APRENDA A ESCREVER E-MAILS
O e-mail, supremo ícone da modernidade cibernética,
trouxe muitas vantagens: agilidade, praticidade... Porém o outro lado da moeda
é que ele expõe o conhecimento e – pior – a falta de conhecimento que
temos da língua portuguesa. “Há e-mails com tantos problemas que ficamos
imaginando que tipo de escola o remetente freqüentou, que tipo de leitura ele
tem e se alguma vez escreveu uma carta”, observa Edna Maria Barian Perrotti,
autora do fichário SOS Língua Portuguesa – Apoio Gramatical (ABNL Editora) e
professora do Curso de Letras e do Mestrado em Educação da Universidade
Metodista de São Paulo.
Talvez pela facilidade do envio (basta um click),
muitos se esquecem até das regras mais elementares da boa educação e
pecam pelo excesso de informalidade. “Alguns se dirigem a você, nas
relações profissionais, como se fossem velhos conhecidos, esquecendo-se de
que, embora o correio eletrônico tenha ocupado lugar do telefone em muitas
situações, ainda assim se trata da linguagem escrita, com a qual há
necessidade de se tomar alguns cuidados essenciais”, explica Edna.
De acordo com a autora, embora se trate de um nível
de formalidade bem menor do que aquele com que estamos acostumados na correspondência
tradicional, a informalidade permitida em alguns tipos de e-mails tem algumas
características que devem ser preservadas. Vamos a elas: Com quem você está
falando?
Trata-se da invocação, da expressão utilizada
para nos dirigirmos à pessoa a quem destinamos nosso e-mail. Mesmo que o nome
do destinatário já faça parte de seu endereço eletrônico, é de bom tom
repeti-lo na mensagem:
Prezado Senhor Paulo
Doutor Caio
Prezada Lívia (se se tratar de pessoa com quem
temos mais intimidade, mesmo nas relações profissionais, podemos dispensar o
termo prezada (Lívia) e substitui-lo por cara (Cara Lívia) ou até
mesmo por um olá: (Olá, Lívia).
Cumprimente!
Como se trata de um tipo de linguagem que mescla
a linguagem utilizada ao telefone com a linguagem da correspondência, além de
utilizar o nome do destinatário (precedido de Senhor ou Senhora, se for o
caso), é simpático utilizar uma saudação (Bom dia, Boa tarde) e fazer referência
ao teor da correspondência que está no arquivo anexo (Segue o artigo sobre
educação a distância que lhe prometi), ainda que ele tenha sido mencionado em
“assunto”.
Fonte:
Revista Vencer - pg.24 –
fevereiro/2002.