Jornal Brasileiro das Relações Públicas

Janeiro   2000

Ano 1

Outras Edições: (Agosto/1999 - Setembro/1999 - Outubro/1999 - Novembro/1999 - Dezembro/1999)


PUBLIC RELATIONS <> RELAÇÕES PÚBLICAS <> ÖFFENTLICHKEITSARBEIT <> RELATIONS PUBLIQUE <> RELAZIONI PÙBBLICHE <> HALKLA ILISKILER 

Editores Responsáveis:
Prof. Dr. Sebastião Geraldo Breguêz (UNIVALE)
Turgay Amac ( Chief Knowledge Officer -
NETCOM PR )

TIRAGEM : Este jornal é distribuído a 1145 leitores em 21 países


     1. Editorial
     2. Personalidade histórica : * Ivy Ledbetter Lee *
     3.Um balanço do Jornalismo na virada do Século
     4. Opinião Pública: * No início foi a palavra *
     5. Sites do Mês
     6. Espaço do Leitor
     7. Anúncio dos Eventos
     8. Agradecimentos especiais

1. Editorial
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Turgay Amac

Relógios podemos parar, mas o tempo não. Em momentos felizes desejamos que o tempo se pare, mas estamos gratos que o fluxo do tempo deixa-nós esquecer dos momentos mais escuros da nossa vida.

Durante a juventude pensamos que temos tempo sem fim, não sabendo como utilizá-lo bem. Mas quando entendemos a nossa existência é limitada entendemos o seu grande valor que não queremos perder e além de todos os esforços não podemos conservar.

Numa empresa o tempo é um fator central, o mais precioso que existe. Anda muito rápido mas o desenvolvimento avança muito mais devagar. Se formamos hoje o amanha, planejamos o depois de amanha para realizar os nossos objetivos um passo em frente como os competidores. Só se podemos estar em avanço do tempo podemos definir as condições.

Parar o tempo ? Não, só no seu fluxo se mostra o avanço empresarial.
Os computadores superaram o problema de Y2k bem, assim continuaremos como escravos das programas antiquadas ? Já controlamos e adaptamos os nossos próprios pensamentos também para continuar com os mesmos no 2000 e depois ?

2. Personalidade histórica :  IVY Ledbetter LEE - Pai das RRPP modernas
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Turgay Amac

Ivy Lee nasceu como filho de um padre na Geórgia (EUA) e começou a sua carreira no jornalismo depois da graduação na Princeton University, em 1898. Trabalhou cinco anos para o jornal WORLD na Wall Street até decidir-se a tomar um novo desafio para ajudar Seth Low na sua candidatura para a Prefeitura de Nova Iorque. Tornou-se assim membro do *Democratic National Comittee*.

Em 1904, começou a trabalhar na agência de publicidade de George Parker e a transformou em terceira maior agência do país. Durante de uma greve dos mineiros a agência George Baer & Associates pediu a ajuda de Ivy Lee para resolver o conflito. A solução para esta greve levou Ivy Lee a criar a sua frase inesquecível : * The publics have to be informed * . E para ganhar para ganhar a confiança das mídias elaborou e distribuiu a sua famosa * Declarations of Principles * aos editores dos jornais em 1906 :

" This is not a secret press bureau. All of our work is done in the open. We aim to supply news. This is not an advertising agency; if you think any of our matter ought properly to go to your business office, do not
use it. Our matter is accurate. Further details on any subject treated will be supplied promptly, any
editor will be assisted most cheerfully in verifying directly any statement of fact. ...

In brief, our plan is, frankly and openly, on behalf of businessconcerns and public institutions, to supply to the press and public of the U.S. prompt and accurate information concerning subjects which it is of value and interest to the public to know about. "

[ HIEBERT, Ray E. : Courtier to the Crowd : The Story of Ivy Lee and the Developement of Public Relations,
AMES Iowa State University Press, 1966 ]

Ivy Lee ganhou renome e reputação pública porque conseguiu sensibilizar os seus clientes para tomar os interesses públicos em consideração, adaptando os comportamentos corporativos às expectativas públicas, com o slogan
* Good words have to be supported by good deeds *.

Em 1914, Ivy Lee tornou-se Assessor de Relações Públicas do ilustre John D. Rockefeller e ganhou depois uma imagem excepcional durante seu trabalho para a Pennsylvania Railroad Company, quando procurou informar o público sempre a VERDADE, mesmo que isto fosse desvantajoso para esta empresa.

Infelizmente seus grandes êxitos não o fizeram infalível profissionalmente. E ainda existe o mito de que ajudou empresas alemães a fomentarem a ditadura d nacionalsocialismo. Por isso, termino sua biografia no momento mais escuro da sua vida.

