height=46

height=60



Cotas, empresas e pessoas com
deficiência

Desinformação nas empresas e falta de capacitação das pessoas com deficiência são algumas das barreiras enfrentadas por estes profissionais na busca por um lugar no mercado de trabalho
 

Ana Maria Barbosa
ana@saci.org.br

O mercado está crescendo e, na mesma proporção, aumenta a demanda por profissionais cada vez mais qualificados. Sobram cargos com exigências que vão além da profissionalização de grande parte da mão-de-obra disponível no Brasil. Contudo, a qualificação profissional adequada no país, que hoje garante as melhores vagas, é privilégio de poucos, e as oportunidades ficam ainda mais escassas quando o candidato em questão é uma pessoa com deficiência (PCD).

O que não funciona?

Apesar de existir uma legislação que tenta garantir que PCDs tenham cada vez mais oportunidades no mercado de trabalho, a realidade não é tão simples assim. Empresas com cem ou mais funcionários deveriam dedicar de 2% a 5% de suas vagas a essas pessoas. A legislação assegura ainda – no art. 59, inciso IV, da lei federal 9.394/96, e no art. 28 do decreto 3.298, de 20 dezembro de 1999 – a educação especial para o trabalho, tanto em instituições públicas quanto em privadas.
 

O Ministério Público tem agido fortemente no sentido de obrigar as empresas a cumprirem a lei. O resultado foi um aumento da busca desses profissionais pelas companhias, enquanto os mesmos procuram uma vaga por meio do recurso das cotas. Usando a lógica, isso deveria funcionar. Então, o que não funciona?
 
O argumento que tem prevalecido para a dificuldade de contratação de pessoas com deficiência é a falta de capacitação das mesmas. E isso é só a ponta do iceberg.

Sistema educacional deficiente

Não devemos esquecer que quando falamos em qualificação profissional, estamos falando de um sistema educacional despreparado para trabalhar com a diversidade. Significa que as pessoas com deficiência já vêm, desde o ensino fundamental, pouco e mal atendidas em sua formação escolar. Essa “herança” será carregada conseqüentemente para sua vida profissional.

 

SITES PARA CADASTRAR CURRÍCULOS
www.catho.com.br
www.serasa.com.br
www.saci.org.br


A empresa, por sua vez, “herda” a desinformação sobre a capacidade desses profissionais, que varia conforme o tipo de deficiência – há uma clara preferência pela deficiência física “leve” e por “não-cadeirantes”, termos usados com freqüência na divulgação de vagas específicas. Portanto, todo o sistema tem de ser repensado.

A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) prometeu intensificar a fiscalização do cumprimento da lei 8.213, que garante cotas às PCDs em locais com mais de cem funcionários. Para estarem de acordo com isso, as empresas deverão, então, fazer a sua parte, uma vez que podem esperar muito pouco do governo.

Diante dessa nova situação no ambiente de trabalho, o setor privado se prepara como pode. Uma tendência são os programas de capacitação e integração das PCDs dentro da própria empresa, pois cumprem um papel importante na preparação desses profissionais até mesmo para aumentar as chances deles em futuras vagas a que venham concorrer.

 

Exemplo de projeto de treinamento

Um bom exemplo é o Programa de Empregabilidade para Pessoas com Deficiência da Serasa, em atendimento ao decreto 3.298/99, que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.

O projeto oferece treinamento para PCDs a fim de que elas se tornem efetivamente competitivas no mercado de trabalho. Além de serem remunerados durante o processo, os portadores de deficiência recebem assistência médica e odontológica, vale-refeição, vale-transporte e seguro de vida em grupo. Programas como esse, além de contribuírem com a qualificação profissional desses indivíduos, dão a chance para a descoberta de talentos muitas vezes desperdiçados.

Essas questões estão em foco na Agenda Deficiência, iniciativa da Rede Saci/Cecae/USP e Fundação Banco do Brasil. O projeto envolve diferentes segmentos da sociedade, em suas respectivas esferas de atuação, para dar visibilidade e apontar medidas práticas que contribuam para o avanço do processo de inclusão social da pessoa com deficiência.
 

Ana Maria Barbosa. Coordenadora da Agenda Deficiência e supervisora de comunicação da Saci – Rede Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação.

