RELAÇÕES
PÚBLICAS – Novos desafios para profissionais polivalentes
cobertura - Data: Quinta 05/04/01
22:58:32
(BR
Press) – O novo milênio abre um campo promissor para o profissional de relações
públicas. É o que afirma Flávio Schmidt -- presidente do Conselho Federal dos
Profissionais de Relações Públicas (Conferp) e diretor associado da Sine Qua
Non, em São Paulo –, que ministrou a palestra "Tendências do mercado de
relações públicas no Brasil e no mundo nesta próxima década".
Nos últimos 20 anos, o mercado brasileiro de relações públicas passou
por enormes mudanças. A década de 80 foi marcada pelo fortalecimento dos
profissionais versáteis, assim como pela explosão das assessorias de imprensa,
em sua maioria, comandadas por jornalistas. Este cenário, por outro lado, também
gerou um alto nível de demissões entre os profissionais de relações públicas.
RP: uma necessidade
A década de 90, por sua vez, proporcionou um crescente aumento dos serviços de
comunicação interna das empresas, ao mesmo tempo em que tornou evidente a
necessidade das instituições contratarem profissionais com uma formação
específica.
Já a década de 2000
é marcada pela necessidade de criação de uma filosofia de negócios, além da
busca de uma nova certificação por parte das empresas: a certificação pública.
"O profissional precisa se curvar aos fundamentos das relações públicas",
diz Flávio Schmidt.
Polivalência De acordo com Schmidt, é preciso entender que relações públicas
é uma filosofia administrativa. "Isso significa a identificação de
valores e princípios, assim como padrões éticos", afirma. Por outro
lado, a atuação deste profissional também abrange funções administrativas,
além das próprias técnicas de comunicação. O fato é que o mercado é
nivelado pela competência. "Isso exige o conhecimento das técnicas de
relações públicas", aponta.
Flávio Schmidt entende que a flexibilização da lei pode ser um caminho para a
ampliação da atuação deste profissional. "Seria interessante
promovermos a abertura da lei para a atuação de profissionais de outras áreas,
que tenham o interesse em atuar em relações públicas", diz.
"A idéia é criarmos uma certificação de qualidade para os profissionais
que concluírem o curso de especialização em relações públicas. Desta
maneira, poderemos criar um grupo de profissionais notáveis, independentemente
de sua formação", finaliza. (Rodrigo Arco e Flexa/BR Press) www.eventosmegabrasil.com.br
- Palestra proferida no 4o Congresso Brasileiro de Jornalismo
Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, realizado em São
Paulo, nos dias 5 e 6 de abril de 2001, no Centro de Convenções Rebouças.