Internet versus jornais

Ana Beatriz (*)

Fonte:Direto da Redação

 

Um dos grandes benefícios da Internet para a mídia escrita é o acesso mais fácil às notícias.

Em Tóquio, uma mulher clica num dos “favoritos” de seu Internet Explorer e é levada direto ao jornal O Globo. Através da versão online do jornal, ela pode saber em primeira mão o que está acontecendo no Rio de Janeiro, sua cidade natal, e no resto do Brasil. Em Miami, um estudante de jornalismo escolhe o jornal local The Sun-Sentinel como página de rosto, para ler as notícias mesmo antes de abrir o e-mail.

Entrar para a “world wide web” traz outras vantagens para os jornais.

As pessoas agora vivem dentro de duras limitações horárias, especialmente porque está cada vez mais difícil sustentar uma família. Algumas têm dois empregos e trabalham por longos períodos, e por isso simplesmente não têm tempo de sair e comprar jornal. Na Internet, elas podem acessar a mídia escrita com um clique no mouse, de casa ou do escritório, dentro do avião ou do ônibus.

Para os superocupados que têm que fazer várias coisas ao mesmo tempo, o jornal online é uma ótima pedida. Um nova-iorquino, por exemplo, pode ler a mais atualizada versão do The New York Times enquanto vê os e-mails, pede flores no website de uma loja, joga xadrez cibernético com vários outros usuários e ainda toma café.

Uma característica interessante da versão online do The New York Times é a constante atualização de notícias na primeira página. Não existe mais a necessidade de esperar a próxima edição em papel para descobrir o que aconteceu uma hora atrás no Iraque: o The New York Times publica isso na Internet, com a ajuda da Reuters e da Associated Press, as sempre vigilantes agências internacionais de notícia. A imprensa escrita na Internet oferece notícias frescas, e agora a pessoa não precisa ligar a TV para ver o que está acontecendo e talvez sentir-se insatisfeita com segmentos de 30 segundos. Pode ler na velocidade que quiser, absorver o que está escrito e ainda estar atualizada.

Na Internet, a pessoa pode ler notícias sem pagar. Porém, para acessar arquivos, tem que pagar uma modesta quantia. O The New York Times oferece arquivos de mais de cem anos da data de publicação, todos online, uma boa vantagem para leitores que precisam fazer pesquisa e para o jornal também como uma ajuda na receita financeira.

Segundo o website da Associação Mundial de Jornais, em 2003 a imprensa escrita decidiu fazer mudanças significantivas para atrair mais leitores, já que o número deles vem diminuindo. O website “Web Publishing News” informa que uma dessas mudanças tem sido a procura de mais anunciantes na Internet, e que o grupo Knight Ridder (dono de 31 jornais americanos de circulação diária) aceitou bem a idéia, mostrando um aumento de 22,9% em vendas de anúncios em fevereiro de 2003.

Em muitos websites de jornais, a pessoa tem que criar uma conta e é apresentada à opção de receber newsletters do jornal e ofertas comerciais por e-mail. Quanto maior o número de assinantes, maior o número de anunciantes, é claro. Tornando-se mais disponíveis e atraentes aos leitores e aproveitando as oportunidades que a Internet oferece, os jornais jamais sairão de moda.

(*) Estudante de Jornalismo


17/02/05
  Fernando Fagundes Ferreira [17/02/2005 - 18:22]
(Assessor de Imprensa-INPRESS - ES - Vila Velha)


O principal problema é que os vários tipos de acesso à internet são muito caros. Sem falar que a maior parte dos sites jornalísticos também já cobram pelo acesso. Quanto à qualidade do jornalismo ne internet, suponho que corresponda ao mesmo entre as editoras que publicam títulos impressos. O ElMundo está dando show de infográfico, aproveitando a possibilidade de aplicação de multimídia da rede.

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Josmar Batista [17/02/2005 - 14:42]

Seria muito interessante se as características da comunicação digital pudessem influir positivamente os impressos. Creio que às vezes até sobra competência (em alguns casos), mas falta um pouco de criatividade a jornais e revistas. Algo a se pensar, na minha opinião.
  

  Talis Andrade [17/02/2005 - 12:37]

Exemplo de um bom jornalismo on line: o El Mundo, inclusive pelas informações - censuradas no Brasil - sobre comunicação

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Márcio Neves [17/02/2005 - 11:28]
(Diretor-TV ePoint - SP)


Ana, muito legal este seu artigo mas acredito que faltou mencionar os recursos adicionais de noticias na web como vídeos e audios encontrados na maioria dos Portais e que vem ganhando cada vez mais força e características prórpias, uma vez que as matérias não "somem" como na TV e no Rádio, mas ficam dísponiveis para consulta OnDemand por um longo período, forçando cada vez mais aos profissionais de notícias na web a busca do novo, uma vez que é incoerente desenvolver matérias de um mesmo contexto muitas vezes como frequentemente ocorre na TV e no Rádio convencional.
Fonte: Comunique-se