O QUE É MARKETING
PESSOAL?
1.
Marketing Pessoal.
Marketing Pessoal é uma estratégia atual cujo objetivo é orientar os
profissionais de qualquer categoria a manter sua posição no emprego
que têm ou a conquistar nova posição no mercado de trabalho,
utilizando técnicas adequadas e atuais, que sejam esclarecidas,
competitivas e levem, de fato, à vitória desejada. Essas técnicas
incluem sua formação profissional, experiência, boa apresentação de
seu currículo até sua forma de vestir, de falar, sua postura, sua
entrevista com o selecionador, seu comportamento pessoal.
Resumindo: Marketing Pessoal é um conjunto de estratégias
programadas de forma consciente para (a) manter a própria situação
profissional; (b) conquistar a posição desejada no mercado de
trabalho; (c) manter a empregabilidade de forma permanente.
Hoje, não há mais lugar para a passividade, para manter a
expectativa de que a empresa continuará paternalista nos protegendo
e nos conduzindo a posições mais altas e com melhor remuneração.
Esse tempo acabou. O que vale agora é a competitividade. Cada um de
nós é responsável pelo seu sucesso pessoal e profissional. Somos
solicitados a ser empreendedores, a ser vencedores onde quer que
estejamos. Para isso, necessitamos conhecer o mercado, entender as
mudanças e empregar técnicas também competitivas e adequadas.
Para meditar
Houve uma
época em que você era contratado para trabalhar em uma grande
empresa, em uma carreira para toda a vida. Não havia necessidade de
se preocupar muito com sua carreira. A empresa faria isso para você.
Bem, as coisas eram assim no passado.
No mundo de hoje, de competição acirrada, o lema é cada um por si.
Você não pode confiar que a empresa tome conta de você porque ela
mesma não pode estar segura de que continuará a existir por tempo
suficiente para isso. Você tem de tomar conta de si mesmo (All Ries,
1991, p. 1).
Portanto, para competir é preciso abandonar velhos paradigmas, a
forma tradicional de pensar que tudo continuará como no passado. As
mudanças estão acontecendo com rapidez incrível e quem não perceber
isso e não procurar se adaptar à nova realidade ficará a ver navios
ou vivendo de modo nefelibático (nas nuvens).
Conclusão: “você não pode ficar esperando que a sua empresa tome
conta de você. Ela está lutando pela sua própria sobrevivência. Para
ter sucesso hoje, você deve ver a si mesmo como um produto e não
como um empregado. A sua carreira está em suas próprias mãos e não
nas mãos do simpático gerente de recursos humanos” (All Ries, 1991,
p. 2).
Professor
Fábio França
MARKETING PESSOAL PARA RELAÇÕES PÚBLICAS
Marketing Pessoal
para Relações Públicas é um material inédito, que reúne conhecimento
fundamentais para o alcance um diferencial competitivo através de
um trabalho em que você será a força motivadora.
ENTREVISTA
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Marketing Pessoal- Newsletter Carreira & Sucesso - Grupo
Catho
Fui entrevistado
pelo jornal
Carreira & Sucesso
do
Catho Online
para uma matéria sobre marketing pessoal. A matéria
"Saiba se vender e ganhe pontos
no mercao",
assinada por Cristina Balerini e enriquecida com a opinião de
profissionais como Maria Aparecida Araújo e Edmundo Vieira
Cortez você encontra clicando
aqui.
A íntegra de minha entrevista está no texto abaixo.
Carreira & Sucesso: Qual a importância do marketing
pessoal para conquistar um novo emprego e para conquistar novas
posições no mercado?
