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Luis
Felipe Cortoni
LCZ
Desenvolvimento de Pessoas e Organizações
A
pesquisa de opinião nas empresas sempre foi muito conhecida no formato
dos tradicionais estudos de clima. Sua comprovada e discutida eficácia
consagraram a intensa utilização deste tipo de pesquisa nos últimos
anos. Quando se procura saber ou desvendar expectativas, aspirações,
motivações de funcionários, este continua sendo um recurso muito
utilizado.
No
entanto, é inegável a velocidade com que as mudanças têm feito
transformações no cotidiano organizacional. Seja por conta das pressões
externas, e/ou dos ajustes partindo de dentro, o cenário de atuação dos
agentes organizacionais está em permanente modificação. Exige outras
competências comportamentais, postulando outros modelos mentais de permanência
e de vínculo com a empresa. Muito se fez, se reconstruiu, se remodelou a
partir destas pressões. Nestes momentos, a aprendizagem organizacional
acumulada é tão intensa quanto rapidamente obsoleta, aprende-se muito
rapidamente sobre o que precisa mudar e principalmente como mudar.
É
neste contexto que se deve rever a utilização da pesquisa de opinião na
empresa. É preciso desenvolver instrumentos e metodologias que possam
acompanhar o ritmo das transformações, adaptando-os às necessidades do
momento e disponibilizando aos gestores informações que sejam levantadas
rapidamente, de forma precisa e a um custo baixo.
Os
próprios estudos de clima têm incorporado métodos e técnicas que
indicam esta adaptação. Por outro lado, qual é a contribuição que
outras modalidades de pesquisa, surgidas nestes tempos de aprendizagem,
podem trazer ao gestor no apoio às suas decisões?
Muita
coisa foi desenvolvida nesta área, porém as principais modalidades são:
Avaliação
de serviços
-
de
terceiros
-
de
atendimento ao cliente
-
de
áreas (TI, RH, Finanças) que prestam serviços a clientes internos
-
especiais
com fornecedores
Avaliação
de Programas
-
de
alcance social da empresa (impactos na e percepção da comunidade)
-
de
qualidade
-
de
ISO
-
de
comunicação (interna e externa)
Avaliação
de Implantação Projetos (antes, durante e depois)
-
ERP
-
CRM
-
Balanced
Scorecard
-
de
mobilização gerencial estratégica – planejamento estratégico
-
de
qualquer tipo de mudança organizacional
-
de
usuários internos e externos
-
de
funcionários
-
de
clima e ambiente de trabalho
Avaliação
da Imagem Externa Empresa (social)
“Fotografia”
do Momento da Integração das Empresas
-
nas
fusões
-
nas
aquisições
-
nas
parcerias estratégicas
-
censo
demográfico e psicográfico
-
valores
que presidem as relações
-
estilos
de atuação e perfis gerenciais predominantes
Levantamento
de Características Culturais Predominantes
(da
empresa ou de áreas específicas)
Expectativas
de Futuro e Vínculo das Pessoas com a Empresa
Impactos
do Cenário Externo no Moral/Clima Interno
Os
exemplos poderiam continuar, mas já são suficientes para se perceber que
o instrumento de pesquisa evoluiu muito na direção de buscar foco em
temas específicos da empresa, e fornecer dados de suporte às decisões
da gestão, buscando:
-
diminuir
o nível de fofoca, desentendimentos, boatos e problemas na comunicação
(muitas versões sobre o mesmo fato)
-
aumentar
a sintonia entre as aspirações e expectativas dos públicos (internos e
externos) e as decisões/ações da gestão
Esta
evolução foi possível também pela criação de aproachs mais
adequados à realidade organizacional, que dão garantias à sua precisão
e fidedignidade. Por exemplo, a combinação da pesquisa quantitativa com
a qualitativa. São conhecidas várias formas de utilização onde esta
combinação foi muito bem sucedida.
A primeira dá consistência estatística aos dados levantados, e a
segunda investiga em profundidade os “porquês” das respostas
estatisticamente relevantes.
Outra
adaptação metodológica bem sucedida foi a utilização exclusiva da
pesquisa qualitativa como fonte confiável de informação. Hoje são
quase inexistentes os instrumentos à disposição da organização, que
captem tão bem, e com tanta precisão o imaginário coletivo e as tendências
de atitude e opinião de funcionários, como faz a pesquisa qualitativa.
Utilizando-se de técnicas projetivas e de outros recursos facilitadores
da expressão humana, este instrumento consegue auscultar diretamente, sem
intermediação, as opiniões de funcionários podendo sugerir ações/decisões
mais adequadas nos mais diversos assuntos organizacionais.
A
devolutiva de resultados apresentada e discutida ao vivo com os públicos
interessados é uma outra mudança metodológica. Leva em consideração o
fato de que a pesquisa dentro da empresa já é uma etapa da intervenção
em direção à mudança, à melhoria, portanto a discussão com os
agentes organizacionais pode encaminhar os primeiros passos da
continuidade, com maior envolvimento e comprometimento de todos.
Foi
a partir deste novo formato mais focalizado que a pesquisa de opinião
transformou-se em uma ferramenta mais ágil na operação (rapidez na
realização e entrega de resultados) e mais próxima das necessidades de
decisão dos gestores.
Fonte: www.lczconsultoria.com.br
- dezembro de 2003