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A difícil arte de
cobrar
Eduardo
Ribeiro
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Uma das áreas que mais se desenvolveram nos últimos quinze
anos, no mercado da comunicação, foi o das agências e
assessorias de imprensa e comunicação. Foram anos seguidos de
crescimento, com uma pausa em 2003, um início de retomada em
2004 e, a se confirmarem os prognósticos, muita aposta num 2005
ótimo. As notícias, no setor, aliás brotam de todos os cantos
- novas contas, contratações, parcerias etc.
Uma coisa, no entanto, está tirando o sono de muitos dos que
hoje comandam essas agências, até por não vislumbrarem uma saída,
ao menos no curto prazo: o aviltamento do mercado pela prática
de preços predatórios.
O problema, longe de ser novo, hoje é mais complexo: com a
profissionalização das empresas, com os investimentos em
tecnologia, administração, pesquisa, marketing,
desenvolvimento profissional etc, o mercado passou a contar com
empresas de maior qualificação e, por extensão, a comprar e a
vender serviços de maior refinamento.
Sem uma remuneração compatível, portanto, não se pode
pensar em desenvolvimento, em bons salários, em novos
investimentos, enfim, no fortalecimento da própria atividade.
Como esse sempre foi um segmento dos mais competitivos,
integrado por um grande número de empresas de pequeno, médio e
grande porte, mesmo cobrando bem as agências nunca se
descolaram totalmente da realidade, praticando preços compatíveis
com o que o mercado podia e estava disposto a pagar. Valiam-se
sobretudo da qualidade, confiabilidade e respeitabilidade
adquiridas para garantir e ampliar suas carteiras de clientes,
muitas vezes sem a necessidade de participar de concorrências,
ou quando elas haviam dentro de parâmetros em que o preço era
apenas um dos componentes.
Comunicação não é commoditie e erra quem compra e quem
vende tendo esse como principal parâmetro. E é caso típico,
na grande maioria dos casos, em que o barato sai caro.
Uma coisa é mais do que certa e todos nós já vivemos isso
algum dia na vida: jornalista não sabe cobrar, não foi
preparado para cobrar e não tem qualquer talento (com raras
exceções) para lidar com dinheiro. Tanto que muitos dos
profissionais que montaram seus negócios ainda pensam como
empregados na hora de cobrar, associando a remuneração muito
mais a um salário do que ao chamado fee.
Outros aprenderam. Aprenderam que para sobreviver, crescer,
contratar e pagar bons salários é preciso investir e saber
cobrar. Aprenderam que é preciso agregar valor aos produtos e
serviços de modo a poder pleitear uma remuneração maior.
Aprenderam que do lucro sai os recursos para novos investimentos
e - claro - para a justa remuneração do trabalho e do capital
investido. Aprenderam, enfim - a duras penas -, que é assim no
regime capitalista e que sem isso não há desenvolvimento possível,
empresarialmente falando.
Se tomarmos o setor de publicidade como parâmetro, vamos
notar claramente as diferenças. Lá a concorrência é tão
grande quanto aqui, mas as agências exigem ser bem remuneradas
e não têm vergonha de cobrar por tudo. Jornalistas, ao contrário,
até projeto de graça às vezes entregam na esperança de
ganhar um cliente. E vivem desrespeitados e ludibriados, sem ter
depois a quem reclamar.
Acabar com o problema é uma utopia, até porque essa é a lógica
do mercado. Mas isso pode e deve ser melhorado. É preciso um
trabalho forte de um lado na conscientização de todos para práticas
saudáveis de concorrência e de outro de formação mesmo, ação,
aliás, que já vem sendo desenvolvida pela própria associação
das agências, a Abracom, através de cursos, seminários,
cartilhas etc.
O caminho é longo, mas é o mais seguro para o
fortalecimento do setor e para a valorização de quem nele
atua, sejam patrões ou empregados.
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2/2/2005
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Jorge
Henrique Cordeiro [05/02/2005 -
16:08]
(Freelancer)
nem todo assessor de imprensa é
jornalista mas todo jornalista é um
assessor de imprensa (se quiser...)
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [04/02/2005 - 11:41]
A confusão começa pelos multíplos
nomes para uma mesma profissão:
diarista, publicista (v. verbete
jornalista in Michaellis), gazetista,
periodista (in Houaiss). Existem outros:
pena, enviado, ancorado, correspondente,
localista. Pra quem começa os termos
foca, trainee. Pros veteranos: puta
velha, ruiador. E os depreciativos:
foliculário, marreteiro, marmota,
plumitivo, escriba, escrevinhador...
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Delmar
Marques [04/02/2005 - 09:15]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
"sejam", "estejam",
erros de concordância, corrijam, por
favor, que teclar com uma mão e segurar
a cuia do chimarão com a outra e jogar
água fervendo em cima sem queimar os
dedos ou detonar o teclado não é fácil...
sina de gaúcho. Um lap top foi pro
conserto há três meses e ainda não
voltou. Acho que já era.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Delmar
Marques [04/02/2005 - 08:45]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
(segue) ... e não me venham, os mais
afoitos, com o velho argumento de que os
diplomados em jornalismo estão melhor
habilitados para trabalhar em
assessorias de imprensa. Confundem tanto
as coisas que acham que são os RPs que
invadem a nossa seara, qdo é o contrário.
Daqui há pouco vão dizer que são os
únicos habilitados a trabalhar como
"promoteur" e exigir reserva
de mercado para as portarias de todas as
boates do país. É comunicação? Não
é? Temos facus demais para um mercado
de trabalho em crise, essa é a
realidade. Mas a crise não é só no
jornalismo, o desemprego é geral e suas
causas não são enfocadas corretamente
pelos que se consideram jornalistas. Mas
esse é outro problema, decorrente da
velha censura econômica que ainda
impera no país. Enfim, Thomas, minha
posição é: todos podem ser
jornalistas, mas assessores de imprensa
não o são. Só qdo estiverem exercendo
o jornalismo, sejam formados ou não.
Com remuneração, pq trabalhar de graça
só pra pegar registro... é piada. Paz.
Qual
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Delmar
Marques [04/02/2005 - 08:28]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
... como a produção de house organs.
Os sindicatos e as facus picaretas é
que confundem tudo pra faturar em cima
da garotada atrás de emprego. A Cásper
inventa cursinhos de pós em Assessoria
de Imprensa para tirar mais uma graninha
dos formados em jornalismo que não
conseguem emprego. Isso eqto mantem
curso superior em Relações Públicas.
Ou seja, ajuda outra classe profissional
a invadir a seara daqueles que forma em
RP. A ética foi pras cucuias. O
sindicato divulga uma tabela fajuta de
assessoria que ninguém consegue aplicar
na prática. Puro jogo de cena. Fariam
melhor, os que vão trabalhar em
assessoria, se aplicassem as tabelas dos
publicitários e dos RPs. Portanto, o
fim da obrigatoriedade do diploma
possibilita que qq um venha a exercer o
jornalismo, mas não que qq um possa se
intitular jornalista só pq tem um
diploma e atua na área de comunicações.
Diplomado qdo vai trabalhar como
porteiro de casa noturna se intitula
"promoteur", se
"acha" o profissional de
comunicação. Hilário.
