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Pelas contas dos executivos da Aberje - Associação
Brasileira de Comunicação Empresarial, o mercado nacional de comunicação
empresarial representa algo próximo de R$ 1,3 bilhão, num cálculo que
inclui, por exemplo, os investimentos das empresas em design, multimídia
e internet e exclui as verbas destinadas à promoção e publicidade.
"Cada vez mais, o público interno, que já foi visto como sendo de
segunda linha, conquista a atenção das altas direções das empresas,
que passam a determinar que a comunicação com este target seja feita com
qualidade total", salienta o diretor-executivo da Aberje, Paulo
Nassar.
Uma das últimas iniciativas louváveis da entidade, fundada há 33 anos,
foi a criação do Instituto Aberje de Pesquisas, que visa a municiar o
mercado com dados sobre a atividade colhidos entre as suas associadas. O
primeiro levantamento ouviu, nos meses de fevereiro e março,
profissionais das áreas de comunicação e recursos humanos de 200
companhias de vários portes: 45% com efetivo inferior a mil funcionários;
28% com total de empregados na faixa de mil a 5 mil; 8% entre 5 mil e 10
mil; e 7% que superam o patamar de 10 mil funcionários. A maioria dos
respondentes (66%) está sediada na região Sudeste, mas há também
empresas do Sul (9%), Centro-Oeste (3%), Nordeste (1%) e Norte (1%) — além
dos casos de companhias de atuação nacional (7%) ou em pelo menos duas
regiões (8%). Mais de 1/3 do total de entrevistados (39%) informou que a
comunicação interna já é um departamento formal da empresa.
Se, por um lado, grande parte (44%) dos entrevistados afirmou que suas
companhias ainda enxergam a comunicação interna somente como um
instrumental sinônimo de mídias internas, outra significante parcela
(37%) garante que a atividade é vista como ferramenta estratégica, sendo
tratada como um processo alicerçado no planejamento da organização.
Quando investigou como são caracterizados os temas tratados pela comunicação
interna, a pesquisa chegou ao índice de 32% de respostas "estratégicos",
enquanto outros 19% os classificaram como sendo "táticos".
Um dos problemas apontados são os mecanismos de medição formal dos
resultados obtidos com a atividade, sendo que apenas 33% das empresas já
implementaram alguma ferramenta para fazê-lo. Os maiores obstáculos das
companhias na execução de programas modernos de comunicação interna são
a resistência ou falta de apoio das altas direções (63%), as verbas
insuficientes (19%) e a oposição dos próprios funcionários (11%).
Paulo Nassar aponta como tendência o crescimento do espaço dado pelos veículos
de comunicação interna ao que a Aberje chama de "responsabilidade
histórica", designação que inclui o tratamento dispensado à relação
das empresas com o País e a preocupação com uma contribuição
construtiva para o progresso da nação. O executivo adianta ainda que está
em fase de planejamento e segundo levantamento do instituto, que abordará,
entre outros assuntos, as maneiras como as empresas estão enfrentando a
atual crise econômica e qual avaliação fazem do governo federal como
corporação. |