Mario Persona: Assim como acontece com qualquer
outro produto, o profissional precisa se expor no mercado. Isto
fica ainda mais evidente quando vemos muitas empresas optando
por contratar colaboradores terceirizados ao invés de criar um
quadro próprio, o que equivale dizer que as empresas procuram
por maior liberdade e flexibilidade para selecionar um
fornecedor de serviços, contratá-lo pelo valor que agrega, ou
substituí-lo, caso encontre outro que atenda melhor suas
expectativas. Nessa competição as chances de sucesso ficam com
aqueles que, além de bem preparados na área em que atuam, sabem
expor sua habilidade, talento e competência.
C&S: Dê dicas de como se comportar e do que
"nunca" deve ser feito.
MP: Todo profissional deve construir sua marca,
que será a imagem que os outros terão dele. Marca para um
profissional é como reputação, algo visível e que pode ser
percebido por suas atitudes. Essa reputação pode ser habilmente
esculpida, mas não irá durar se não estiver bem ancorada num
caráter adequado. Por isso toda construção de marca pessoal
começa com a construção do caráter.
Eu poderia colocar aqui uma lista das coisas que devem e não
devem ser feitas, mas ela jamais seria tão completa quanto a que
está contida na regra áurea do fazer aos outros o que você
gostaria que fizessem a você também. Acho que isto e uma boa
dose de bom senso e tolerância fazem parte de uma receita de
sucesso para o marketing pessoal.
C&S: Podemos considerar o marketing pessoal como
essencial para o networking?
MP: Eu diria que as duas coisas se
complementam, mas podemos ter graus variados de networking
em ambientes também variados. Por exemplo, sou bastante
introspectivo em minha vida privada, evitando festas e eventos
sociais. Faz parte de minha natureza de leitor e escritor me
recolher em um mundo mais particular. Porém, quando participo de
alguma festa ou evento, não vou vestido de ostra. Pelo
contrário, desempenho meu papel de ser humano, social e gregário
e tenho prazer nisso.
Obviamente alguém com uma personalidade mais voltada para a
coleção de amigos e saídas freqüentes para reuniões e
confraternizações terá melhores chances de criar uma rede de
relacionamentos. Para compensar minha preferência pela
individualidade no mundo real, dediquei-me a conquistar uma rede
de relacionamentos no mundo virtual, conhecendo e me
relacionando com um número muito maior de pessoas do que teria
sido possível antes do advento da Internet.
Portanto, considero que a criação de uma estratégia de marketing
pessoal não significa ter que abrir mão de algumas
características que nos são próprias, mas sim descobrir meios
alternativos de compensar nossas deficiências em uma ou outra
área.
C&S: O marketing pessoal engloba apenas questões
relacionadas à aparência?
MP: De maneira nenhuma. Aparência é importante,
mas não é tudo, a menos que sua principal função seja a de
modelo. Se acharmos que a aparência física é o mais importante
para promover uma marca pessoal, estaremos excluindo as pessoas
menos atraentes ou mesmo aquelas com algum defeito físico. Sei
que você se referiu a aspectos como o vestir, se pentear, ou
coisas assim, mas aproveito para incluir aqui o que penso também
com respeito aos problemas de aparência física.
Há profissionais portadores de deficiência física que dão um
verdadeiro show de marketing pessoal quando assumem com
dignidade aquilo que são. Fazendo assim conseguem resultados
muito melhores do que aqueles que tentam disfarçar falhas
físicas evidentes demais para serem escondidas. Descobrem como
fazer de sua aparência um componente importante do estilo.
(Veja uma relação de sites de portadores de deficiência no blog
"Quero Contar",
na coluna da direita em "Meus amigos também querem contar")
Como sua pergunta parece estar mais relacionada com o vestir,
neste caso é importante que o profissional tenha bom senso para
saber como deve se apresentar em diferentes lugares e ocasiões,
para que sua embalagem valorize da melhor maneira possível o seu
produto.
C&S: Como vender sua imagem sem perder a discrição?
