| Em meio
ao escuro provocado por uma queda de energia, o diretor associado
da agência de comunicação Ketchum Estratégia, Flávio Schmidt, teve
de se desdobrar para gerenciar a crise que aconteceu durante
palestra sobre o mesmo tema, no 11º Congresso Brasileiro de
Comunicação Corporativa, na tarde desta quarta-feira (14/05).
"Tenho o restante da projeção de slides visto daqui, do visor,
vocês se importariam de continuar?", desafiou. A platéia aceitou.
Schmidt gerenciou, assim, uma crise momentânea e apresentou na
conversa formas de evitá-la. Para ele, gerenciar uma crise é
antecipar os riscos. "Conheço meia dúzia de empresas que invistem
em prevenção", afirmou.
Schmidt explicou que uma das formas de a empresa se precaver é
mapear os indícios de uma possível crise. O segredo para evitar
que um erro afete a reputação da empresa, segundo o diretor, é
envolver todos os funcionários na identificação de possíveis
problemas.
A diferença de um problema e uma crise seria que o primeiro
seria o erro de uma empresa restrito ao público interno, já a
crise extrapolaria os muros da empresa, para a mídia, a
comunidade, o governo.
O diretor associado da Ketchum Estratégia acredita que o
jogador Ronaldo poderia ter evitado uma crise, no episódio com os
travestis. "Bastaria que o jogador tivesse intermediado a questão
com os envolvidos, em vez de ter partido para a remediação",
afirmou.
Flávio Schmidt diz que a possibilidade de uma crise cresce a
cada dia, devido ao aumento da concorrência entre empresas, o grau
de exigência do cidadão e o acompanhamento da mídia. "A imprensa
está sempre aberta e pronta para divulgar as mazelas", disparou |