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O emprego certo para você

Onde estão as melhores oportunidades do mercado e como chegar até elas

Por Anne Dias

Pão de Açúcar, Sadia, Natura, IBM, Weg, Gerdau, Vicunha, Monsanto. Essas são algumas das 48 empresas que vão gerar 39 238 novos empregos em 2005, ou seja, uma média de 817 contratações por companhia, segundo pesquisa exclusiva feita por VOCÊ S/A. Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a revista ouviu as 170 maiores empresas do país listadas no anuário Melhores e Maiores 2004, elaborado pela revista Exame, da Editora Abril, que também publica VOCÊ S/A. Pelos números, os recrutadores deverão ter muito trabalho pela frente e você, boas chances de aproveitar a maré alta do mercado. Das outras 122 empresas pesquisadas, 64 não responderam ao contato de VOCÊ S/A (entre elas Shell, Pernambucanas e Klabin); 13 não foram localizadas; três não divulgam esse tipo de informação (GM, Renault e Friboi); 35 ainda não têm previsão se vão ou não contratar (como Cemig, Fiat e Basf). Apenas sete responderam que não pretendem abrir novos postos de trabalho este ano. "A prova de que o mercado está esquentando é que já existem vagas em aberto durante meses à espera de um profissional qualificado", afirma Patricia Santos, diretora da divisão de recolocação da consultoria Conexão, em Florianópolis, Santa Catarina.

 

O movimento é resultado do crescimento da economia, que já no ano passado deu sinais de estar entrando num ciclo positivo. E, é claro, a melhoria do cenário mexe com toda a cadeia produtiva. Quando o consumo aumenta, a demanda por produtos e serviços sobe. O resultado para as empresas é a necessidade de novos investimentos: em equipamento, em ampliação do espaço físico, em novas tecnologias e, certamente, em gente. "Com mais profissionais na linha de produção aumenta a necessidade de novos líderes, de gente para pensar a estratégia, para fazer as contas e para vender", diz o economista Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Unicamp e um dos maiores estudiosos do mercado de trabalho no Brasil.

Agora, mais do que nunca, as empresas vão depender de bons homens e mulheres de negócio — gente que sabe negociar, entende de finanças, consegue conduzir grandes equipes e é empreendedora — para fazer a coisa acontecer. "Vale lembrar que o número de mão-de-obra qualificada disponível é grande, o que gera um alto índice de competição pelas boas vagas", ressalta Pochmann. Só para ter uma idéia da ânsia dos profissionais por qualificação, a Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, registrou em 2003 e 2004 recordes consecutivos de inscrições em cursos como negociação, gestão do conhecimento, estratégias corporativas e empreendedorismo. Foram três e até quatro classes de 50 alunos, quando a média é montar uma classe com 30.

De qualquer forma, os especialistas apostam que o crescimento deve ser gerado principalmente nas empresas cuja produção está mais voltada ao mercado interno. A razão? O dólar, moeda base das negociações internacionais, não pára de cair. Isso tira a competitividade dos nossos produtos lá fora. "Indústrias como a de alimentos, brinquedos e transporte, cujo enfoque é o próprio Brasil, vão ganhar força neste ano", diz Pochmann. Não é à toa que o Grupo Pão de Açúcar, que já vinha numa onda de crescimento, lidera a nossa lista dos maiores contratadores em 2005. "Estamos otimistas e vamos abrir cerca de 20 lojas", diz Marília Parada, diretora de treinamento e desenvolvimento da companhia. E para isso serão necessários chefes de seção, gerentes de loja, profissionais de marketing, entre outros.

A rede de supermercados deve abrir 5 500 vagas — cerca de 1 375 somente para profissionais qualificados. E já saiu à caça. A paulistana Lilian Carelli, 30 anos, acaba de ser contratada para a gerência de marketing e inovação da rede Pão de Açúcar. Depois de três anos numa distribuidora, a executiva decidiu que queria trabalhar no varejo, leia-se Pão de Açúcar. Há seis meses, começou, então, a estratégia de mudança— enviou currículos, conversou com colegas que trabalham lá, enfim, fez a lição de casa. E conseguiu o que queria. A administradora conta que o salário é o mesmo do emprego anterior, mas saiu ganhando nos benefícios oferecidos. Agora, Lilian tem uma nova missão: contratar sete profissionais para trabalhar em sua equipe. "Aqui, tenho muitas perspectivas de crescimento e até de trabalhar em outras empresas do grupo."

