2.
Personalidade histórica : IVY Ledbetter LEE - Pai das RRPP modernas
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Turgay Amac
Ivy Lee nasceu como filho de um padre na
Geórgia (EUA) e começou a sua carreira no jornalismo depois da graduação na Princeton
University, em 1898. Trabalhou cinco anos para o jornal WORLD na Wall Street até
decidir-se a tomar um novo desafio para ajudar Seth Low na sua candidatura para a
Prefeitura de Nova Iorque. Tornou-se assim membro do *Democratic National Comittee*.
Em 1904, começou a trabalhar na agência de
publicidade de George Parker e a transformou em terceira maior agência do país. Durante
de uma greve dos mineiros a agência George Baer & Associates pediu a ajuda de Ivy Lee
para resolver o conflito. A solução para esta greve levou Ivy Lee a criar a sua frase
inesquecível : * The publics have to be informed * . E para ganhar para ganhar a
confiança das mídias elaborou e distribuiu a sua famosa * Declarations of Principles *
aos editores dos jornais em 1906 :
" This is not a secret press bureau. All
of our work is done in the open. We aim to supply news. This is not an
advertising agency; if you think any of our matter ought properly to go to your business
office, do not
use it. Our matter is accurate. Further details on any subject treated will be supplied
promptly, any
editor will be assisted most cheerfully in verifying directly any statement of fact. ...
In brief, our plan is, frankly and openly, on behalf of businessconcerns and public
institutions, to supply to the press and public of the U.S. prompt and accurate
information concerning subjects which it is of value and interest to the public to know
about. "
[ HIEBERT, Ray E. : Courtier to the Crowd :
The Story of Ivy Lee and the Developement of Public Relations,
AMES Iowa State University Press, 1966 ]
Ivy Lee ganhou renome e reputação pública
porque conseguiu sensibilizar os seus clientes para tomar os interesses públicos em
consideração, adaptando os comportamentos corporativos às expectativas públicas, com o
slogan
* Good words have to be supported by good deeds *.
Em 1914, Ivy Lee tornou-se Assessor de
Relações Públicas do ilustre John D. Rockefeller e ganhou depois uma imagem excepcional
durante seu trabalho para a Pennsylvania Railroad Company, quando procurou informar o
público sempre a VERDADE, mesmo que isto fosse desvantajoso para esta empresa.
Infelizmente seus grandes êxitos não o
fizeram infalível profissionalmente. E ainda existe o mito de que ajudou empresas
alemães a fomentarem a ditadura d nacionalsocialismo. Por isso, termino sua biografia no
momento mais escuro da sua vida. |
3.
O JORNALISMO NO FINAL DO SÉCULO XX
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Prof. Dr. Sebastião Breguêz
O que chama a atenção é que o
jornalismo mudou ( e está mudando ), mas as escolas de jornalismo ainda não se deram
conta e ainda ensinam um jornalismo ultrapassado
É fim-de-ano. Renova-se mais uma vez a
dialética da morte de um ano e nascimento de outro. Agora com
mais emoção e expectativa, pois, mudamos de século e de milênio. É neste contexto que
como professor de Comunicação avalio as mudanças do Jornalismo no século XX,
principalmente, as relacionadas com o Estilo Jornalístico - a Redação Jornalística.
O Estilo Jornalístico ou a forma com que o
jornalista apresenta as informações para o leitor não apareceu de repente na História
do Jornalismo. Mas foi o resultado de lenta elaboração histórica que está intimamente
relacionada com a evolução do próprio conceito de jornalismo. Esta História, a partir
dos meados do século XIX, apresenta perfeita relação com o desenvolvimento total da
sociedade. Podemos dividi-la em três fases: Jornalismo Ideológico e Opinativo,
Jornalismo Informativo e Jornalismo Interpretativo.
¨ PRIMEIRA FASE 1900-1920 O
ESTILO OPINATIVO E IDEOLÓGICO
O que caracteriza o Estilo Jornalístico,
neste período, é o excesso de adjetivismo no texto das reportagens, o uso do nariz de
cera para começar a matéria, as reportagens longas e a falta de preocupação com o
leitor. Também a programação visual privilegiava o texto longo com pouca imagem.
Jornalismo doutrinário e moralizador é feito com ânimo proselitista a serviço das
idéias políticas e lutas ideológicas. Trata-se de imprensa pouco informativa e cheia de
comentários. É bom lembrar que o jornal se transformou em empresa nos EUA quando se
descobriu a publicidade como fonte de capitalização. A notícia ai tem que se
transformar em produto para o público-consumidor, mas as mudanças nas técnicas de
redação, entretanto, só vão mudar na fase seguinte.
