NOTÍCIAS
ASSESSORIA
DE LULA NÃO CONSEGUE TRABALHAR
Mudanças de última hora na agenda, discursos
improvisados, visitas a apresentadores de televisão, sem aviso
prévio, são fatos que acabam prejudicando a imagem do
presidente e representam preocupações com que a assessoria
de imprensa de Luís Inácio Lula da Silva tem de lidar
com muita freqüência.
No dia 30 de abril de 2004, o presidente concedeu uma entrevista-churrasco
ao apresentador do SBT, Carlos Massa, o Ratinho, simplesmente ignorando
sua Secretaria de Comunicação, sua agenda e sua assessoria
de imprensa.
Nessa mesma semana, Lula improvisou mais um discurso, dessa vez dirigido
aos metalúrgicos que protestavam contra a alta taxação
do imposto de renda na fonte, diante da fábrica da Mercedes Benz,
em São Bernardo do Campo. O presidente conseguiu apenas irritar
a categoria (em seu discurso disse que os metalúrgicos são
“privilegiados” por pagarem mais imposto) e fazer com que
seus assessores tivessem vontade de arrancar os cabelos.
A imagem do presidente deve ser íntegra e séria perante
a população, mas o governante atual parece não
se importar muito com o protocolo. O trabalho dos profissionais de comunicação
(Relações Públicas – é verdade que
são relações-públicas??) que atuam junto
à presidência se torna ineficaz devido à essa conduta.
Se nosso chefe de Estado seguisse os conselhos de seu grupo de especialistas,
certamente a opinião da população sobre o seu governo
lhe seria mais favorável.
Fernando Barone – I Semestre
Fonte: Revista Veja, 05 de Maio de 2004, páginas
48 e 49
O DESAFIO DE SER LÍDER
Liderar uma equipe é um trabalho que exige muita
segurança, sensibilidade e humildade.
O profissional de relações públicas tem de ter
plena consciência sobre esse tema, porque ele é um intermediador
entre a alta administração e seus colaboradores e, um
deslize poderá prejudicar todo um planejamento de trabalho.
Um bom líder deve ter cuidado para que o cargo não o domine,
deve entender que a liderança é passageira, portanto,
a humildade torna-se um ponto chave.
Confiar em si mesmo traz segurança para você e para quem
irá liderar. Um mínimo sinal de insegurança de
sua parte fará os outros perderem o respeito por você.
Simpatia e igualdade entre todos de sua equipe são pontos que
o qualificam.
Saber lidar com a inveja e outras reações negativas mostra
sua posição, sem imposição. Exemplo: “Por
que não eu?”, mostre que seu objetivo é ajudar e
que, como colega, será um aliado da equipe para brigar por antigas
reivindicações; “Foi escolhido porque é amigo
de Fulano”. Assuma que seu nome pode até ter surgido porque
existe uma amizade com o superior, mas que foram suas qualidades profissionais
que determinaram a promoção.
Outro requisito é a descentralização, quando o
assunto é liderança, delegar tarefas é o mais aconselhável,
pois estimula os outros participantes da equipe, que se sentem mais
envolvidos e mais responsáveis.
Esse assunto é tão importante no mercado de trabalho que
o psicólogo social e consultor empresarial, Ricardo Vargas, escreveu
o livro “A arte de tornar-se inútil”, no qual dá
conselhos sobre o que é necessário para se tornar um bom
líder.
Segundo ele, “O verdadeiro líder é o que não
está preocupado em ser o centro de tudo”.
Carolynne Bonfatti –
III Semestre
Fonte: Folha Classificados Empregos, 25 de abril de 2004.
A
MARCA E OS NOVOS NEGÓCIOS
Construir a marca de uma empresa é importantíssimo
para o jovem empreendimento. Este processo, em inglês branding,
consiste em criar ou identificar uma vantagem competitiva sustentável
no mercado.
Existem dois aspectos da identidade da marca que um empreendedor, na
fase inicial do negócio, deve desenvolver: o “nome”
e a “logomarca”. Com o crescimento da empresa, pode surgir
a necessidade de atualização ou de modificação
da marca e do logotipo criados no início do empreendimento. Deve-se,
porém, evitar a perda do valor líquido da marca com essas
mudanças. Sua construção envolve a identificação
ou criação de uma vantagem competitiva, por meio de desempenho
de atividades distintas, ou oferta de algo diferente dos concorrentes
e, ainda, a forma como se cria, transmite e coloca essa diferenciação
no mercado.
