PROCURAM-SE PROFESSORES
Marcos Lock
Porta de entrada para as pesquisas cientificas e para o magistério universitário, o mestrado corre para atender o crescimento do ensino superior
Que o ensino superior esta em fase de expansão acelerada ninguém pode negar. Pode-se perceber o fenômeno com os próprios olhos, observando a intensa propaganda que apregoa com raro vigor publicitário novos cursos e novas instituições que surgem a todo momento. Alguns dados também deixam claro os patamares que o setor vem galgando: a quantidade de matricular no ensino superior cresceu nos últimos quatro anos, em termos absolutos, mais do que nos 14 anteriores.
Para atender a esta demanda provocada pelo desenvolvimento do ensino no país, pela massa de alunos que provem do ensino médio e pelas novas exigência que chegaram com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) de l996, é preciso continuar formando e qualificando mais professores para o terceiro grau. O mestrado stricto sensu, diante desta nova realidade, ganha nova importância e os seus números, que vêm crescendo, devem continuar em ritmo ascendente nos próximos anos. O aumento de programas e de pós-graduandos nas universidades públicas e privadas tende a se intensificar.
O ensino superior ganha corpo à medida que todo o ensino no país também se fortalece. O Ministro Paulo Renato Souza costuma apresentar com freqüência estes dados em suas conferencias: em l930, o Brasil possuía pouco menos de 40 milhões de habitantes e 2 milhões de crianças e jovens nas escolas, o equivalente a 5% da população. Hoje, o país soma 166 milhões de brasileiros e, embora tenha havido um envelhecimento geral, nada menos do que um terço da população está estudando.
Este fortalecimento da massa estudantil atinge, principalmente, o nível médio. Ela gera as fornadas de alunos que vão bater à porta do ensino superior e esperam ser atendidos por vagas, estrutura e professores. A situação tende a se acentuar. De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas e prioridades para o setor educacional a serem cumpridas até 2010, lançado pelo ministro da Educação no ultimo dia 9 de janeiro, o ensino médio continuara sendo muito incentivado. O PNE pretender que o poder público promova o aumento da matrícula neste nível, buscando não apenas garantir o acesso a todos os que concluíram o ensino fundamental, como também aos jovens e adultos que não cursaram na idade apropriada. Isto alavanca um ritmo que já vem forte e serve para explicar porque não faltam alunos para toda e qualquer faculdade que resolva inaugurar suas atividades. O ensino médio foi o nível que mais cresceu na segunda metade dos anos 90: de l994 a 2000, a expansão foi de 81,6%, o que representou uma inclusão de 3,7 milhões de jovens no sistema.
Elaborado a partir dos eixos norteados pela Constituição de l988, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDB) e a Emenda Constitucional 14(criação do Fundef), ambas de l996, e pelas políticas atuais do setor, o Plano Nacional de Educação atende a uma antiga reivindicação dos educadores brasileiros. Para a estruturação do PNE, o Ministério da Educação contou com a participação de mais de 60 entidades, entre sindicatos, associações, conselhos e secretarias de Educação. O plano foi enviado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em dezembro de l997. Parlamentares apresentaram um projeto substitutivo baseado no oficial e após vários debates e apresentação de emendas, ele foi finalmente aprovado.
Para o Ministério da Educação, o PNE representa um passo importante não somente para a continuidade da atual política educacional, mas também para a adoção de medidas necessárias ao cumprimento da determinação do governo de dar à educação nacional a mais alta prioridade, de forma a elevar a qualidade do ensino a nível compatível com os desafios enfrentados pelo Brasil no plano interno e no contexto internacional.
Em conseqüência do desenvolvimento do ensino médio espera-se, portanto, uma resposta do nível superior, que precisa formar professores universitários e aperfeiçoar seus sistemas para atender às novas exigências do mercado e, sobretudo, aos pressupostos dos órgãos oficiais do governo.
