Resumo: O artigo discute a função das novas tecnologias na construção da cidadania. Mostra que elas não caracterizam por si só um ensino de qualidade, que para isso é preciso de projetos adequados para a inserção do aluno como cidadão crítico. Nesse sentido as novas tecnologias vêm para favorecer e ampliar o ensino de qualidade. A autora também mostra que hoje, faz-se necessário que o conhecimento seja uma construção coletiva e para isso a tecnologia tem contribuído muito para o crescimento em rede, o intercâmbio e o compartilhamento de idéias e informações.
Palavras-chave: novas tecnologias, cidadania, ensino de qualidade, conhecimento, informação
(Technology and building citizenship)
Abstract: The article discusses the function of the new technologies in building citizenship. It shows that in and of themselves they do not characterize quality teaching and that for this to be achieved it is necessary to have projects that are adequate to lead the student to be a critical citizen. In this regard, these new technologies favor and enhance teaching quality. The author also shows that these days knowledge must be a collective construction and that technology has contributed very much for the growth of networks, for exchanging and sharing ideas and information.
Key words: new technologies, citizenship, quality teaching, knowledge, information
TECNOLOGIA E CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Maria Aparecida
Baccega
Professora Livre-Docente do Departamento de Comunicações e Artes da
ECA-USP. Coordenadora do curso de Pós-Graduação lato sensu Gestão de
Processos Comunicacionais.
As tecnologias
servem para ampliar a comunicação primeira, aquela que se dá através
do aparelho fonador, utilizando-se fundamentalmente da linguagem: código
verbal (língua) e não verbais (os gestos, por exemplo). Podemos
ilustrar com uma conversa a dois. Ela ocorrerá sem maiores transtornos.
Se, porém, ao invés de atingirmos apenas o nosso interlocutor,
quisermos atingir um auditório, provavelmente usaremos microfone. Se,
mais que um auditório, quisermos atingir pessoas em lugares mais
distantes e em número maior - já na casa dos milhares e até milhões
- podemos optar pelo rádio. Se a imagem for indispensável, aí entra a
televisão. E se quisermos interagir com o interlocutor em tempo real,
podemos usar a Internet.
Percebemos, por esse exemplo, que, na verdade, as tecnologias nada mais
fazem que amplificar o que queremos dar a conhecer, cujo conteúdo
avaliamos como importante. Se quisermos controlar, ampliaremos o
controle (vide a expansão da ideologia nazista que tanto se utilizou do
rádio). Não podemos nos esquecer de que a televisão também é uma
grande conquista tecnológica e, pelo que se ouve predominantemente, ela
não vem sendo utilizada da maneira mais adequada à formação cidadã.
Já se temos um projeto pedagógico que atende às exigências de diálogo,
de interação, de respeito a todos os envolvidos, as tecnologias servirão
para sua divulgação e operacionalização, atingindo maior número de
participantes.
TECNOLOGIA E ENSINO
Com isso
pretendemos tornar claro que consideramos um equívoco - que vem se
tornando freqüente - a concepção segundo a qual o uso das
tecnologias, sobretudo as chamadas novas (rádio e televisão) e novíssimas,
como a TV a cabo ou a Internet, caracterizam por si só um ensino de
qualidade. O ensino de qualidade continua a ser aquele que busca, através
de projetos adequados, a inserção do aluno como cidadão crítico. O
uso da tecnologia poderá favorecê-lo, ampliá-lo, mas sua ausência não
implicará falta de qualidade. Ao contrário, o uso da tecnologia em
projetos inadequados, muitas vezes pensados apenas como vitrina de
modernidade, falsa, têm-se revelado prejudiciais ao processo de educação.
