Derrubando paradigmas da Internet (artigo)

 Se você é daqueles que sabem a diferença entre uma incubadora de sites e uma aceleradora, sorte sua. Mas, se você, como a maioria dos pobres mortais, não tem tanta afinidade com esse fascinante e desconhecido mundo da Internet, que tal tentarmos desvendá-lo juntos neste artigo?

Primeiro, não existe mais divisão entre as mídias tradicional e alternativa ou exterior. Agora chamamos tudo de mídia offline. Anunciar na Internet é estar na mídia online. Uma das categorias que apresentam maior crescimento na velha mídia offline, indica o Monitor Ibope, foi a online. Surpreendentemente, não é?

Segundo, esqueça todas as coisas fantásticas que você ouviu sobre as possibilidades de personalizar a comunicação, saber com quem está falando ou fazer as mais diferentes segmentações na Internet. Por enquanto, nada disso é possível na maioria dos sites brasileiros. Daqui a pouco, provavelmente, a realidade mude. Mas até lá não fique frustrado. Esse é um problema que acomete todos.

Outro aspecto discutido é ter ou não pessoas exclusivas para a Internet. A Salles D’Arcy ciente de que hoje toda agência precisa mergulhar no mundo na Internet, optou por montar uma divisão própria para cuidar do assunto. Uma equipe que sempre trabalha respaldada pela equipe de criação, que hoje cria online e offline de forma simultânea e integrada.

Deixar a tarefa de fazer o plano de comunicação para a Internet a cargo do supervisor de mídia offline, que já tem na sua rotina uma série infindável de atribuições, seria impraticável. Os motivos são os mais simples: falta de tempo, de pesquisa e de sistemas. Em nosso cadastro de veículos offline, temos 7.500 veículos com todos os dados atualizados, tabelas de preço, circulação, cobertura geográfica, etc.

Para a Internet, não há nenhuma informação disponível. Tudo precisa ser pesquisado. Temos uma equipe dedicada e plugada na rede durante todo o dia para fazer isso. Os números mudam a cada minuto. Você não encontra duas fontes com as mesmas informações. É um comprando o outro.

Seis meses atrás, havia 700 provedores, que já foram reduzidos para 450, e, agora, não há um número oficial. E os sites, então? Proliferam-se como coelhos, ou mais, tecnologicamente falando, na velocidade da luz. Ou será da fibra ótica?

A nossa opção, pelo menos até o momento, é manter uma equipe exclusiva, dedicada e pensando sobre o negócio da Internet o tempo todo. Uma equipe que dá suporte para todos os departamentos da agência. Em suma, estamos montando o nosso modus operandi, criando uma organização online nos moldes offline.

O formato que criamos tem dado certo. Mas, com certeza, não podemos ficar parados, e não temos nenhum receio de mudá-lo se descobrirmos uma fórmula para aumentar nossa produtividade e eficiência na área. (...)

Caso você tenha alguma pergunta, curiosidade ou dúvida com relação à Internet, ligue pra gente, ops, passe um e-mail.

A propósito, incubadora é a denominação que se dá para as empresas que ajudam a viabilizar financeira e tecnologicamente idéias de sites; aceleradora é mais orientada para demonstrar a viabilidade comercial do negócio.

Nota da Redação: O artigo de Maria Lúcia Cucci, vice-presidente de mídia da Salles D’Arcy, foi publicado pelo Planeta Salles D’Arcy, publicação trimestral da agência.

(VOX NEWS) – 22/08/2000