Esta resposta vem do mestrado strito sensu, o programa que visa à formação de docentes do terceiro grau e a iniciação na vida cientifica e que vem ampliando seus números nos últimos seis anos. Houve um aumento na oferta de cursos e de pós-graduados tanto nas universidades públicas como nas escolas privadas. Só no mestrado, de l994 a l999, o número de cursos credenciados no pais passou e 1.159 para 1.339, de acordo com a Capes(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). A quantidade de alunos pulou de cerca de 43 mil para quase 51 mil, um aumento de 26%; e a medida anual de novos mestres, que era de menos de 9 mil, hoje para dos 15 mil - um acréscimo de 67%.
Para o professor Geraldo Moisés Martins, diretor superintendente da Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino Superior Particular(Funadesp), mais do que um progresso numérico e quantitativo, o compromisso com a educação exige repensar e estimular o ensino de pós graduação e especialmente a ampliação dos mestrados. Segundo Martins, seria necessário, evidentemente, assegurar um ensino de qualidade articulado à pesquisa e à extensão, garantindo uma formação sólida aos alunos. “Qualidade e quantidade não são, entretanto, processo dicotômicos. Precisamos dos dois para realmente impactar o processo educacional em geral, da pré-escola ao doutorado”, alerta. No caso da pós graduação e especialmente do mestrado, ele aponta uma tendência atual para sua contenção em nome da qualidade. “Daí a ocorrência de um represamento nos processos de reconhecimento. Levantamentos recentes da Capes identificaram mais quinhentos cursos que estão à margem da avaliação, ou seja, estão em situação irregular. Seus diplomas não terão validade.”
Outra tendência, segundo o diretor da Funadesp, é a de desvalorização ou de atribuição de um papel secundário aos cursos de mestrado. O teor do anteprojeto para regulamentar a contratação de docentes para as universidades federais é bem sintomático, porque prevê que a admissão de novos docentes será limitada somente aos portadores do titulo de doutor. “Some-se a isso o fato de que o ingresso no mestrado continua sendo elitista e fechado, em termos de acesso e oferta para uma contingente crescente de estudantes egressos da graduação”. reforça Martins.
A LDB e o Provão estão levando as instituições universitárias a estruturar seus quadros com professores devidamente titulados, o que, inclusive, ampliou a oferta de emprego no nível de magistério. Outros fatores que pesam nesta balança foram o desenvolvimento do pais, que gerou a necessidade de mais pesquisadores; e o mercado de trabalho, que requer cada vez mais qualificação e reciclagem. “Os alunos vão se aprofundar para se tornarem mais competentes inclusive dentro de sua profissão. O mestrado oferece a oportunidade de adquirir uma visão critica muito aguçada”, afirma Marilia Claret Geraes Duran, coordenadora de pós-graduação da Universidade Metodista de São Paulo.
A formação de professores e pesquisadores via mestrado stricto sensu, entre vários problemas, enfrenta uma questão crucial: a concentração de cursos. A região Sudeste detém perto de 60% deles(58% somente no Estado de São Paulo), enquanto no Norte e no Entro-Oeste há, respectivamente, somente 3% e 10%. Mesmo com a oferta de pós-graduandos, em carreira menos tradicionais é difícil achar professores.
“Esse é um dos maiores problemas com os quais nos deparamos. Temos tentado implementar varias políticas de desenvolvimento regional para estimular a criação de cursos de mestrado fora das regiões Sul e Sudeste”, afirma o professor Adalberto Vasques, diretor de Avaliação da Capes.
Embora os dados atuais revelem uma melhoria, ainda é evidente a carência de docentes mestres e doutores para o mestrado de forma geral. “Há cursos de graduação que, além de estarem em expansão, são carentes de pessoal docente titulado. São áreas com pouquíssimos cursos de mestrado credenciados e que mostram insuficientes para atender à grande demanda de capacitação, como ciências contábeis, fisioterapia e turismo”, exemplifica o professor Martins da Funadesp.