Segundo o especialista Michael Porter, existem dois fatores para a vantagem
competitiva: o baixo custo e o diferencial. É preciso optar por
competir com um desses fatores, mas não com ambos, em um mercado
restrito ou amplo.
O atendimento ao cliente, o preço e a qualidade raramente funcionam
como diferenciais, pois são considerados itens básicos,
uma vez que os concorrentes podem facilmente atingi-los. Características
distintivas são as que o consumidor valoriza na hora de comprar.
Quanto ao nome da marca, pode ser algo abstrato, informativo, descritivo
ou sugestivo, mas deve transmitir principalmente: o valor da empresa,
os negócios oferecidos por ela, e a exclusividade do que oferece.
Os nomes mais eficientes derivam da definição da missão
do negócio e da essência de sua estratégia de marketing.
O nome deve ter significado, ser real, fácil de ser pronunciado,
reconhecido e memorizado. O que se deve evitar são os nomes criados
a partir de números ou iniciais, difíceis de serem identificados
ou nomes que tenham significado negativo e inadequado em outros países.
Importante: o nome do empreendimento reflete as facetas da empresa,
variedade, natureza dos produtos, política de preços,
qualidade, posição no mercado, potencial de crescimento,
emprego da tecnologia e relacionamentos com clientes, funcionários
etc, por isso, consulte dicionários, publicações
segmentadas ou de entidades de classe na busca de possíveis nomes.
Definido o nome da empresa, é hora de pensar na logomarca. Abuse
de formas, fontes, símbolos para ajudar a transmitir a essência
de seu negócio. As cores constituem o componente básico
da marca e provocam reações emocionais. Vermelho, laranja
e amarelo são cores intensas e estimulam o interesse e a agitação.
O azul e o verde induzem à calma e à estabilidade. Cores
neutras significam confiança e nobreza. Cores muito contrastantes
criam energia e movimento, enquanto o contraste sutil sugere suavidade.
Use estas estratégias para despertar a atenção
das pessoas para sua marca.
Tharcila Tecchio Fonseca –
III Semestre
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RP
ON-LINE
SECRETARIA
DA COMUNICAÇÃO FOI FECHADA
Notícia publicada no jornal O Estado de S.
Paulo, de 5 de maio, nos dá conta de que a Assembléia
Legislativa aprovou a extinção da Secretaria Estadual
da Comunicação Social do Rio Grande do Sul, como medida
de racionalização dos gastos públicos. Verifica-se
mais uma vez o pouco valor dado pelas áreas governamentais à
comunicação com a sociedade, que precisa ser permanentemente
bem informada e obter respostas prontas às suas indagações
e reivindicações junto ao poder público. Parece
que os nossos governantes ignoram que a formação de uma
opinião pública favorável depende de um trabalho
persistente e inteligente de um processo organizado de comunicação
pública.
O fato é preocupante para quem vive em um mundo no qual a informação
é um direito do cidadão e está acessível
a todos, podendo a qualquer momento manifestar sua força por
meio da opinião pública, que tanto pode ser favorável
como desfavorável aos governantes. Basta citar o ato do presidente
da república ordenando a cassação do visto de permanência
no país de um jornalista americano.
A administração pública desenvolve-se hoje sob
constante vigilância dos cidadãos, tanto em nível
federal, estadual e municipal. A consciência da cidadania faz
com que os eleitores se tornem cada vez mais críticos, indagando
com freqüência e persistência, qual a lisura dos atos
dos seus governantes. Querem saber o que estão fazendo, se respeitam
à lei, se cumprem promessas de campanha, se empregam de maneira
legal o dinheiro público ou se estão irmanados com a corrupção
que parece ter-se instalado, quase sem exceção, na administração
pública brasileira. Indagam dos governantes quais são
os planos de melhoria para a comunidade, como e quando vão ser
executados. Clamam pela segurança pública de todos. Acusam
a inércia dos governantes, a falta de determinação
política para resolver problemas. Reivindicam melhores serviços
públicos, mais atenção à educação,
à saúde, à proteção aos idosos, às
minorias, à juventude e até aos ecossistemas de cada região.
E, quando necessário, acusam sem medo a quem deixa de merecer
a sua confiança, chegando até a exclui-los do sufrágio
de seu voto.
Exige-se dos administradores públicos a probidade e a ética
nas suas gestões. Não podem mais agir de modo impune como
no passado. Além das recriminações dos eleitores,
estão sob a mira dos veículos de comunicação,
em especial da TV, que exerce papel decisivo como fonte de informação,
fazendo o acompanhamento do que ocorre em todos os níveis das
áreas governamentais e divulgando o que está sob suspeição
na opinião pública.
