Um pouco de história

A história da Associação Brasileira de Relações Públicas tem origem no trabalho de pessoas que acreditaram na instituição desta profissão no Brasil. Desde a sua fundação, a ABRP e os demais órgãos de classe de profissionais de Relações Públicas têm trabalhado para estabelecer princípios para nortear suas atividades, ter o reconhecimento público e promover o ensino e prática da profissão com ética, disciplina e lealdade.

Para conhecer um pouco desta jornada é necessário, antes de tudo, recordar o surgimento das Relações Públicas e de sua instituicionalização. Uma das versões mais aceitas propõe que o termo "Relações Públicas", na verdade, apareceu em 1882, na Yale Law School, nos Estados Unidos da América, quando da realização de uma conferência que tinha o título de "The Public Relations and the Duties of the Legal Profession".

O início do século XX nos EUA foi marcado pelo surgimento dos monopólios, concentração de riqueza e insatisfação generalizada dos trabalhadores. A sociedade passou a oferecer grande pressão sobre as empresas e os jornais da época refletiam esta situação. O grande empresário Rockefeller decidiu então contratar Ivy Ledbetter Lee, jornalista que vinha se preocupando com a política discriminatória do mundo dos negócios, que propôs a adoção de medidas radicais para humanizar a corporação aos olhos do povo.

Coube assim a Lee a glória de ter sido o primeiro a colocar em prática os princípios e as técnicas de Relações Públicas.

No Brasil, o marco inicial das Relações Públicas ocorreu em 30 de janeiro de 1914, com a criação de um departamento na antiga "The Light and Power Co. Ltda.", concessionária da iluminação pública e do transporte coletivo na capital paulista. Na ocasião, a direção da Light, sentindo a necessidade de um setor especializado para cuidar do seu relacionamento com os órgãos da imprensa e com os poderes concedentes, criou o Departamento de Relações Públicas, que foi entregue ao engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo, que durante 19 anos exerceu as funções de diretor de Relações Públicas da Light.

Em 21 de julho de 1954, um grupo formado por 27 estudiosos e praticantes de Relações Públicas fundaram a Associação Brasileira de Relações Públicas, com sede no Instituto de Organização Racional do trabalho (IDORT). Sua primeira diretoria foi esta: Hugo Barbieri (presidente); Ubirajara Martins (vice-presidente); Mey Nunes de Souza (secretário geral); Álvaro Roberto Mendes Gonçalves (primeiro-secretário); Jonas Snyder (primeiro tesoureiro); NelsonRamos Nóbrega (segundo tesoureiro). Murilo Mendes, AnibalBonfim e Ignácio Penteado da Silva Telles formaram o conselho consultivo.

A partir de então, o Rio de Janeiro, primeiramente, e outros Estados também se interessaram por fazer parte da ABRP e surgiram as Seções Estaduais.

Em 1965 inicia-se um trabalho de Ney Peixoto do Valle, Presidente do Conselho Nacional da ABRP, e de Domingos Araújo da Cunha Gonçalves, Presidente da Seção Distrito Federal e de outros colabores para conseguir a regulamentação da profissão de Relações Públicas no país.

Em 11 de dezembro de 1967, a lei no 5.377 é publicada e o Brasil conquistou seu marco histórico. Os dirigentes da ABRP trabalharam exaustivamente e aceleradamente. Surge então, mais um resultado, em 26 de setembro de 1968, com a publicação do Decreto no 63.283, que regulamentou a Lei no 5.377/67, como também a proposta de criação dos Conselhos Federais e Regionais de Relações Públicas.

Em 1965, Osvaldo Silva, reeleito Presidente da ABRP-SESP, é convidado pelo Reitor da Universidade Estadual de São Paulo - USP - para participar da comissão encarregada de estudar a criação da Escola de Comunicações Culturais, hoje Escola de Comunicações e Artes (ECA). Os profissionais de Relações Públicas, filiados à ABRP das Seções Regionais já existentes, sentiam a necessidade da regulamentação do exercício profissional de Relações Públicas. Deste modo, o primeiro curso universitário no Brasil surgiu em São Paulo, em 16 de junho de 1966, na ECA - USP.

Em seus mais de 50 anos de existência, a ABRP pode contar com profissionais dedicados que colocaram o Brasil na vanguarda da profissão. O reconhecimento da profissão e a instituição do curso de Relações Públicas no ensino superior são os grandes marcos desta luta.]]

http://www.abrpsaopaulo.com.br/abrpsp.php?p=6