É bom lembrar recente publicidade na qual um aluno de ensino
fundamental lê uma pesquisa que fez pela Internet e que pára
repentinamente, por problema técnico em seu computador, em "Os mamíferos
são...". Entra o nome do produto e na seqüência o mesmo aluno
volta com um número imenso de páginas impressas, que são os mamíferos
encontrados na Internet. Notamos, explicitamente, que o conceito de
pesquisa passou a ser o de impressão pura e simples, sem qualquer seleção,
daquilo que a Internet traz e que, como sabemos, se tem muita coisa boa,
tem também muito lixo. E aí reside seu caráter democrático, o que
aumenta a responsabilidade da escola na formação do receptor crítico,
capaz de selecionar.
Não estamos colocando em dúvida a necessidade do uso adequado das
tecnologias. Apenas chamamos a atenção para seu indevido endeusamento,
o que coloca, mais uma vez, a necessidade da formação de profissionais
no campo da comunicação/educação, quer sejam advindos do campo da
educação, quer sejam advindos do campo da comunicação, pois, na
verdade, trata-se de um profissional que se caracteriza pela
transdisciplinaridade e que poderá dar conta da formação desse cidadão
imerso no ecossistema comunicativo da contemporaneidade.
TECNOLOGIA E FORMAÇÃO HUMANÍSTICA
"O
desenvolvimento da capacidade de pensamento deveria ser colocado em
primeiro lugar, e não a aquisição de conhecimento especializado. Se
uma pessoa domina o fundamental no seu campo de estudo e aprendeu a
pensar independentemente, ela será mais capaz de adaptar-se ao
progresso e às mudanças do que outra cujo treinamento consistiu apenas
na aquisição de conhecimento detalhado"[1]. Eis aí, na fala de
um cientista acima de qualquer suspeita quanto à criatividade, o papel
primeiro da escola em geral e, em particular, do uso da tecnologia na
educação.
Outro aspecto que não podemos esquecer é que nossos alunos nasceram e
estão se constituindo enquanto cidadãos nessa nova realidade, que
alguns chamam de sociedade da informação, sociedade do conhecimento ou
infoera. Nessa nova realidade, os valores de compartilhamento, de interação,
o relacionamento humano estão se modificando velozmente. Recebemos um
excesso de informação, em escala muito maior do que podemos absorver.
E, nessa escalada estonteante, a informação acaba passando por
conhecimento, deixando em todos as marcas da fragmentação, que são o
caminho para o insucesso na busca de mudanças sociais que beneficiem a
todos, que incluam os milhões que se encontram fora das conquistas da
humanidade, muitas vezes até sem ter o que comer. Só o conhecimento,
com sua percepção de totalidade, pode ajudar na seleção do que é
efetivamente importante e necessário para as mudanças históricas [2].
Segundo João Antônio Zuffo, essa nova realidade traz conseqüências
no campo do ensino. O curso superior, diz o professor [3], deverá ter
uma base sólida na área de humanidades e artes, fazendo com que o
aluno seja capaz de lidar com as constantes mudanças e tenha formação
suficiente para saber o que quer, onde encontrar e como selecionar
aquilo de que precisa. Quanto ao conhecimento especializado, este seria
fornecido por cursos just in time, rápidos, em geral on line, sob a
responsabilidade de um orientador. Trata-se de informações que logo se
tornarão obsoletas, pois a celeridade das mudanças tecnológicas já
é hoje uma constatação. Desse modo, percebemos que a educação
continuada deixa de ser uma expressão vazia de significado para se
tornar efetiva. E mais: só poderá obter êxito os que forem capazes de
pensar. E aí voltamos para a citação de Einstein.
Já o ensino fundamental sofrerá modificações ainda maiores, segundo
o mesmo professor. Os cursos deverão se voltar para a criatividade e
para os aspectos vocacionais das crianças. O ensino terá que ser
personalizado e ministrado de acordo com a capacidade e competência de
cada um. Haverá profunda mudança na filosofia de ensino, pois as crianças
aprenderão as disciplinas de forma atrativa.
Como podemos perceber, o avanço da tecnologia faz com que sejam
retomados os aspectos humanísticos, a formação geral que, por equívoco,
foram colocados de lado com o advento dessas tecnologias.
