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Por
que uma pessoa raciocina pela “lógica do avesso”? Um
dos motivos prováveis para que muitos profissionais ajam pela “lógica
do avesso” é o novo conceito vigente no mundo empresarial sobre o
acerto em uma decisão. Explico. Até pouco tempo atrás, a pressão que
um profissional sentia é de que “ele tinha que acertar”. Ou
seja, a partir de um determinado contexto e com base na formação acadêmica
e experiências adquiridas, um profissional realmente qualificado tinha
que identificar que tipo de situação estava enfrentando e, conseqüentemente,
oferecer a solução correta. Um
bom exemplo é do médico que, a partir dos sintomas apresentados por um
paciente, tinha que acertar de que doença se tratava. Já a nova lógica
vigente é “tenho que evitar ao máximo o erro”. Portanto, não se
trata de ter que acertar, mas sim, de analisar se não está se cometendo
um erro. É o caso do comportamento que muitos profissionais da saúde
hoje apresentam. A
partir dos sintomas do paciente, o médico passa a analisar quais são as
doenças mais prováveis. Num segundo momento, ele realiza um processo de
exclusão até que, finalmente, conclua qual é a doença mais provável
naquele momento. Esse entendimento é importante quando o assunto é
trabalhar com um profissional que tem esse costume de sempre explicar
primeiro o que não é a resposta para, somente depois, responder
efetivamente o que foi questionado. O
interessante é que, às vezes, a solução é mais simples do que se
imagina. Basta que esse profissional utilize uma ampulheta ou um cronômetro
cada vez que for participar de uma reunião na empresa. Esse conceito básico
de determinar quanto tempo pode durar uma discussão tem se demonstrado
altamente eficaz. Lembre-se
que se trata de uma mudança comportamental e, por isso, exige disciplina,
constância e, principalmente, tempo. Muito tempo!
04/01/05 cbn@salamacha.com.br (Luciano Salamacha) |