Regulamentação profissional

Lúcia Noya Galvão (*)



Fonte:Folha de Pernambuco

 

Tramita no Congresso Nacional projeto de lei que atualizará a regulamentação profissional dos jornalistas, incluindo diversas funções por eles exercidas, inclusive a de assessor de imprensa, que em muitos países não é considerado jornalista, mas sim uma categoria a parte.

O projeto já está pronto para ser votado pelo plenário do Senado para ser votado e seguir para sanção presidencial. Infelizmente,  o que vem acontecendo  com muitos projetos de interesse nacional, há alguns segmentos desinformados ou mal-intencionados que pretendem atrapalhar ou impedir a sua aprovação.

Assim sendo a Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj  e os sindicatos a elas filiados, inclusive o Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco - Sinjo - Pe, está conclamando os jornalistas que têm compromisso com a categoria a escreverem aos senadores brasileiros, mostrando a importância do projeto para a classe jornalística.

Desta forma na qualidade de jornalista, minha matrícula é 848, e de professora universitária, atualmente ensino nos cursos de Administração, com habilitação em Marketing, e Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, da Escola Superior de Marketing, mas durante 28 anos ensinei ao curso de Comunicação Social, nas habilitações de Jornalista e de Relações Públicas, na Universidade Católica de Pernambuco e nas Faculdades Integradas Barros Melo, engajei-me  nesta luta.

Sendo secretária da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco e tendo sido professora de muitos e muitos jornalistas que atuam nos meios de comunicação pernambucanos e nacionais, conclamo meus ex-alunos a se engajarem nesta batalha, escrevendo para os senadores que conhecem, não pedindo favores, mas defendendo pleito de justiça para a nossa categoria.

De minha parte minhas correspondências foram para os senadores pernambucanos (representantes do nosso Estado ou aqui nascidos) Marco Maciel, José Jorge de Vasconcelos Lima, Sergio Guerra, Romero Jucá e Cristovam Buarque, para o baiano Antônio Carlos Magalhães, para os maranhenses José Sarney (jornalista) e filha Roseana Sarney.

Tenho a consciência tranqüila que cumpri meu dever de defender os jornalistas que estão no batente, pois as atualizações na nossa regulamentação profissional, há muitos anos reivindicadas, garantem perspectiva de mercado para muitos profissionais, lembrando que, atualmente, não só em Pernambuco, como em todo o país, muitos cursos de Jornalismo foram abertos e a cada ano mais bacharéis saem, muitos dos quais querem espaço no mercado de trabalho, o que só poderá ocorrer com uma nova regulamentação profissional.

(*) Jornalista,  mestra em Administração Rural e Comunicação Rural, professora dos cursos de Administração, habilitação em Marketing, e em Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda, da Escola Superior de Marketing (Faculdade de Mercado Amplo), secretária da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Estado  de Pernambuco. - Texto publicado na edição de 03/04/06.


7/4/2006

Renata Ferreira Lucena [08/04/2006 - 11:14]
(Relações Públicas-FM UCDB - MS)


(...) inclusive a de assessor de imprensa, que em muitos países não é considerado jornalista, mas sim uma categoria a parte. Categoria a parte?A professora Lúcia Noya que me desculpe, mas classificar uma profissão como "categoria a parte" é uma falta de respeito vindo de uma colega comunicóloga, por um acaso falar a palavra RELAÇÕES PÚBLICAS é algum palavrão aqui no Brasil... Desculpe-me novamente, talvez fale bobagem, mas classificar um Projeto de Lei que beneficiará apenas políticos e seus “assessores-jornalistas” como um assunto de “interesse nacional” é uma afronta à inteligência do povo brasileiro. Parafraseado Delmar Marques... PAZ
  

Leonardo Guerreiro F. Lima [08/04/2006 - 04:43]
(Colunista / Comentarista / Crítico-Folha de Pernambuco - PE)


Outra coisa, se o Amaury Júnior faz ou revelou fazer esses esquemas em reportagem ou nota publicada pela Folha de S. Paulo, ele é que se constitui num mau exemplo. Deveria ser advertido ou punido. É capaz do próprio veículo no qual ele trabalha ou arrenda o horário não ter conhecimento desses fatos. Sou responsável por uma coluna diária. Nunca cobrei um centavo sequer por nota publicada. Imaginem se o fizesse? Teria cabimento? Então, não é por aí. Não vamos agora confundir as coisas. O que ele faz - se é que ele realmente faz - não é e nem nunca foi assessoria de imprensa. Uma classificação dessas é até desrespeitosa com os profissionais de comunicação sérios e competentes que estão no mercado. Na minha terra isso tem outro nome.
  


Leonardo Guerreiro F. Lima [08/04/2006 - 04:28]
(Colunista / Comentarista / Crítico-Folha de Pernambuco - PE)


Lúcia Noya é um ícone do jornalismo pernambucano. Não se deve esquecer que professor de Jornalismo também é jornalista. Fui seu aluno na Universidade Católica de Pernambuco - Unicap. Acho curiosa a argumentação de quem defende que assessor de imprensa não é jornalista, e sim, quando muito, um defensor de interesses privados. Pergunto: Em tempos de Responsabilidade Social não ficaria um tanto quanto confuso separar o que seria de interesse público ou privado? Por exemplo: se uma empresa presta um determinado serviço a uma certa comunidade e, ao mesmo tempo, lucra em termos de imagem corporativa, a notícia perderia o sentido pelo simples fato de uma empresa ter sido a agente da ação? A questão é complicada, nao acham? Se o número de novos veículos e vagas fosse proporcional ao número de novos profissionais lançados no mercado todos os anos, até poderia concordar com esse argumento. Mas não é. Não se pode negar que a comunicação organizacional é a área que mais absorve jornalistas hoje.
  

