Com a chegada e a entrada no ano 2001, as tendências mais importantes preconizadas pelos estudiosos, serão através das nossas vivências, as mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas em expansão, que poderão por um bom tempo modificar a sociedade contemporânea. Deverão estar preparados os Relações Públicas para orientar as sociedades em todo o mundo a se comportarem diante de algumas megatendências que fluirão em elementos importantes de cada pessoa, modificando suas opiniões e decisões relativas ao seu trabalho, seus negócios, investimentos e ainda onde querem residir e como educar seus filhos. É necessário que os Relações Públicas tomem posicionamentos e tenham conhecimento das mudanças que estão ocorrendo em vários segmentos sociais. São várias as pesquisas realizadas sobre o futuro dos Relações Públicas, cujos prognósticos são de uma total abrangência desse profissional, onde as novas tendências de transformação da sociedade identifica no reconhecimento da pessoa humana o fio condutor que une todas as tendências, sendo que, na economia da informação, o indivíduo passará a ser remunerado pela inteligência e pela criatividade. Passando a sociedade à uma economia única, as forças econômicas ultrapassam as fronteiras de seus países, resultando em mais democracia, mais liberdade, mais amplitude comercial, em oportunidades e prosperidade. Na "explosão global" as considerações econômicas quase sempre transcendem às políticas. Com as relações econômicas em ascenção, os executivos das empresas são, em certos momentos, mais importantes que os políticos. Profissional de Relações Públicas participa do processo de desenvolvimento do "Livre Comércio" entre vários países, com tratados bem elaborados entre as comunidades do primeiro mundo. As atuais áreas do desenvolvimento sócio-econômico, como telecomunicações que caminham para uma rede mundial única, abre-se um leque de facilidades para a execução de projetos de Relações Públicas levando voz, texto e imagem à velocidade da luz. Temos o exemplo da explosão de consumo, onde a Ásia representa grandes oportunidades aos países produtores. Com o avanço da democracia, os regimes autoritários em queda, retoma seu espaço o profissional de Relações Públicas para desenvolver projetos de empreendimentos de pessoas físicas e jurídicas. Outro fator é o meio ambiente. A defesa da ecologia é preocupação de todos os povos. Neste mister, a força da ciência das Relações Públicas tem realizado grandes mudanças no Velho Mundo, independente da direção de políticos, impulsionando grandes projetos de imagem e mercado. Outro campo de atuação do profissional tem sido em prol do renascimento das artes. A mudança nos hábitos e prioridades nos investimentos em termos de lazer, com o término das guerras, o campo dos Relações Públicas fez voltar a sociedade para atitudes mais questionadoras e reflexíveis. A liderança feminina no pós-guerra firma-se por um aumento de 200% de atuação nos vários segmentos de trabalho, sendo que nas áreas de finanças os Relações Públicas são mulheres que estão em igualdade de condições de trabalho com os homens. Muitas, hoje, estão em suas próprias empresas e vêm crescendo continuamente. Segundo opinião de Nisbitt e Aburdene, caberá em breve às Relações Públicas determinar se será ético ou não alterar a natureza, se as novas espécies desenvolvidas vão prejudicar ou não o meio ambiente, se as indústrias estão sendo envolvidas nesse processo apenas por dinheiro e, finalmente, quais as implicações legais e sociais da nova ciência. Partindo do princípio que o indivíduo transforma a si mesmo antes de mudar a sociedade, o milênio aí está a nos desafiar. Como ciência moderna, os Relações Públicas serão capazes de resolver em grande parte os problemas de relacionamento humano, em todos os sentidos e em todos os segmentos da vida, apresentando várias soluções, administradas por pessoas competentes e cônscias de sua responsabilidade profissional, com princípios éticos, morais e de respeito à dignidade da pessoa humana.
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Fonte: Jornal da CNPL - Confederação Nacional das Profissões Liberais - Brasília - DF - Novembro/Dezembro de 2000