MUNDO UNIVERSITÁRIO
O que é o quê
Pequeno glossário do ensino superiorBacharelado - É o curso de graduação que lhe dá uma boa base científica e teórica e o prepara para atuar em todos os setores – indústria, comércio e de serviços. Alguns cursos, como os de Engenharia e de Medicina, apesar de não conceder o título de bacharel, formam profissionais do mesmo nível.
Licenciatura – Forma professores para o ensino fundamental e médio. Você pode ingressar diretamente numa licenciatura ou fazer um bacharelado e, depois, complementar a formação com disciplinas de didática e pedagogia.
Tecnológico Superior – Com ênfase em formação técnica e em matérias da área de Administração, prepara você para entrar rapidamente no mercado de trabalho como tecnólogo.
Mestrado - Nesse curso de pós-graduação, você aprofunda conhecimentos em uma área de sua formação. No mestrado lato sensu, também chamado especialização, você apresenta uma monografia para receber o certificado de conclusão. Só recebe o titulo de mestre quem faz um mestrado stricto sensu, no qual se apresenta um trabalho diante de uma banca.
Doutorado – O aluno desse curso de pós-graduação elabora uma pesquisa sobre determinado tema e defende tese perante uma banca para sair com o título de doutor.
Extensão Universitária – Trata-se de um curso de curta duração, voltado para a atualização profissional. É aberto a qualquer interessado, independentemente de ele ter concluído a graduação
Guia do Estudante /Vestibular 2001 – Edit.Abril – pg. 46 – guiadoestudante@atleitor.com.br
A exclusiva avaliação do Guia do Estudante, que atribui estrelas como conceito de qualidade aos cursos superiores, chega à sua 10a. edição. Veja nossas conclusões.
A avaliação do Guia do Estudante chega à sua 10a. edição com números impensáveis dez anos atrás. São 9.030 os cursos de nível superior no Brasil nesta virada de século contra menos de 5.000 em 1990. São 1.120 os que mereceram nossas estrelas de qualidade contra 961 naquele ano. Mas são 187 os que foram agraciados com cinco estrelas contra os parcos 56 do inicio da década.
Trata-se de um grande avanço em números, principalmente considerando que o Brasil de hoje tem 2,3 milhões de universitários – 53% mais que naquele passado recente, quando o professor Roberto Leal Lobo era reitor da USP e não vislumbrava um grande futuro para o mundo universitário. “É uma boa surpresa”, diz ele. “Ninguém apostaria que o número de cursos de qualidade daria um salto tão grande.”
São vários os fatores que contribuíram para esse novo estágio. O Guia do Estudante, por exemplo, tem servido de balizador para estudantes e instituições de ensino superior desde 1988. Mas, sem dúvida, a grande alavanca foi a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases para a educação em 1996 e a conseqüente implantação do sistema de avaliação dos cursos superiores pelo MEC, com o chamado Provão, complementado pelas visitas das comissões de especialistas às faculdades. Todo mundo esta de acordo em que quantidade se obtém comum quadro de bons docentes, boas instalações, boa infra-estrutura, bom currículo e bom aproveitamento dos alunos. Mas há diferenças fundamentais entre as formas de medir a qualidade adotadas pelo MEC e pelo Guia do Estudante.
O MEC confere notas em termos de comparação entre melhores e piores e não propriamente em termos de bom ou ruim. Dessa forma, um curso que tenha obtido o conceito A não é necessariamente excelente apenas por causa disso. Nota A, nesse caso, significa que ele faz parte do que há de melhor entre seus similares e que os alunos foram bem-sucedidos no Provão. Num segundo momento, o MEC leva em conta as condições materiais da escola.
Veja o caso do curso de Direito oferecido pelo Mackenzie. Em 1996, o curso tirou A. No ano seguinte, B, e, em 1978, levou A novamente. Apesar disso, o curso esteve ameaçado de fechar suas portas depois que uma comissão do MEC foi averiguar as condições e funcionamento. “Constatamos deficiências em diversos pontos, inclusive na biblioteca”, afirma Orlando Pilati, coordenador de estudos da Diretoria de Avaliação e Acesso ao Ensino Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, (Inep).
