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Especialização
Conversa em classe rende contatos e até empregos
Curso também é a primeira oportunidade para troca de cartões
INGRID TAVARES
Colaboração para a Folha
Partir para a especialização é uma ótima opção para os
recém-formados que não têm perfil para seguir vida acadêmica e que
também procuram ampliar contatos profissionais e aperfeiçoar suas
habilidades.
Enquanto não há bagagem prática suficiente para se calibrar para um
curso de MBA, voltar às aulas é uma chance de trocar contatos com
colegas de classe, cultivar dicas sobre o mercado e até obter um novo
emprego.
Foi o que aconteceu com a administradora Fernanda Martinez Rossi, 26.
Com um mês de formada, ela não teve dúvidas ao procurar uma
especialização na área.
"Como me formei muito cedo, com 21 anos, senti necessidade de
continuar estudando, de aprofundar meus conhecimentos acadêmicos",
diz.
Já matriculada no Curso de Especialização em Administração para
Graduados, da FGV (Fundação Getulio Vargas), com o intuito de
aprofundar o que sabia de finanças e de economia, viu a oportunidade
de dar uma guinada na carreira.
Largou a vida agitada que levava como analista financeira em Bolsa de
Valores e procurou um outro trabalho, com um plano de carreira mais
atraente e de perfil mais abrangente, na área administrativa.
E foi na escola que ela ficou sabendo de uma vaga em uma
multinacional. "A pós me ajudou tanto na parte acadêmica, como
esperava, como no 'networking'", conta Rossi, hoje gerente de produtos
da Dior Perfumes. "E isso foi fundamental para que eu mudasse de
emprego", afirma.
Consistência
Mas não bastam os bons professores, o ambiente propício para contatos
e a instituição renomada quando não se tem coerência para escolher o
curso. Esse tipo de pós só se destaca no currículo quando há
planejamento e foco.
"Fazer uma especialização vale a pena quando o curso estiver
relacionado com o interesse e o objetivo profissional do aluno",
explica a consultora de carreiras Marisa da Silva, da Career Center.
Segundo a consultora, não adianta ser formado em administração e
procurar uma pós em comunicação, por exemplo, só por acreditar gostar
da área.
"Escolhas aleatórias podem custar uma vaga, já que poderão ser
entendidas como indecisão, um ponto fraco do candidato", finaliza.
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