MP: Simpatia é o antídoto para a exposição
demasiada. Fico aborrecido quando passo por vários outdoors
iguais, com uma mensagem ou aparência de gosto discutível, porém
até gosto quando encontro um número igual de outdoors
apresentando o produto de forma simpática e bem-humorada. A
questão não está na freqüência da exposição da imagem do
profissional ou em sua ousadia para conquistar novos mercados ou
oportunidades, mas no estilo que usa para isso.
C&S: Um bom Curriculum Vitae
vale pouco diante de um fraco marketing pessoal?
MP: Se tratarmos o marketing pessoal como
tratamos o marketing de empresas e produtos, o Curriculum
Vitae passa a ser uma das ferramentas que usamos em nossa
comunicação ou promoção da marca. Se eu sou o produto, devo ter
um preço que dê a noção exata de meu valor, vou cuidar de minha
promoção usando um mix de comunicação de marketing, do qual o
Curriculum Vitae faz parte, e farei isso dentro do
ambiente que designei em meu planejamento como sendo minha
praça.
O Curriculum Vitae deve estar muito bem associado ao
marketing pessoal e deve funcionar mais como uma proposta de
trabalho do que como uma biografia. Por isso sempre sugiro que o
Curriculum Vitae seja elaborado de maneira
personalizada para cada cliente – no caso, o empregador –
apresentando as competências ou características do "produto"
que mais atendam as necessidades daquele "comprador" em
potencial.
C&S: Dê alguns exemplos de pessoas com bom marketing
pessoal.
MP: Há muitos, mas nem sempre é fácil
identificar, pois se for bom mesmo acabamos achando que a pessoa
seja assim, e não que ela tenha planejado ou maquinado algo para
se transformar naquilo que conhecemos. O marketing pessoal de
artistas envolve até a troca de nome e acredito que alguns não
teriam feito tanto sucesso com o nome original. Afinal, quem se
sentiria atraído por um Kirk Douglas que se chamasse
Issur Danielovitch, ou por um Cary Grant
chamado Archibald Leech, seus nomes verdadeiros?
Creio que poderia citar como exemplo de marketing pessoal numa
empresa aquele colega que se sobressai, que é querido ou que se
preocupe com sua imagem. Consciente ou não, ele cuida de seu
marketing pessoal e as empresas deveriam incentivar mais isso,
pois quem melhora sua auto-estima certamente acabará se
relacionando melhor com os outros ao enxergá-los como clientes
internos.
Um grande erro em algumas empresas é viver sob o refrão de que
tudo ali é trabalho de equipe. Bem, se for sempre assim, então
meus clientes internos ou externos não são meus, mas de minha
equipe. Basta que eu tenha uma performance dentro da média da
equipe e tudo correrá bem.
Este pensamento, que se transforma em comportamento, pode ser
encontrado em algumas empresas que acham ser prática ruim dar
crédito a uma única pessoa por algum sucesso alcançado, diluindo
sua capacidade numa equipe que nem sempre merecia ter crédito.
Quando você encontra este tipo de comportamento numa empresa
pode ter certeza de que ali o marketing pessoal não irá nunca
fazer morada.
Mas basta ser observador para perceber que grandes e
bem-sucedidas empresas sabem tratar com equilíbrio a importância
do trabalho em equipe e do crédito individual, muitas delas
explorando muito bem a imagem de seus fundadores, diretores ou
até de alguns presidentes e executivos que são contratados,
enquanto os verdadeiros gestores trabalham nos bastidores.
O livro
"A queda da propaganda",
escrito por Al Ries e Laura Ries deve ser lido por todo aquele
que se preocupa com o marketing pessoal. Ele cita grandes
empresas que sempre trazem a tiracolo nomes de pessoas:
Bill Gates,
Larry Ellison,
Scott McNealy,
Lou Gerstner,
Steve Jobs
e
Michael Dell
são bons exemplos de marketing pessoal em empresas de
tecnologia.
Richard Branson,
com a Virgin Atlantic Airways,
Ted Turner,
com a CNN ou
Anita Roddick,
com a Body Shop, também são exemplos de marketing pessoal
integrado ao marketing empresarial.