O que faz a diferença – Para o Guia do Estudante, o que interessa é você leitor, que vai para a universidade gastar seu tempo e dinheiro e, portanto, tem direito a conhecer – e escolher – o nível de ensino que vai ter. Nosso objetivo maior não é ficar contando com quantos títulos se faz um professor ou chegar a um resultado que contemple as diversas correntes de pensamento do meio acadêmico. Quando entrevistamos professores e cientistas sobre cada curso oferecido no país, fizemos as perguntas que você também faria: “Os equipamentos dos laboratórios estão realmente à disposição dos alunos? O currículo está adequado às necessidades do mercado e aos avanços da ciência? O ambiente é motivador o bastante para os alunos darem vazão a seu potencial criativo? Tem sido assim no decorrer dos últimos dez anos. (Veja quadro sobre controle da qualidade).
Essa pesquisa com consultores, aliada aos dados que as próprias instituições nos enviam, é muito importante porque nos permite detectar e revelar as transformações. Neste ano, fundamental foi analisar a mudança de mentalidade dos próprios entrevistados. No passado, os profissionais consultados pelo Guia do Estudante eram unânimes em dizer que escola boa era aquela que se dedicava à pesquisa cientifica. De alguns anos para cá, já se notava uma certa tendência a considerar também boas as faculdades que oferecem uma formação voltada para o mercado de trabalho. Neste ano, essa tendência se confirmou: a maioria considerou a preparação para o mercado um pressuposto de qualidade. “Acho que há um acesso de bom senso hoje em dia. Os consultores se dão conta de que o mundo é mais variado. Há diversos perfis de alunos e outros de professores mais apropriados para esses alunos. Estamos acordando do sonho de que todo ensino superior deveria ser indissociável da pesquisa”, comemora Cláudio de Moura Castro, assessor-chefe para Educação do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ele detecta sinais de que o ensino oferecido por instituições sem vocação para pesquisa pode ser tão eficiente quanto o daqueles que se dedicam a ela. “Nos Estados Unidos, boa parte do ensino de melhor qualidade acontece onde não há pesquisa institucionalizada”, diz Moura Castro.
Olhemos as coisas do ponto de vista da tecnologia e da prática. O curso de Jornalismo da Universidade de Brasília dá ênfase à produção de noticias on-line. Parece elementar que, nestes dias em que não param de surgir sites por todo o ciberespaço, um jornalista tenha de sair da faculdade prontinho para trabalhar num deles. Mas há 15 anos era mais provável um estudando do curso de Jornalismo das melhores universidades do país sair um especialista em disciplinas como deontologia dos meios de comunicação, porém despreparado para escrever uma boa reportagem com começo, meio e fim.
Bons exemplos – A maior preocupação das escolas que formam alunos para o mercado de trabalho vem sendo bem recebida por quem mais interessa: o estudante. Os coordenadores dos cursos de Agronomia que responderam aos nossos questionários, por exemplo, garantem que mais de 34% dos alunos diplomados em 1999 já tinham emprego ao sair da faculdade. Nosso levantamento descobriu ainda que, em alguns dos cursos que estão aderindo a currículos mais pragmáticos, a taxa de evasão tende a cair. Na Federal da Bahia, por exemplo, a quantidade de alunos que desistem do curso de Geofísica está diminuindo. O interesse dos alunos cresceu depois que aumentaram as aulas práticas de exploração de áreas subterrâneas. O objetivo: encontrar lençóis freáticos em regiões secas do Nordeste.
A maior disposição por parte do corpo docente em adaptar suas propostas à realidade favorece a você, aluno, que tende a contar com um leque de opções mais aberto. Veja o que ocorrer nos cursos de Meteorologia, por exemplo. Em vez de fortalecer apenas os fundamentos teóricos baseados numa única formula, as melhores escolas estão preocupadas em encontrar caminhos próprios a fim de formar profissionais que possam atuar diretamente nos problemas regionais. Na Federal a Paraíba, os estudantes tornam-se especialistas em seca e clima semi-árido. A Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem um currículo fortemente voltado para a agricultura. A Federal do Pará dá ênfase para chuvas tropicais, e a Federal do Rio de Janeiro e a USP, em São Paulo, forma profissionais capazes de lidar com poluição e chuvas intensas. Outro exemplo: na PUC de Campinas, o currículo do curso de Publicidade e Propaganda leva em conta as mídias alternativas do interior de São Paulo. “O ensino superior deve ser mesmo diferenciado dependendo de cada realidade”, diz Moura Castro. “Um modelo de educação que funciona muito bem na USP ou na Unicamp não pode ser simplesmente +replicado para o resto do país.
