| Gerente da comunidade | ||
| por CASSIO UTIYAMA | ||
Por que o departamento foi criado?
Até dezembro de 2000, as questões sociais estavam nas mãos do
departamento de relações públicas.
Resolvemos criar a nova gerência para facilitar o alinhamento das
estratégias da companhia às ações para a comunidade. Nosso objetivo
é tornar a Ford uma empresa-cidadã e um bom lugar para trabalhar.
Estamos criando uma cultura de solidariedade. Isso gera orgulho nos
trabalhadores e reflete na produtividade.
Como é sua rotina de trabalho?
Divido igualmente meu tempo entre o atendimentoà comunidade externa e
à interna. Dentro da empresa, procuro incutir nos funcionários o
desejo de ser agentes de mudança em seus bairros, além de conscientizá-los
sobre a importância do trabalho voluntário. É uma tarefa feita com a
ajuda do RH. Na comunidade externa, criamos parcerias com ONGs,
entidades do governo e universidades. Apoiamos ações em Tatuí, São
Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo, e Camaçari, na Bahia,
localidades onde a montadora está instalada.
De quanto é o orçamento para o social?
É de 1 milhão de dólares por ano, destinado a projetos na área de
educação e meio ambiente. Uma parte da verba é reservada também para
eventuais ações de emergência nas comunidades, como inundações ou
períodos de seca prolongados.
Investimento social é uma tendência irreversível nas grandes
empresas?
Sim, acredito que as companhias serão cada vez mais cobradas por sua
imagem, pelo envolvimento com a comunidade e pelas boas relações com
os funcionários. Hoje, o preço das mercadorias, a tecnologia oferecida
e os serviços pós-venda das empresas concorrentes são muito
parecidos. A responsabilidade social dá a medida da diferença.
Você On Line www.voce.com.br janeiro de 2003