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livros
Obra ensina executiva a encontrar um final feliz
DIOGO BERCITO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A vida de uma executiva pode ser emocionante como a das protagonistas
dos contos de fadas -e tão difícil quanto.
Essa é a premissa do livro "De Cinderela a Superexecutiva", de Cary
Broussard. Organizado em dez capítulos, o texto traz do mundo da
fantasia dicas para mulheres à procura de seu lugar no mercado de
trabalho.
Para fazer a aproximação entre as histórias de bruxas e de princesas e
o mundo real, a autora parte do princípio de que os contos de fadas
têm significados universais que podem ser aplicados a vários universos
-entre eles, o corporativo.
Broussard conta histórias que os leitores devem conhecer de filmes da
Disney ou de livros dos irmãos Grimm. Os relatos são sempre
acompanhados de uma análise que adapta as lições ao contexto do
trabalho.
O Lobo Mau que aterroriza a Chapeuzinho Vermelho é, no mundo
corporativo, o colega de trabalho que fala mal dos outros pelas
costas. O caçador que salva a pobre menina aparece como o diretor de
recursos humanos, que soluciona a crise.
O Patinho Feio, por sua vez, é a funcionária que não se valoriza. As
migalhas de pão de João e Maria, a indenização pós-demissão, com a
qual é possível trilhar um novo caminho.
Como grande parte dos livros que extraem lições de histórias
clássicas, "De Cinderela a Superexecutiva" é pouco sutil e tira do
leitor a possibilidade de encontrar, sozinho, o traço de genialidade
presente em cada um dos contos que destrincha.
E, no meio de tantas metáforas, há algumas menos convincentes -o
castelo da Bela Adormecida, que representa um escritório, por exemplo.
Mas, acima de tudo, a autora sustenta que a executiva seja seu próprio
príncipe encantado. "Toda mulher no trabalho tem de estar pronta para
proteger-se e resgatar a si própria", escreve a autora, que defende
que a leitora não espere que a ajuda venha de fora.
De Cinderela a Superexecutiva
CARY BROUSSARD
Editora: Rocco; Quanto: R$ 34,50 (260 págs.)
Avaliação:
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