TECNOLOGIA, INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO
Outro aspecto a
ser considerado é o fato de que se usa a tecnologia, muitas vezes, para
fazer de outro modo o mesmo, aquilo que se fazia antes, com os mesmos
princípios. A tecnologia serve simplesmente para acelerar, fazer mais
depressa. Ou seja, faz-se o uso de uma nova tecnologia de maneira
antiga. (Usa-se o computador como se fosse uma máquina de escrever.)
Por isso, como dissemos, ela tem servido simplesmente para amplificar o
já visto, o já dito e não para introduzir reflexões novas, sobretudo
no que se refere ao processo ensino-aprendizagem.
Por outro lado, é inegável que à tecnologia se reserva um papel
altamente positivo: ele se refere à possibilidade, que é da natureza
dela, de constituir-se na base de um processo de construção coletiva
de conhecimentos, que tem sido divulgado como conhecimento em rede.
O caráter complexo da realidade contemporânea exclui a possibilidade
de indivíduos com saberes suficientes para dar conta do que acontece no
dia-a-dia. A concepção de chefes que ditam as normas, ainda que eles
sejam dotados de uma super-inteligência, ou de professores que,
sozinhos, são capazes de enfrentar os problemas que se renovam
constantemente não tem mais sentido. Hoje, faz-se necessário que o
conhecimento seja uma construção coletiva, que, ainda que se dê a
partir de entradas específicas (e aqui estamos pensando nos campos de
conhecimento instituídos, como a Linguagem, a Sociologia, a História,
a Filosofia etc.), certamente necessita da colaboração dos outros
campos de conhecimento, os quais se metassignificam nesse diálogo
inter-campos. Como vemos, elites de pensadores, chefes totalitários,
professores que trabalham isoladamente não mais se justificam. Se é
verdade que tal diálogo, tal interação pode se dar através de
instituições, de reuniões, também fica evidente que a presença da
Internet estimulará esse intercâmbio, esse compartilhamento. Daí seu
caráter democrático, pelo qual devemos lutar.
Nessa profusão de saberes, selecionar o que convém passa a ser a
necessidade maior. Hoje, já é possível ao leitor selecionar o que
quer ler (que editoria ele considera indispensável) na imprensa on
line. E, muitas vezes, até interferir no conteúdo da notícia. Mas, se
ele não freqüenta as outras editorias, como sabe que não precisa
conhecê-las? [4]
Como diz Michel Authier, "crer na democracia é crer que cada cidadão
seja capaz de escolher o que é melhor para si" [5]. E, para que
nos tornemos cidadãos, haveremos que levar em conta que "informação
não equivale a conhecimento. Informação necessita de estruturas
conceptuais que a suportem e lhe dêem sentido. Ainda que possa parecer
estranho, a informação também gera ignorância e desconcerto na ausência
de marcos teóricos, conceptuais e axiológicos que lhe dêem
sentido" [6].
TECNOLOGIA E INCLUSÃO DIGITAL
Em termos de
Brasil sabemos que ainda é muito pequeno (com relação à totalidade
da nossa população) o número daqueles que têm acesso à Internet.
Segundo Icoletiva [7], baseando-se no Ibope eRatings, o número de usuários
domiciliares da Internet no Brasil cresceu em janeiro de 2003, chegando
a 7,5 milhões de pessoas. O número de horas navegadas também cresceu,
atingindo 11 horas e 10 minutos por mês. Os sites mais procurados
incluem os de Carreiras e Empregos, com 18,8% dos usuários ativos.
Desse total, 40% têm nível superior ou pós-graduação, o que pode
ajudar a esclarecer a questão da inclusão digital. Onde ela se
localiza? Tal pista se completa com outro dado: foram 3,2 milhões os
que procuraram sites de Notícias e Informações, todos usuários
pertencentes às classes A e B, segundo o Ibope.
