma forma para facilitar o ingresso no mercado é através de estágios. O estudante deve estagiar o quanto antes, pois quanto maior for a sua experiência, maior e melhores serão as chances de trabalho”

A profissão é regulamentada pela Lei 5317, de 11/12/1967. Os profissionais são representados pelos Conselhos Regionais e pelos Sindicatos da categoria.

O Curso

Esse estudante precisa ser muito comunicativo, ter facilidade em se relacionar com o público. Entre as disciplinas do currículo: antropologia, sociologia, psicologia, comunicação de massas, técnicas de codificação em relações públicas, técnicas de produção e difusão de informação, administração, mercadologia.

Especializações

- Gerência - controle das atividades de RP de uma empresa.
- Consultoria - orientação quanto à imagem de uma empresa.
- Pesquisa - coleta e análise de dados de opinião pública e mercado.
- Planejamento - definição de estratégias de RP.

A opinião do estudante

                   Renata Saraiva Sayã
                  
4o. ano da Faculdade Cásper Líbero

“As pessoas não conhecem essa profissão, não sabem o quanto podem fazer como RPs. O currículo é dos mais diversificados, vai da economia a ética, abrindo um enorme leque de atuações dentro de uma empresa. O RP trabalha como ombudsman até da Internet, garanto que isso é uma novidade para a grande maioria. É preciso gostar, ter grande facilidade de comunicação, jogo de cintura no atendimento ao público e controle emocional, porque o consumidor sempre tem razão.”

Onde Estudar

- Universidade Federal do Paraná - PR
- Universidade do Estado da Bahia - BA
- Universidade Estadual de Londrina - PR
- Universidade Federal de Santa Maria - RS
- Universidade Federal da Paraíba - PB
- Universidade do Amazonas - AM
- Instituto Metodista de Ensino Superior - SP
-Universidade de Santo Amaro - UNISA - SP
- Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUCCAMP - SP
- Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI - SC
- Faculdade de Comunicação Social Casper Libero - SP
- Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC PR
- Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP - SP
- Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS
- Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS
- Universidade Federal de Goiás - GO
- Universidade Federal de Minas Gerais - MG
- Centro Universitário de Barra Mansa - UBM - RJ
- Universidade de São Paulo USP
- Centro Universitário de Brasília - UniCEUB - DF
- Faculdades Domus - SP
- Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP - PE

O Guia Oficial do Ensino Brasileiro - Guia 2001


Uma revista virtual para quem tem M.B.A.

Está sendo lançada esta semana a revista MBA Jungle (algo como a Selva do MBA), que pretende reunir talentos, seus currículos e caçadores num website patrocinado pela recrutadora Korn/Ferry International - que investiu US$ 2,5 milhões na empreitada. Como o nome diz, o público da revista são os profissionais que têm mestrado em Administração, a pós-graduação conhecida pela sigla em inglês M.B.A. A publicação terá um banco de currículos para deleite dos headhunters. Quem não mora nos EUA pode entrar no site (jungleinteractive.com) e seguir as instruções para botar seu currículo no banco de dados. A versão impressa da MBA Jungle será distribuída para assinantes e algumas faculdades americanas. Fora dos EUA, a assinatura anual (oito edições) custa US$ 24.

 O Estado de Minas  -Economia - Sua Carreira -  pg.17 -27/09/2000


MBA da FGV é segundo melhor da AL, diz revista

Os cursos MBA da Fundação Getulio Vargas estão em segundo lugar no ranking 2000 das melhores escolas de negócios da América Latina, formulado pela revista América Economia, atrás apenas do campus Monterrey, do México.

O ranking também destaca o mix teórico-prático e experiência em mercado complexo oferecido pelos cursos MBA da FGV. A mesma revista também ouviu opinião de 1.110 executivos da América Latina para avaliar a imagem e percepção dos cursos MBA em cada país. No Brasil, a FGV continua liderando o ‘mind share’ dos executivos, com 73% das citações.

Todo esse destaque deve-se ao aumento da procura pelos cursos MBA e da conseqüente concorrência entre as instituições. São a nova ferramenta dos executivos em quase todas as áreas. E também valorizados pelas empresas que respondem pelo financiamento total ou parcial de 70% dos alunos da FGV.

Criada nos Estados Unidos, na primeira metade do século 20, a sigla MBA - “Master in Business Administration” é usada para distinguir os cursos de pós-graduação que preparam os executivos para as necessidades do mercado. Os cursos MBA visam o aprimoramento prático dos profissionais. Como não há um acompanhamento do MEC, os rankings são importantes para avaliar a qualidade dos cursos MBA e já existe um grupo de grandes empresas no Brasil  se unindo para formar um ranking nacional.

