Ogilvy agenda investimentos para o País
Agência Prioridade do grupo,
que tem receitas anuais de US$ 2 bilhões, contempla países que formam o
Bric – Brasil, Rússia, Índia e China
Por Paulo Macedo
por Paulo
Macedo
Durante o Verge Digital Summit, evento realizado na semana passada em
São Paulo e que reuniu 80 executivos do grupo Ogilvy na América Latina,
a executiva Shelly Lazarus, chairman e ceo do Ogilvy & Mather Worldwide,
disse que o Brasil é um mercado-chave e que, neste ano, serão compradas
três empresas no País: uma de relações
públicas e duas na área digital. Shelly fez a palestra "Value
in the criative economy" na abertura do encontro. A receita do grupo no
mundo todo em 2007 foi de US$ 2 bilhões, dos quais 60% já são oriundos
de ações relacionadas à comunicação digital e marketing services. A
chamada publicidade tradicional contabiliza 40% do volume de negócios do
grupo. O valor dos recursos destinados às compras no Brasil não foram
revelados.
O braço digital do grupo que integra a holding inglesa WPP é
representado no País pela OgilvyOne que é hub criativo para a América
Latina sob a coordenação do executivo Renato de Paula. Nesse universo
também estão OgilvyInteractive e a Neo@Ogilvy.
"O Brasil é um País atraente, charmoso e com muitas possibilidades de
negócios devido à sua ascensão econômica no mercado mundial. A
prioridade do Ogilvy & Mather Worldwide envolve os países do Bric –
Brasil, Rússia, Índia e China. Temos uma ótima impressão no grupo do
trabalho realizado na área digital no Brasil, qualidade que faz do País
exportador de profissionais para diversas unidades do grupo", disse
Shelly, considerada uma das 50 personalidades mais influentes do mundo,
segundo ranking organizado pela revista Fortune, e que participou em
Washington no início deste mês de uma reunião na qual estiveram
presentes as principais lideranças dos Estados Unidos.
Além do Verge Digital Summit, Shelly ouviu na sede da Ogilvy um
detalhado estudo sobre o futuro do grupo no País. A operação brasileira
da Ogilvy representa 55% na América Latina, como enfatizou o diretor
regional Marcos Golfari. A apresentação foi coordenada por Sergio Amado,
presidente da Ogilvy & Mather no Brasil.
"Temos tido uma performance excelente em todas as unidades do grupo e
isso significa uma boa remessa de lucros para os acionistas. Isso nos dá
margem para pleitear novas oportunidades de negócios. Nos últimos anos
consolidamos investimentos que resultaram em um grupo multidisciplinar e
orientado para a comunicação 360 graus. Além dos projetos locais, o
Ogilvy Brasil disputa concorrências internacionais, projetos que não têm
fronteiras. A nossa demanda é cada vez mais global. O Brasil, por
exemplo, é hub regional de marcas como Fanta, Unilever e Motorola e
centro de excelência criativa mundial com campanhas exportadas para mais
de 40 países", disse Amado, que integra o board mundial da Ogilvy.
"Nossos clientes são grandes corporações que, a todo o momento, nos
permitem novas chances. Vamos crescer nossas receitas com aquisições",
ele acrescentou.
Além das oportunidades no Brasil, Shelly confirmou que a Motorola
manteve contrato com a Ogilvy após longo período de indefinição sobre o
futuro do anunciante na sua carteira de clientes. "Mantivemos a conta
devido ao bom trabalho realizado pelos profissionais brasileiros e
também da Ásia. E o melhor, sem concorrência", comemorou.
Verge
Encontro global sobre ações digitais, o Verge teve crescimento vertical
e tornou-se referência para alternativas de abordagem ao consumidor por
meios de ações de comunicação online.
"A digitalização é uma realidade no Brasil. É impossível não perceber o
que está ocorrendo. Basta ver a influência da internet nos negócios de
uma empresa. Assim, também fica impossível não notar que o comportamento
do consumidor já é diferente. Para o novo marketing, são eles que
determinam as regras. Isso significa que, cada vez mais, o marketing de
relacionamento encontra cenário adequado para crescer dentro do segmento
da comunicação. O nosso objetivo não é fazer do Verge, que é realizado
pela segunda vez no País, uma forma de futurologia, mas analisar de que
maneiras essas novidades estão mudando e vão mudar a vida das pessoas
nos próximos 18 meses", afirmou Renato de Paula.
O Verge também contou com a participação de Bruce Woosley, diretor de
desenvolvimento da Microsoft nos EUA; Hugh Boyle, diretor da Ogilvy
Action para a Europa, África e Oriente Médio; e Pedro Bial, jornalista
da Rede Globo de Televisão e que discursou sobre o impacto da
digitalização nos resultados do reality show "Big Brother Brasil" do
qual é âncora.
Fonte: Jornal Propaganda e
Marketing, 19 de maio de 2008