A segunda posição da lista é ocupada pelos Correios, um negócio que depende diretamente de farta mão-de-obra. A empresa, que domina seu mercado, deve contratar 4 570 profissionais este ano. A maior parte das vagas — 4 340 — é voltada à operação. A número três da lista, a Petrobras, está em plena expansão. O desenvolvimento da tecnologia de extração de petróleo e a descoberta de novas áreas para exploração levam automaticamente à maior necessidade de mão-de-obra. E isso em todos os níveis hierárquicos.

A número quatro da lista é a Sadia. A empresa, cuja receita é praticamente dividida ao meio entre exportação e mercado interno, também está à caça de executivos. A companhia pretende contratar 3 708 pessoas, oito delas em nível de gerência e diretoria. "Queremos os profissionais que saibam liderar equipes e fiquem de olho nos resultados da empresa", afirma Adilson Serrano Silva, diretor de RH da Sadia.

A presença de empresas como Odebrechet, Eletropaulo Metropolitana, Eletronorte e CPFL na lista da VOCÊ S/A revela que o setor de infra-estrutura começa a acordar depois de uma longa hibernação no Brasil. Tudo o que for ligado a essa área, diz o consultor Augusto Carneiro, da Zaitech, do Rio de Janeiro, tem grandes chances de crescimento, principalmente com a Parceria Público-Privada (PPP), união entre governo e iniciativa privada para administrar rodovias, construir hidrelétricas, escolas, hospitais, presídios. Uma gama de profissionais qualificados ou não deverá se envolver nesses projetos. "Tem muita gente que já está de olho na PPP", diz Rubens Teixeira Alves, advogado que se especializou, entre outras coisas, em formatar contratos para essas parcerias. A consultora de RH da KPMG, Ana Maria Cadavez, confirma: "As parcerias vão precisar não só de advogados e operários para trabalhar em canteiro de obra, mas também de profissionais qualificados, como contadores, engenheiros, arquitetos, administradores de empresas".

Um exemplo vem do executivo Alberto Whitaker. Nos últimos 14 anos, ele comandou um grupo multinacional de mineração. Agora está abrindo uma consultoria que usa técnicas para medir a qualidade dos serviços prestados para as PPPs, bem como as influências e as conseqüências das obras para a comunidade que elas atingem. "Tudo o que for assinado pelas PPPs terá de passar por uma avaliação", diz Whitaker.

Como ficam os salários

O resultado dessa agitação certamente afetará o bolso dos executivos. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Watson Wyatt, esses profissionais tiveram, em média, um aumento salarial de 9,5% em 2004. Para este ano, a perspectiva mais conservadora é que bata em pelo menos 8%. "Quando a economia está aquecida os salários recuperam perdas passadas", afirma Marcos Morales, diretor de capital humano da Watson Wyatt. E lembre-se: muitas empresas ganharam dinheiro em 2004. Portanto, em tese, agora é hora de dividir o bolo. A mesma pesquisa ouviu 140 companhias na Argentina, México, Porto Rico e Brasil. Entre as organizações daqui, quase a metade diminuiu o valor destinado a aumento de salário em 2003. Foi a maior redução da região. Em 2004, porém, caiu para 26% o percentual de empresas brasileiras que iriam cortar a verba destinada a melhorar os salários.

