Executiva defende comunicação pessoal para integração com comunidade

Carla Soares Martin

 

A presidente da Fundação Alcoa, Meg McDonalds, disse nesta quarta (14/05) que a comunicação “cara a cara” é fundamental para a interação da empresa com a comunidade, na busca de um crescimento sustentável. Meg McDonalds conversou com o Comunique-se, logo após sua palestra de abertura no 11° Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, que acontece até sexta (16/05), no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
 
Para a presidente da Fundação Alcoa, a interação por meio de blogs e redes sociais de desenvolvimento são importantes, mas, sem o interesse em entender e conhecer as comunidades, não se daria a integração.

“A empresa precisa compreender os interesses da comunidade, respeitá-la e se colocar no lugar dela”, afirmou. E reiterou: “É muito mais econômico quando fazemos um projeto de acordo com as suas expectativas que construir sem contemplá-la e depois sofrer as conseqüências de um protesto ou do descontrole ambiental”.

Meg McDonalds citou São Luiz do Maranhão como um caso de mudança da comunidade com a intervenção da empresa. Segundo a presidente da Fundação, a atuação da empresa normalizou a distribuição de energia elétrica e água na cidade.

Em termos absolutos, Meg apontou uma redução de 30% na emissão dos gases do efeito estufa entre 1990 e 2006, com o programa de sustentabilidade ambiental da empresa.

Nos projetos com a população local, a presidente destaca a importância do Poder Executivo estar presente para sua efetivação. E ressalta: “Já aprendemos muito com a comunidade”.

Cobertura ambiental
Segundo Meg McDonalds, a cobertura ambiental da mídia no Brasil ainda é pouca, se comparada aos Estados Unidos. Para a presidente, a questão merece uma maior cobertura, para que os diversos setores da sociedade se engajem na questão e busquem possíveis saídas.

Sobre a Alcoa
A Alcoa é uma indústria produtora de usinas de alumínio, com 57% de atuação presente nos Estados Unidos. Os investimentos sociais da empresa no Brasil, segundo a presidente, são da ordem de R$ 85 milhões.  


14/5/2008 Comunique-se