São Paulo, domingo, 02 de abril de 2006
 
 
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MBAs "tops" dão auxílio ao aluno

DA REPORTAGEM LOCAL

As taxas escolares dos melhores MBAs do mundo chegam com facilidade a assustadoras cifras de seis dígitos. Para quem não tem ou não quer destinar quantias que põem à prova o retorno desse investimento, resta o patrocínio.
Das opções consagradas, as mais comuns são pedir o apoio da firma e buscar bolsas de estudo.
André Reginato, 37, trocou o mestrado na USP por um MBA no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. "Eu queria estudar administração em uma boa escola e viver um tempo no exterior. Tanto financeira como pessoalmente, não vale a pena ir só pelo o carimbo."
A busca por uma bolsa de estudos deve acontecer paralelamente à candidatura escolar e utilizando-se estratégia semelhante à preparada para a universidade. "Procuramos pessoas com perfil de liderança e de empreendedorismo, que conseguirão alavancar oportunidades no Brasil e multiplicar conhecimentos", indica Elatia Abate, da Fundação Estudar.
E se o acesso a bolsas não estiver disponível? Simples: comunique a dificuldade à universidade em que foi aprovado e pergunte por auxílios que ela mesma oferece. Muitas escolas têm um setor específico para auxiliar o ingressante em seu planejamento financeiro. Além disso, há bolsas dadas por fundações a universidades para que elas as destinem aos alunos.
Depois de iniciadas as atividades escolares, há outras opções para aliviar o orçamento. "É possível completar o orçamento com o "summer job" [trabalho acadêmico] ou como auxiliar de professor", sugere André Reginato.
"Arquei com 40% do curso e a universidade me deu desconto por já ser bolsista. Se fosse por conta própria, teria feito um empréstimo bancário -em geral, o processo lá é simples e facilitado para os estudantes", diz Leonardo Florencio, 32, que estudou na London Business School com bolsa do programa Chevening.