Apesar disso, para ele o mestrado vai muito bem e experimenta um processo de expansão já esperado devido ao desenvolvimento. Ele também atribui o crescimento a um grande trabalho do MEC, que passou a exigir corpo docente de maior qualificação nas universidades.
Grande parte do sucesso da pós no Brasil está ligada intimamente a avaliação da Capes. Este processo de 25 anos está completamente consolidado e estabilizado e seu êxito deve-se ao fato de que ele é realizado pelos próprios professores, que não são remunerados para esta função. “Trabalhar como avaliador faz parte das atividades do professor de pós-graduação”, esclarece o diretor. A cada três anos, esta verificação acontece e tem recolhido bons índices. “O Brasil tem a melhor pós-graduação”, entre os países em desenvolvimento afirmou o ministro Paulo Renato Souza quando divulgou as ultimas avaliações em l998. Dos 1293 programas examinados na época, em todas as áreas do conhecimento, 646 foram com mestrado e doutoramento, 620 com mestrado e 27 apenas com doutorado. O resultado mostrou que 83,1% da pós-graduação brasileira está entre os níveis médio e muito bom, com conceitos 6 e 7, ao mais altos desta escala, foram obtidos por 8,5% dos programas.
Após-graduação é também muito bem-vista por quem vive o seu dia-a-dia. A professora doutora Úrsula M. Karsch, presidente da comissão geral da pós-graduação da PUC-SP, diz que o mestrado no Brasil, quando recomendado e constantemente avaliado, tem boa qualidade e pode, inclusive, exigir respeito internacional. “Vivi muitas situações em que brasileiros mestres por alguma universidade no exterior, solicitaram reconhecimento de seu diploma numa universidade brasileira com curso equivalente e não conseguiram”, exemplifica.
“A excelência do sistema universitário brasileiro esta na pós-graduação . No nosso nível é compatível com o que se faz em todo o mundo”, afirma categoricamente a professora Maria Lúcia Marcondes Vasconcelos, coordenadora-geral da pós-graduação da Universidade Mackenzie, uma das mais antigas instituições de ensino do pais, com 103 anos de existência. O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade São Francisco, professor Marcos Cézar de Freitas, não tem a menor duvida de que o mestrado nacional tem boa qualidade e devota boa parte deste conceito à forma como o sistema é avaliado, pelos próprios professores universitários. Há também um aspecto prático, lembrado pela professora doutora da PUC-SP Maria Tereza Audi: “No mestrado nos disciplinamos na leitura e aprendemos a escrever de forma organizada, em torno de uma idéia central, o que exige muita metodologia e personalidade”.
Em 2001, a avaliação vai se repetir e espera-se que, apesar do número de programas ter crescido mais do que os habituais 10%, mantenha-se a expectativa de ótimas notas. Neste ano, mais de 1.500 cursos de pós-graduação acompanhado pela Capes receberão novos conceitos. A documentação das escolas deve chegar à entidade até o mês de março e avaliação propriamente dita será feita em período de sete semanas, com a participação de 44 comissões de avaliação envolvendo 600 a 700 professores. Após serem homologados pelo Conselho Técnico Cientifico, os resultados serão comunicados aos programas, no final de agosto, que terão prazo de duas semanas para a apresentação de cursos. Somente no final de setembro os conceitos serão divulgados à sociedade, o que normalmente obtém grande repercussão na mídia.
O número de programas de mestrado não pára de crescer. Mais de 40% dos existentes foram criados na última década.
Segundo a coordenadora de Organização e Tratamento da Informação da Capes, Mônica Velloso, os dados de l998 e l999 passaram por um acompanhamento anual nos mesmos moldes da avaliação trienal, quando foram detectados alguns erros no preenchimento dos formulários. Para não haver prejuízo a ninguém, possibilitou-se que as instituições reencaminhassem seus dados à Capes até 15 de dezembro passado. De acordo com a coordenadora, 470 programas mandaram a correção dos dados referentes ao ano de l998 e 745, ao ano de l999. Quanto aos dados de 2000, o prazo vai até 16 de março.
