O perfil das mulheres na Comunicação Corporativa

Da Redação

 

As mulheres já atingiram níveis gerenciais dentro de empresas do setor de Comunicação Corporativa, embora os cargos de direção ainda sejam na maioria ocupados por homens. Foi o que constatou o Instituto Aberje de Pesquisa, num levantamento junto a 206 profissionais da área em 193 empresas de 58 cidades do Brasil - 55,8% delas são de capital nacional, 35% de capital estrangeiro e 8,3% de capital misto. A pesquisa mostra o que esse universo ouvido pensa sobre valores salariais e as características que ajudam e atrapalham na carreira.

Um quarto das mulheres entrevistadas tem formação em Jornalismo (24,9%) e 18,8% em Relações Públicas. O restante tem formação em Psicologia, Pedagogia entre outras profissiões. 

Em 30,5% das empresas onde trabalham as entrevistadas, há uma diretoria de Comunicação Corporativa - nem sempre elas usam essa nomenclatura. Nessas empresas, os homens são maioria nos cargos mais altos. Quando a área é apresentada em gerência, o que corresponde a 35% das empresas, há mais mulheres assumindo o cargo de gerente.  

Quando o assunto é oportunidade na área de Comunicação Corporativa, 23,8% acreditam que as mulheres têm mais oportunidades que os homens, enquanto 68,9% acreditam que as oportunidades são iguais. O restante (6,8%) acha que há mais oportunidades para os homens.

Pouco mais da metade das entrevistadas (50,5%) acha que homens e mulheres têm a mesma remuneração no setor. Já 45,6% apostam que os salários das mulheres são menores.

As entrevistadas, ao apontarem o grau de concordância com algumas frases, concordaram com o fato de as mulheres lidarem melhor com as pessoas do que os homens. A maioria também concorda que as empresas preferem o sexo masculino para ocupar cargos de diretoria.

Para 75,7% das mulheres, o casamento não atrapalha em suas carreiras, mas, para a maioria, os filhos pequenos sim.

Entre as características que mais ajudam as mulheres na hora de trabalhar estão sensibilidade (34,4%) e o relacionamento (9,5%). Aquelas que mais atrapalham são flexibilidade (4,1%) e emotividade (4,1%).

Para ter acesso à pesquisa na íntegra, faça o download através deste link.

Fonte: www.comunique-se 03/03/05