Nem sempre dinheiro é o que mais importa. No caso do químico Umberto Antonio Barbosa, 44 anos, a chance de crescimento profissional e a melhora na qualidade de vida foram fatores mobilizadores. Depois de 24 anos trabalhando na mesma empresa de tintas em Curitiba, no Paraná, Barbosa decidiu que iria se dedicar à criação de carneiros. Nem bem avisou à empresa onde trabalhava e a uma meia dúzia de amigos, seu telefone tocou. Era o recrutador da Weg, a décima empresa da lista da VOCÊ S/A e uma das maiores fabricantes brasileiras de motores elétricos, geradores e transformadores, com sede em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. A companhia, que chegou até ele por indicações, contratou-o como gerente no mesmo dia. O salário era igual ao que recebia do seu antigo empregador. "Mas era uma nova experiência e eu queria morar mais perto do campo", diz Barbosa, paulista de Barretos.

Mesmo com tantos sinais positivos, vale lembrar que sete empresas ouvidas pela pesquisa da VOCÊ S/A disseram não ter qualquer perspectiva de contratação: a rede de postos de gasolina Ale, as indústrias químicas Braskem e Dow Brasil, a de eletrodomésticos Multribrás, a agroindústria Coinbra, a Cimento Rio Branco e a Bandeirante Energia. "Nossa rotatividade é baixa e não pretendemos abrir fábricas neste ano", afirma o diretor de RH da Dow Brasil, Vicente Carlos Teixeira. A aposta de alguns consultores é que o agronegócio também deve deixar a desejar em 2005, se comparado a 2004. Segundo o economista da consultoria paulistana LCA, Bráulio Borges, os preços das commodities (soja, inclusive) estão caindo e os custos, subindo, principalmente por causa da alta do petróleo. Mesmo assim, não dá para generalizar. Monsanto, Caterpillar e CNH têm planos de contratação. O Grupo Bertin, maior exportador de carne industrializada e couro do Brasil, que não está na lista devido ao faturamento mais baixo em relação às outras empresas, conseguiu financiamento pelo BNDES de 90 milhões de reais. O dinheiro será destinado à ampliação da produção e à modernização de seus 24 frigoríficos e indústrias derivadas. A Betin tem 14 000 funcionários e com os investimentos vai contratar mais 3 000. Um deles pode ser você. 

Pão de Açúcar, Sadia, Natura, IBM, Weg, Gerdau, Vicunha, Monsanto. Essas são algumas das 48 empresas que vão gerar 39 238 novos empregos em 2005, ou seja, uma média de 817 contratações por companhia, segundo pesquisa exclusiva feita por VOCÊ S/A. Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a revista ouviu as 170 maiores empresas do país listadas no anuário Melhores e Maiores 2004, elaborado pela revista Exame, da Editora Abril, que também publica VOCÊ S/A. Pelos números, os recrutadores deverão ter muito trabalho pela frente e você, boas chances de aproveitar a maré alta do mercado. Das outras 122 empresas pesquisadas, 64 não responderam ao contato de VOCÊ S/A (entre elas Shell, Pernambucanas e Klabin); 13 não foram localizadas; três não divulgam esse tipo de informação (GM, Renault e Friboi); 35 ainda não têm previsão se vão ou não contratar (como Cemig, Fiat e Basf). Apenas sete responderam que não pretendem abrir novos postos de trabalho este ano. "A prova de que o mercado está esquentando é que já existem vagas em aberto durante meses à espera de um profissional qualificado", afirma Patricia Santos, diretora da divisão de recolocação da consultoria Conexão, em Florianópolis, Santa Catarina.

 

O movimento é resultado do crescimento da economia, que já no ano passado deu sinais de estar entrando num ciclo positivo. E, é claro, a melhoria do cenário mexe com toda a cadeia produtiva. Quando o consumo aumenta, a demanda por produtos e serviços sobe. O resultado para as empresas é a necessidade de novos investimentos: em equipamento, em ampliação do espaço físico, em novas tecnologias e, certamente, em gente. "Com mais profissionais na linha de produção aumenta a necessidade de novos líderes, de gente para pensar a estratégia, para fazer as contas e para vender", diz o economista Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Unicamp e um dos maiores estudiosos do mercado de trabalho no Brasil.

