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QUANTAS VEZES VOCÊ DEVE TROCAR DE
EMPREGO EM SUA CARREIRA
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Caros
leitores,
Muitos executivos de destaque permaneceram em seus
empregos durante a carreira inteira. Nomes famosos como
Alan Belda, da Alcoa, Edson Vaz Musa, que era da Rhodia, e
Henrique Meirelles, que era do Bank Boston e hoje é
presidente do Banco Central, são maravilhosamente
bem-sucedidos. Esses executivos ficaram no mesmo emprego
praticamente a carreira inteira.
Entretanto, a pesquisa A Contratação, a Demissão e a
Carreira dos Executivos Brasileiros, com 41.395
respondentes, edição 2003, mostra que o executivo muda
de emprego cinco vezes em toda a sua carreira. De acordo
com o estudo, em média, ele fica seis anos em cada
emprego.
Na maioria dos casos, a troca de emprego acontece porque a
pessoa pede demissão, e não porque foi mandada embora:
51% dos contratados em 2002 eram pessoas empregadas que
pediram a conta porque conseguiram uma nova oportunidade.
Tenho uma estatística surpreendente para revelar a vocês:
em 2002, 54% dos executivos tiveram pelo menos uma oferta
de emprego nos últimos 12 meses e 38% tiveram duas ou
mais ofertas. Conclui-se que pelo menos para a metade da
população de executivos existe a oportunidade de uma
mudança de emprego com freqüência.
Agora vem a pergunta: quando e quantas vezes mudar de
emprego? É um assunto delicado. A pesquisa do Grupo
Catho revela que 83% dos executivos têm objeção em
contratar colaboradores que ficam somente dois anos ou
menos em seus empregos. Instabilidade na carreira é muito
mal vista. No entanto, isso não significa que você tenha
que ficar 30 anos numa empresa, assim como fez Alan Belda,
da Alcoa.
Esse executivo brasileiro, que é chairman da Alcoa
mundial, teve uma carreira sempre ascendente e nunca se
aventurou no mercado. A estratégia dele deu certo. Porém,
muitos executivos encontram o caminho para o sucesso com
mudanças estratégicas de emprego.
Por que as pessoas mudam de emprego? Normalmente para
ganhar mais ou para ter um cargo maior. A pesquisa indica
que 70% dos empregados que mudam de emprego ganham mais na
troca, e o valor mediano é 27% maior do que o salário
anterior.
Normalmente, existe um grande incentivo para mudar de
emprego, que é o seu bolso. Mas cuidado! Os riscos em
mudar de emprego são grandes. Muitas pessoas ao aceitarem
uma oferta perdem o trilho da carreira e sofrem sucessivas
demissões depois de um longo período de estabilidade.
Vou sugerir a vocês algumas regras para pensar na troca
de emprego. Use essas regras para avaliar qualquer oferta:
1- Nem pense em trocar de emprego se você não
tiver pelo menos 30% de aumento em sua remuneração.
2- Não mude de emprego lateralmente. Antes de
aceitar um novo emprego, leve em consideração se essa
mudança te oferece uma promoção hierárquica.
3- Avalie a estabilidade financeira da empresa que
está oferecendo o trabalho. Lembre-se que as empresas
praticam o first in first out, ou seja, os mais
recentes são os primeiros a sair.
4- Não aceite uma oferta se você estiver menos de
quatro anos em seu atual emprego. Estabilidade acontece
somente depois desse período.
A troca de emprego deve ser sempre estratégica. Você
deve traçar seu objetivo de carreira para ter sucesso. Se
o seu atual emprego atende as suas expectativas de
crescimento fique e negocie para não sair. Se existem
poucas oportunidades de crescer após quatro anos de casa,
seja agressivo e procure seu sonho no mercado de trabalho.
Forte abraço,
Dr. Thomas A. Case
Fundador
Grupo Catho
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