Num país que tem hoje cerca de 170 milhões de habitantes, 42 milhões
de domicílios com TV aberta, 3,5 milhões de assinantes de TV por
assinatura e 7,5 milhões de usuários de Internet, sendo que muitos dos
que aparecem nas TVs por assinatura são certamente os mesmos que se
utilizam da Internet, podemos afirmar que falta muito para a inclusão
digital, tão necessária na sociedade contemporânea [8].
Na busca dessa inclusão social e digital, a Escola desempenha
importante papel, já que é o lugar privilegiado da socialização, dos
encontros marcados para reflexão, para construção de cidadania. E no
bojo desse papel de que a Escola não pode - e não quer - se furtar,
está a comunicação/educação. Ensinar a ler os meios, possibilitar
conhecimento para que a seleção seja adequada aos interesses coletivos
constituem a base do que vem sendo chamado de 5º poder: o poder da
sociedade nas suas relações com a mídia.
Ajudar a desvelar as mídias, perceber o que existe no processo de sua
elaboração, saber o modo que é editado o mundo que nos é dado a
conhecer têm sido objetivos da revista Comunicação & Educação,
a qual neste número trata de jornal, televisão, cinema, educação a
distância, material educativo, gestão de comunicação, entre outros
temas importantes para o campo.
ARTIGOS
NACIONAIS
Conhecimento e informação. Essa dualidade, que aparece flagrantemente
na mídia em geral, é particularmente presente no jornalismo. A partir
de Paulo Freire, pensador que tanto colabora com as reflexões dos que
trabalham com educação, Eduardo Meditsch propõe que se pense o
jornalismo enquanto conhecimento, objetivando o avanço na compreensão
dos condicionamentos das práticas cognitivas inerentes à atividade
jornalística, tanto no pólo da produção quanto no da recepção. É
o que se pode ver em Filosofia
de Paulo Freire e práticas cognitivas no jornalismo. "Nas últimas
décadas se multiplicaram os trabalhos científicos que salientam o fato
de o Jornalismo não ser uma imagem da realidade extraída unicamente
desta realidade, mas sim uma construção onde os projetos, as técnicas
e seu manejo, as ferramentas e as matérias-primas também interferem no
produto final". Destaquem-se as técnicas narrativas e a
espetacularização, as quais "se justificam amplamente pela eficácia
comunicativa e cognitiva que proporcionam. O problema é quando passam a
ser utilizadas em função de objetivos que não os cognitivos, como a
luta comercial por audiência e o esforço político de persuasão".
Ética
e cinema: notas sobre uma experiência didática, de Rogério
Christofoletti, mostra como "a relação do homem com o
conhecimento foi totalmente alterada com a intervenção dos meios de
comunicação de massa. O desenvolvimento das tecnologias de impressão,
a difusão massiva das idéias em meios eletrônicos e a mais recente
digitalização dos dados acarretam profundas modificações no
cotidiano mais prosaico dos seres humanos". A partir dessa constatação,
que pode fazer o professor para adequar-se a essa nova sensibilidade de
seus alunos, objetivando a discussão e a reflexão sobre conteúdos a
serem ministrados? O artigo relata uma experiência que deu certo, no
estudo de ética e jornalismo, com o uso de filme em vídeo,
"enquanto elemento de revisão dos tópicos, catalisador das
discussões e ilustrativo de temas mais complexos", indo
"muito além da apresentação expositiva dos tópicos em aula,
fomentando o debate a partir das cenas dos filmes e aprofundando as
questões com os alunos". Não podemos deixar de registrar que esta
tem sido uma preocupação constante de nossa revista, expressa na seção
Videografia, escrita por Maria Ignês Carlos Magno.
Bernard Charlot escreve sobre escola. É autor conhecido, que tem se
mostrado importante nas discussões atuais. Neste artigo, Cláudio
Magalhães parte dessa contribuição para aplicá-la à realidade da
televisão, no artigo A
inter-relação entre criança e TV. Entre as três justificativas
para essa aproximação, uma se destaca: é que "a escola não é lá
tão diferente assim da TV" - são poucos transmitindo, de modo
tradicional, informação para muitos; "os alunos/assistentes em
grande parte colocados em um papel passivo diante do professor/TV;
muitas críticas e poucas mudanças, com professores e programadores de
TV resistentes às mudanças". Assim como Charlot, Cláudio Magalhães
pensa "a influência como uma relação" e não como caminho
de mão única, em que o receptor é apenas objeto. .
