RELAÇÕES EXTERNAS

 

Visto americano tem mais restrições no País

                                         de São Paulo

 

A partir de hoje fica mais difícil a obtenção de visto junto ao Consulado Norte Americano para o turista brasileiro. É que o Consulado adotou novas medidas restritivas, entre elas , a obrigação para as pessoas que viajam pela primeira vez para aquele país de se dirigirem pessoalmente ao Consulado para obtenção do visto. A mesma obrigação foi destinada às pessoas com vistos vencidos há mais de cinco anos.

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Tasso Gadzanis, entende as  preocupações das autoridades norte-americanas com a segurança de seu País. “Más as medidas têm um rigor excessivo para um país pacifico como o nosso”, disse Gadzanis.

Ele lembra que a situação não afetará tanto as pessoas que moram em São Paulo, Brasília,Rio de Janeiro  e Recife - as únicas cidades com corpos consulares dos Estados Unidos. Porém, os demais turistas do País terão um custo muito alto. “Além dos altos custos com o visto, vai gastar com passagens aéreas até o consulado de sua região”, acrescentou. Ainda segundo as novas regras do governo americano, apenas pessoas com visto B1 (para negócios) e B2 (turistas) emitidos nos últimos cinco anos - e obrigatoriamente utilizados nesse período - poderão faze-lo via despachante, além de menores de 16 anos ou maiores de 60 que nunca tenham tirado visto para o país.

Depois do atentado terrorista de 11 de setembro do ano passado contra as torres gêmeas nos Estados Unidos, o fluxo de turistas brasileiros caiu 20%, disse ele.

Na feira mais importante do setor, a Pow Wow, ocorrida em agosto ultimo, a Travel Industry Association of América (TIA) havia divulgado que o Brasil, dentre os países que mais enviavam turistas para os Estados Unidos, perdeu a quinta posição, situando-se em  sétimo lugar. De 2000 para 2001 a queda de turistas foi de 11,7%, passando de 737.245 para 569.687. A TIA informou ainda que o fluxo total de turistas para os EUA de 11 de setembro de 2001, para cá havia caído 15%.

Fonte: Gazeta Mercantil, Nacional, dias 23,24,25/11/2002 pag A-4