Qual
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Delmar
Marques [04/02/2005 - 08:18]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
Ops, Thomaz, meu caro amigo, todos podem
ser jornalistas. Essa é outra questão,
que diz respeito a tão discutida
obrigatoriedade do diploma. Mas para se
considerar no exercício da profissão
é preciso que o jornalismo seja uma
fonte de renda, o que envolve emprego,
seja com carteira assinada ou frila. Vou
me considerar jornalista eqto, ao fazer
meu IR, os rendimentos com o jornalismo
seja minha principal fonte (ou esteja
entre elas), como sempre aconteceu. Não
considero advogados, economistas e
outros que escrevem regularmente em
jornais, como colaboradores, como
jornalistas. As funções jornalísticas
são muito claras, e assessorar não é
uma delas. Assessor pode até vir a ser
jornalista, como qq outro brasileiro,
mas somente se exercer a profissão de
jornalista. Aí não cabe nenhum
eufemismo. Quem quer ser assessor, que
opte por Relações Públicas. Tem uma
resolução, acho que a 43, do Conselho
de Relações Públicas que reserva para
esses profissionais não só os cargos
de assessoria (segue)
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Talis
Andrade [04/02/2005 - 00:25]
Caro Thomaz, tem o ditado popular:
poucas leis, bom governo. Mas foi Tácito
quem disse: estado corrupto, múltiplas
leis. Certo Tácito, certo você. Mas no
caso do jornalista empregado não vejo
nenhuma lei que garanta direitos
trabalhistas.
Qual
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Talis
Andrade [04/02/2005 - 00:04]
Tiburcio, transcrevo o anúncio: Tercera
Cumbre Mundial de Diseño en Prensa.
"Nuevos horizontes en la imagen de
los Periódicos". 16, 17 y 18 de
Febrero de 2005, Estepona, Málaga, España.
Web Oficial: http://www.cumbremundialdediseno.com
Otras Webs Informativas: http://www.ciudaddelperiodismo.com
http://www.ciudaddelperiodismo.blogspot.com
http://www.pressnetweb.com/disenoprensa
http://www.agenciacomunicacion.com/disenoprensa
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Thomaz
Magalhães [03/02/2005 - 22:50]
(Freelancer)
O colega Talis discute a questão do
jornalismo, da comunicação sob o
enfoque trabalhista, entra no mérito de
habilitações para as várias
especializações da Comunicação
Social, traz, faz boa crítica também
de informação de outros países.
Delmar idem. Mas existe outra forma de
discutir jornalismo, um tanto apartada
da questão trabalhista, que é a minha.
Até porque parto do pincipio
constitucional brasileiro que é livre
de censura e licença qualquer manifestação
de expressão, e a imprensa é uma das
principais delas. Vou por aí. Não acho
certo um grupo de cidadãos reservarem
para si o direito de produzir notícia.
Entendo como direito de todo cidadão, e
não dos ditos jornalistas, a liberdade
de imprensa. De expressão, seja
cultural, seja científica. Portanto,
emprego, Estado, patrão, redação,
assessoria são termos acessórios em
minhas discussões sobre jornalismo. Não
defendo patrão, Estado, emprego,
oprimidos, opressores e muito menos
leitores. Defendo a qualidade da minha
informação. Só.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 22:11]
No Brasil é assim: irregular contratar
um jornalista para prestar serviço autônomo
para o serviço público. E
profundamente honesto contratar este
mesmo profissional via uma prestadora de
serviço. Empregar um não pode, mas
contratam dez, cinquenta, cem , desde
que o pagamento seja feito a uma
empresa. E na boiada misturam gatas,
efebos, apadrinhados, parentes e
aderentes, comedores de mota,
profissionais honestos, foquinhas , e o
garoto ou garota propaganda do primeiro
emprego.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 22:02]
Você que é precário, ou um
desconhecido provisionado, vai, tenta
uma sinecura no serviço público.
Agora, você pode trabalhar numa
assessoria de imprensa que presta serviço
para os Três Poderes. Vão lhe pagar
uma miséria e cobrar três, quatro
vezes mais pelo teu serviço para a viúva.
No Brasil apareceram os gatos dos
jornalistas, dos publicitários, dos
propagandistas, dos relações públicas,
dos assessores de imprensa. No final
todos são bóias-frias.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 21:53]
Não esqueçam: Em Portugal , " o
exercício de funções de natureza
jornalística por pessoa não habilitada
com carteira válida emitida pela CCPJ
constitui a prática de um crime de
usurpação de funções punível com a
pena de prisão até dois anos ou com
pena de multa até 240 dias”.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 21:51]
O uso do nome marketing para a informação
está errado. A publicidade comercial
faz parte do marketing. Tal como a
propaganda faz parte da Ciência Política,
da Psicologia, da Ciência do Direito,
da Filosofia etc. A publicidade vende
serviço ou produtos. A propaganda
divulga idéias. A publicidade e a
propaganda são informações
persuasivas. E quanto mais implícita ou
subliminar (que são técnicas
diferentes) a mensagem, mais eficaz. O
jornalista lida com informações
brutas, interpretativas, opinativas (que
são tb técnicas diferentes). Esses
conhecimentos, técnicas, interesses
diferentes são motivos suficientes para
entender que esses profissionais estão
motivados por interesses conflitantes.
Basta acrescentar que o antídoto da
persuasão é a contrapersuasão. E que
toda propaganda tende a ser unilateral,
totalitária, e não tem nenhum
compromisso com a verdade, com a ética.
Eu pergunto: o que quer dizer lava mais
branco ? Ou desce redondo? O não tenha
medo de ser feliz?
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 21:27]
Os jornalistas das agências de imprensa
e relações públicas e publicidade e
propaganda fornecem informações para
os jornalistas das redações (vamos
esquecer os jornais da casa, on line
etc) dos meios de comunicação de
massa. Fornecem uma informação como
fonte, uma informação bruta, que tem
como receptor um jornalista que vai
"lapidar" o texto, reescrevê-lo
no estilo do jornal, e para a compreensão
do leitor do veículo, de um público
específico. Muitas vezes o release é
divulgado na íntegra, pela parcialidade
do meio, preguiça do redator (de
reescrever, ouvir outras fontes), ou por
ser uma informação completa,
verdadeira, bem escrita etc. Mas a
discussão não são técnicas de redação,
ou teoria da informação. O debate
devia ser exclusivamente trabalhista. Eu
começo por perguntar, e a maioria se
nega a responder, por que outros países
consideram crime um assessor de imprensa
exercer a profissão de jornalista?
Escrever todo mundo sabe. A gente começa
aprender na escola primária.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Thomaz
Magalhães [03/02/2005 - 20:18]
(Freelancer)
Delmar, há um equívoco em sua avaliação
da minha opinião sobre jornalismo, e
nela sobre as funções de jornalistas
de redação e de assessorias. Eu não
parto de princípio que jornalista seja
capacho de patrão. Aliás, uma leitura
mais atenta no que escrevo sobre
jornalismo mostra que simplesmente não
me interesso pelo enfoque trabalhista.
Ao contrário do que você está
entendendo, eu acho que ser jornalista
simplesmente independe do lugar que você
trabalha. Não aceito que seja
jornalista quem trabalhe num lugar e não
o seja quem trabalha noutro. Você não
viu essa idéia defendida nos meus
escritos. Repare como termino meu
primeiro comentário aqui neste tópico:
"então jornalismo depende do
emprego?" Para organizar, defendo
que jornalista de assessoria e de redação
estão envolvidos no mesmo processo de
produção da informação. Os dois
podem ser honestos ou desonestos;
competentes ou incompetentes. Mas os
dois são jornalistas, e não dependem
de patrões e muito menos do Estado para
se-lo. ABS
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Jonas S. Marcondes
[03/02/2005 - 20:06]
A questão de salários é OFERTA E PROCURA, é
desemprego. Deveria haver uma entidade como a dos
advogados, a OAB. Com exames rigorosos para eliminar os
picaretas, os que não gostavam de estudar e os que não
tem aptidão. Há cronistas que não são jornalistas
formados, mas com cultura e com facilidade de escrever,
com talento para a escrita. Por outro lado há
jornalistas formados, ganhando bem e que não sabem
escrever.Não conseguem emocionar o leitor, falta-lhes
aquela sapiencia do sentir o assunto e escancará-lo. Não
adianta chorar, sem emprego as coisas só podem piorar.

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Fernando
Fagundes Ferreira [03/02/2005 -
20:06]
(Assessor de Imprensa-INPRESS - ES -
Vila Velha)
Para quem ainda não sabe Assessoria de
Imprensa se traduz por serviços
profissionais de marketing, propaganda,
jornalismo e relações públicas. O
sucesso depende do conhecimento do
profissional ou da agência de comunicação
que se dispõe a prestar esse serviço.