AS CAMPEÃS NACIONAISOnde estão as ilhas de excelência
As escolas que figuram no quadro das melhores universidades desta avaliação foram presença constante neste ranking na última década. Duas se destacam por terem aumentado significativamente os cursos com cinco e quatro estrelas num período recente. A UnB, de Brasília, oferecia 13 desses cursos em 1997. Hoje, são 32. A Federal de Santa Catarina oferece 24 cursos considerados excelentes e muito bons, contra 14 de quatro anos atrás. Entre as escolas isoladas, cinco marcaram presença constante: o ITA, o IME e o Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro, e a FGV e a ESPM, em São Paulo.
Universidades
Escola 5 estrelas 4 estrelas 3 estrelas Cursos com estrelas*
1o.
Unifesp
4
-
-
100%
2o.
USP
53
23
1
97,5%
3o.
UFMG
14
21
6
93,2%
4o.
PUC-RJ
8
13
5
92,9%
5o.
UFSC
6
18
10
91,9%
6o.
UFRJ
12
24
8
88%
7o.
Unicamp
19
9
1
87,9%
8O.
UnB
8
24
9
87,2%
9o.
UFRGS
9
27
6
86,3%
10o. UFSCar
5
10
3
78,3%
__________________* Em porcentagem de cursos estrelados
Faculdades Isoladas
Escola * 5 estrelas 4 estrelas 3 estrelas
1o.
ITA
4
1
-
2o.
IME
1
6
1
3o.
Cásper Líbero
1
2
-
4o.
ESPM
1
1
-
5o.
CBM
1
-
1
FGV
1
-
-
6o.
EG/FJP
1
1
-
Ence
-
1
-
FF da Cia.de Jesus
-
1
-
__________* Escolas que tiveram todos os cursos estrelados, sendo pelo menos um com cinco ou quatro estrelas
CONTROLE DE QUALIDADE
Como definimos que merece nossas estrelas
Mais de 6.000 questionários foram enviados neste ano para os coordenadores de todos os cursos de todas as instituições de ensino superior do Brasil. Neles, pediam-se informações diretamente relacionadas à qualificação do corpo docente, como o número de professores com doutorado e mestrado, sua jornada de trabalho e produção cientifica. Também se perguntava sobre o acesso a instalações como laboratórios, a quantidade de obras e o grau de informatização das bibliotecas, entre outros dados que indicam o quanto os recursos da escola estão disponíveis para os estudantes.
Para saber se a prática está aliada à teoria, foi perguntado sobre o envolvimento dos alunos em projetos de empresas juniores, no caso dos cursos de Administração, e no atendimento à comunidade, no caso dos cursos de Enfermagem, Odontologia, Biologia e Direito, entre outros. As respostas desses questionários foram tabuladas e comparadas com as informações obtidas nas entrevistas que a equipe de repórteres do Guia do Estudante fez com cerca de 600 professores, cientistas, pesquisadores especialistas em educação. As notas obtidas no Provão foram consideradas para os 13 cursos que já passaram pela avaliação do MEC. Nos casos em que houve dúvida, os repórteres consultaram novas fontes. Só então foram montados os quadros que definem as estrelas de cada curso.
Guia do Estudante/Vestibular 2001– Edit.Abril – pgs 52/54 –guiadoestudante@atleitor.com.br
QUEM TEM ESTRELAS
* * * * * Excelente * * * * Muito bom * * * Bom
Passaram pelo teste de qualidade
RELAÇÕES PÚBLICAS
*
* * * * USP (SP)
* * * * Fac.
