XVI Congresso Brasileiro de Relações Públicas
DEBILIDADE
E NOVOS RUMOS
Mauro Lima Wu *
Participamos, em Brasília, do XVI Congresso Brasileiro de Relações Públicas, tendo como enfoque principal os desafios da comunicação e o papel dos profissionais de comunicação face às exigências do mercado globalizado e do exercício pleno da cidadania. O evento organizado pelo diretório nacional da ABRP – Associação Brasileira de Relações Públicas, sob a presidência de Antonio Carlos Lago, reuniu exatos 342 participantes, entre relações públicas, jornalistas, militares, diplomatas, publicitários, estudantes, empresários e executivos de organizações públicas e empresariais, constituindo-se em novo marco para o setor.
Na pauta, com palestrantes nacionais e internacionais, a discussão, o debate, o questionamento e a troca de experiências sobre temas atuais, oportunos e relevantes como a ética, o gerenciamento de crises, o poder da marca, a mídia externa, a responsabilidade social e a cidadania, o relacionamento entre os povos, a gestão do turismo, a administração de conflitos, as fusões e as privatizações, a tecnologia, a comunicação dirigida e media training, a geração de negócios, enfim os desafios impostos pela globalização e as tendências da comunicação no Brasil e no mundo.
Paralelamente, reuniu-se o diretório nacional das ABRP’s com a participação da Câmara Superior Permanente e das seções estaduais do Distrito Federal, Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco, São Paulo e Sergipe. Presentes, também, os futuros presidentes das seções de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio Grande do Norte, já engajados com o propósito de implantar a ABRP em cada estado. É uma demonstração inequívoca da liderança de Antonio Carlos Lago que, assim, estará resgatando o brilho, o prestígio e a força aglutinadora das ABRP’s e das relações públicas nesse novo milênio. Convém sempre lembrar o trabalho desempenhado pelas associações de São Paulo e do Rio de Janeiro para o disciplinamento, o reconhecimento e a consolidação da profissão por meio da Lei nº 5.377/67 e do Decreto nº 63.283/68.
A reboque dessa legislação, foram constituídos, a partir de 1969, o Conselho Federal, os Conselhos Regionais, os Sindicatos, a Federação que, juntos com as ABRP’s, formam os pilares da categoria. Cada organização tem suas atribuições e competência e, o objetivo comum é de defender, preservar e ampliar o conceito e a credibilidade profissional junto a sociedade e a opinião pública. Vale destacar que credibilidade é a marca da gestão de Antonio Carlos Lago à frente do diretório nacional das ABRP’s.
No entanto, é necessário o trabalho permanente e integrado dessas instituições para conduzir, de forma segura, a profissão e os profissionais nesse cenário competitivo e globalizado. Não se pode e nem se deve executar um trabalho estanque e isolado da academia, do mercado e das organizações. É preciso muito mais. Somente a união de propósitos, de ações, de programas para o setor como um todo e para a classe, especialmente os estudantes que acreditam na profissão, indicando caminhos que os conduza a porto seguro, livres de ingerências externas, de divergências conceituais, de modelos ou de formas que enfraqueçam a classe e a categoria. É preciso um discurso único, sólido e consistente para transmitir segurança e credibilidade maior. Sem isso, ninguém sobreviverá.
É dentro desse contexto que Antonio Carlos Lago está balizando sua gestão no diretório nacional da ABRP para resgatar valores, quebrar a inércia, romper o atraso, buscar a renovação, promover as mudanças necessárias e consolidar mais a missão da ABRP. O sucesso do XVI CONBRARP o credencia para tanto, indica um novo norte e sinaliza novos rumos para as relações públicas.
________________________________________________
* Mauro Lima
Wu –é jornalista
e diretor
do IBRADEP
– Instituto
Brasileiro de Aperfeiçoamento e Desenvolvimento
Profissional.