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SIFE
ajuda universitários a desenvolver habilidades, como empreendedorismo,
e a ingressar no mercado
( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Desenvolvendo projetos educacionais e sociais, jovens colocam em prática o que aprendem em aula; empresas apóiam iniciativa e identificam talentos Empreendedorismo, liderança, pró-atividade, foco em resultado, administração de crise e postura de responsabilidade social são algumas das habilidades tão almejadas por qualquer empresa ao contratar um profissional que acaba de sair de uma universidade. E como desenvolver essas competências em jovens que estão iniciando sua carreira? Para muitos deles, a resposta tem sido encontrada na SIFE – Studentes in Free Enterprise (Estudantes em Livre Iniciativa), uma entidade sem fins lucrativos que reúne mais de 15 mil jovens distribuídos em cerca de 1.700 universidades sediadas em 40 países, incluindo o Brasil. Desenvolvendo projetos educacionais e sociais de acordo com as necessidades e situações de suas comunidades, os estudantes da SIFE são unânimes: a experiência é única, tanto do ponto de vista pessoal quanto do profissional, e, muitas vezes, pode significar uma oportunidade de carreira. Foi por intermédio da SIFE que Francisco Gomes, 22 anos, integrante do time SIFE da PUC Campinas, buscou uma chance na empresa onde trabalha atualmente, a Cargill. A organização é patrocinadora da SIFE ao redor do mundo. Durante a SIFE World Cup de 2002, realizada em Amsterdã, na Holanda, Francisco teve a oportunidade de conversar com Guillaume Bastiaens, Vice Chairman mundial da Cargill. Isso o incentivou a buscar mais informações sobre a empresa. E foi assim que o jovem acabou se inscrevendo no processo seletivo para recém-formados disponível no website da SIFE Global. Logo depois, iniciou o projeto de recrutamento na Cargill no Brasil, onde mais tarde foi contratado para uma vaga na área de Risk Management. Para Gomes, “a SIFE ajuda um estudante universitário a complementar a formação acadêmica e profissional, ensinando-o a trabalhar em equipes, a identificar necessidades e, a partir delas, desenvolver projetos e estruturar uma organização. A SIFE ajuda a tornar um simples estudante em um líder, um agente multiplicador em sua comunidade”. A opinião de Gomes é compartilhada com Lorene Carvalho, diretora da área de Career Services da KPMG. Para ela, a SIFE tornou-se um celeiro de novos talentos. “A organização oferece ao jovem oportunidades de colocar em prática os conceitos aprendidos na faculdade e de desenvolver habilidades de suma importância para a vida profissional, o que contribuirá para o desenvolvimento da carreira”, explica Lorene. “Quem ganha com isso são os jovens, as próprias empresas, que passam a ter líderes do futuro mais preparados, e a sociedade, com jovens mais engajados com a responsabilidade social”. A palavra de ordem adotada por estes jovens integrantes da SIFE é mudar o mundo. Para se ter uma idéia da força desses estudantes, em 2003 eles trabalharam mais de 600 mil horas no desenvolvimento de projetos sociais e educacionais em suas comunidades, beneficiando 3,7 milhões de pessoas ao redor do mundo. “São os futuros líderes deste país com vontade e capacidade para mudar o mundo sob o ponto de vista social e econômico”, afirma Lino Campion, presidente do Comitê Executivo da SIFE-Brasil. Ricardo Castejón, 26 anos, é outro exemplo de como a SIFE ajuda a impulsionar uma carreira. Formado em Economia pela PUC Campinas e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, Castejón acabou conhecendo a empresa onde trabalha, a KPMG – também patrocinadora global da SIFE –, quando participava da iniciativa. Hoje ocupa hoje o cargo de consultor da área de Risk Advisory Services. O envolvimento com a SIFE começou logo que a organização se instalou no Brasil, em 1998. “No começo, desenvolvemos pequenos projetos em comunidades carentes de Campinas”, conta Castejón. Não demorou muito para que os projetos e os desafios crescessem. “Uma das coisas mais gratificantes foi organizar e manter a nossa equipe motivada e focada”, diz. O Time SIFE PUC Campinas desenvolveu mais de 100 projetos beneficiando muitas comunidades carentes, entre eles o ReciclaLar, desenvolvido na favela da Vila Brandina. O programa incentivou a formação de mutirões para substituição dos barracos por casas de alvenaria utilizando sobras de materiais de construção. Outro projeto foi o “Buscando um Futuro Melhor”, que despertou valores de responsabilidade social, cidadania e ética em crianças através de atividades educacionais. “Ao participar da SIFE, passei a ter uma visão diferente do mundo e a adotar uma postura pró-ativa e de responsabilidade social”, afirma Castejón. Para ele, “iniciativas como essas são fundamentais na formação de profissionais mais preparados e engajados, acostumados a lidar com as adversidades, transformando situações difíceis em experiências recompensadoras”. Castejón foi líder do Time PUC Campinas até 2001. Desde então, atua como Alumni (ex-integrante) SIFE, participando de projetos na comunidade e do planejamento do Time SIFE PUC Campinas. O sócio-fundador da CertBeef - CB, Certificadora de Bovinos e Bubalinos Ltda, Danilo Leão, 25 anos, também integrou a SIFE durante seus quatro anos do curso de Administração de Empresas da PUC-SP. “Encontrei no modelo SIFE inspiração e exemplos de estudantes e profissionais que se tornaram líderes ao conseguirem combinar a ambição profissional e a atividade voluntária”, conta Leão. Para ele, “a SIFE ajuda o estudante a achar em si e na sociedade os motivos para que deixe de ser apenas um coadjuvante da vida para ser alguém de destaque, capaz de quebrar tabus e crenças que não servem mais nos nossos dias”. Um exemplo de tabu quebrado foi o “Primeiro Trote Solidário da PUC-SP”, desenvolvido pela equipe SIFE e Consultoria PUC Júnior da universidade. A ação virou modelo e tradição nacional, iniciando os calouros na realidade da vida social. A equipe também introduziu a “Semana do Terceiro Setor”, uma iniciativa que se tornou tradicional e referência no setor. Danilo, Ricardo e Francisco são alguns exemplos de jovens que passaram pela SIFE e conseguiram por intermédio dela desenvolver habilidades importantes para o mercado de trabalho. E é desta forma que a SIFE vem atingindo seus objetivos. “Certamente, os jovens que passam pela SIFE se transformam, passam a ter uma visão holística da empresa dentro da sociedade e mais sensibilidade para gestão de Recursos Humanos. Eles formam de fato a nova geração de futuros líderes deste país”, conclui Lino Campion. Fonte: Comunique-se 11/03/05 |