O perfil profissional do assessor de
imprensa deve compreender conhecimentos
em todas as áreas da comunicação.
Deve ser por isso que a assessoria de
imprensa pode ser bem feita ou mal
feita. O jornalista acha que entende
tudo de publicidade. O publicitário
acha que entende tudo de marketing. O
profissional de marketing acha que
entende tudo de relações públicas. E
o relações públicas acha que tem o
direito consuetudinário de se proclamar
assessor de imprensa. ---- Nunca vi
jornal fazer propaganda por aí
afirmando que seu compromisso é com a
qualidade da informação, e não com os
leitores. Até porque são os leitores
que vão avaliar essa qualidade.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Delmar
Marques [03/02/2005 - 17:54]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
(segue) ... comercial. É a partir dessa
busca de equilíbrio entre os interesses
patronais que os jornalistas competentes
e criativos encontram margem para atuar.
Os que estão nas redações só para
puxar o saco do patrão são de pouca
valia, dançam logo. Para só publicar o
que é de seu interesse os patrões
precisam de poucos e mal pagos
"serviçais". Ele sabe que tb
precisa dos leitores ou perderá
mercado. Portanto, sempre haverá margem
para os jornalistas defenderem
interesses dos leitores, pois só nessa
restrita faixa de atuação conseguirão
realmente se realizar profissionalmente.
Existem conflitos diários, constantes,
desgastantes, nós os conhecemos bem,
mas existe margem para se praticar o
verdadeiro jornalismo. E nisso nos
distinguimos dos assessores, que não têm
margem alguma, devem publicar somente o
que é de interesse de quem os paga,
jamais dos leitores. Não existem redações
só de capachos, como vc sugere ao
tentar equiparar as duas funções.
Sempre teremos jornalistas resistindo.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Delmar
Marques [03/02/2005 - 17:46]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
Thomaz, vc parte do princípio que todos
os jornalistas são capachos dos patrões
e se dobram aos interesses do comercial
e que não têm nenhuma voz ativa nos veículos
onde trabalham. Portanto, sem nenhum
preceito ético, se equivaleriam aos
assessores que vendem opiniões e
publicam apenas o que é de interesse de
quem o contrata. Todos os empresários
de comunicações, pelo seu ponto de
vista, estão interessados apenas em
faturar e têm o interesse comercial
como objetivo único. Ninguém estaria
interessado no leitor, embora o leitor
tenha a palavra final pois é quem
decide se um veículo merece crédito ou
não. Então me diga, pra que os empresários
contratariam jornalistas? Poderiam
simplesmente publicar só anúncios, matérias
pagas ou material inócuo produzido
pelas assessorias. Se contratam
jornalistas é pq querem algum
"recheio" que interesse aos
leitores. Portanto, ter leitores tb é
de seu interesse comercial. Ele deve
manter um equilíbrio ou não terá
leitores, e sem eles não terá (segue)
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Heleno Lima Valério
[03/02/2005 - 12:53]
(Repórter-Grube & Associados - SP)
Discordo do companheiro Emerson Frossard, que disse que
o jornalista tem a missão de influenciar o leitor. Nada
disso caro Emerson, ao jornalista cabe colocar a informação
de maneira correta, dando possibilidade ao leitor
entender o que está acontecendo. Na internet se usa o
recurso do hipertexto, para que o ele se aprofunde mais
na questão, caso seja do seu interesse. Mas influenciar
não, tanto é que existe os artigos (que não precisa
ser escrito por um jornalista). Neste espaço sim, o
objetivo é ganhar a simpatia do leitor.

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Talis
Andrade [03/02/2005 - 12:06]
CCPJ esclarece comunicado sobre acesso
de jornalistas ao Euro: "Nos termos
da lei (Estatuto do Jornalista) só
podem intitular-se jornalistas, valer-se
dessa qualidade e realizar actos jornalísticos,
as pessoas habilitadas com o cartão de
jornalista emitido pela CCPJ, incorrendo
os prevaricadores na prática do crime
de usurpação de funções previsto e
punível pelo art.º 358.º [alínea b)]
do Código Penal, e sendo as empresas
que admitam ou mantenham ao seu serviço,
como jornalista profissional, pessoa não
habilitada com essa carteira, susceptíveis
de ser punidas com a coima prevista no
art.º 20.º n.º 1 c) do mesmo Estatuto
do Jornalista". Que o Sindicato dos
Jornalistas de Portugal faça investigação
idêntica nas antigas colõnias. Que o
SJ investigue os
"prevaricadores" portugueses
em ação no Brasil. Que a Fenaj partice
da ação fiscalizadora e encaminhe as
denúncias para a sua congénere.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:54]
Corrigindo: O pessoal não esqueça: Em
Portugal , " o exercício de funções
de natureza jornalística por pessoa não
habilitada com carteira válida emitida
pela CCPJ constitui a prática de um
crime de usurpação de funções punível
com a pena de prisão até dois anos ou
com pena de multa até 240 dias”
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:48]
O brasileiro gosta de contar piada de
português. Espero que o pessoal da
Folha de São Paulo, da Portugal Telecom
e empresas associadas não esqueçam
esta:
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:46]
Em Portugal , " o exercício de funções
de natureza jornalística por pessoa não
habilitada com carteira válida emitida
pela CCPJ constitui a prática de um
crime de usurpação de funções punível
com a pena de prisão até dois anos ou
com pena de multa até 240 dias”.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:41]
Pedro J. Bondaczuk, concordo. O Brasil
é terra sem lei. Na Oropa, França e
Portugal estão sendo discutidos os domínios
do jornalismo on line. Aqui estamos,
ainda, aregando direitos do (ab)uso do
prelo.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:32]
Sindicato dos Jornalistas de Portugal,
2004/Nov/21: A CCPJ instaurou vários
processos de contra-ordenação a
empresas que têm ao seu serviço, como
jornalistas, pessoas que não estão
habilitadas com o respectivo título. A
Comissão também participou essas situações
ao Ministério Público, “uma vez que
o exercício de funções de natureza
jornalística por pessoa não habilitada
com carteira válida emitida pela CCPJ
constitui a prática de um crime de
usurpação de funções punível com a
pena de prisão até dois anos ou com
pena de multa até 240 dias”.
>>> Que o pessoal da Portugal
Telecom não esqueça. Lá na matriz:
crime punível "com a pena de prisão
até dois anos". A Portugal Telecom
é associada da Folha de São Paulo.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Pedro
J. Bondaczuk [03/02/2005 -
11:27]
(Editor-Folha do Taquaral - SP -
Campinas)
Tem engenheiro, advogado, juiz,
arquiteto, médico, oscambau, que pagam
para ver seus artigos publicados em
jornais, em detrimento de jornalistas.
Por isso, não reprovo quando
jornalistas entram em searas alheias,
como publicidade, relações públicas
etc. É questão de autodefesa, dada a
rotatividade que se verifica atualmente
nas redações. Quanto aos salários...É
uma indecência! Nossa atividade é cada
vez mais desvalorizada, em um país em
que a maioria esmagadora não sabe
escrever.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:25]
Pedro J. Bondaczuk, o jornalismo é uma
atividade cheia de mistérios,
principalmente no Brasil. Existem tantos
causos não contados. O C-se devia
convidar jornalistas veteranos para
levantar a história da imprensa.
