Investimento na qualidade
Novos prédios e laboratórios nos campi e unidades da PUC Minas dão suporte aos projetos pedagógicos dos cursos de graduação e pós
A PUC Minas promoveu uma verdadeira modernização de suas unidades, com um plano de expansão de infra-estrutura que representou um crescimento de 50% da área física da universidade. Um dos destaques é o conjunto de novos laboratórios dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, nas áreas de fotografia, vídeo, radio, programação visual, quatro salas paras ilhas de edição, dois camarins, videoteca e estúdio de tevê. Também nos campus Coração Eucarístico, está o novo prédio 43 com três novas salas multimeios, auditório para convenções e seminários, 28 salas de aula. Já estão concluídas também as instalações das clínicas de graduação em Fisioterapia e pós-graduação em Odontologia. “O objetivo da universidade não é crescer o número de alunos, mas oferecer cursos com mais qualidade, com isso estudantes e professores ganharam novos laboratórios, clínicas e instalações visando dar suporte ao projeto pedagógico dos cursos”, avisa o pró-reitor de infra-estrutura da PUC Minas, Fábio Horácio Pereira.
Teatro:
Em Betim, a PUC Minas construiu novo espaço para biblioteca e teatro, enquanto que em Poços de Caldas foram inaugurados laboratórios de Ciências Biológicas, centro de ensino e extensão e clínica de Fisioterapia. Grande parte dos recursos foi financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, em linha aberta pelo Ministério da Educação para a expansão das instituições de ensino superior. A PUC Minas foi a primeira universidade brasileira a apresentar e obter aprovação do projeto pelo MEC.
O Estado de Minas - Seção Campus - pg. 6 - 03/10/2000
Para atualização: Porta-voz dos Consumidores
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Porta-voz dos consumidores
“Faz mais de três semanas que estou tentando trocar uma grande quantidade de cupons e nada”, reclamou Tereza Sala, cliente do supermercado brasileiro Pão de Açúcar, no site www.reclama.com, no dia 8 de agosto. Essa queixa escapou a Vera Giangrande, a ombudsman encarregada de defender os direitos do consumidor do Pão de Açúcar e responder as reclamações em 48 horas. Ponto para o maior concorrente do Pão de Açúcar, o gigante francês Carrefour. Vera costumava cutucar o concorrente. “Eles perdem aproximadamente cinco vezes mais clientes por causa do mau atendimento que por produtos de má qualidade”, dizia ela.
O cargo de ombudsman - nome dado, na Suécia, ao defensor público independente - foi criado no Pão de Açúcar em 1993.
“Deram aos consumidores uma solução para seus problemas”, diz Cláudio Felisoni, especialista em varejo da Universidade de São Paulo.
Simples efeito de marketing? Não. O Pão de Açúcar realmente dotou sua ombudsman com recursos, independência e acesso direto à presidência da empresa. E Vera Giangrande, uma mulher com muita personalidade, levou isso a sério, transformando-se em um ícone para os consumidores, com sua fotografia de avó firme e bondosa pendurada em todas as lojas da rede.
Marketing, sim, mas do bom. O Pão de Açúcar conseguiu criar um canal de contato com os 800 mil consumidores que procuram diariamente suas lojas.
De 1997 a 1999, as grandes redes aumentaram de 47% para 57% sua participação no varejo de auto-serviço no Brasil. O Carrefour, por exemplo, cresceu enquanto comprava pequenos armazéns e redes. O Pão de Açúcar não tinha mais estratégias para enfrentar o mega-adversário, a não ser personalizar seu serviço.
Mas a história continua. Vera Giangrande morreu e suas fotos estão sendo retiradas das lojas, como no final de uma peça de teatro. Consumidores como Tereza receberão a mesma atenção sem Giangrande? Esse é o novo desafio do Pão de Açúcar.
Revista América - Economia - Pg. 55 - 05/10/2000