Um exemplo de vida
a ser seguido
Na noite de terça-feira, o mundo foi surpreendido com
tristes notícias vindas do Haiti. O país foi atingindo por
um forte tremor de terra, que alcançou 7 graus na escala
Richter, e vitimou, segundo estimativas oficiais, milhares
de pessoas. Entre elas, a brasileira Zilda Arns Neumann.
Nascida em Forquilhinha (SC) em 1934 e irmã do
cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, d. Paulo Evaristo
Arns, Zilda tinha cinco filhos e dez netos. Atuou como
médica pediatra e sanitarista, foi fundadora e coordenadora
internacional da Pastoral da Criança, fundadora e
coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa,
representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Nas últimas décadas, Zilda tornou-se uma personalidade
emblemática na defesa da saúde, bem-estar físico e mental
das crianças e da população brasileira, tendo recebido
diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles o
título de Heroína da Saúde Pública das Américas, homenagem
prestada pela Organização Pan-americana de Saúde. Zilda foi,
ainda, indicada ao Prêmio Nobel da Paz.
Atualmente era coordenadora da Pastoral da Criança
Internacional e da Pastoral do Idoso e estava em missão
humanitária no Haiti para disseminar, entre religiosos de
comunidades carentes daquele país, as práticas bem-sucedidas
da Pastoral.
A Revista Filantropia, no início de sua história, teve a
honra e felicidade de ter estampada em suas páginas as
palavras de amor, perseverança e boa vontade de Zilda Arns.
“Acho que sempre tenho muito que
fazer para cumprir minha missão, que só vai terminar na hora
em que eu morrer. Tem muito trabalho a ser feito, pois há
tantas pessoas pobres que necessitam de ajuda. Por isso,
temos que continuar, para consolidar este trabalho, e que
mais pessoas participem sempre desse voluntariado. Se eu
morresse hoje, diria ‘Meu Deus, muito obrigada pela
oportunidade que me deu na vida’. Minha vida foi muito
bonita, apesar de também ter tido sofrimento. Sempre fui
muito realizada na minha profissão e agradeço também pela
minha família. Mas, naturalmente, creio que ainda há muito a
ser feito”*.
À Zilda Arns Neumann, o nosso mais profundo agradecimento
pelos ensinamentos deixados.
* Trecho extraído de entrevista concedida por
Zilda Arns à Revista Filantropia nº 5.
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