Revelar fatos históricos. Abrir um
pouco a caixa-preta das redações. Que
chame os ocupantes de cargos de chefia,
com os batidos comerciais, mas que dê
voz a jornalistas hoje esquecidos.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:14]
Jornalista não pode reclamar da
porcaria do salário que recebe. Quem
defende a liberalidade do exercício da
profissão tem que aceitar como
concorrentes todo tipo de gente: fiscal,
polícia, juiz, militar, lambe-lambe,
escriba da corte, rp de corista,
assessor de cabo eleitoral, cabelereiro
da madame, pintor de parede, padre,
pastor, jogador de futebol, dono de
bingo, araponga de Cachoeira, banqueiro,
ministro, agente da CIA, publicitário,
propagandista, redator de bula,
marqueteiro, marreteiro, cientista político
e, principalmente, os artigos do dono do
jornal que serão transcritos nas atas
das várias câmaras municipais ,
assembléias legislativas e Congresso
Nacional.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 11:00]
Tuburcio, em Portugal você não seria vítima.
Lá se combate exercício ilegal do
jornalismo. Para se exercer a profissão
é indispensável ser titular do
respectivo título profissional, caso
contrário incorre-se no crime de usurpação
de funções." A Comissão da
Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ)
está atenta e aperta o cerco aos
infractores, como sucedeu em relação
à empresa PressMedia em junho último.
A CCPJ notificou a empresa PressMedia de
que deveria eliminar da sua autopromoção
na internet a referência à alegada
condição de `jornalistas´ de três
dos seus membros, já que os mesmos não
constam dos registos da CCPJ. A notificação
dava à empresa um prazo de oito dias
para necessária rectificação, de que
deveria ser feita prova documental, sob
pena de notificação ao Ministério Público
`por estar indiciada a prática`, pelos
elementos em causa, `do crime de usurpação
de funções, previsto e punível nos
termos da alínea b) do art.º 358.º do
Código Penal”. Fonte: SJ
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Fernando
Fagundes Ferreira [03/02/2005 -
10:53]
(Assessor de Imprensa-INPRESS - ES -
Vila Velha)
Outro release da Abracom?
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 10:43]
Temos a mesma idade. Vi Joesil Barros
chegar repórter no Diário de
Pernambuco, e ser eleito condônimo dos
Associados. Merecidamente. Conheci um
veterano do Jornal do Commércio do
Recife que, quando aposentado, rondava a
redação, e terminou morrendo de
saudades, sentado em uma praça perto do
jornal. Atualmente ninguém faz
carreira. Temos o salário único, a
rotatividade, e uma breve vida
profissional. Os focas eram explorados,
mas não perdiam a esperança da
carteira assinada. Viraram trainee e
fazem parte de cooperativas fantasmas de
empregados. A autoridade procurava o
jornalista, que ora se mistura no enxame
dos paparazzi, abelhinhas e abelhudos
com os microfones e gravadores
empurrados na cara do entrevistado.
Qual
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Tiburcio
[03/02/2005 - 10:39]
(Freelancer)
O profissional de comunicação, jornalista, publicitário,
e no meu caso o ilustrador, sempre é a parte frágil de
qualquer negociação com um cliente. Só não somos frágeis
quando o cliente precisa de nós, tem pressa e não tem
outra pessoa a quem procurar, talvez por confiar em
nosso trabalho ou por simples receio. É nesse momento e
somente nele que podemos levantar um preço. É cruel
pois o cliente está do outro lado desesperado para
fechar um jornal ou apagando um incendio, e por isso é
muito difícil pois em geral nos afeiçoamos aos
clientes. Somos nobres e não ratos que só querem
dinheiro na vida.Somos idealistas e por isso temos essa
dificuldade em cobrar o que vale o nosso trabalho.
Proseguindo, depois do trabalho entregue e o susto
passado esse esforço que poderia valer muito deixa de
ter valor, o cliente volta a ser a parte forte e
voltamos a realidade e ganhar mal. A solução mais
pratica para isso no meu entender é arranjar um sócio
para ir cobrar o cliente, fazer essa parte.

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Pedro
J. Bondaczuk [03/02/2005 -
10:35]
(Editor-Folha do Taquaral - SP -
Campinas)
Talis, também tive uma experiência
amarga, recentemente, parecida com a que
você relatou. Em 2002, assumi a chefia
de redação de um pequeno jornal diário,
"Roteiro", que circulava
apenas no Centro da cidade. O jornal
melhorou de conteúdo e começou a
incomodar. Misteriosamente, começamos a
ter problemas de circulação (distribuíção)
que o veículo não tivera nos seus 28
anos anteriores de existência.
Anunciantes começaram a cancelar
contratos e, em maio de 2003, o jornal
teve que interromper as atividades.
Lamentável! Foi mais uma fonte de
empregos que se fechou.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 10:18]
Fui diretor de um jornal que não
circulava, e depois fiquei sabendo que a
mafia que dominava o sindicato dos
gazeteiros era vendida ao veículo
concorrente. O caso citado por Nacinovic
comprova apenas que tem muita gente que
não é vocacionada. Terceiro, conheci
um diário que circulou por mais de
vinte anos (não havia internete na época)
tendo o dono como redator. Ele me disse
várias vezes que não precisava de
jornalista. Apenas de gilete para cortar
os jornais do Rio/São Paulo, papel e
cola. Exibia as páginas do Diário da
Manhã em tabuletas nos postes do centro
do Recife. Transeuntes formavam filas. O
slogan do jornal: "O mais
lido". Comprou o mais belo palácio
da cidade, a antiga residência do Conde
Pereira Carneiro. Sobre mafia, o
departamento de circulação do Jornal
do Commércio decidiu formar uma equipe
própria. Resultado: os gazeteiros não
sindicalizados eram espancados e ameaçados
de morte.
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Bruno Ferrari
[03/02/2005 - 09:44]
(Estagiário-Executivos Financeiros - SP)
Não adianta termos assessorias bem remuneradas e
profissionais ganhando ótimos salários se não temos
uma preocupação em desenvolver os veículos para as
quais essas assessorias enviam seus
"produtos". Me alonguei de mais no período,
mas realmente creio que haja uma preocupação excessiva
com assessorias de imprensa e hoje, principalmente entre
os estagiários e recém formados, esse acaba se
tornando o único caminho pelo qual podemos seguir. Sou
adepto da teoria de que um jornalista precisa passar por
uma redação antes de ir para uma assessoria. Só assim
ele verá quais são os releases que vão direto para a
lixeira, tanto a física como a virtual, e aqueles
releases que irão interessar e virar nota ou matéria.
Nós, jornalistas de redação, estamos cansados de
ouvir " a líder mundial em ..., a incrível solução...,
o maior centro de..., excelente performance...,"
deixem essa adjetivada para a turma do marketing. Sem
preconceitos, eles sabem fazer isso muito melhor que nós.

Jonas S. Marcondes
[03/02/2005 - 09:05]
Os salários dos jornalistas irão diminuir cada vez
mais. Em 1960 existiam mais jornais do hoje e poucos
joranlistas , que eram disputados. Os canais de comunicação
do Radio, TV, revistas e jornais não aumentaram. A solução
mais adequada talvez seja a regionalização de todos os
meios de comunicação. O que seria o inverso da
globalização. Seria mais rico e criativo e também
mais caro. É quase uma utopia.

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Dagma
Caixeta [03/02/2005 - 08:33]
(Freelancer)
Lamentável essa concorrênica predatória
que vem ocorrendo nas assessorias de
imprensa e agências de notícias, como
se não bastasse o que vem acontecendo há
anos nas redações que pagam salários
baixímos e obrigam os jornalistas a
trabalharem dez ou 12 horas por dia. O
que impressiona é que até para a
valorização do próprio trabalho, os
jornalistas são desunidos.
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Luiz
Sergio Lindenberg Nacinovic
[03/02/2005 - 08:09]
(Freelancer)
Gostaria de colocar aqui três
discordancias: 1- Jornalista nunca
representou leitor. Quem representa
leitor é ponto de venda.É alí que a
porca torce o rabo. Ele compra ou não
compra.. É o único ponto na cadeia a
representá-lo. Essa história de
ombudsmen é conversa para boi dormir. 2
- Jornalista não tem faro. Um exemplo
foi a declaração dada aqui em BH por
um luminar da UFMG sobre o computador
popular de R$ 400 e que foi transcrita
ipsis litteris pela jornalista do
"Estado de Minas", que não se
deu ao trabalho de checar preços e
constatar que o pretenso computador,
conforme a descrição dada, custaria um
mínimo de R$ 700. 3- Essa história de
jornalista de assessoria fechar jornal
diário se for necessário é balela.
