São Paulo, domingo, 18 de maio de
2008
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Índice
EVENTO:
FÓRUM DE RH É FEITO PELA INTERNET COM PALESTRAS VIRTUAIS
Nem só cursos são difundidos pelo ambiente virtual. Até 30 de maio,
será realizado o ConviRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos). O
conteúdo do evento é exposto em palestras virtuais e fóruns de
discussões (www.convirh.com.br).
Ao fim do congresso, os participantes recebem kit com certificado de
participação e CD com as palestras.
Na UFScar, nos dias 22 e 23 de maio, acontecerá a Jornada de Ensino
de Língua Inglesa, que debaterá as implicações do ensino a distância
na formação do professor e do aluno de línguas (www.apliesp.org.br).
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Carga horária de EAD supera a
presencial
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O número de horas de treinamento a distância de funcionários no Itaú,
entre janeiro e abril deste ano, foi 17% maior do que o de treinamento
presencial.
"Há o interesse de ampliar esse percentual em relação ao treinamento
presencial", diz Claudiney Tieppo, responsável pela educação a distância
do banco.
Maria Carolina Gomes, 32, gerente de clima organizacional da empresa, já
fez diversos cursos -desde ética até sustentabilidade- pela plataforma
on-line e destaca a flexibilidade do método.
"Quando é possível, estudo no horário de trabalho, mas dá para eu me
dedicar em casa também", comenta ela.
No banco, alguns cursos são considerados obrigatórios para os
colaboradores. O que define a necessidade dos estudos é a área de atuação.
Curso serve de trampolim para mudar
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A vontade de mudar de carreira e a falta de tempo fizeram com que o
preparador físico Elvis Eli Martins, 40, se matriculasse, neste semestre,
na graduação em publicidade e propaganda na Unisa (Universidade Santo
Amaro).
Formado há 18 anos, Martins conta que inicialmente sentiu "certo impacto"
com o método via internet. Mas, como gosta de estudar sozinho, não demorou
a se adaptar.
"Estou em contato com o material de estudo por pelo menos duas horas
diárias", diz Martins, que também assiste a uma aula presencial por
semana.
LONGE DA LOUSA
Ritmo de expansão do ensino a distância, no entanto, é o menor dos
últimos quatro anos
Matrículas crescem 25% em 2007
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O número de alunos matriculados no país em cursos credenciados do
ensino a distância em 2007 cresceu quase 25% em relação ao ano anterior.
Entretanto, o ritmo de expansão foi menor do que o registrado nos últimos
anos (veja abaixo), segundo dados do AbraEAD 2008.
O maior crescimento da área aconteceu em 2005 (63%).
A razão para isso, aponta Fábio Sanchez, coordenador do anuário, é que
"muitas instituições andaram em marcha lenta" no aguardo das mudanças do
setor propostas pelo MEC (Ministério da Educação) ao longo de 2007. "O
mercado não gostou tanto disso", diz.
Entre as reclamações de empresários que atuam com ensino a distância está
a demora para as autorizações de funcionamento dos cursos. Alegam que a
delonga dificulta a expansão da modalidade de ensino.
De acordo com Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação a
distância do MEC, "este ano ainda será muito intenso em relação à
regulamentação desses cursos".
Apesar disso, a expansão do segmento, afirmam especialistas, é um caminho
sem volta. "A tendência é desenvolver-se, havendo convergência com a aula
presencial", observa o professor da Faculdade de Educação da UnB
(Universidade de Brasília) Bernardo Kipnis.
Para Stravos Xanthopoylos, diretor-executivo do FGV Online, da Fundação
Getulio Vargas, "tem caído o grau de ceticismo" quanto ao tema.
Realizado pelo Instituto Monitor em parceria com a Abed (Associação
Brasileira de Educação a Distância) e com o apoio do MEC, o levantamento
tomou como referência informações das 257 instituições autorizadas e
credenciadas pelo ministério e pelos conselhos estaduais de educação.
Autonomia
Atentos ao crescimento desse tipo de ensino no Brasil, os alunos que obtêm
bom desempenho costumam ter um perfil diferenciado: são mais autônomos e
disciplinados.
Para a fonoaudióloga Gleidis Roberta Guerra, 38, que faz pedagogia a
distância pela Universidade Metodista, é preciso estar mais maduro para se
dedicar a essa modalidade. "O aluno precisa ser mais responsável pelo seu
estudo", avalia.
A analista de recursos humanos Andrea Ferraz, 40, que faz pós-graduação a
distância em direito do trabalho pela PUC-MG (Pontifícia Universidade
Católica), concorda: "É necessário ter metodologia de estudo e traçar um
objetivo, senão fica difícil acompanhar o curso". (IG)
Rotatividade propicia visão mais generalista
MARIA CAROLINA NOMURA
DA REPORTAGEM LOCAL
Seis meses atrás, a estagiária Julia Solomon, 23, trabalhava na área de
marketing de produtos de cardiologia, na Novartis, empresa do setor de
saúde. Atualmente, apesar de continuar nessa área, seu foco são os
produtos de neurociências. "O que muda são os projetos e o estilo de
gerência", conta.
Solomon, que estuda administração de empresas, faz parte do programa de
estágios rotativos da farmacêutica, que, por enquanto, só existe para a
área de marketing -produtos, serviços e relacionamento.
De acordo com Luiz Bueno, gerente de RH da Novartis, o estágio dura dois
anos, mas o estudante fica seis meses em cada uma dessas áreas.
A grande vantagem do "job rotation", aponta Bueno, é o maior grau de
exposição do profissional às áreas da empresa. "A expectativa é que esse
estagiário seja um gerente júnior em até três anos. O estagiário regular
deve assumir esse posto em seis anos", compara.
Apesar de o "job rotation" ser mais comum em programas de trainees,
segundo Seme Arone Jr., diretor-presidente do Nube (Núcleo Brasileiro de
Estágios), as empresas mais estruturadas já adotam a prática com estágios.
"Essa é uma logística difícil de implementar."
Na GRSA, do setor de alimentos, o estágio rotativo é ainda um piloto.
Mariela Junque, gerente de desenvolvimento corporativo, explica que o
jovem profissional conhece as 13 áreas da empresa em um ano e, dessa
maneira, adquire um conhecimento generalista. "Passado esse período, ele
vai para a área de sua formação."
Foi o que aconteceu com Maíra Cadorini, 21, que já passou por todas as
áreas e hoje está no setor financeiro. Com a experiência, ela diz que
aprendeu como funcionam as operações da companhia. Para Mariá Giuliese,
diretora-executiva da consultoria Lens & Minarelli, esse tipo de estágio
"só funciona se o estudante tiver acompanhamento".
ESCOLHA
Para escolher e fazer um curso a distância
Verifique pelo portal do MEC (www.mec.gov.br)
se a instituição que ministra o curso a distância está credenciada
Escolas com bons cursos presenciais costumam ter boas opções a distância
Disciplina é a palavra-chave para quem estuda por meio dessa modalidade
Informe-se sobre o conteúdo e carga horária dos programas
Conheça quais são as exigências do curso, como prazos para entrega de
trabalhos e necessidade de aulas presenciais
Fonte: consultores de educação a distância
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