3. O JORNALISMO NO FINAL DO SÉCULO XX
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Prof. Dr. Sebastião Breguêz

“O que chama a atenção é que o jornalismo mudou ( e está mudando ), mas as escolas de jornalismo ainda não se deram conta e ainda ensinam um jornalismo ultrapassado”

É fim-de-ano. Renova-se mais uma vez a dialética da ‘morte’ de um ano e ‘nascimento’ de outro. Agora com mais emoção e expectativa, pois, mudamos de século e de milênio. É neste contexto que como professor de Comunicação avalio as mudanças do Jornalismo no século XX, principalmente, as relacionadas com o Estilo Jornalístico - a Redação Jornalística.

O Estilo Jornalístico ou a forma com que o jornalista apresenta as informações para o leitor não apareceu de repente na História do Jornalismo. Mas foi o resultado de lenta elaboração histórica que está intimamente relacionada com a evolução do próprio conceito de jornalismo. Esta História, a partir dos meados do século XIX, apresenta perfeita relação com o desenvolvimento total da sociedade. Podemos dividi-la em três fases: Jornalismo Ideológico e Opinativo, Jornalismo Informativo e Jornalismo Interpretativo.

¨ PRIMEIRA FASE – 1900-1920 – O ESTILO OPINATIVO E IDEOLÓGICO

O que caracteriza o Estilo Jornalístico, neste período, é o excesso de adjetivismo no texto das reportagens, o uso do nariz de cera para começar a matéria, as reportagens longas e a falta de preocupação com o leitor. Também a programação visual privilegiava o texto longo com pouca imagem. Jornalismo doutrinário e moralizador é feito com ânimo proselitista a serviço das idéias políticas e lutas ideológicas. Trata-se de imprensa pouco informativa e cheia de comentários. É bom lembrar que o jornal se transformou em empresa nos EUA quando se descobriu a publicidade como fonte de capitalização. A notícia ai tem que se transformar em produto para o público-consumidor, mas as mudanças nas técnicas de redação, entretanto, só vão mudar na fase seguinte.

¨ SEGUNDA FASE ( 1920-1980 )

¨ 1ª ETAPA 1920-1945 – O ESTILO INFORMATIVO E A ERA DOS MANUAIS
¨ 2ª ETAPA 1945-1980 – A DITADURA DO LEAD IMPERA NAS REDAÇÕES

A primeira etapa da segunda fase – Jornalismo Informativo – vai se definindo a partir do fim da Ia Grande Guerra. Na Inglaterra e nos Estados Unidos, aparece novas formas de redação das notícias, um novo estilo que se apoia de modo fundamental na narração ou relato de fatos e acontecimentos. O novo estilo adapta formas de expressão literária desta época para transmitir informações e notícias com eficácia e economia de palavras. Ele aparece com força e vigor que cria novas formas de expressão literária com regras próprias estabelecidas nos Manuais de Redação . É o aparecimento da técnica do lead ( guia ou orientação para o leitor) em que o jornalista anuncia no primeiro parágrafo os cinco elementos da notícias: O QUE, QUEM, QUANDO, ONDE, COMO, POR QUÊ.

Este estilo chegou ao Brasil na década de 50 com os primeiros Manuais de Redação adotado por jornais como DIARIO CARIOCA e TRIBUNA DA IMPRENSA. O Estilo Informativo teve, desde o seu início, três objetivos básicos em que buscava firmar-se: a naturalidade de expressões, a clareza e a concisão. É fácil imaginar-se que o aprendizado coletivo destas gerações de jornalistas ( pois os Cursos de Comunicação só aparecem na década de 1960 ) em busca de maior clareza acabou cristalizando-se nesta forma peculiar de expressão literária. Também o aparecimento do Rádio foi importante. O texto para o Rádio tem que ser menor do que o para o jornal impresso para não cansar o ouvinte. Ai aparecem os quesitos para o bom texto jornalístico: clareza, concisão, densidade, exatidão, precisão, simplicidade, neutralidade, originalidade, brevidade, variedade, atração, ritmo, cor, sonoridade, detalhismo, correção e propriedade. Destes, apenas três são considerados os mais importantes: clareza, concisão e introdução que capte a atenção do leitor.