Quem não tem prática não faz um título
de 20 toques, retranca, bigode,
fotolegenda ou matéria de 1500 toques.
Duvideodó!
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Marco
Antônio Sá [03/02/2005 -
02:59]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
Thomaz, Torço para que todos os
jornalistas, engenheiros, médicos
enfermeiros, pedreiros, bancários,
professores, pintores e advogados tenham
emprego. Quanto "a ideia de que
discutir jornalismo aqui é gostoso e
moleza... Num sei não ....
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 02:26]
Meu Caro Thomaz, você sabe da minha
admiração. E que não sou contra ser
assessor de imprensa, cargo que ocupei
como comissionado, em prefeituras,
governos estaduais e Câmara dos
Deputados. Um assessor de imprensa pode
até exercer o jornalismo confessional
ou político, embora seja proibido em países
do Primeiro Mundo. Do mesmo modo, um
periodista assine uma coluna política,
econômica, social, e trabalhe para o
Executivo, o Legislativo, o Judiciário,
o Partido, a Igreja etc. Gosto de
discordar de você, porque é um
aprendizado. Tenho que reconhecer: como
sobreviver com os ordenados pagos pelas
redações? A situação do jornalista
é a mesma do escritor , do artista
brasileiros. Isso por falta de lei que
regulem profissões, definam direitos
autorais etc.
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 02:01]
A profissão está infiltrada por todo
tipo de gente. Basta a divisão em
bacharéis, provisionados, precários.
Sou provisionado, mas este termo
considero discriminatório. Pela invasão
dos que amam escrever, dos que adoram
filmar, dos que gostam do lambe-lambe, não
sei mais quem é jornalista
profissional. Os empregos nas redações
são de alta rotatividade. Os
passaralhos acontecem, por pura coincidência,
antes e depois das eleições para
prefeito, governador e presidente. Não
existem mais os "cabelos
brancos" como diz meu amigo Noblat,
que a idade derruba as meninas bonitas
da telinha, e os veteranos jornalistas
da cozinha dos jornais. Mas a verdade é
que todo mundo quer a carteirinha de
jornalista profissional, desde que tenha
a estabilidade e os salários, os planos
de carreira dos assessores concursados
dos serviços públicos. E os assessores
defendem, ainda, a exclusividade do
acesso para quem tem o diploma de
bacharel em jornalismo ou outra ciência
da comunicação.
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 01:25]
Vou terminar transcrevendo Eduardo
Ribeiro, comentando Kotscho: " E
ele encerra dizendo que a equipe (que
trabalha nas assessorias de imprensa )
precisará valer-se do faro jornalístico
para ficar atento aos anseios da
sociedade e levar isso para o governo,
para ajudá-lo nas ações e propostas
de transformações sociais. Isso também
não é jornalismo, mas sim
possivelmente uma oportunidade única de
utilizar o talento jornalístico a serviço
de uma causa nobre".
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Thomaz
Magalhães [03/02/2005 - 01:18]
(Freelancer)
Marco Antonio Sá, torça para todos os
jornalistas terem trabalho, que já fica
meio bom, mesmo não sendo tão gostoso
como discutir jornalismo aqui, nessa
moleza. Talis, essa coisa de máquina de
fotografia na mão de quem escreve é um
atalho que as chefias aprendem rapidinho
que não funciona. Até porque
jornalista fazer foto mal feita, bem
ruim mesmo, é a coisa mais fácil do
mundo, eh eh eh. Tem o outro lado dessa
vivaldice, a gente viu agora, por
exemplo, o caso do fotógrafo que tava lá
na Bahia atrás da Luma, o que levou
umas porradas. Tava lá sozinho. Faz a
foto e depois...pega um desavisado para
inventar um texto. Por essas e por
outras uns escribas também acabam
levando umas. Mas aí já é jornalismo
uau, não é? Tem disso, tem bastante. Xôôô!
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 01:16]
MOACYR SCLIAR, outro grande nome da
imprensa ensina: "Terminado o
trabalho na rua", de reportagem, de
volta à Redação, o jornalista "
consulta suas anotações, conclui:
precisa complementar as informações.
(...) Há muitas perguntas a serem
feitas, perguntas que nascem da lógica,
da experiência, da intuição do faro
jornalístico. Que busca, antes de mais
nada, descobrir coisas, estabelecer
conexões. O que é a essência da
informação". Jornalista não sai
pela rua feito um cão perdido, fazendo
pergunta à-toa, fotografando, atirando
em tudo que se meche.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 01:02]
Wanda Jorge, editora-executiva da
revista Cultura & Ciência, ensina:
que o jornalista deve " evitar o
deslumbramento das `grandes descobertas´
que, situadas num processo histórico de
avanços e recuos, freqüentemente não
se revelam tão grandes assim; não
embarcar em toda novidade que as
assessorias `vendem´ e usar seu faro
jornalístico para comparar e checar
experiências com outras fontes;
transformar uma intricada matéria científica
numa saborosa história para qualquer
leitor letrado, sem perder o rigor da
informação". Eis aí uma boa lição.
Tem gente que não aprende nunca. Nasceu
sem faro. Quais são as maiores
dificuldades
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 00:54]
Luciano Máximo comentando o sucesso de
José Arbex Jr.:" O faro jornalístico
lhe rendeu prestígio na Folha".Thaís
Naldoni: "O faro e o furo jornalístico
cabem em qualquer editoria". Para
Adreana Oliveira, um bom profissional
sabe a " hora de usar o faro jornalístico".
Wendel Lima ensina que um bom
profissional sabe "quais são os
limites para o faro jornalístico quando
a questão é invasão de
privacidade".Certos
panta-gruelistas desconhecem os limites.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 00:32]
Para o pentelho pm, que come mota, nada
a perguntar
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 00:27]
Thomaz, Delmar, os nossos colegas fotógrafos
andam reclamando dos redatores o abuso
do uso das novas câmaras digitais. Os
patrões acreditam no exagero de mandar
Cosme e Damião realizar uma reportagem.
Basta um santo que faz tudo. É mais
econômico. Que as redações permaneçam
abertas para todos os que amam escrever,
adoram filmar e seja um bom lambe-lambe.
Qual
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Talis
Andrade [03/02/2005 - 00:02]
Ninguém discute quem é ou não é
engenheiro. Idem médico, que inclusive
persegue curandeiros, magos, bruxos etc.
Bacharel em direito é bacharel, mas
isso não permite que um juiz exerça
advocacia. Todo mundo briga pela posse
da carteira de jornalista, não porque
as redações ofereçam bons salários,
mas pelas portas que se podem abrir, e
pelos mesmos motivos alguns empresários
compram meios de comunicação. Têm
empresário que adquirem empresas jornalísticas
para lavar o dinheiro e o nome. Posso
apresentar diferentes situações de
interesses abertos ou ocultos, código
de ética, cláusula de consciência
etc. Vejo a baixo a defesa do jornalismo
como uma profissão aberta. Quero assim
parabenizar os comentaristas pela
liberalidade. Aliás, a mesma
liberalidade dos patrões.
Qual
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Marco
Antônio Sá [02/02/2005 -
23:32]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
O Thomaz e o Delmar estão num debate
digno de aplausos. Não sei para quem
torcer. O que acho é que existe a
profissão utópica e a real. Entendo
que, quando diz que o jornalista
representa o leitor, o Delmar se refere
ao compromisso que o profissional deve
ter com a qualidade da informação que
transmite a quem a recebe. É o utópico.
Entendo que, quando o Thomaz diz que o
jornalista representa a redação, se
refere às distorções causadas pelo
poder econômico e ao caos da falta de
empregos, que oprime o profissional. É
a real. Mas ser assessor de certas
empresas ou pessoas deve ser um osso
duro de roer Ontem ouvi um comentário
de que o café de uma empresa famosa e líder
do mercado tinha perdido o selo da Abic.
