Mercado exige MBA

Toni Vasconcelos

"Não é mais um diferencial, é uma exigência." A opinião é da gerente regional de seleção da Adecco Recursos Humanos, Carla Souza, sobre a importância cada vez maior do MBA (master in business administration) para a contratação ou promoção de profissionais em cargos diretivos. A gerente se baseia numa recente pesquisa realizada por sua consultoria com centenas de empresas nacionais e transnacionais que são clientes da Adecco. "Mais de 50% das grandes organizações consideram os MBAs e outros cursos de aprimoramento como decisivos num processo de recrutamento para postos de gerência e diretoria", afirma. Multinacional franco-suíça considerada líder mundial em RH, a Adecco (www.adecco.com.br) chegou ao Brasil há apenas quatro anos, mas já possui 32 filiais, duas delas na Bahia: em Salvador e Camaçari.

A pesquisa revela que a exigência desses cursos de pós-graduação cresce aceleradamente. Para se ter idéia, do total de gerentes contratados através da Adecco este ano, 60% exibiam em seus currículos tal qualificação, contra apenas 40% dos selecionados em 2001. "E esse requisito independente do segmento de mercado onde se atua, seja comércio, indústria, financeiro ou de serviços", enfatiza a gerente. Carla Souza, que atende os clientes do Nordeste (Bahia, inclusive) e Centro-Norte, também não vê diferença entre regiões no país. "A exigência tem sido a mesma, qualquer que seja o lugar", assegura. E acrescenta: "Se uma companhia não encontra o profissional qualificado que deseja na localidade onde está instalada, ela prefere importar o colaborador de outros estados ou mesmo do exterior".

Outro requisito muito cobrado pelas empresas, diz a consultora, é a fluência em idiomas estrangeiros, principalmente o inglês e o espanhol. "Mais de 60% dos nossos clientes corporativos estão exigindo o domínio em uma ou duas línguas para cargos de gerente e diretor", contabiliza. Possuir um MBA e ter fluência em inglês e/ou espanhol garante também um remuneração mais polpuda no fim do mês. Segundo Carla Souza, essas qualificações podem aumentar em 30% ou até 40% o salário do colaborador, a depender da realidade do mercado na região e do porte da companhia. Ela ressalva, no entanto, que o profissional deve escolher bem em qual curso de pós-graduação investir seu tempo e dinheiro: "As empresas valorizam mais os MBAs e cursos que tenham ênfase no segmento em que elas atuam".

      Fonte: Folha Emprego 13/02/2003