  Delmar Marques [07/04/2006 - 23:44]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)


É, atualiza a profissão, legaliza a picaretagem, a falta de ética, tudo o que o Brasil tem de mais desenvolvido e o coloca como campeão mundial de corrupção. Viraremos todos uns Amaurys Jr, cobrando por cada matéria, cada elogia, cada entrevista seguida de uma fatura. Ética é coisa de retógrado, moral é coisa de obsoleto, viva a prostituição do jornalismo, vamos ser todos "moderninhos", dar um exemplo para o mundo de como se perde a vergonha na cara. Realmente, as besteiras que tenho que ler aqui, é muita petulância desses picaretas mesmo. Felizmente, o que não me mata, me fortalece.

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  Fábio José de Mello [07/04/2006 - 23:22]
(Freelancer)


E que não concorda não é sério? Bons tempos em que havia emprego para fazer bico. Hoje, depois do advento das faculdades picaretas, nem isso tem.

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Franklin Valverde [07/04/2006 - 22:46]
(Redator-Chefe-Churrasco & Churrascarias - SP)


Parabéns, Profa. Lúcia Galvão. Seu artigo vem bem a calhar, no Dia do Jornalista. Há certas pessoas que vivem no século passado e querem que voltemos ao tempo da deregulamentação total, quando o jornalismo era considerado uma atividade, levado por muitos como "um bico para ajudar no orçamento". Hoje o Jornalismo é uma profissão e como tal leve ser regulamentada. O Projeto de Lei que está no Senado simplesmente atualiza a profissão, trazendo o Jornalismo para o século XXI. Não sei como muitos não conseguem entender isso, que está tão claro. Ou será que eles têm alguns interesses que vão de encontro a valorização de nossa categoria? Fica a dúvida. Mais uma vez: parabéns Profa. Lúcia, entrar em contato com os senadores e pedir apoio para a aprovação do Projeto de Lei é obrigação de todo jornalista sério.
  

  Delmar Marques [07/04/2006 - 19:33]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica - SP)


Mas em muitos países é considerado uma profissão à parte... grande mentira. Essa excrescência de AI se considerar jornalista só existe no Brasil, em todos os demais países estão no código dos jornalistas a proibição expressa para que trabalhem em assessoria de imprensa. Aqui, foi retirada do nosso código, por pressão do Médice, que acabou com a Secretaria Nacional de Relações Públicas e começou a contratar jornalistas para vender sua imagem de "estadista humanitário", como consta dos objetivos da Secretaria de Comunicação que criou. Agora, vamos aprovar uma lei dizendo que vinho é água. E todo brasileiro vai chamar vinho de água e o resto do mundo vai rir muito dessa história. É a submissão cabal do jornalismo brasileiro ao poder político e econômico, uma vergonha abominável. Acho até bom que aprovem, temos que cair no ridículo total para perceber a besteira que está sendo feita por esse governo que quer interferir na imprensa de todo jeito, embora a Constituição proíba isso. Paz.

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  Fábio José de Mello [07/04/2006 - 17:49]
(Freelancer)


Lá vem mais uma cartola. Gostei da parte em que a sindicaLISTA revela que cumpriu com a obrigação de defender os jornalistas "que estão no batente". Durmo mais tranqüilo a partir de agora, porque sei que há uma colega pernambucana a me defender das vicissitudes da vida. Quanto aos aposentados e aos desempregados, que se danem. A cartolagem deveria ter vergonha de pedir apoio ao ACM - uma das figuras mais grotescas da história republicana. Outra coisa: que história é essa de projeto de "interesse nacional"? E que papo é esse de "pessoas desinformadas"? "Informados" são os que estão a favor do projeto? Se querem mais espaço no mercado é simples: fechem as fábricas de diploma. Depois, rasguem o decreto-lei 972/69.

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  Edson José de Oliveira [07/04/2006 - 17:47]
(Freelancer)


Mais uma baboseira que querem regulamentar. Tanta coisa para se fazer neste país de corruptos e ficam os parlamentares sendo pressionados para que regulamentem o não-sei-o-quê!

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Leonardo da Fonseca Nunes [07/04/2006 - 17:37]
(Assessor de Imprensa-PMDB - RS)


A Fenaj exige diploma para jornalistas, mas não exigiu nenhuma prova da capacidade do presidente que eles apoiam. É muito mais grave presidir o Brasil sem preparo, que trabalhar sério e com copetência, mesmo sem diploma.
  

 
Thomaz Magalhães [07/04/2006 - 16:36]
(Freelancer)


"muitos cursos de Jornalismo foram abertos e a cada ano mais bacharéis saem, muitos dos quais querem espaço no mercado de trabalho, o que só poderá ocorrer com uma nova regulamentação profissional." Está aí, por escrito, a idéia sobre absorção dos jornalistas, formados por 250 escolas de jornalismo que o país tem. Fica a impressão que há vagas de sobra, que não podem ser preenchidas por falta de regulamentação da profissão... Pior, dá a entender que a regulamentação abrirá vagas.
 
Fonte: Comunique-se 07/04/06