|
Personalidade é tão
importante para o relações publicas quanto conhecimento
por Roberta Vigner
|
![]() |
|
A profissão de Relações Públicas valoriza não só formação acadêmica, mas também traços marcantes da personalidade do profissional. Prova disso é a história da gerente de relações públicas e marketing para a indústria da Walt Disney World, Ana Maria Donato. Com 39 anos, há três está nesta profissão. É formada em jornalismo e pós-graduada em Teoria da Comunicação. Trabalhou por 12 anos como jornalista em veículos ligados ao turismo e conhecia pouco do mercado de trabalho de RP. Foi quando, visitando o estande da Disney World numa feira de turismo em Orlando, na Flórida, foi sondada para assumir o cargo de gerente de RP da Disney no Brasil. "Naquele momento não me considerei qualificada, por ter fortes ligações, afetivas até, com a profissão de jornalista. A companhia insistiu e deixou claro que estava interessada na maneira como eu me relacionava com as pessoas e os contatos que tinha, o resto eles me ensinariam." conta Ana Maria. Com sua experiência na área de turismo, Ana Maria acumulou as características necessárias para desempenhar bem as funções de RP que, segundo ela, são: "Entender as diversidades culturais, pessoais e empresariais. Não ter apenas suas referências, modo de vida, base cultural, formação pessoal e até mesmo religiosa como absolutas. Ser diplomata e ter estilo pessoal, ao ponto de formar uma marca, de preferência baseada na discrição e bom gosto. Assim como ter um talento especial, por exemplo dançar muito bem, falar vários idiomas, entender de vinhos, cantar. Tudo demonstrado com sutileza e classe." Ela cita como exemplo o RP de uma empresa britânica que, durante uma dessas viagens de negócios marcou presença por seu conhecimento em vinhos e talento especial para contar estórias. "Cavalheiro, fazia sucesso nos jantares com seus casos engraçados, geralmente tirados de clássicos da literatura inglesa. Era uma referência de bom humor e de discreta elegância e dessa foram conquistou contatos valiosos para sua companhia e, conseqüentemente fluência nos negócios." O cotidiano profissional de Ana Maria é bem agitado, ela viaja ao exterior cerca de 10 vezes por ano, participa de coquetéis e jantares, apresentação de seminários e reuniões quase que diárias com agências de viagens, seus principais clientes. Toda essa agitação possui vantagens e desvantagens: " É muito bom conhecer pessoas interessantes, às vezes celebridades, desenvolver habilidades da convivência e freqüentar lugares requintados. O desafio é se aperfeiçoar sem intervalo, estar bem informado sobre tudo e investir certo dinheiro na aparência pessoal e na formação de rede de contatos" diz Ana Maria. Ela acredita que esta profissão tem muito espaço no mercado de trabalho: "As empresas, mesmo investindo em tecnologia, sabem da importância do contato humano" e dá algumas dicas para os recém-formados : "Não espere se formar para começar trabalhar, ganhe experiência o quanto antes, comece a errar o mais cedo possível. Associe-se a entidades que divulgam programas de estágios em grandes empresas, como o CAIEI, a Câmara de Comércio Americana ou de outras nacionalidades. Dedique-se a formar uma rede de contatos freqüentando seminários. Seja pró-ativo e comece a formar seu estilo. Foque um segmento de seu interesse e procure saber qual associação pertinente, necessidades, jornais e outras publicações. Enfim, seja perseverante! Fonte: Revista Eletrônica da Universidade Metodista de Ensino Superior, Abril de 2000 |