Embora não seja marketing pessoal o tema do
livro
de Al Ries e Laura Ries, ele demonstra a importância da
assessoria de imprensa e de um trabalho de relações públicas na
construção de uma marca, e é exatamente nestas mesmas áreas que
um profissional irá atuar ao desenvolver sua estratégia de
marketing pessoal. A exposição da marca e imagem do profissional
é revestida de credibilidade quando feita por meio de
relacionamento com sua rede ou por suas oportunidades de ser
encontrado na imprensa.
A Internet é hoje ferramenta indispensável na construção de uma
marca pessoal e nela o profissional deve trabalhar divulgando o
que sabe. Sua munição ali para a promoção da marca é o
conhecimento. Quem conhecer o caminho da disseminação do
conhecimento usando a Internet e entender como funcionam os
sites de busca, poderá alcançar um bom índice de sucesso em sua
estratégia de marketing pessoal. Venho trabalhando nisso com
bons resultados há alguns anos e estou sempre medindo minha
própria performance nos
sites de busca.
Só para você ter uma idéia, hoje fiz uma busca no Google palavra
"palestras"
e meu site apareceu entre os primeiros resultados em um universo
de mais de 400 mil páginas. Embora resultados assim costumem
variar com a entrada de novos sites, serve para dar uma idéia
das conseqüências de um planejamento de marketing pessoal
desenvolvido para ser encontrado na Web. Existem outras, porém,
dentro e fora da Internet.
C&S: O marketing pessoal está ligado à extroversão e
simpatia? Pessoas tímidas podem desenvolver seu marketing
pessoal? Como devem fazer?
MP: Em boa parte da vida agimos como atores.
Aliás, é disso que trato em boa parte dos capítulos de meu
último livro
"Marketing Tutti-Frutti",
que também fala de marketing pessoal. Quando preciso conversar
com um doutor, uso um tipo de linguagem, postura ou até
entonação de voz. Tudo muda ao conversar com uma criança. Somos
diferentes atores para diferentes públicos e ocasiões. Por esta
razão, ainda que eu seja introspectivo em minha vida privada,
sou falante e extrovertido quando a situação exige.
Timidez pode ser tratada com uma boa dose de teatro, pois nenhum
de nós escapa de algum grau de atuação no palco da vida. Quando?
Oras, naquele momento em que a gentil velhinha pergunta se você
gostou do doce que ela fez com tanto carinho, ou quando o doente
terminal quer sua opinião sobre sua saúde.
O que importa é que a atuação não seja para enganar os outros
com o objetivo de levar vantagem sobre eles, mas de atendê-los
dentro de suas expectativas de forma que não fiquem magoados.
Como disse no começo, um caráter bem construído irá transpirar
uma boa reputação e caberá ao profissional apenas ir acertando
as arestas aqui e ali para ter um bom marketing pessoal.
C&S: Quem ganha no marketing pessoal: o homem ou a
mulher?
MP: As mulheres têm, por natureza, uma
capacidade maior de atração e sedução, mas estão sujeitas a
cometer erros com maior facilidade justamente nestas áreas,
quando não se preparam da maneira correta para abordar seu
mercado.
C&S: Como a mulher pode fazer para que o marketing
pessoal não seja confundido com sedução?
MP: Isto varia muito conforme a cultura, o
ambiente ou o contexto em que está inserida. A vulgaridade é tão
ruim profissionalmente às mulheres como aos homens. Acredito que
por mais que a mídia tente nos vender uma imagem de nudez
permanente para as mulheres, e músculos de aço para os homens,
no fundo ainda buscamos algum recato de mistério na mulher, ou
amabilidade cavalheiresca no homem. Descobrir o grau disso é
tarefa da percepção que cada um deve ter do mercado de trabalho
onde atua no desenvolvimento de seu marketing pessoal.
Fonte:
www.catho.com.br dezembro
de 2005
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