Agora, mais do que nunca, as empresas vão depender de bons homens e mulheres de negócio — gente que sabe negociar, entende de finanças, consegue conduzir grandes equipes e é empreendedora — para fazer a coisa acontecer. "Vale lembrar que o número de mão-de-obra qualificada disponível é grande, o que gera um alto índice de competição pelas boas vagas", ressalta Pochmann. Só para ter uma idéia da ânsia dos profissionais por qualificação, a Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, registrou em 2003 e 2004 recordes consecutivos de inscrições em cursos como negociação, gestão do conhecimento, estratégias corporativas e empreendedorismo. Foram três e até quatro classes de 50 alunos, quando a média é montar uma classe com 30.

De qualquer forma, os especialistas apostam que o crescimento deve ser gerado principalmente nas empresas cuja produção está mais voltada ao mercado interno. A razão? O dólar, moeda base das negociações internacionais, não pára de cair. Isso tira a competitividade dos nossos produtos lá fora. "Indústrias como a de alimentos, brinquedos e transporte, cujo enfoque é o próprio Brasil, vão ganhar força neste ano", diz Pochmann. Não é à toa que o Grupo Pão de Açúcar, que já vinha numa onda de crescimento, lidera a nossa lista dos maiores contratadores em 2005. "Estamos otimistas e vamos abrir cerca de 20 lojas", diz Marília Parada, diretora de treinamento e desenvolvimento da companhia. E para isso serão necessários chefes de seção, gerentes de loja, profissionais de marketing, entre outros.

A rede de supermercados deve abrir 5 500 vagas — cerca de 1 375 somente para profissionais qualificados. E já saiu à caça. A paulistana Lilian Carelli, 30 anos, acaba de ser contratada para a gerência de marketing e inovação da rede Pão de Açúcar. Depois de três anos numa distribuidora, a executiva decidiu que queria trabalhar no varejo, leia-se Pão de Açúcar. Há seis meses, começou, então, a estratégia de mudança— enviou currículos, conversou com colegas que trabalham lá, enfim, fez a lição de casa. E conseguiu o que queria. A administradora conta que o salário é o mesmo do emprego anterior, mas saiu ganhando nos benefícios oferecidos. Agora, Lilian tem uma nova missão: contratar sete profissionais para trabalhar em sua equipe. "Aqui, tenho muitas perspectivas de crescimento e até de trabalhar em outras empresas do grupo."

A segunda posição da lista é ocupada pelos Correios, um negócio que depende diretamente de farta mão-de-obra. A empresa, que domina seu mercado, deve contratar 4 570 profissionais este ano. A maior parte das vagas — 4 340 — é voltada à operação. A número três da lista, a Petrobras, está em plena expansão. O desenvolvimento da tecnologia de extração de petróleo e a descoberta de novas áreas para exploração levam automaticamente à maior necessidade de mão-de-obra. E isso em todos os níveis hierárquicos.

A número quatro da lista é a Sadia. A empresa, cuja receita é praticamente dividida ao meio entre exportação e mercado interno, também está à caça de executivos. A companhia pretende contratar 3 708 pessoas, oito delas em nível de gerência e diretoria. "Queremos os profissionais que saibam liderar equipes e fiquem de olho nos resultados da empresa", afirma Adilson Serrano Silva, diretor de RH da Sadia.

A presença de empresas como Odebrechet, Eletropaulo Metropolitana, Eletronorte e CPFL na lista da VOCÊ S/A revela que o setor de infra-estrutura começa a acordar depois de uma longa hibernação no Brasil. Tudo o que for ligado a essa área, diz o consultor Augusto Carneiro, da Zaitech, do Rio de Janeiro, tem grandes chances de crescimento, principalmente com a Parceria Público-Privada (PPP), união entre governo e iniciativa privada para administrar rodovias, construir hidrelétricas, escolas, hospitais, presídios. Uma gama de profissionais qualificados ou não deverá se envolver nesses projetos. "Tem muita gente que já está de olho na PPP", diz Rubens Teixeira Alves, advogado que se especializou, entre outras coisas, em formatar contratos para essas parcerias. A consultora de RH da KPMG, Ana Maria Cadavez, confirma: "As parcerias vão precisar não só de advogados e operários para trabalhar em canteiro de obra, mas também de profissionais qualificados, como contadores, engenheiros, arquitetos, administradores de empresas".

