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MBAs "tops" dão auxílio ao aluno
DA REPORTAGEM LOCAL
As taxas escolares dos melhores MBAs do mundo chegam com
facilidade a assustadoras cifras de seis dígitos. Para quem não
tem ou não quer destinar quantias que põem à prova o retorno desse
investimento, resta o patrocínio.
Das opções consagradas, as mais comuns são pedir o apoio da firma
e buscar bolsas de estudo.
André Reginato, 37, trocou o mestrado na USP por um MBA no MIT
(Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos. "Eu
queria estudar administração em uma boa escola e viver um tempo no
exterior. Tanto financeira como pessoalmente, não vale a pena ir
só pelo o carimbo."
A busca por uma bolsa de estudos deve acontecer paralelamente à
candidatura escolar e utilizando-se estratégia semelhante à
preparada para a universidade. "Procuramos pessoas com perfil de
liderança e de empreendedorismo, que conseguirão alavancar
oportunidades no Brasil e multiplicar conhecimentos", indica
Elatia Abate, da Fundação Estudar.
E se o acesso a bolsas não estiver disponível? Simples: comunique
a dificuldade à universidade em que foi aprovado e pergunte por
auxílios que ela mesma oferece. Muitas escolas têm um setor
específico para auxiliar o ingressante em seu planejamento
financeiro. Além disso, há bolsas dadas por fundações a
universidades para que elas as destinem aos alunos.
Depois de iniciadas as atividades escolares, há outras opções para
aliviar o orçamento. "É possível completar o orçamento com o "summer
job" [trabalho acadêmico] ou como auxiliar de professor", sugere
André Reginato.
"Arquei com 40% do curso e a universidade me deu desconto por já
ser bolsista. Se fosse por conta própria, teria feito um
empréstimo bancário -em geral, o processo lá é simples e
facilitado para os estudantes", diz Leonardo Florencio, 32, que
estudou na London Business School com bolsa do programa Chevening. |