 

Pergunta do Terceiro Setor
Mesmo sendo a entidade imune ou isenta ao ISS, é preciso realizar a retenção do mesmo?
Com o advento da lei complementar 116/2003, a entidade que se enquadra no art. 6º, parágrafo 2º, inciso II, passou a ser a responsável tributária pela retenção do ISSQN dos serviços que ela seja a tomadora ou a intermediária, desde que prestados por empresas não imunes ou isentas. A lei dispõe que caberá ao município estabelecer os serviços-alvos da retenção do tributo, instituindo como plano a obrigatoriedade de alguns como a cessão de mão-de-obra, vigilância, construções e reformas e limpeza. Sugerimos a consulta da legislação municipal do local da prestação do serviço para a entidade.


 

Acontece
6º Simpósio Nacional de Captação de Recursos para as Entidades do Terceiro Setor
Data: 11/03/2005
Realização: Econômica Desenvolvimento Empresarial Inscrições: pelo site www.economica.com.br



Vida das crianças brasileiras preocupa ONU
Em audiência pública promovida pela Frente Parlamentar pela Criança, Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced) e Save the Children Suécia no dia 1º de dezembro de 2004, técnicos do Comitê das Nações Unidas para a Infância recomendaram que o Brasil adote medidas para impedir o assassinato de crianças, investigar as violações de seus direitos e monitorar o sistema de adoção. De acordo com dados da Unesco, o Brasil ocupa o 4o lugar em homicídios entre 67 pesquisados pela instituição. A taxa de assassinatos na faixa etária entre zero e 17 anos subiu de 3,9 por 100 mil habitantes em 1990 para 7,01 em 2002.



Famosos participam de Natal da Apae
No dia 13 de dezembro, a Apae realizou no Espaço Résidence sua festa de Natal antecipada com o objetivo de arrecadar fundos para seus projetos sociais. Muitos artistas prestigiaram o evento, organizado pelos empresários Fuad Namen Zegaib e Cristina Titos, diretores do local. Para mobilização de capital foi realizado um leilão das obras confeccionadas por atendidos da Apae e por celebridades como Xuxa, Ana Maria Braga, Débora Falabela ,Gustavo Borges, Thaís Araújo, Jair Rodrigues, entre outros. Os mestres de cerimônia foram os apresentadores Liliane Ventura e Leão Lobo.



Prêmio Empreendedores do Novo Brasil
O Instituto Empreender Endeavor e a revista Você S/A lançam a 4ª edição do prêmio Empreendedores do Novo Brasil. O objetivo é identificar e premiar negócios inovadores que possam servir de exemplo para outros empreendedores. O candidato que obtiver os melhores resultados entre todos os avaliados ganhará um curso da Harvard Business School (EUA), que será ministrado em São Paulo. Além disso, os 10 vencedores serão matéria de capa da edição de junho da Você S/A. As inscrições podem ser feitas até 11 de março.
www.iee.org.br/vocesa



Apoio a projetos de educação musical
O Instituto Junia Rabello (IJR), criado pelo Banco Rural, abre inscrições para projetos sociais. A intenção da entidade é apoiar iniciativas que utilizem a música como instrumento de educação e formação de crianças e adolescentes. Poderão participar da seleção instituições não-governamentais filantrópicas que estejam constituídas há mais de um ano e escolas públicas. Os aprovados receberão financiamento de até R$ 50 mil. O prazo final para inscrição é 10 de março.
www.institutojuniarabello.org.br


 
Agenda do Terceiro Setor

março

a
7/3 a 30/6/2006
a
7/3 a 11/5/2005
a
8/3 a 30/3/2005
a
8/3/2005
a
9/3 a 11/3/2005
a
9/3/2005
a
9/3 a 12/3/2005
 
Revista Filantropia
Nem só de boas ações sobrevive uma entidade.

Atualize-se: leia a Revista Filantropia! clique aqui!

Para ser removido desta lista responda esse e-mail com o título REMOVER. Este e-mail é enviado de acordo com o 'Guia de Boas Maneiras' para e-mail marketing da ABEMD - Associação Brasileira de Marketing Direto. Clique aqui para conhecê-lo. E se adequa as nomas do Código de Ética AntiSPAM do Brasil AntiSPAM. Clique aqui para conhecê-lo.

Caso não consiga visualizar corretamente nossso informativo acesse: http://www.revistafilantropia.com.br/revista/admin/newsletter/RFOL/news25.asp