Se de um lado a Capes mantém os critérios da rigidez acadêmica em seus métodos, o que poderia transparecer que o órgão não fomenta a evolução quantitativa de programas de pós no país(o que é absolutamente falso, porque à medida que o sistema é avaliado e melhora, cria condições de se autoreproduzir), por outro gerencia um programa de recursos para bolsas, o maior entre todas as agências que financiam a formação do mestrado no Brasil.
No momento, o órgão dá condições para a manutenção de 22 mil bolsistas em instituições de todos os Estados. Somente no ano 2000, a Capes possibilitou a concessão de um total de 7.587 mil benefícios para amestrado por meio de um programa denominado demanda Social, cujo objetivo é promover a formação de recursos de alto nível necessários ao país, por meio da concessão de bolsas aos programas de pós-graduação stricto sensu. Este ano esperamos aumentar algo como 400 bolsas no mestrado e outras 400 no doutorado”, conta o professor Luiz Valcov Loureiro, diretor de Programas da Capes e presidente substituto da instituição. Em outro programa de qualificação de docentes para as entidades públicas, foram distribuídas, no ano passado, outras duas mil bolsas de mestrado. “Somos responsáveis por quase 65% dos recursos oferecidos às bolsas concedidas para mestrado e doutoramento no Brasil”, esclarece Ribeiro.
São recursos como estes que possibilitaram, em grande parte, a formação dos novos mestres. Loureiro aproveita para esclarecer que a Capes não concede as bolsas, mas sim as universidades, de acordo com as normas dos programas vigentes. “Não adianta vir a nos solicitar uma bolsa de estudo. É preciso comparecer a escola onde se esta estudando”, esclarece, frisando que a demanda de bolsas de formação tem crescido algo em torno de 5% a 10%, nos últimos anos. Outros órgãos também liberam verbas para o custeio do mestrado, como a Fapesp e o CNPq.
Os alunos sabem disso e não estão se furtando ao seu papel. De acordo com os últimos dados disponíveis em l999, foram efetuadas 29.337 matriculas nas escolas federais, as campeãs do mestrado no Brasil. Nas escolas estaduais, as matriculas foram 18.802 e nas privadas, 8.772, o que dá um total de 56.911 alunos. Seguindo o mesmo ranking, o número de títulos de mestre concedidos foi de 8.606 nas universidades federais, 4.602 nas estaduais e 1.962 nas privadas, totalizando 15.171 novos mestre em l999.
O número de programas de mestrado não pára de crescer. Mais de 40% dos existentes foram criados na última década. É bem verdade que nem todos sobreviveram. Desde 2000, foram desativados 18 programas de doutorado, mestrado e mestrado profissionalizante, representando 22,5% de todas as desqualificações feitas pela Capes desde que iniciou a avaliação deste nível, em l993. Entre os motivos estão a falta de docentes qualificados e de infra-estrutura.
A professora Úrsula, da PUC-SP, entende que a quantidade de cursos de fato aumentará. “Mas é preciso cuidar para que haja os recursos humanos necessários”, alerta. “Na área de comunicações, o problema não é o número de cursos. A grande questão é que o mercado não dá privilégios ou incentivo para quem se esforça em fazer mestrado ou doutoramento. Precisamos que os empresários do nosso setor incentivem mais o mestrado”, brada Cláudio Julio Tognolli, mestre pala USP, doutorando em Ideologia das Ciências e professor de Jornalismo Investigativo das Faculdades Integradas Alcântara Machado, em São Paulo. lA professora Maria Lucia Marcondes Vasconcelos, do Mackenzie, também entende que a oferta de programas de mestrado vai continuar a subir. “A política de desvincular a autorização de funcionamento em relação ao fomento possibilitou o aumento do número de cursos de pós. Isto criou, e que vai continuar criando, condições para que haja cada vez mais opções”, concluiu.
