12/01/2009 10:18:00
Como se comportar no local de trabalho
12/01/2009 - Consultores dão dicas e enfatizam a
importância da boa imagem pessoal
Maria Teresa Marques
“Diz-se hoje que as empresas admitem por aspectos técnicos e demitem
pelos comportamentais.” A frase é da consultora de RH do Grupo Catho,
Rosemary Bethancourt, para demonstrar com clareza a alta importância
atualmente de um comportamento adequado no ambiente empresarial.
Não é à toa que muitas empresas, durante o processo de seleção,
consultam até a página do candidato no site de relacionamento Orkut (se
a pessoa estiver lá cadastrada), para conhecer o seu perfil pessoal, as
comunidades de que participa, seus amigos, etc...
E isso, diz a consultora, porque há algum tempo as empresas perceberam
que os aspectos técnicos são importantes sim, mas os essenciais são
mesmo os comportamentais. “Porque ninguém faz nada sozinho nas empresas.
O trabalho é em equipe. E há ainda os relacionamentos necessários com
equipes de outras áreas. Isso, aliás, sempre existiu, mas com o tempo se
foi percebendo que o lado pessoal de cada profissional poderia ou
beneficiar ou prejudicar e muito o trabalho dele e de sua equipe.”
Então, a ordem é mesmo tomar muito cuidado com a imagem pessoal no
dia-a-dia de seu trabalho. Nesta página, há um quadro com dicas muito
práticas, relativas a várias situações, elaboradas pela equipe do Grupo
Catho, que podem servir de um guia cotidiano.
Segundo Rosemary, o que o profissional tem sempre de ter em mente é que
ele é observado o tempo todo, ou por chefia ou por colegas, e várias
atitudes que tomar ou comportamentos que tiver serão registrados. Para o
bem ou para o mal. “Principalmente nos dias de hoje em que é comum a
chefia não ter sala fechada, mas estar numa das baias, muito próximo aos
subordinados”, diz a consultora.
E o que seria mais grave entre as atitudes não recomendáveis? Rosemary
cita, por exemplo, ter um relacionamento ruim com os colegas; a falta de
ética; aceitar elogios por trabalhos que são de autoria de outro; falta
de pontualidade (tanto em horário de chegada quanto em entrega de
projetos); e criticar colegas em público.
Aí pergunta-se: seria o caso de um profissional ficar em dúvida se vale
a pena ser correto o tempo todo, dada a concorrência forte que hoje
existe em qualquer empresa? “Sim, vale”, diz Rosemary. “O profissional
vai se destacar pela qualidade de seu trabalho. Porque se começar a usar
artimanhas ou mentiras, uma hora a máscara cai”.
E se você quiser saber se tem um comportamento adequado, diz Rosemary,
pergunte-se: Estou cumprindo o papel que a empresa espera de mim? E
mais: feedbacks recebidos são ótimo meio de se saber se estamos na linha
do comportamento recomendável. “Por isso, saiba receber um feedback.
Saiba ouvir com objetividade, sem levar para o lado pessoal. Seja de um
colega ou da chefia.”
DE OLHO NA PROMOÇÃO
O consultor de empresas Silvio Celestino, da elevo, especializada em
coaching e desenvolvimento de executivos, tem algumas recomendações
sobre aspectos comportamentais relacionados a quem está com diretas
intenções de tornar-se gerente. E para tanto também há lições a cumprir
nos aspectos pessoais. Diz Celestino: “A ideia é simples. Para que você
seja um gerente, é importante que um diretor ou um presidente de empresa
na sua presença viva a experiência de estar na presença de um gerente.
Caso contrário, jamais irão promovê-lo, por mais competente que você
seja.”
Isso significa, diz Celestino, por exemplo, alinhar estilo e vocabulário
aos valores e princípios da empresa e do cargo que se almeja. A
linguagem executiva, diz ele, é a dos fatos e portanto devem ser
evitadas expressões cujo significado possa ser restrito a um grupo
particular ou a uma época.
A postura mais adequada, para quem quer ser gerente, é incorporar
características próprias do cargo um nível acima do atual, segundo o
consultor. “Quando a pessoa, em seu comportamento, sua fala, seu estilo
pessoal, mostrar que está pronta e tem o desejo de ser promovido, fará
isso de tal forma que os responsáveis pela promoção irão percebê-la como
tal.”
Fonte: O Estado de São Paulo - Empregos