Fui olhar a embalagem e vi que,
realmente, não há mais o selo. Isso e
notícia que interessa ao consumidor,
mas o assessor de imprensa dessa
empresa, vai falar disso ? Só se for
perguntado, mas não por iniciativa própria
como faria se, ao contrário, tivessem
ganhado o selo.
Qual
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Thomaz
Magalhães [02/02/2005 - 21:40]
(Freelancer)
Delmar, discordo de você. Como assessor
você pode sim não aceitar distribuir
certas informações. E perder o
emprego, exatamente como se não aceitar
certas matérias ou enfoques na redação.
Igualzinho. Mas a minha discordância
mesmo, no duro, está nessa coisa de
jornalista de redação representar
leitor. Bobagem. Ninguém representa
leitor. Jornalista de redação
representa a redação da empresa. Tanto
o jornalista de assessoria como o da
redação são responsáveis pela
qualidade da informação. Atuam no
mesmo processo jornalístico. Não há o
que garanta que um jornalista de redação
faça uma reportagem melhor que o de uma
assessoria só pelo fato de estar neste
o naquele emprego. Não há consistência
em dizer que uma pauta de redação seja
melhor que uma pauta de assessoria. Tem
mais, conheço redações de
assessorias, com 40, 50 jornalistas, que
se for o caso fecham as edições de
qualquer jornal, revista, noticiário
eletrônico a qualquer tempo e muito
bem. Se bobear até por um custo menor.
Qual
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Delmar
Marques [02/02/2005 - 20:39]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
( cont.) É por ser demitido por pressão
do comercial, com a ética do meu lado,
que sempre pude voltar a trabalhar na
mesma redação por mais de uma vez.
Entrei e saí do Estadão, da IstoÉ, do
Grupo DCI pq a minha ficha sempre esteve
limpa. Mas o assessor que se recusar a
cumprir ordens com certeza queima sua
fita. Pq, como os publicitários e os
RPs, a ética de sua profissão é de
preservação da imagem do cliente. Por
isso não considero assessores de
imprensa como jornalistas, ainda que
diplomados. Podem ter diploma ou
registro, mas não exercem mais o
jornalismo. Deveriam, como em Portugal,
devolver a carteirinha. Aqui,
infelizmente, a ética da Fenaj e
Sindicatos permite que assessores
integrem inclusive as suas diretorias.
Por isso rasguei minha carteirinha e
joguei no lixo há mais de dez anos. Não
acho que aceitar assessores fortalece
nossa profissão, pelo contrário. Eles
sempre abasteceram as redações em
greve com seus releases, não têm
nenhuma solidariedade com a classe. Paz.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Delmar
Marques [02/02/2005 - 20:30]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
Depende, Thomaz, depende do emprego. Se
trabalho numa empresa jornalística e
sofro pressão do comercial, posso
resistir alegando minha condição de
jornalista. Posso ser demitido, é
claro, mas duvido muito que aleguem essa
razão. Dirão, como sói acontecer, que
foi por corte de pessoal, excesso de
despesas, etc. Nunca pq resisti à pressão
do comercial. Como assessor não posso
alegar minha condição de jornalista ao
me negar a redigir uma matéria sobre
medicamentos de acordo com a orientação
e dados fornecidos pela empresa. Eu sou
assessor da empresa, eles esperam que eu
obedeça e posso ser demitido inclusive
por justa causa, por desobediência pura
e simples. E essa é a diferença entre
o jornalista e o assessor. Cada qual ter
seu código ético. O do assessor, como
o do publicitário e RP, é de subordinação
ao cliente. Como jornalista minha ética
é de fidelidade ao leitor. Em ambos os
casos eu seria demitido, como o fui várias
vezes, mas como jornalista jamais por
justa causa. Como nunca foi.
Qual
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Wagner Fonseca
[02/02/2005 - 18:16]
(Diretor-Reperkut Comunicação - SP)
É para esse tipo de coisa que "comunicadores"
precisam se unir, ou seja, a busca da real valorização
de nossa área. Um caminho, aliás, muito mais
interessante do que ficar dividindo migalhas ao
discutir, por exemplo, quais feudos cabem a Jornalistas
e Relações Públicas. Wagner Fonseca

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Marco
Antônio Sá [02/02/2005 -
17:59]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
Oh Raios ! Ainda não entendi o que
incomoda esta menina Talis Primeiro ela
acha que jornalista tem faro, mas não
é perdigueiro pois isso é pejorativo.
Depois parece defender a idéia de que,
com esse faro, o jornalista consegue
administrar até rede hospitalar. Aí,
fala do que um jornalista pode ou não
pode fazer em comparação com publicitários
e profissionais de marketing no que aliás,
concordo com ela, mas isso não é o que
acontece em muitas assessorias de
imprensa. Tá muito certo reclamar de
outros profissionais que fazem
assessoria de imprensa sem ser
jornalistas, mas e quanto aos
jornalistas que estão virando
"publicitários". As
assessorias estão copiando até a
estrutura das agências de propaganda e
falando em pegar a "conta" do
cliente... Para finalizar, "estar
no olho do furacão e não na navegação
solitária e masturbatória em frente ao
computador" Eu hein ! Vade Retro !
Qual
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Thomaz
Magalhães [02/02/2005 - 17:57]
(Freelancer)
Caro Talis, além de separar joio de
trigo, como você esclarece dizendo não
estar discutindo Teoria da Comunicação,
sua atenção em trazer análise sobre
legislação de outros países é muito
oportuna. Mas a minha análise se atém
ao jornalismo, portanto ando colado em
seu processo. Por isso separo, e
claramente, a questão trabalhista.
Jornalista é jornalista, independente
de estar numa redação convencional,
numa publicação especializada,
empresarial, numa agência noticiosa,
assessoria de imprensa ou editora e
agora num site ou num blog. Você é
privilegiado, tem entre seus amigos
alguns iluminados que foram meus
mestres, como o Torquato e o Marques de
Mello. É de gente como eles que tenho
também essa idéia até mais simplista,
que somos antes de tudo contadores de
história, que nossos colegas são os
trovadores, os repentistas, e até os
escritores. Trabalhamos com informação,
pega daqui e bota pra lá. A nossa
responsaabilidade é com ela, com a
informação, não com fontes nem com
leitores.
Qual
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 16:58]
Por falar em Beltrão, os meios acadêmicos
- informou o escritor e doutor Roberto
Benjamin - estão programando uma
merecida homenagem póstuma.
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Kiko
Agostinho [02/02/2005 - 16:45]
Sim. Mas qual o grande problema nisso?
Qual
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 16:44]
está extinta a relação contratual de
cedência de imagem, voz ou nome de
jornalista à entidade promotora ou
beneficiária da publicidade.
>>> Não podemos, como
jornalistas, ocupar os empregos de
outros profissionais que sabem escrever:
os relações públicas, publicitários,
propagandistas políticos, professores
etc. Isso não significa que um bel em
jornalismo tem a obrigação de ficar
dependente dos salários hoje pagos nas
redações da Grande Imprensa. Cada um
escolhe o melhor , o direito de ser
feliz em um regime capitalista. Por sua
vez os profissionais de outras profissões
não devem usar a técnica de escrever
para achatar os salários, quando o
jornalismo não é a principal fonte de
renda.
