Gerenciar uma crise é antecipar riscos, afirma diretor da Ketchum

Carla Soares Martin

 

Em meio ao escuro provocado por uma queda de energia, o diretor associado da agência de comunicação Ketchum Estratégia, Flávio Schmidt, teve de se desdobrar para gerenciar a crise que aconteceu durante palestra sobre o mesmo tema, no 11º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, na tarde desta quarta-feira (14/05). "Tenho o restante da projeção de slides visto daqui, do visor, vocês se importariam de continuar?", desafiou. A platéia aceitou. Schmidt gerenciou, assim, uma crise momentânea e apresentou na conversa formas de evitá-la.

Para ele, gerenciar uma crise é antecipar os riscos. "Conheço meia dúzia de empresas que invistem em prevenção", afirmou.

Schmidt explicou que uma das formas de a empresa se precaver é mapear os indícios de uma possível crise. O segredo para evitar que um erro afete a reputação da empresa, segundo o diretor, é envolver todos os funcionários na identificação de possíveis problemas.

A diferença de um problema e uma crise seria que o primeiro seria o erro de uma empresa restrito ao público interno, já a crise extrapolaria os muros da empresa, para a mídia, a comunidade, o governo.

O diretor associado da Ketchum Estratégia acredita que o jogador Ronaldo poderia ter evitado uma crise, no episódio com os travestis. "Bastaria que o jogador tivesse intermediado a questão com os envolvidos, em vez de ter partido para a remediação", afirmou.

Flávio Schmidt diz que a possibilidade de uma crise cresce a cada dia, devido ao aumento da concorrência entre empresas, o grau de exigência do cidadão e o acompanhamento da mídia. "A imprensa está sempre aberta e pronta para divulgar as mazelas", disparou

Comunique-se 15/05/08