¨ SEGUNDA FASE ( 1920-1980 )
¨ 1ª ETAPA 1920-1945 O ESTILO
INFORMATIVO E A ERA DOS MANUAIS
¨ 2ª ETAPA 1945-1980 A DITADURA DO LEAD IMPERA NAS REDAÇÕES
A primeira etapa da segunda fase
Jornalismo Informativo vai se definindo a partir do fim da Ia Grande Guerra. Na
Inglaterra e nos Estados Unidos, aparece novas formas de redação das notícias, um novo
estilo que se apoia de modo fundamental na narração ou relato de fatos e acontecimentos.
O novo estilo adapta formas de expressão literária desta época para transmitir
informações e notícias com eficácia e economia de palavras. Ele aparece com força e
vigor que cria novas formas de expressão literária com regras próprias estabelecidas
nos Manuais de Redação . É o aparecimento da técnica do lead ( guia ou orientação
para o leitor) em que o jornalista anuncia no primeiro parágrafo os cinco elementos da
notícias: O QUE, QUEM, QUANDO, ONDE, COMO, POR QUÊ.
Este estilo chegou ao Brasil na década de 50
com os primeiros Manuais de Redação adotado por jornais como DIARIO CARIOCA e TRIBUNA DA
IMPRENSA. O Estilo Informativo teve, desde o seu início, três objetivos básicos em que
buscava firmar-se: a naturalidade de expressões, a clareza e a concisão. É fácil
imaginar-se que o aprendizado coletivo destas gerações de jornalistas ( pois os Cursos
de Comunicação só aparecem na década de 1960 ) em busca de maior clareza acabou
cristalizando-se nesta forma peculiar de expressão literária. Também o aparecimento do
Rádio foi importante. O texto para o Rádio tem que ser menor do que o para o jornal
impresso para não cansar o ouvinte. Ai aparecem os quesitos para o bom texto
jornalístico: clareza, concisão, densidade, exatidão, precisão, simplicidade,
neutralidade, originalidade, brevidade, variedade, atração, ritmo, cor, sonoridade,
detalhismo, correção e propriedade. Destes, apenas três são considerados os mais
importantes: clareza, concisão e introdução que capte a atenção do leitor.
O desenvolvimento da sociedade de consumo
após o fim da IIa. Guerra após 1945 impôs novas formas de apresentação gráfica,
acompanhando o desenvolvimento da tecnologia e da indústria gráfica. A concorrência com
a TV, a partir de 1950, também colocou novos desafios para o jornal. Tudo teve que mudar
e adaptar-se às inovações, concorrência e mudanças nos hábitos de leitura do
consumidor. Na década de 60 e 70, por exemplo, no JORNAL DO BRASIL, o repórter era
obrigado a usar a técnica do lead para introduzir a notícia para o leitor: o uso
do lead e da gravata eram fundamentais no JB, diz um veterano. De 1960 a 1980, a
Ditadura do Lead predominou nas redações, tolhendo, às vezes, a criatividade do
repórter ao escrever sua matéria. Mas com o aparecimento das revistas semanais de
informação com VEJA ( 1968) e a chamada Imprensa Alternativa ou Nanica com O PASQUIM (
1969) a técnica do lead foi modificada aos poucos, cedendo à criatividade e ao desafio
criador dos novos e ousados jornalistas. Ai apareceu o Estilo Interpretativo. Não podemos
esquecer ainda a lição do JORNAL DA TARDE (1966), vespertino de O ESTADO DE S.PAULO, que
reuniu os melhores jornalistas e criou um jornal totalmente diferenciado dos produtos
jornalísticos até então com estilo de redação mais ameno, texto curto, uso de
adjetivos e expressões literárias, além do uso de muita imagem.
¨ TERCEIRA FASE 1980 AOS NOSSOS DIAS
O ESTILO INTERPRETATIVO
O jornalismo, diante da concorrência com o
Rádio e a TV, teve que mudar. Ele tem que apresentar a informação diferentemente dos
veículos audiovisuais e busca mostrar mais detalhes ao leitor. O jornalismo
ai reveste de profundidade as reportagens longas das revistas semanais VEJA
e ISTOÉ , além dos jornais alternativos como OPINIÃO, MOVIMENTO, EX, DEBATE &
CRITICA etc os grandes jornais mudam aos poucos seu estilo de redação formalista
e tradicionalista. Aliviam o clima da Era da Ditadura do Lead, deixam o repórter usar um
pouco mais de imaginação.
Já há alguns anos que os Manuais de
Redação dos grandes jornais não definem o lead como resposta às perguntas O QUE, QUEM,
QUANDO, ONDE, COMO , POR QUE.
Definem lead como a forma de introdução da
notícia em que o jornalista apresenta o aspecto mais interessante para o leitor ( veja
MANUAL DA FOLHA DE S. PAULO). O uso da imagem e da cor como recurso gráfico impôs-se no
novo jornalismo.
Texto curto, com adjetivos bem escolhidos
para chamar a atenção do leitor e o uso de imagem ( foto, ilustração, gráfico) na
maioria das reportagens. Eis as novas modificações da imprensa .
