* Maria Aparecida Araújo
Enfrente com desenvoltura os eventos protocolares e as ocasiões
fúnebres. Para orientá-lo, retiramos estas dicas do meu livro
Etiqueta Empresarial: Ser bem educado é....
Eventos oficiais, com a presença de autoridades do governo e das
Forças Armadas e membros do Corpo Diplomático, são regidos por
normas protocolares, muitas vezes desconhecidas pela maioria dos
mortais.
O protocolo oficial é regido pelo decreto nº 70.274, de 9 de março
de 1972, e estabelece as precedências e o tratamento que deve ser
dispensado aos convidados para eventos no Distrito Federal, nos
estados e municípios, em decorrência do título e da função
exercida.
Sempre que num evento for estar presente qualquer autoridade
governamental, é importante consultar o protocolo oficial.
Nos atos inaugurais, Jubileus, entrega de condecorações,
descerramentos de placas e aberturas de feiras, realizados com
todos em pé, os membros mais destacados e convidados de honra são
colocados segundo a ordem de precedências. Os demais devem
aguardar para serem devidamente posicionados pelo staff que
estiver organizando o evento.
Em eventos de auditório nunca se sente na primeira fileira de
poltronas da platéia, pois ela é considerada um prolongamento da
mesa de honra e poderá estar reservada para autoridades presentes
ou retardatárias.
Consta do decreto que em eventos com a presença do Presidente da
República e do Governador de Estado, todos os convidados devem
chegar antes deles e só saírem depois que eles o fizerem.
Almoços e jantares não admitem que se enviem representantes - só o
convidado deve comparecer ou recusar o convite formalmente.
A ordem de discursos e pronunciamentos será sempre inversa à de
precedência, ficando a última palavra reservada à pessoa mais
importante da solenidade.
Num documento ou contrato existe o lugar de honra para a
assinatura: fica à direita do papel, e quem assina é a pessoa mais
importante.
O lugar de honra, em qualquer evento, é o que fica à direita do
anfitrião ou do executivo mais graduado. O segundo lugar de honra
é o que fica à esquerda do anfitrião.
No aeroporto, quem desembarca em primeiro lugar numa comitiva é a
pessoa mais importante. Ao embarcar, ela é a ultima pessoa a
entrar no avião.
Em jatos particulares, os lugares virados para a frente e que
possuem mesas são reservados aos executivos mais graduados. Os
demais devem perguntar antes onde devem se sentar.
No carro guiado por um motorista particular a serviço do
anfitrião, o lugar de honra é à direita, no banco de trás. Neste
caso, quem entra primeiramente é o convidado; o anfitrião dá a
volta e entra pela outra porta.
Ao sair, quem desce primeiro é o anfitrião, e se o motorista não
puder abrir a porta para o convidado, ele poderá fazê-lo.
Nas limusines, os menos graduados é que se sentarão nos lugares de
costas para o fluxo. Se estiverem ocupados por executivos de maior
hierarquia, os menos graduados irão na frente com o motorista.
Nestes carros, o convidado descerá por último, após o motorista
abrir a porta.
Em veículos guiados pelo próprio executivo, o lugar de honra é na
frente, ao seu lado.
A postura correta ao ser executado o Hino Nacional Brasileiro é
respeitosa, portanto, devemos ficar em pé. Antigamente, o Hino só
era aplaudido após ser tocado por uma orquestra sinfônica ou
banda. Atualmente, virou moda aplaudir até execuções em CD... Mas
saiba que esse procedimento não está mencionado nas modalidades
legais de saudação ao nosso Hino. Cumpre também conhecer a letra e
cantá-lo corretamente.
Se na solenidade a presença de convidados de outro país exigir a
execução de hino estrangeiro, ele deve ser tocado antes do
brasileiro. Postura de igual respeito é devida.
Havendo hasteada no recinto a bandeira nacional, aqueles que
cantam o Hino devem fazer isso voltados à ela, nunca de costas.
Em elevadores, subindo ou descendo com autoridades, o correto é
deixar que entrem primeiramente e fiquem na parte de trás.
Chegando ao andar, os de menor hierarquia saem na frente,
posicionando-se do lado de fora e aguardando que as autoridades
passem à frente. Seguirão, então, atrás delas.
Obedeça sempre às recomendações de trajes assinaladas nos convites
e nunca deixe de confirmar sua presença, quando o convite assim
solicitar, geralmente com as siglas "RSVP" ou "RO".
Esteja também sempre presente ao lado de seus amigos e colegas de
trabalho quando estes sofrerem perdas de entes queridos. Esta é
uma parte importante dos relacionamentos sociais e profissionais.
Devem comparecer aos velórios somente os familiares, os amigos e
colegas de trabalho mais próximos e pessoas ligadas à família do
morto. Quem comparecer deve assinar o livro de presenças,
colocando o nome bem legível, assim como o endereço. A família
enlutada deverá enviar um cartão de agradecimento aos que lhes
deram apoio nessa ocasião. Aqueles que mantinham relacionamento
mais distante com o falecido ou com a família devem ir à missa de
sétimo dia. Durante o velório, não é adequado ficar recordando
passagens da vida do falecido e nem se deter em cumprimentos
demorados com os parentes. Hoje em dia, nas grandes cidades, por
temer assaltos, é de praxe fechar a câmara mortuária durante a
madrugada - todos se retiram e voltam ao amanhecer. Havendo
velório por toda a noite, os amigos e parentes devem se revezar,
fazendo companhia à família e não deixando-a sozinha em horas mais
tardias.
Para os funerais, valem os mesmos procedimentos adotados no
velório. Os parentes carregam o ataúde e podem ser ajudados por
amigos mais chegados. As saudações mais indicadas para estes
momentos é "Meus sentimentos" ou "Lamento tanto!".
Estas expressões vieram substituir o rígido e formal "Meus
pêsames!". Quando não se tem intimidade com o falecido ou com
a família, envia-se um telegrama de condolências.
A empresa deve dar toda assistência aos funcionários, principais
fornecedores e clientes fiéis nessas ocasiões e, sempre que
possível, enviar coroas.
É comum amigos se quotizarem para a publicação de anúncios nos
obituários dos jornais.
A família não deve deixar de agradecer as manifestações recebidas
por meio de um cartão, que traz uma tarja preta no alto, à
esquerda.
Recomendamos, também, que as mulheres adotem uma vestimenta
discreta, abrindo mão de qualquer detalhe mais chamativo na
aparência. O luto é opcional hoje em dia, ficando mais restrito
aos familiares.
* Maria Aparecida A. Araújo é consultora em Comportamento
Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal,
Cerimonial e Protocolo; palestrante e facilitadora de cursos
especiais e consultora do Instituto Brasileiro da Qualidade
Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e
Literaturas de Língua Portuguesa e diretora da Etiqueta
Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de
experiência em atendimento de excelência ao cliente.
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