O desenvolvimento da sociedade de consumo após o fim da IIa. Guerra após 1945 impôs novas formas de apresentação gráfica, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia e da indústria gráfica. A concorrência com a TV, a partir de 1950, também colocou novos desafios para o jornal. Tudo teve que mudar e adaptar-se às inovações, concorrência e mudanças nos hábitos de leitura do consumidor. Na década de 60 e 70, por exemplo, no JORNAL DO BRASIL, o repórter era obrigado a usar a técnica do lead para introduzir a notícia para o leitor: ‘o uso do lead e da gravata eram fundamentais no JB’, diz um veterano. De 1960 a 1980, a Ditadura do Lead predominou nas redações, tolhendo, às vezes, a criatividade do repórter ao escrever sua matéria. Mas com o aparecimento das revistas semanais de informação com VEJA ( 1968) e a chamada Imprensa Alternativa ou Nanica com O PASQUIM ( 1969) a técnica do lead foi modificada aos poucos, cedendo à criatividade e ao desafio criador dos novos e ousados jornalistas. Ai apareceu o Estilo Interpretativo. Não podemos esquecer ainda a lição do JORNAL DA TARDE (1966), vespertino de O ESTADO DE S.PAULO, que reuniu os melhores jornalistas e criou um jornal totalmente diferenciado dos produtos jornalísticos até então com estilo de redação mais ameno, texto curto, uso de adjetivos e expressões literárias, além do uso de muita imagem.

¨ TERCEIRA FASE – 1980 AOS NOSSOS DIAS – O ESTILO INTERPRETATIVO

O jornalismo, diante da concorrência com o Rádio e a TV, teve que mudar. Ele tem que apresentar a informação diferentemente dos veículos audiovisuais e busca mostrar ‘mais’ detalhes ao leitor. O jornalismo ai reveste de profundidade – as reportagens longas das revistas semanais – VEJA e ISTOÉ , além dos jornais alternativos como OPINIÃO, MOVIMENTO, EX, DEBATE & CRITICA etc – os grandes jornais mudam aos poucos seu estilo de redação formalista e tradicionalista. Aliviam o clima da Era da Ditadura do Lead, deixam o repórter usar um pouco mais de imaginação.

Já há alguns anos que os Manuais de Redação dos grandes jornais não definem o lead como resposta às perguntas O QUE, QUEM, QUANDO, ONDE, COMO , POR QUE.

Definem lead como a forma de introdução da notícia em que o jornalista apresenta o aspecto mais interessante para o leitor ( veja MANUAL DA FOLHA DE S. PAULO). O uso da imagem e da cor como recurso gráfico impôs-se no novo jornalismo.

Texto curto, com adjetivos bem escolhidos para chamar a atenção do leitor e o uso de imagem ( foto, ilustração, gráfico) na maioria das reportagens. Eis as novas modificações da imprensa .

O que chama a atenção é que o jornalismo mudou e está mudando, mas as escolas de jornalismo ainda não se deram conta e ainda ensinam o jornalismo ultrapassado. Os velhos livros básicos como TECNICAS DE CODIFICAÇÃO EM JORNALISMO, de Mário Erbolato, ou IDEOLOGIA E TÉCNICA DA NOTÍCIA, de Nilson Lage, têm que ser atualizados com a nova realidade. Senão nossos alunos irão chegar ao mercado de trabalho com modelos ultrapassados e terão que reaprender tudo. Vale a pena rever o assunto e atualizar tendo como base o mercado.

4. Opinião Pública: *No início foi a palavra*
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Turgay Amac

Antes de Nome
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- Poesia de Adélia Prado

Não me importa a palavra, essa corriqueira. Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe, os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás", o "o", "porque" e o "que", esta incompreensível muleta que me apoia.

Quem entender na linguagem entende Deus cujo Filho é verbo. Morre quem entender. A palavra é disfarce de uma coisa coisa mais grave, surda-muda, foi inventada para ser calada. Em momentos de graça, infrequentíssimos, se poderá apanhá-la: um peixe com a mão. Puro susto e terror.

A inflação de palavras novas que vêm dos EUA abundam o nosso vocabulário nas RRPP. Muitas vezes as adatamos sem pensar qual é a tradução verdadeira na nossa própria língua. Palavras chaves como :

Substantiation * Porduct screening * Cease-and desist order * Narrowcasting * Clutter * Lead time * Umbrella propositions * Hierarchy-of-effects model * Incremental technique * Full disclosure *

Palavras mais comuns sem tradução são : Press kit * Briefing * Pitch *

Podemos ser donos da nossa própria disciplina, se não temos ainda traduções adequadas ???

5. Sites do Mês
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Turgay Amac

www.aberje.com.br
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O site do ABERJE sob a supervisão do seu diretor executivo Paulo Nassar, oferece além das atuais informações interessantes, uma entrevista com o Prof. James Grunig e duas teses recém-publicadas dos estudantes da ECA/USP.