O que chama a atenção é que o jornalismo
mudou e está mudando, mas as escolas de jornalismo ainda não se deram conta e ainda
ensinam o jornalismo ultrapassado. Os velhos livros básicos como TECNICAS DE
CODIFICAÇÃO EM JORNALISMO, de Mário Erbolato, ou IDEOLOGIA E TÉCNICA DA NOTÍCIA, de
Nilson Lage, têm que ser atualizados com a nova realidade. Senão nossos alunos irão
chegar ao mercado de trabalho com modelos ultrapassados e terão que reaprender tudo. Vale
a pena rever o assunto e atualizar tendo como base o mercado. |
4. Opinião Pública: *No início
foi a palavra*
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Turgay Amac
Antes de Nome
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- Poesia de Adélia Prado
Não me importa a palavra, essa corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe, os sítios escuros onde nasce o
"de", o "aliás", o "o", "porque" e o
"que", esta incompreensível muleta que me apoia.
Quem entender na linguagem entende Deus cujo
Filho é verbo. Morre quem entender. A palavra é disfarce de uma coisa coisa mais grave,
surda-muda, foi inventada para ser calada. Em momentos de graça, infrequentíssimos, se
poderá apanhá-la: um peixe com a mão. Puro susto e terror.
A inflação de palavras novas que vêm dos
EUA abundam o nosso vocabulário nas RRPP. Muitas vezes as adatamos sem pensar qual é a
tradução verdadeira na nossa própria língua. Palavras chaves como :
Substantiation * Porduct screening *
Cease-and desist order * Narrowcasting * Clutter * Lead time * Umbrella propositions *
Hierarchy-of-effects model * Incremental technique * Full disclosure *
Palavras mais comuns sem tradução são :
Press kit * Briefing * Pitch *
Podemos ser donos da nossa própria
disciplina, se não temos ainda traduções adequadas ??? |
7. Anúncio
dos Eventos
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ABERJE , 3° Folkcom
1° Conferência Internacional de RRPP
21.03.2000 - SÃO PAULO
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O Prof. Dr. James Grunig, autor do famoso livro Managing Public Relations e professor da
Universidade de Maryland em College Park, é o convidado de ABERJE para apresentar a sua
estratégia nas RRPP. Ele é um dos maiores estudiosos das Relações Públicas na
atualidade. Durante o evento, ele mostrará como realizar um trabalho de excelência em
Comunicação que agregue valor à organização e a ajude a atingir objetivos. Para ter
mais detalhes sobre o evento, favor acessar a Home Page da Aberje ( endereço abaixo ):
Home Page: www.aberje.com.br
E-Mail: aberje@aberje.com.br
3ª Folkcom, JOÃO PESSOA, Paraíba
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A 3ª Conferência Brasileira de
Folkcomunicação será realizada no período de 26 a 29 de junho próximo, em parceria
entre a Universidade Federal da Paraíba e a Cátedra Unesco de Comunicação e
Desenvolvimento da Umesp. Os temas centrais da conferência são Mídia, Folclore e
Turismo. Contatos com a organização podem ser feitos pelo E-Mail: osvaldo@openline.com.br.
Na conferência serão estudadas também as
obras de três grandes pesquisadores da Cultura Brasileira, que têm origem no Nordeste:
Altimar Pimentel, Gilberto Freyre e Mário Souto Maior. Todos eles, em suas pesquisas,
abordaram temas ligados a questão da mídia e da cultura popular. A direção executiva
do evento está a cargo dos professores Osvaldo Trigueiro e Severino Alves de Lucena Filho
com a colaboração do professor Dr. Roberto Benjamin. A direção científica está a
cargo do prof. Dr. José Marques de Melo, diretor da Cátedra Unesco da Umesp.
Durante o evento serão realizados os
painéis seguintes:
¨ Apropriações do Folclore pela Mídia e
pelo Turismo;
¨ Festas populares como eventos turísticos potencializados pela mídia;
¨ Celebrações religiosas e romarias como formas de religiosidade popular
¨ Tratamento das manifestações folclóricas nos Cadernos de Turismo dos jornais;
¨ Ficção audiovisual e manifestações folclóricas;
¨ Indústria do souvenir: símbolos folclóricos que potencializam o turismo cultural;
¨ Imagens midiáticas do Carnaval brasileiro: a celebração popular dos 500 anos de
Brasil.
Também serão realizados as oficinas
Culturais:
¨ Danças Folclóricas da Paraíba;
¨ Estratégias e práticas do turismo popular alternativo;
¨ Lazer na Cultura popular;
¨ Os Grupos Parafolclóricos como potencializadores do turismo cultural;
¨ Marketing turístico: o folclore como instrumento de promoção e venda da cultura
local.
Os pesquisadores que tiveram Comunicação
Científicas para apresentar, podem faze-lo nos seguintes GTs:
¨ Teoria e Metodologia da Folkcomunicação;
¨ Manifestações Espontâneas da Folkcom;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Mass-Midiáticas;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Turísticas;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Literárias;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Musicais |