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DIFERENTES TIPOS DE MESTRADO
Mestrado tradicional
O que é - Visa à formação de professores universitários e à iniciação na vida cientifica. O aluno precisa de um orientador e defende, ao final do curso, uma dissertação perante uma banca de examinadores com três componentes.
Duração média - de 24 a 36 meses
Mestrado profissionalizante
O que é - Regulamentado há apenas quatro anos, objetiva a capacitação do aluno para a produção de novas técnicas e processos no mercado ou na empresa. O trabalho final pode ser uma dissertação, um projeto, uma análise de casos ou mesmo uma produção artística. Algumas escolas batizam seu mestrado de profissionalizante com a sigla MBA.
Duração média - Superior a 12 meses
Notas:
Em todos os casos, o candidato passa por um exame de proficiência em língua estrangeira.
Todos os programas credenciados são avaliados a cada três anos pelo MEC.
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SAIBA ESCOLHER BEM SEU MESTRADO
1. Antes de decidir pelo curso e o local em que ira cursa o mestrado, pesquise. Cheque aspectos como a idoneidade da instituição, a carga horária, a possibilidade de bolsa de estudo e a opinião de ex-alunos.
2. Procure saber a nota atribuída pela Capes ao curso pretendido.
3. Desenvolva sua proposta de pesquisa e seja convicente: mostre que sabe o que quer pesquisar.
4. Procure universidades que tenham programas de pós em sua linha de pesquisa.
5. Antes de se inscrever, tente localizar o(s) professores(s) orientador(es) responsável(veis) pelo campo de estudo escolhido, principalmente se tiver se graduado em universidades ou cidades diferentes.
6. Leia livros e artigos escritos por ele(s), para se certificar de que sua pesquisa se aproxima do interesse dos orientadores.
7. Em uma conversa informal, apresente sua proposta e sinta o grau de aceitação e de atenção dado pelo professor.
8. Converse com estudantes das universidades selecionadas, com a APG (Associação de Pós-Graduados) ou com representantes discentes sobre o funcionamento dos programas.
9. Se estiver inseguro sobre o tema, pense na possibilidade de ser um aluno ouvinte ou especial até se acostumar com o contexto acadêmico e se sentir capaz de elaborar seu próprio projeto.
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1998/2000 ENSINO SUPERIOR |
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65% Dos 2.370 milhões de universitários brasileiros cursam Escolas Superiores Particulares. |
40% Dos 1.538 milhões de universitários brasileiros do Ensino Particular estudam em Escolas Paulistas. |
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84% Dos 740 mil universitários paulistas cursam Escolas Superiores Particulares. |
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Impacto Econômico do Ensino Superior Privado no Estado de São Paulo |
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280 Mantenedoras de Ensino Superior instaladas e sediadas em 107 cidades. |
65Mil Profissionais (professores e auxiliares) compõem a força de trabalho direta no Ensino Superior |
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R$ 2,5 bilhões Movimento financeiro anual direto (anuidades) das Instituições |
R$ 1,5 bilhões Movimento financeiro anual indireto dos alunos das Instituições (Alimentação, Moradia, Transporte, Materiais, Livros, etc.) |
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R$ 2,05 bilhões Imobilizado total das Instituições (Valor histórico). |
R$ 700 milhões É o investimento previsto até 2002 |
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2000 Cursos em 163 áreas de formação. |
50 milhões De exemplares é o acervo total das bibliotecas das Instituições de Ensino Superior. |
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5 milhões m² De área ocupada pelas Instituições |
3 milhões m²Área construida das Instituições |
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2.100 Laboratórios instalados nas Instituições.. |
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Fonte: Ensino Superior, Março de 2001 - Chamada de capa “Onde estão os
mestres? Ano 3 No 30