
Especial
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AS VANTAGENS DE TRABALHAR NUMA GRANDE
EMPRESA
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* Renata Dias
Muitas pessoas acreditam que trabalhar numa grande empresa
traz muitos benefícios, como uma maior estabilidade no
emprego e mais experiência corporativa. Sabe-se que ter
passagem por uma multinacional é algo muito bem-visto
pelos empregadores. Pesquisas do Grupo Catho
revelam que trabalhar numa empresa de capital estrangeiro
significa ganhar mais, além de estar em contato com as
melhores tecnologias, melhores sistemas e passar por
muitos treinamentos.
Mas será que a experiência profissional numa grande
organização é realmente positiva?
Quais são as vantagens e desvantagens de trabalhar numa
pequena empresa?
De acordo com a consultora do Grupo Catho Camila Alves, o
mercado realmente valoriza muito quem trabalha ou passou
por uma multinacional. "O profissional que passou
por uma empresa deste porte tem a fama de ter tido uma boa
escola. Em grandes empresas, os profissionais aprendem a
planejar mais, a cobrança de metas é muito grande, o
treinamento é muito forte e o número de viagens à
matriz é alto, o que aumenta a cultura da pessoa".
Paula Coutinho, outra consultora do Grupo Catho, sinaliza
que as organizações de grande porte oferecem mais
aumentos salariais do que as pequenas empresas. "Elas
oferecem mais premiações por mérito do que as menores,
o que leva a concluir que o desempenho é mais
reconhecido. Os aumentos são menores do que nas pequenas
empresas, mas são mais freqüentes".
Mas trabalhar numa grande empresa não oferece somente
vantagens aos profissionais. Segundo Camila Alves, é
necessário estar disposto a fazer reuniões aos sábados,
domingos e feriados, além de estar preparado para mudar
de cidade ou até mesmo de país. "Se você
pretende trabalhar numa empresa de grande porte, fique
atento para não se tornar um workaholic. Devido à alta
competição, necessidade de ter um aumento, vaidade ou
sobrevivência, os profissionais tendem a se tornar
viciados em trabalho, deixando de lado sua família e
amigos, ou seja, a vida pessoal". Paula Coutinho
alerta para o fato das grandes empresas possuírem mais
colaboradores e, assim, apresentar uma maior concorrência.
"Realmente é mais difícil se destacar numa
empresa de grande porte. Para que isso ocorra, é muito
importante que o profissional conheça a empresa, o
mercado e as pessoas do seu ambiente de trabalho",
aconselha.
E sobre as vantagens e desvantagens de trabalhar numa
pequena empresa?
"Trabalhar numa pequena organização pode ser uma
experiência muito produtiva. Isso porque em pequenas
corporações os profissionais têm que participar de
todas as etapas do processo de produção. Todo mundo tem
que colocar a mão na massa para que os projetos sejam
desenvolvidos", afirma Camila Alves. Ela
acrescenta que em pequenas empresas há uma maior preocupação
com o funcionário e com o seu desempenho, além de haver
mais chance de integração entre profissionais de
diversos níveis hierárquicos. Paula Coutinho acredita
que trabalhar numa pequena empresa proporciona maior
flexibilidade de ação. "Elas captam os sinais de
mudança no mercado de trabalho com maior rapidez. A
maioria das micro e pequenas empresas possui grande visão
empresarial, com iniciativas de expansão".
Camila Alves cita as desvantagens em trabalhar numa
pequena empresa: "O profissional não terá o
mesmo acesso às melhores tecnologias e treinamentos. O
faturamento da empresa deste porte, por ser menor, não
possibilita o mesmo investimento em seus funcionários,
como acontece numa grande empresa". Segundo a
consultora, outro ponto negativo é que o profissional que
busca um emprego não conseguirá chamar a atenção do
entrevistador com os nomes das empresas onde trabalhou. "Ele
precisará explicitar muito mais a qualidade das suas
atribuições para que consiga ser selecionado".
Para Paula Coutinho, existem desvantagens específicas das
empresas menores que dificultam seus propósitos, suas funções
nas áreas administrativa, financeira e tecnológica. "Entre
os problemas mais relevantes temos a falta de especialização.
As companhias menores apresentam mudanças constantes de
atividades, não aprofundando os seus conhecimentos num
mesmo ramo empresarial. A administração da empresa
menor, muitas vezes, não está preparada para um
acompanhamento mais apurado das condições de produção,
dos estoques, das horas trabalhadas e do rendimento de máquinas.
Com relação à tecnologia aplicada, surgem problemas
variados que o empresário tenta resolver com seus próprios
recursos, e as soluções nem sempre são as mais
adequadas e econômicas, reduzindo, assim, a eficiência
global", comenta.
Para os jovens, segundo Camila Alves, o recomendável é
buscar uma oportunidade de emprego numa multinacional. "A
experiência de trabalhar numa grande corporação é
positiva no início da carreira. Em geral, as
multinacionais contratam mais jovens do que profissionais
maduros. Isso significa que é mais fácil conseguir um
emprego nas empresas de capital estrangeiro na
juventude", alerta. As empresas grandes não
contratam profissionais maduros. Então, a dica da
consultora Paula Coutinho é que estes profissionais
aproveitem enquanto são jovens para ingressar numa grande
corporação. "Grandes empresas forçam os
profissionais a mudarem de cidade ou até mesmo de país,
o que pode ser muito complicado para um profissional
maduro que já possui filhos".
Para conseguir uma oportunidade numa grande empresa,
Camila Alves dá dicas: "Envie cartas para
diretores e presidentes de empresas. Pesquisas realizadas
pelo Grupo Catho mostram que 3,9% dos executivos foram
contratados porque adotaram este método. Um outro
conselho é investir nos estudos da língua inglesa. Em
casos específicos de empresas européias, por exemplo, o
requisito é ter fluência em outra língua, mas o inglês
ainda domina o mercado mundial". Paula Coutinho
complementa: "Estabeleça contatos com muitas
pessoas da área. Peça dicas, conselhos, orientações.
É muito importante o networking. Faça cursos rápidos em
sua área e melhore o seu currículo. Procure se manter
informado lendo jornais, revistas e matérias da área.
Você pode descobrir excelentes oportunidades, como
empresas que estão chegando ao país",
aconselha.
* Renata
Dias é jornalista do Grupo Catho. |
17/11/2004 |