Qual
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 16:28]
2 - É igualmente considerada actividade
publicitária incompatível com o exercício
do jornalismo o recebimento de ofertas
ou benefícios que, não identificados
claramente como patrocínios concretos
de actos jornalísticos, visem divulgar
produtos, serviços ou entidades através
da notoriedade do jornalista,
independentemente de este fazer menção
expressa aos produtos, serviços ou
entidades. 3 - O jornalista abrangido
por qualquer das incompatibilidades
previstas nos números anteriores fica
impedido de exercer a respectiva
actividade, devendo depositar junto da
Comissão da Carteira Profissional de
Jornalista o seu título de habilitação,
o qual será devolvido, a requerimento
do interessado, quando cessar a situação
que determinou a incompatibilidade. 4 -
No caso de apresentação de mensagens
publicitárias previstas na alínea a)
do n.º 1 do presente artigo, a
incompatibilidade vigora por um período
mínimo de seis meses e só se considera
cessada com a exibição de prova de que
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 16:26]
Thomaz, conheço vários livros sobre
Jornalismo Empresarial e Jornalismo
Governamental (escritos por amigos como
Torquato, Chaparro, Beltrão). Idem
Jornalismo Científico. Não estou
discutindo Teoria da Informação. E sim
leis existentes noutros países.Vamos
voltar ao Estatuto do Jornalismo de
Portugal. O Artigo 3.º trata das
Incompatibilidades: 1 - O exercício da
profissão de jornalista é incompatível
com o desempenho de: a) Funções de
angariação, concepção ou apresentação
de mensagens publicitárias; b) Funções
remuneradas de marketing, relações públicas,
assessoria de imprensa e consultoria em
comunicação ou imagem, bem como de
orientação e execução de estratégias
comerciais; c) Funções em qualquer
organismo ou corporação policial; d)
Serviço militar; e) Funções de membro
do Governo da República ou de governos
regionais; f) Funções de presidente de
câmara ou de vereador, em regime de
permanência, a tempo inteiro ou a meio
tempo, em órgão de administração autárquica.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Emerson Frossard
[02/02/2005 - 16:20]
(Estudante)
Eu acho que Assessoria de Imprensa não é jornalismo
nem publicidade. É pura e simplesmente ASSESSORIA DE
IMPRENSA! Nos tres casos temos a tarefa de influenciar
alguem: na publicidade, o consumidor; no jornalismo, o
leitor; e na assessoria, o jornalista. Em suma é isso,
mas existem diversas outras atribuicoes em cada ramo da
COMUNICACAO. Nao entendo o motivo de tamanha discussao e
polemica. Nunca chegaremos a um acordo, pois cada
profissional tende a defender seu lado, ou seja,
INFLUENCIAR ALGUEM A ADMITIR QUE SUA OPINIAO ESTA CERTA.
Espero ter ajudado. Obs.: Atualmente estou estagiando na
Assessoria de Imprensa do Instituto Vital Brasil.

Franzé Ribeiro
[02/02/2005 - 16:07]
(Assessor de Imprensa-Gabinete do Deputado Federal José
Pimentel - CE)
Assessoria de imprensa é uma coisa, publicidade e
propaganda é outra. São linguagens completamente
diferentes. O que um jornalista faz numa organização
é prospectar informações que, naturalmente, poderiam
passar despercebidas pelas redações. Essa informação,
redigida dentro dos padrões éticos do jornalismo, tem
potencial para conquistar espaço nos veículos de
comunicação. Mas não se pode impor ao assessor de
imprensa divulgar todas as opiniões, ou todos os lados
da questão. Isso é função exclusiva do jornalista
que está na redação que vai escolher a angulação
editorial e que vivencia o conflito e a tensão das
diversas forças sociais, empresariais e políticas.
Acho que existe uma grande confusão a respeito das A.I.
E uma delas é achar que concorremos com agencias de
publicidade. São serviços complementares dentro do
vasto campo da comunicação. Há desinformação entre
nós. Imagine entre aqueles que contratam num mercado
que às vezes parece um leilão: "quem faz por
meno$?". Vamos refletir.

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Talis
Andrade [02/02/2005 - 15:59]
Marco Antonio Sá, vou aceitar o termo
pejorativo de "perdigueiro"
para jornalista. O faro de estar no
lugar onde as coisas acontecem, que
Alencar chama de sorte. De estar no olho
do furação, e não sentadinho, na redação,
esperando o release (a desdita da
a(o)bstinência/ de ficar ancorado, diz
o poeta), ou no computador, na navegação
solitária, masturbatória. O faro faz o
jornalismo que chamo de a priori, o
falar das coisas que estão para
acontecer.
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Marco
Antônio Sá [02/02/2005 -
15:17]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
Não entendi a mensagem da Talis,
certamente porque nada sei sobre o que
acontece com os jornalistas portugueses.
Se os grandes jornais sempre foram
administrados por jornalistas isso não
significa que esses mesmos jornalistas não
evoluiram em seu conhecimento e em
absorver conhecimentos relacionados a
outras áreas administrativas e
financeiras. Um bom jornalista pode até
ter faro, mas não se inventa métodos
administrativos do nada. Além disso
basta sair da faculdade para se dizer
jornalista. E a vocação, onde fica ? E
o talento, para onde vai ? Todo
jornalista é igualmente, um
"perdigueiro" ?
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Thomaz
Magalhães [02/02/2005 - 15:12]
(Freelancer)
Jornalismo é propaganda quando
processado numa assessoria de imprensa?
Vamos selecionar um exemplo. Vou
escolhe-lo a dedo, para matar vários
coelhos com uma porrada só. Será então
o jornalismo praticado pela assessoria
de imprensa de uma empresa que fabrica
remédios. Ai ela vai lançar um novo
produto, que combate o Mal de Alzheimer.
O quê um jornalista de redação pode
fazer melhor que um jornalista assessor
de imprensa por essa informação? A
primeira idéia é que o da redação
pode proteger o leitor. Começa aí a
apropriação indevida da função
jornalística. Primeiro porque o
compromisso de jornalista não é com o
leitor, mas com a qualidade da informação.
Segundo porque os dois estão sujeitos a
pressão. O assessor pressão do laboratório
e o da redação do comercial do veículo.
Aí temos que, ou jornalista que
trabalha em redação é mais honesto...
ou mais capaz de produzir uma informação.
Será? Se for verdade, ele sai da redação
perde isso? Então o processo jornalístico
depende do emprego?
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 14:56]
Jornalista tem faro pra tudo. É da
profissão.
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 14:54]
Os grandes jornais brasileiros foram
fundados por jornalistas. O mito de que
jornalista não tem competência para
administrar uma empresa foi criado pela
imprensa dos netinhos. As principais agências
de publicidade, de serviços de imprensa
etc também são crias de jornalistas.
Ou ex-jornalistas.
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Heleno Lima Valério
[02/02/2005 - 14:32]
(Repórter-Grube & Associados - SP)
Concordo com o artigo, na maioria dos casos os
jornalistas não têm faro empresarial. Pode observar a
quantidade de veículos de sucesso administrados por
eles. Com certeza é um número muito pequeno. Acho que
as faculdades deveriam ensinar com mais detalhes alguma
coisa sobre empreendedorismo. Mas elas não fazem nada
nesse sentido. E olha que o tempo de ociosidade de um
estudante de comunicação é muito grande, durante os
quatros anos. Mas o próprio mercado está exigindo essa
qualificação, ou seja, vamos ter que aprender pela
dor. Caro Eduardo Ribeiro, estou fazendo uma reportagem
sobre as demissões de jornalistas aqui em São Paulo e
preciso de alguns dados e indicações de fonte para
repercuti-los. E como é você que sempre traz informações
nesse sentido, gostaria de saber se podes me ajudar.
Como faço para entrar em contato contigo? Aguardo um
retorno neste espaço mesmo. Agradeço pela ajuda que
poder me dar. Abraços.

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Talis
Andrade [02/02/2005 - 14:07]
Marco Antonio Sá, a fala de Delmar
Marques vale como comentário do Artigo
Primeiro do Estatuto de Jornalismo da
República Portuguesa.
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a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 14:03]
Perguntar não ofende: que diabo é cláusula
de consciência ? Deve ser algum
in-vento lusitano.
