ESTA
NA HORA DO TRABALHO ESCOLAR
Pós-graduação não serve só para reforçar o currículo; também abre
portas
numa atividade em expansão no país: dar aulas
O mercado de trabalho para professores universitários no país passa por uma fase de demanda pouco vista anteriormente.
Uma das razoes é o “provão”, por meio do qual o Ministério da Educação avalia os cursos de graduação do país, conceituando melhor as instituições que tiverem mais professores titulados (com mestrado e doutorado). Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do MEC, o número de novos matriculados nos cursos de mestrado avaliados oficialmente cresceu 19% só entre 1998 e 1999. O volume de matrículas saltou de 19.809 para 23.646.
Essa “efervescência” já mobilizou consultorias de recursos humanos, como a Catho (www.catho.com.br) que até lançou há um ano o seminário: “Como se tornar professor universitário”. Wagner Tadeu Carvilhe, 46, que leciona nas Faculdades Oswaldo Cruz (SP) e é responsável pelo seminário, afirma que vale a pena dar aulas em faculdades. ”A flexibilidade de horário e a chance de ter outra profissão simultaneamente são algumas das vantagens. Outra é a troca de conhecimento com alunos e professores”.
Na ponta do lápis
De acordo com Carvilhe, de 1980 a 1990, o número de docentes nos cursos
superiores em atividade cresceu 16,6%. Entre 1990 e 1998, aumentou cerca de 25%.
O levantamento mais recente, de 1999, mostra que a quantidade de professores
atuando no ensino superior era de 174 mil profissionais naquele ano. Do total,
81 mil ensinavam em instituições públicas, e 93 mil, nas particulares. O salário
pode ser atrativo, dependendo da titulação e do emprego. A média apurada pelo
Grupo Catho para um docente, na Grande São Paulo, que leciona de segunda a
sexta, apenas à noite, é de R$ 3.200, para o grau de especialista. Já um
mestre, nas mesmas condições, ganha R$ 4.100, e um professor-doutor, R$ 6.000.
Fonte: Folha Classificados, SP - Paulo Sergio Pires - página 1 - 25/2/2001