De Comunicação Social Cásper Líbero (SP)
PUC (MG), PUC (RS),
PUC-Campinas (SP), UEL (PR)
UFSM (RS), Umesp (SP)
* * * Faap
(SP), UCS (RS), Uerj (RJ), UFMA (MA), UFMG (MG), UFPb
(PB), UFPR (PR), UFRGS (RS), UGF (RJ), Unesp/Bauru (SP),
Unicsul (SP), UniSantos (SP), Unisinos (RS), Unitau (SP).
A Disputa por uma vaga
Quer saber quantos concorrentes você terá de enfrentar no vestibular? Então dê uma olhada na relação candidato/vaga de alguns cursos oferecidos pelos principais universidades públicas.
Norte:
Universidade do Amazonas – www.ciesa.br
.............................. 14,4
Nordeste:
Universidade Federal de
Alagoas - www.reitoria.ufal.br
............. 10,1
Universidade
Federal da Paraíba - www.ufpb.br
...................... 5,5
Centro-Oeste: Universidade
Federal de Goiás -
www.ufg.br ........................
13,4
Sudeste:
Universidade Federal de Minas Gerais – www.ufmg.br
............. 46,3
Universidade de São Paulo -
www.usp.br
.............................. 42,9
Universidade Estadual Paulista –Bauru (SP) www.unesp.br
...... 19,3
Sul:
Universidade Estadual de Londrina (PR) – www.uel.br
.............. 22,2
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – www.ufrgs.br
...... 13,1
Guia do Estudante/Vestibular 2001– Edit.Abril – pg 86 –guiadoestudante@atleitor.com.br
É a promoção da boa imagem de empresas ou instituições por meio
de seu relacionamento com diferentes públicos
O bacharel de Relações Públicas traça a estratégia de comunicação de uma empresa ou órgão do governo e administra ações que garantem o bom relacionamento da organização com os empregados, os clientes e os fornecedores, bem como com o governo e a comunidade. Produz boletins internos e externos e promove o contato com a imprensa. Cria programas de integração com a comunidade e organiza atividades promocionais. A abertura da economia e o conseqüente acirramento da concorrência entre as empresas aquecem o mercado para esse profissional. É obrigatório o registro no Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas.
Salário médio inicial: R$ 1.000,00
O que você pode fazer como Relações Públicas:
Administração - Promover ações que valorizem uma marca ou a imagem de uma empresa. Criar canais de comunicação com o publico interno (funcionários) e o externo (fornecedores, clientes, governo e comunidade). O mesmo serviço pode ser prestado como assessoria ou consultoria.
Cerimonial e protocolo – orientar empresários, políticos e chefes de Estado sobre regras e padrões internacionais de etiqueta.
Comunicação Institucional – Elaborar planos de divulgação da políticas e dos valores da empresa para funcionários, clientes, consumidores e fornecedores da organização.
Eventos – Planejar e organizar palestras, exposições, recepções, coquetéis e solenidades políticas e comerciais para promover a empresa.
Ombudsman – Atender às solicitações e reclamações de clientes e consumidores, visando à melhoria da qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela empresa.
Pesquisa de opinião – Coletar informações sobre o publico da empresa (funcionários, fornecedores, consumidores e concorrência) para criar um plano de comunicação.
Planejamento estratégico – Traçar a estratégia de relações com a comunidade, a imprensa, os fornecedores, a concorrência e os consumidores da empresa e elaborar, entre outras atividades, os programa de comunicação.
Projetos institucionais – Elaborar projetos sociais em ONGs, tendo em vista a viabilidade técnica e econômica e os benefícios para os usuários. Analisar, em empresas privadas, os projetos a ela apresentados, considerando sua adequação à filosofia do negocio e os benefícios que poderão trazer à imagem da empresa.
Organização de eventos, política, pesquisa de opinião e planejamento são disciplinas especificas do currículo. Nos dois primeiros anos, você tem as matérias da área de Comunicação. O currículo inclui também aulas de economia e administração – importantes para compreender o funcionamento de uma organização. Algumas faculdades oferecem inglês e espanhol como disciplinas opcionais. . Para tirar o diploma é comum a exigência de um projeto de comunicação.
Duração média: quatro anos
Área: Comunicação.
Guia do Estudante/Vestibular 2001– Edit.Abril – pg 160 - guiadoestudante@atleitor.com.br