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Terça-feira – 05 de Junho de 2007 A proposta profissional irrecusável e a vida familiar: o que fazer?
Para entender melhor essa questão, vamos analisar o exemplo recebido por e-mail de um leitor desta coluna. Seu irmão, que nesta análise atribuo o pseudônimo João, é um jovem jornalista e que acaba de receber uma proposta única na sua vida profissional: assumir uma função em uma importante empresa no Rio de Janeiro e com um salário quase dez vezes maior que o atual. João mora atualmente com a mãe que é portadora de um câncer incurável e carece de cuidados. Caso João aceite a proposta, pode contar com seus irmãos para assumir a tarefa de cuidar da mãe enferma. No e-mail, ainda se informa que a mãe deseja e incentiva o filho a aceitar a proposta, mas que ele (João), teme arrepender-se mais tarde de não ter ficado perto de sua mãe em troca de uma boa carreira profissional. Aí vem a grande questão: O que ele deve fazer? A dica que desejo enviar para o João é que realmente é nobre sua ponderação de dar atenção à mãe. Entretanto, costumo lembrar sempre às pessoas que: “antes de ser altruísta, procure não ser egoísta”. No caso específico de hoje, João está inclinado a desistir de uma proposta de emprego por se sentir responsável em cuidar da mãe enferma. Acontece que ele não está ponderando a vontade de quem vai receber sua boa ação, é a sua mãe. Como se percebe, João está colocando o bem estar de sua mãe em primeiro lugar, mas está esquecendo que aceitar a proposta de trabalho é justamente o desejo de sua mãe. Assim, se o João desistir e ficar, não só deixará sua mãe triste como também poderá se arrepender amargamente no futuro de não ter aproveitado a grande chance de sua vida. Respondendo objetivamente ao seu questionamento, minha opinião é que você deve ir à busca do seu sonho, aceitando a proposta. Lembre-se que, antes de querer fazer o bem aos outros, é necessário se perguntar se os outros desejam receber a ajuda que queremos dar. (Luciano Salamacha) |