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 13:52]
2 - Não constitui actividade jornalística
o exercício de funções referidas no número
anterior quando desempenhadas ao serviço
de publicações de natureza
predominantemente promocional, ou cujo
objecto específico consista em
divulgar, publicitar ou por qualquer
forma dar a conhecer instituições,
empresas, produtos ou serviços, segundo
critérios de oportunidade comercial ou
industrial.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Talis
Andrade [02/02/2005 - 13:50]
Lá em Portugal.Lei n.º 1/99, de 13 de
Janeiro. Estatuto do Jornalista.
Publicada em 13 de Janeiro de 1999, a
lei fundamental para o exercício da
profissão de jornalista define a
respectiva actividade, suas
incompatibilidades, normas de acesso à
profissão, direitos e deveres dos
jornalistas, acesso às fontes, sigilo
profissional, independência e cláusula
de consciência. CAPÍTULO I. Dos
jornalistas. Artigo 1.º .Definição de
jornalista. 1 - São considerados
jornalistas aqueles que, como ocupação
principal, permanente e remunerada,
exercem funções de pesquisa, recolha,
selecção e tratamento de factos, notícias
ou opiniões, através de texto, imagem
ou som, destinados a divulgação
informativa pela imprensa, por agência
noticiosa, pela rádio, pela televisão
ou por outra forma de difusão electrónica.
Qual
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Marco
Antônio Sá [02/02/2005 -
13:27]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
Bacana a posição do Delmar assumindo
que Assessoria é como propaganda.
Podemos ou não concordar com ele mas,
na prática, as semelhanças são muitas
e a confusão entre as duas coisas é
constante, seja por parte dos clientes
seja por parte dos próprios assessores.
Como eu disse antes; com quem as
assessorias estão querendo concorrer ?
Que mercado querem disputar ? Sem saber
isso, como vão se posicionar no mercado
?
Qual
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Delmar
Marques [02/02/2005 - 13:19]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
Sem noção do perigo, mesmo, não é,
Juliana? Se for cobrar ainda corre o
risco de amanhecer com a boca cheia de
formigas. Esse povo é um assombro.
Qual
a sua opinião sobre esse comentário?
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Juliana Washington
[02/02/2005 - 12:45]
(Repórter-Impala - PRT - Sucursal Brasil - SP -
Barueri)
Concordo com a Bárbara. Como trabalho com
entretenimento, o que significa estar no meio de
artistas 24 horas, o que mais existe é
"produtor" dando uma de "assessor de
imprensa". Infelizmente -- no meio das celebridades
-- são poucos aqueles que valorizam o nosso trabalho e
que concordam em pagar o que realmente merecemos. Há um
ano, por exemplo, tive a difícil missão de trabalhar
como assessora de imprensa do cantor Belo. Cobrei meu
preço -- muito justo para tentar limpar a imagem dele
-- e até hoje não vi a cor do dinheiro!

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Delmar
Marques [02/02/2005 - 12:21]
(Diretor-DM Textual Editoração Eletrônica
- SP)
Hossepian, meu caro, investimento em
assessoria de imprensa equivale, sim, a
investimento em publicidade. Para quem
compra, esse é o parâmetro lógico. Não
existe outro. Ou vc espera que gastem em
assessoria por conta de investimento
social? O resultado será aferido pela
repercussão no mercado, isso é, se
vendeu ou não o governo, produto, marca
ou indivíduo contratante. Os governos vão
avaliar não só em votos, mas tb em
lucro se o investimento partir de
estatais, o que ainda pode gerar alguma
confusão entre o social (na verdade
resultado político) e o econômico. Mas
para as empresas e indivíduos a aferição
será tão somente mercadológica. O
cantor quer vender discos, o ator
ingressos de teatro ou/e novos contratos
globais. Se ganhar bem, pagará bem. Uma
banda propôs pagar sua assessora pelo número
de programas de TV em que se apresentou.
Ela não sabe qto cobrar, óbvio.
Deveria usar os parâmetros dos publicitários,
com quem concorre. Assessoria não é
jornalismo. É RP e propaganda. Paz.
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Hossepian
[02/02/2005 - 12:01]
(Freelancer)
Bem oportuna a colocação do Eduardo Ribeiro. Todavia,
temos uma outra questão a resolver. É o despreparo do
mercado e as confusões que os possíveis clientes fazem
acerca de "assessoria de imprensa",
"assessoria de comunicação" e
"publicidade". Seria preciso empreender uma
jornada pedagógica para explicar aos empresários das várias
áreas (agro,indústria,comércio e serviços) o que
significa tudo isso. Muitos deles, especialmente os de
porte médio ou pequeno, querem que os serviços de
"assessoria de imprensa" substituam os
investimentos em publicidade, gerando grande desconfôrto
para os profissionais (assessores e editores). O mercado
precisa ser melhor estruturado e mais bem educado (esse
termo é forte?) pois aí vai sobrar serviço para todo
mundo.

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Talis
Andrade [02/02/2005 - 11:18]
As agências e assessorias de imprensa e
comunicação aplicam o aguilhão do
piso negociado entre sindicatos e
empresas jornalísticas. O piso simples
enfeite, berloque, não é pra valer,
dizem. Mas na hora de pagar o patrão é
sempre realista. Paga o acertado, o
acordado. Jamais tira os pés do chão,
do piso. Jornalista gosta de sonhar,
vive noutro mundo, caminhando nas
nuvens. Jornalista é uma alma livre.
Jamais desejará que a profissão, o
trabalho sejam regulados. Não há o quê
reclamar.
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Marco
Antônio Sá [02/02/2005 -
11:07]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
Em tempo: Se o mercado mudou é hora do
profissional de comunicação também
mudar. Como disse o Eduardo Ribeiro,
jornalistas não são preparados para
cobrar e sim para serem empregados.
Buscar informações e especialização
na área de administração e marketing
pode ser um bom negócio. O cnhecimento
valioso não é só aquele que podemos
usar para cuidar do negócio do cliente
. É também o que usamos para cuidar do
nosso negócio. E já que é para falar
em adquirir conhecimento, por que não
pensar também em aprender sobre direito
autoral, resolução de fotografias
digitais e etc... Está ficando
frequente demais ter que "dar
aulas" para jornalistas, sobre foto
digital e sobre direito de uso da
imagem. E olha que eu nem entendo tanto
do assunto...
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Marco
Antônio Sá [02/02/2005 -
11:01]
(Repórter Fotográfico-Pentaprisma -
SP)
Cobrar valores justos é uma questão
que merece ser discutida em todas as áreas
de comunicação. A tabela de referência
para as saídas fotográficas dos
profissionais da área nem sempre é
respeitada, e um grande parte dos vilões
está nas assessorias de imprensa.
Pensando bem,a questão do valor acaba
sendo engolida por outros fatores como
por exemplo "assesores de
imprensa" que tiram as fotos para não
aumentar os custos do cliente. Afinal,
que preço justo é esse ? A contabilização
de resultados é, em geral, comparação
entre o que o cliente teria que gastar
com propaganda no mesmo espaço
conseguido pela assessoria. Até as
estruturas das agências de comunicação
estão semelhantes às de publicidade. O
Eduardo Ribeiro menciona a concorrência
desleal dos preços mas cabe uma
pergunta: Com quem as assessorias de
comunicação estão querendo,
realmente, concorrer ? Com a
publicidade, com os fotógrafos ???
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Bárbara Beraquet
[02/02/2005 - 10:47]
(Editor-Pulo do Gato - SP - Campinas)
falar em dinheiro é doloroso para muitas pessoas,
inclusive para mim, mas já passou da hora de deixar
claro que um trabalho de assessoria mal feito pode
custar ainda mais caro do que pagar a um bom
profissional. recebo diariamente releases e ligações
de advogados, publicitários e atendentes que
"fazem assessoria de imprensa", para algumas
revistas em que trabalho. As vezes dou gargalhadas,
porque o material é descompromissado e fora da
realidade. Temos ainda que barrar algumas agências de
pp que para conquistar o cliente, dão assessoria de
imprensa como brinde.
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Fonte: Comunique-se 07/02/04 |
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