ARTIGO
INTERNACIONAL
Gabriel Kaplún colabora neste número com o artigo Material
educativo: a experiência de aprendizado. Nele, o autor discute a
construção e análise de materiais educativos, fazendo o laço teórico-prático
implicado em três eixos: conceitual, pedagógico e comunicacional.
Segundo o autor, a "aventura da criação" de um material
educativo começa sempre pela pesquisa do estado da arte sobre o tema.
Daí serão retirados os aspectos mais importantes de acordo com os
objetivos determinados e com o público a que se destina. Já "o
eixo pedagógico é, ou deveria ser, segundo nos parece, o articulador
principal de um material educativo, se é que queremos que ele seja
realmente educativo. É através dele que estabeleceremos um ponto de
partida e um ponto de chegada, em termos de tentativa, para o destinatário
do material. Ou seja, é assim que lhe propomos um caminho, que ele é
convidado a percorrer, uma nova perspectiva que queremos abrir para ele
ou que lhe propomos que descubra". O modo concreto de percorrer
esse caminho "ou, quem sabe, o veículo no qual o
percorreremos" constitui o eixo comunicacional. "Elaborar um
material não é apenas transmitir um conhecimento já existente, mas
sim, em certa medida, produzir o novo."
ENTREVISTA
O entrevistado deste número é Gabriel Priolli. Em Receptores
mais críticos, TV de melhor qualidade, trabalho realizado por
Roseli Fígaro, ele fala de sua formação e de sua extensa experiência
profissional, do papel do crítico de TV e da importância da crítica,
da formação de jovens jornalistas, em que ele destaca duas coisas como
absolutamente importantes: "o estudo da língua e de História".
Sobre a formação das novas gerações, lembra que "o volume da
informação hoje é muito grande, mas a qualidade dessa informação é
discutível". A leitura de livros é indispensável. "Ao não
ler livros, perde-se um determinado tipo de informação. Não que ela não
esteja disponível na Internet, mas a forma que se aprende na Internet
é muito mais fragmentada do que aquela que se lê no próprio
livro."
Ele fala ainda sobre as poucas empresas de comunicação que controlam
todo o processo cultural, sobre a qualidade da programação, sobre
televisão educativa e sobre o papel da escola nessa realidade, entre
outros temas.
CRÍTICA
A crítica deste número vem no texto de Maria Cristina Castilho Costa e
trata de Educação
a distância - entre o entusiasmo e a crítica. A autora participou
da Conferência Anual da Associação de Centros de Ciência e
Tecnologia, nos Estados Unidos, e vivenciou, na condição de
participante de um workshop, uma teleconferência sobre História
Natural. É essa experiência que ela nos conta, inserindo suas observações
na discussão sobre educação a distância.
DEPOIMENTO
Especialista em Gestão de Processos Comunicacionais pela Escola de
Comunicações e Artes, Ana Luisa Zaniboni Gomes, que trabalha na Oboré
e é reponsável pelo Núcleo de Rádio, traz seu depoimento sobre o
papel do gestor em projeto que envolve o rádio e seus subprodutos. Unindo
pontas soltas é o sugestivo título do texto. Discute qual "o
papel real de um Núcleo que cria, produz e distribui programas
especiais de rádio para emissoras cidadãs - comerciais e comunitárias
- reunidas em redes temáticas de parceria e cooperação". Um dos
grandes desafios operacionais, lembra a autora, "é como garantir,
num país tão grande e diverso como o Brasil, uma linguagem que
respeite as diferenças regionais e que seja popular e compreensível
para a maioria das pessoas".