Em Bauru, a Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a conveniada Diagrama, inaugurou em agosto a unidade de cursos MBA no Garden Plaza, onde já iniciou turmas nas áreas de Gestão Empresarial e Marketing. Em 30 de setembro inicia o curso de Gestão Financeira e Controladoria e já estão abertas as inscrições para o curso de Gestão de Saúde e para a segunda turma de Gestão Empresarial, com início  previsto para outubro.

A procura pelos cursos MBA da FGV em Bauru vem aumentando, com alunos de toda a região e inclusive de outros Estados.

Serviço:  Mais informações sobre os cursos da FGV- Diagrama, em Bauru, podem ser obtidas pelo “call center” 0800-109344 ou e-mail: fgv.dia.@zaz.com.br. Profissionais interessados nos cursos MBA da FGV também poderão participar da aula inaugural com a presença do professor Carlos Alberto dos Santos Silva, coordenador dos cursos de Pós-Graduação em Economia da FGV e coordenador acadêmico dos cursos pós-graduação e MBA. A aula é aberta ao público, com prévia inscrição no local e será realizada em Bauru, no Garden Plaza, piso C1, às 20 horas, do dia 28 de setembro.

J. da Cidade - Bauru/SP  -Seção: Economia  - pg.07 - 27/09/2000


NOVA ECONOMIA

A riqueza das informações

As empresas tradicionais têm clara vantagem sobre as empresas digitais quando se trata de riqueza de informações. Essas empresas podem explorar as informações detalhadas que já possuem a respeito do mercado e de seus clientes.

Os fornecedores podem explorar todo o conhecimento sobre o produto. Analisando mais detalhadamente cada ponto, pode-se entender a maneira de explorar essas vantagens. Com relação à informação sobre o cliente, um grande número de empresas, especialmente aquelas que têm contato com os consumidores, estão bem posicionadas com relação à coleta e utilização das informações de seus clientes. A Internet apenas vem para reforçar essa vantagem. A grande rede mundial permite às empresas oferecerem produtos muito mais customizados e a um custo incremental muito baixo. A web oferece uma oportunidade sem paralelo de customização de ofertas, produtos e publicidade. Técnicas de data mining podem ser utilizadas para entender comportamentos, histórico de compras e informações demográficas. A maioria desses recursos são pouco ou mal explorados. A riqueza das informações sobre os clientes está se tornando a base para construir relacionamentos duradouros com  eles.

O fato é que os dados dos clientes, coletados pela Internet, constituem uma base estreita se comparados com os bancos de dados de grandes varejistas e empresas de cartão de crédito.

Entretanto, o cruzamento das informações dos bancos de dados tradicionais com as novas informações e a facilidade de alcance oferecidos pela Internet, fornece ferramenta para um rico relacionamento com o cliente e forte vantagem competitiva.

Dois fatores limitam o uso de estratégias baseadas na riqueza de informações do consumidor.

Primeiramente a restrição imposta pelo desejo de privacidade. O segundo fator é a opção que as pessoas podem fazer de pesquisar e organizar informações por si mesmas. Esses dois fatores limitam o poder da riqueza de informações sobre o cliente. No entanto, nenhuma pessoa individualmente tem informações tão completas sobre si mesma a ponto de terem um valor comercial. A tendência que se apresenta é que grupos de consumidores e internautas unam-se em comunidades para então criar um valor considerável para suas informações individuais. Então as informações de valor poderão ser compradas ou vendidas, alianças serão feitas e todas as partes sairão de alguma maneira beneficiadas. Os geradores e primeiros agregadores de informações de valor serão os que extrairão mais valor das estruturas de negócios e comércio eletrônico.

Um outro ponto importante é a riqueza de informações sobre os produtos. Para os produtores é difícil a utilização de informação sobre o cliente, pois os dados dos varejistas e empresas que negociam diretamente com os consumidores são muito mais ricos. A vantagem que os fabricantes possuem é exatamente a informação sobre os produtos. Essa vantagem é ainda maior quando se trata de produtos de evolução contínua, como o mercado de telefones celulares, por exemplo, situação em que o produtor está no estado da arte em termos de informações que são inacessíveis para os consumidores ou mesmo para os varejistas. O mais importante de toda essa história é que a Internet é o único veiculo que permite um grande alcance com riqueza na informação transmitida. O desafio para as empresas que pretendem estabelecer-se no meio digital, sejam elas tradicionais ou da Nova Economia, é fazer o melhor uso dessa importante vantagem.

Periscópio - Itu - Seção Negócios - 7/10/2000 - por Plínio Bernardi Junior, MBA pela FGV/SP e especialista em Nova Economia, escreve semanalmente no JP Negócios.