Um exemplo vem do executivo Alberto Whitaker. Nos últimos 14 anos, ele comandou um grupo multinacional de mineração. Agora está abrindo uma consultoria que usa técnicas para medir a qualidade dos serviços prestados para as PPPs, bem como as influências e as conseqüências das obras para a comunidade que elas atingem. "Tudo o que for assinado pelas PPPs terá de passar por uma avaliação", diz Whitaker.

Como ficam os salários

O resultado dessa agitação certamente afetará o bolso dos executivos. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Watson Wyatt, esses profissionais tiveram, em média, um aumento salarial de 9,5% em 2004. Para este ano, a perspectiva mais conservadora é que bata em pelo menos 8%. "Quando a economia está aquecida os salários recuperam perdas passadas", afirma Marcos Morales, diretor de capital humano da Watson Wyatt. E lembre-se: muitas empresas ganharam dinheiro em 2004. Portanto, em tese, agora é hora de dividir o bolo. A mesma pesquisa ouviu 140 companhias na Argentina, México, Porto Rico e Brasil. Entre as organizações daqui, quase a metade diminuiu o valor destinado a aumento de salário em 2003. Foi a maior redução da região. Em 2004, porém, caiu para 26% o percentual de empresas brasileiras que iriam cortar a verba destinada a melhorar os salários.

Nem sempre dinheiro é o que mais importa. No caso do químico Umberto Antonio Barbosa, 44 anos, a chance de crescimento profissional e a melhora na qualidade de vida foram fatores mobilizadores. Depois de 24 anos trabalhando na mesma empresa de tintas em Curitiba, no Paraná, Barbosa decidiu que iria se dedicar à criação de carneiros. Nem bem avisou à empresa onde trabalhava e a uma meia dúzia de amigos, seu telefone tocou. Era o recrutador da Weg, a décima empresa da lista da VOCÊ S/A e uma das maiores fabricantes brasileiras de motores elétricos, geradores e transformadores, com sede em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. A companhia, que chegou até ele por indicações, contratou-o como gerente no mesmo dia. O salário era igual ao que recebia do seu antigo empregador. "Mas era uma nova experiência e eu queria morar mais perto do campo", diz Barbosa, paulista de Barretos.

Mesmo com tantos sinais positivos, vale lembrar que sete empresas ouvidas pela pesquisa da VOCÊ S/A disseram não ter qualquer perspectiva de contratação: a rede de postos de gasolina Ale, as indústrias químicas Braskem e Dow Brasil, a de eletrodomésticos Multribrás, a agroindústria Coinbra, a Cimento Rio Branco e a Bandeirante Energia. "Nossa rotatividade é baixa e não pretendemos abrir fábricas neste ano", afirma o diretor de RH da Dow Brasil, Vicente Carlos Teixeira. A aposta de alguns consultores é que o agronegócio também deve deixar a desejar em 2005, se comparado a 2004. Segundo o economista da consultoria paulistana LCA, Bráulio Borges, os preços das commodities (soja, inclusive) estão caindo e os custos, subindo, principalmente por causa da alta do petróleo. Mesmo assim, não dá para generalizar. Monsanto, Caterpillar e CNH têm planos de contratação. O Grupo Bertin, maior exportador de carne industrializada e couro do Brasil, que não está na lista devido ao faturamento mais baixo em relação às outras empresas, conseguiu financiamento pelo BNDES de 90 milhões de reais. O dinheiro será destinado à ampliação da produção e à modernização de seus 24 frigoríficos e indústrias derivadas. A Betin tem 14 000 funcionários e com os investimentos vai contratar mais 3 000. Um deles pode ser você. 

Fonte: VocêS/A - ediçao 80 - fevereiro de 2005