Os desmandos e escândalos administrativos vêm gerando numerosas
acusações de improbidade de muitos gestores públicos
e, algumas vezes, têm culminado em processos de cassação
de detentores de cargos públicos por improbidade administrativa.
Diante dessas constatações, torna-se difícil admitir
que um governante, que não abre mão das polpudas verbas
publicitárias, feche uma secretaria de governo responsável
em grande parte pela sua sustentação no cenário
político em nome da contenção de gastos públicos.
Professor Dr. Fábio França
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ARTIGO
TÉCNICAS DE RELAÇÕES PÚBLICAS III
Os recursos da mídia são múltiplos,
porém o que torna a comunicação eficaz é
o conhecimento do público ao qual é direcionada, a natureza
do veículo utilizado, os objetivos da mensagem e o emprego da
mídia mais adequada ao público em foco. Vimos que o profissional
de relações públicas tem o domínio da mídia
e sabe também de que filosofia devem estar imbuídas as
mensagens para provocarem a interação comunicacional.
Mas, como descrever de forma mais precisa a mídia de relações
públicas?
Em termos gerais, pode-se dizer que o profissional lança mão
da mídia impressa: interna e externa. Internamente, trabalha,
por exemplo, com publicações que podem ser: revistas,
jornais, boletins, folhetos, declarações do presidente
da empresa, informativos, manuais, relatório anual e outros recursos.
Para públicos externos podem ser dirigidas revistas corporativas,
para acionistas, clientes; relatório anual; jornal e folhetos
institucionais. O uso de modernas tecnologias permitem também
a teleconferência para a empresa se comunicar com seus públicos
internos e externos.
Forte mídia externa é a chamada propaganda institucional,
mas levando em conta a sua importância, falaremos em outro boletim
sobre a “public relations advertising”, como dizem os americanos.
Outro público de interesse maior é a imprensa com a qual
a empresa se relaciona por meio de comunicados, press releases ou promove
contatos diretos com os editores dos principais veículos por
meio de entrevistas pessoais ou de coletivas de imprensa.
O público interno merece sempre maior atenção,
pois além de ser atingido pelas publicações, pode
facilmente ser acionado por meio da comunicação oral:
reuniões, encontros com diretores, gerentes, e o uso de linhas
telefônicas especiais. Muito amplo é também o uso
interno da linguagem visual: Intranet, vídeos, filmes, transparências,
exposições de fotografias.
Recorrem também as empresas, para se aproximar de seus públicos
de interesse, à participação em feiras e exposições
e a programação de visitas às suas instalações.
Todos esses recursos da mídia representam técnicas que
podem ser programadas pelo relacionista. Como se lembrou de início,
para fazer bom uso de toda essa riqueza da mídia, o relações-públicas
seleciona cuidadosamente a forma especial de comunicação
com cada público, planeja o veículo, programa as mensagens
que devem ser enviadas, ou seja, sabe o que e por que se comunica, o
que faz a diferença entre a divulgação imediata
de uma notícia, o que é próprio do jornalismo,
e o cuidado em difundir mensagens programadas de forma permanente para
atingir os objetivos corporativos dos relacionamentos das organizações
com os seus públicos. Com este artigo, espera-se que os leitores
continuem a compreender cada vez mais o que são Relações
Públicas e como empregam todos os tipos de instrumentos para
conseguir informar, causar atitudes favoráveis e mudar comportamentos.
Professor Dr. Fábio França
INFORME-SE
MAIS SOBRE RELAÇÕES PÚBLICAS!
ACESSE O SITE DO SINDICATO
DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS DE RELAÇÕES PÚBLICAS
NO ESTADO DE SÃO PAULO.
www.sinprorp.org.br
Equipe
de Produção
Editor: Professor Ms.
Fábio França (MTB1880)
Revisão: Professora João E. Teixeira.
Equipe de Redação: Amanda Falchetti,
Leonardo Godoy, Fernando Barone, Priscila Delgado Martins, Carolynne
Bonfatti e Tharcila Tecchio.
Estagiária Responsável: Priscila Delgado Martins
Coordenador do Núcleo de Produtos: Prof. Ms.
Fábio França CONRERP SP/PR-586
FACULDADE DE JORNALISMO E RELAÇÕES
PÚBLICAS
Diretora e Coordenadora do curso de Relações Públicas:
Profa. Dra. Maria Aparecida Ferrari
E-mail: canalrp@metodista.br
E-mail: agenciarp@metodista.br
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