Recomendo de ler a monografia do Sr. Mateus Furlanetto com o título:
* Converter a Crise em Oportunidade : Como as RRPP Podem Auxiliar a Empresa em Situações de Crise *

www.etoy.com
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A agência ETOY da Suíça apresenta-se como especialista no desenho virtual.

www.pr-guide.de
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A Associação Alemã de RRPP, DPRG, mantém uma página com informações aos seus associados. Infelizmente só em alemão !
Mas vale a pena de visitá-la para dar conselhos à ABRP depois.

6. Espaço do Leitor
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DE: Márcia Yukiko Matsuuchi - Senado do Brasil
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“Obrigada pela gentileza de remessa.
Quero aproveitar o momento e desejar um Ano Novo próspero e de grandes realizações”.

DE: Yap Boh Tiong - Diretor de Mileage Communications (Singapura)
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“Happy New Year to all of you !
Please let me know whether you need a hand to publish articles from here”.

7. Anúncio dos Eventos
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ABERJE , 3° Folkcom

1° Conferência Internacional de RRPP 21.03.2000 - SÃO PAULO
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O Prof. Dr. James Grunig, autor do famoso livro Managing Public Relations e professor da Universidade de Maryland em College Park, é o convidado de ABERJE para apresentar a sua estratégia nas RRPP. Ele é um dos maiores estudiosos das Relações Públicas na atualidade. Durante o evento, ele mostrará como realizar um trabalho de excelência em Comunicação que agregue valor à organização e a ajude a atingir objetivos. Para ter mais detalhes sobre o evento, favor acessar a Home Page da Aberje ( endereço abaixo ):

Home Page: www.aberje.com.br   E-Mail: aberje@aberje.com.br

3ª Folkcom, JOÃO PESSOA, Paraíba
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A 3ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação será realizada no período de 26 a 29 de junho próximo, em parceria entre a Universidade Federal da Paraíba e a Cátedra Unesco de Comunicação e Desenvolvimento da Umesp. Os temas centrais da conferência são Mídia, Folclore e Turismo. Contatos com a organização podem ser feitos pelo E-Mail: osvaldo@openline.com.br.

Na conferência serão estudadas também as obras de três grandes pesquisadores da Cultura Brasileira, que têm origem no Nordeste: Altimar Pimentel, Gilberto Freyre e Mário Souto Maior. Todos eles, em suas pesquisas, abordaram temas ligados a questão da mídia e da cultura popular. A direção executiva do evento está a cargo dos professores Osvaldo Trigueiro e Severino Alves de Lucena Filho com a colaboração do professor Dr. Roberto Benjamin. A direção científica está a cargo do prof. Dr. José Marques de Melo, diretor da Cátedra Unesco da Umesp.

Durante o evento serão realizados os painéis seguintes:

¨ Apropriações do Folclore pela Mídia e pelo Turismo;
¨ Festas populares como eventos turísticos potencializados pela mídia;
¨ Celebrações religiosas e romarias como formas de religiosidade popular
¨ Tratamento das manifestações folclóricas nos Cadernos de Turismo dos jornais;
¨ Ficção audiovisual e manifestações folclóricas;
¨ Indústria do souvenir: símbolos folclóricos que potencializam o turismo cultural;
¨ Imagens midiáticas do Carnaval brasileiro: a celebração popular dos 500 anos de Brasil.

Também serão realizados as oficinas Culturais:

¨ Danças Folclóricas da Paraíba;
¨ Estratégias e práticas do turismo popular alternativo;
¨ Lazer na Cultura popular;
¨ Os Grupos Parafolclóricos como potencializadores do turismo cultural;
¨ Marketing turístico: o folclore como instrumento de promoção e venda da cultura local.

Os pesquisadores que tiveram Comunicação Científicas para apresentar, podem faze-lo nos seguintes GTs:

¨ Teoria e Metodologia da Folkcomunicação;
¨ Manifestações Espontâneas da Folkcom;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Mass-Midiáticas;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Turísticas;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Literárias;
¨ Intermediações Folk-Midiáticas e Musicais

8. Agradecimentos especiais

Vimos manifestar nossos agradecimentos especiais ao SINPRORP - Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas no Estado de São Paulo, que tem divulgado o JORNAL BRASILEIRO DE RELAÇÕES PÚBLICAS em seu Site ( www.sinprorp.org.br ), assim como nossas atividades acadêmicas e realizações profissionais.


Agradecemos cordialmente aos colaboradores deste edição:

Profa. Kathia Pimentel (UNIVALE) - Núcleo de Pesquisas de Psicoterapia


Todos os direitos reservados !!! Por citações por favor contate-nos :

Prof. Dr. Sebastião Geraldo Breguêz [ breguez@uai.com.br ]
Turgay Amac [ amac.com@t-online.de ]

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