EXPERIÊNCIA
O jornalismo como fonte de ensino é o título do texto que nos traz o
projeto Fazer,
gostar e aprender: uma produção de jornal, desenvolvido por Tânia
Regina Gonçalves Figueiredo, com alunos do Ensino Fundamental na Escola
Estadual de Ensino Fundamental Antônio Gomes de Oliveira, em Marília,
São Paulo. Trata-se de projeto interdisciplinar, que cuida da produção
dos diferentes tipos de texto e cujo êxito se pode avaliar pela
participação de todos os alunos, inclusive daqueles com defasagem na
aprendizagem.
POESIA
Renata Pallottini nos leva ao mundo da poesia Vallegrande
mostra como a natureza, a vida e a mostre se entrelaçam compondo um
caminho de indistintas moradas.
SERVIÇOS
Vila
Brasileira: um programa para protagonistas juvenis, de Sérgio
Perales, tem por objetivo capacitar jovens com a finalidade de torná-los
empreendedores e multiplicadores culturais, como um dos possíveis
caminhos de combate à exclusão social e à violência urbana. Para
tanto, utiliza-se da cultura e do espaço urbano como modo de transformação
social do indivíduo e da sua comunidade.
VIDEOGRAFIA
O
desenho animado em sala de aula é o tema de que trata Maria Ignês
Carlos Magno, neste número. Discussão sempre presente no âmbito da
educação formal e não formal, os efeitos da TV, em geral considerados
maléficos, têm nos desenhos animados um de seus alicerces. Segundo a
autora, sua preocupação foi com o professor de Ensino Fundamental I,
sempre tão exigido e nem sempre lembrado. São seis desenhos
selecionados e comentados.
BOLETIM
BIBLIOGRÁFICO
Bibliografia
sobre telenovela brasileira traz teses e dissertações sobre a temática.
Bibliografia
sobre comunicação e educação traz livros, artigos, relatórios
de pesquisa que muito contribuem com a discussão do campo. Endereços
úteis na Internet apresenta um elenco de endereços que certamente
colaborarão com as tarefas dos professores.
ATIVIDADES
EM SALA DE AULA
Ruth Ribas Itacarambi propõe projetos pedagógicos, a serem
desenvolvidos em sala de aula com alunos de Ensino Fundamental e Médio,
utilizando-se dos artigos publicados neste número.
1. EINSTEIN,
Albert. Apud O ensino da nova era - João Antônio Zuffo. http://www.icoletiva.com.br/secao.asp?tipo=entrevistas&id=4.
Acessado em janeiro de 2003.
2. BACCEGA,
Maria Aparecida. Conhecimento,
informação e tecnologia. Comunicação & Educação.
São Paulo: CCA-ECA-USP/Moderna, n.11,
jan./abr. de 1998. p. 7-16.
3. ZUFFO, João Antônio. O ensino da nova era ... op. cit.
4. Ver MACHADO,
Arlindo. As
comunicações sob o impacto da informática. Comunicação
& Educação. São Paulo: CCA-ECA-USP/Moderna, n. 2,
jan./abr. de 1995. p.14-20.
5. AUTHIER, Michel. A construção coletiva dos conhecimentos.
http://www.icoletiva. com.br/seção.asp?tipo=entrevistas&id=4.
Acessado em fevereiro de 2003.
6. NUÑEZ JOVER, Jorge. La ciencia y la tecnologia como procesos
sociales. Lo que la educación científica no debería olvidar. (A
ciência e a tecnologia. O que a educação científica não deveria
esquecer.) La Habana: Editorial Félix Varela, 1999.
7. http://www.icoletiva.com.br/secao.asp?tipo=editorial.
Acessado em fevereiro de 2003.
8. Ver MORÁN,
José Manuel. Internet
no ensino. Comunicação & Educação. São Paulo:
CCA-ECA-USP/Moderna, n. 14,
jan./abr. de 1999. p. 17-26.
Fonte: http://www.eca.usp.br/departam/cca/cultext/comueduc/apresenta/doc1-27.htm