você em equilíbrio - seu corpo, sua mente e sua imagem

 

Proteja suas idéias

Aprenda a se defender dos espertalhões de plantão

Por Célia Leão

Uma das lembranças mais vivas que trago da infância é a cozinha da casa de minha avó paterna, uma senhora italiana da Toscana. Ela cozinhava divinamente bem, mas mantinha suas receitas trancadas a sete chaves. Por que não dividia seus segredos culinários com ninguém? Por uma razão simples: cozinhar era uma de suas especialidades e também uma das formas que tinha para agradar toda a família. Ao revelar suas receitas maravilhosas, ela estaria permitindo que os demais membros da família utilizassem seus artifícios e criatividade com os mesmos objetivos. Se esse conceito era certo ou errado é assunto para outra conversa. O que eu quero dizer com essa história é que, nos dias atuais, qualquer profissional que deseja ser bem-sucedido precisa aprender a agir como minha avó. Adotar esse comportamento não significa que você seja egoísta. Na verdade, trata-se de uma estratégia necessária para combater a deselegância de certos profissionais que, sem pensar duas vezes, se apropriam das idéias dos outros e as utilizam em proveito próprio. Veja como agir em situações em que há o risco de uma idéia ser "roubada" ou copiada indevidamente:

* Você trabalhou um tempão em um determinado projeto. Só que, na reunião em que você iria apresentá-lo ao chefe, um colega se antecipa e vende sua idéia como sendo dele. O que fazer? Uma boa estratégia é usar seus conhecimentos para desmascará-lo. Faça perguntas específicas sobre a idéia e procure aprofundar o tema. Isso vai deixar bem claro para todo mundo que, na verdade, quem detém o conhecimento sobre o assunto é você, e não o espertalhão.

* Um colega tem mania de usar frases, idéias e ditos populares como se fossem de sua autoria. É a típica pessoa que gosta de "crescer" em cima do suor dos outros. Se essa atitude está afetando seu trabalho, é preciso fazê-lo descer do pedestal. Cite outros lugares em que essa mesma idéia ou expressão foi usada ou pode ser encontrada.

* Você também tem de tomar cuidado para não se tornar um ladrão involuntário de idéias. Imagine se durante suas buscas pela internet você encontra um método de trabalho ou de apresentação que cai como uma luva para o projeto que está desenvolvendo. É lícito aproveitá-lo para o seu próprio trabalho? A resposta é sim, mas é preciso tomar alguns cuidados. Primeiro, entre em contato com o autor para consultá-lo. Talvez você tenha de pagar por direitos autorais. E, pagando ou não para aproveitar a idéia alheia, nunca deixe de citar a fonte. Lembre-se: o mundo está cheio de pessoas criativas e com boas idéias. Não há nenhum problema em fazer uso delas, desde que você tome as devidas precauções. Já que criatividade exige 1% de inspiração e 99% de transpiração, o mínimo que você pode fazer é respeitar o trabalho dos outros. E exigir o mesmo deles em relação a você.

Célia Leão é autora de Boas Maneiras de A a Z (Editora STS) e atua como consultora de etiqueta empresarial há 15 anos. Se tiver dúvidas sobre como se comportar no ambiente de trabalho, escreva para ela, no e-mail etiqueta@abril.com.br

 

Uma das lembranças mais vivas que trago da infância é a cozinha da casa de minha avó paterna, uma senhora italiana da Toscana. Ela cozinhava divinamente bem, mas mantinha suas receitas trancadas a sete chaves. Por que não dividia seus segredos culinários com ninguém? Por uma razão simples: cozinhar era uma de suas especialidades e também uma das formas que tinha para agradar toda a família. Ao revelar suas receitas maravilhosas, ela estaria permitindo que os demais membros da família utilizassem seus artifícios e criatividade com os mesmos objetivos. Se esse conceito era certo ou errado é assunto para outra conversa. O que eu quero dizer com essa história é que, nos dias atuais, qualquer profissional que deseja ser bem-sucedido precisa aprender a agir como minha avó. Adotar esse comportamento não significa que você seja egoísta. Na verdade, trata-se de uma estratégia necessária para combater a deselegância de certos profissionais que, sem pensar duas vezes, se apropriam das idéias dos outros e as utilizam em proveito próprio. Veja como agir em situações em que há o risco de uma idéia ser "roubada" ou copiada indevidamente:

* Você trabalhou um tempão em um determinado projeto. Só que, na reunião em que você iria apresentá-lo ao chefe, um colega se antecipa e vende sua idéia como sendo dele. O que fazer? Uma boa estratégia é usar seus conhecimentos para desmascará-lo. Faça perguntas específicas sobre a idéia e procure aprofundar o tema. Isso vai deixar bem claro para todo mundo que, na verdade, quem detém o conhecimento sobre o assunto é você, e não o espertalhão.

* Um colega tem mania de usar frases, idéias e ditos populares como se fossem de sua autoria. É a típica pessoa que gosta de "crescer" em cima do suor dos outros. Se essa atitude está afetando seu trabalho, é preciso fazê-lo descer do pedestal. Cite outros lugares em que essa mesma idéia ou expressão foi usada ou pode ser encontrada.

* Você também tem de tomar cuidado para não se tornar um ladrão involuntário de idéias. Imagine se durante suas buscas pela internet você encontra um método de trabalho ou de apresentação que cai como uma luva para o projeto que está desenvolvendo. É lícito aproveitá-lo para o seu próprio trabalho? A resposta é sim, mas é preciso tomar alguns cuidados. Primeiro, entre em contato com o autor para consultá-lo. Talvez você tenha de pagar por direitos autorais. E, pagando ou não para aproveitar a idéia alheia, nunca deixe de citar a fonte. Lembre-se: o mundo está cheio de pessoas criativas e com boas idéias. Não há nenhum problema em fazer uso delas, desde que você tome as devidas precauções. Já que criatividade exige 1% de inspiração e 99% de transpiração, o mínimo que você pode fazer é respeitar o trabalho dos outros. E exigir o mesmo deles em relação a você.

Célia Leão é autora de Boas Maneiras de A a Z (Editora STS) e atua como consultora de etiqueta empresarial há 15 anos. Se tiver dúvidas sobre como se comportar no ambiente de trabalho, escreva para ela, no e-mail etiqueta@abril.com.br

Fonte: Revista Voces/a ediçao 81 - março 2005