São Paulo, domingo, 15 de fevereiro de 2009
 
 
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Cursos

Consórcio vira opção para pagar estudos

Custo e prazo de modalidades devem ser comparados
 

MARIANA IWAKURA
DA REPORTAGEM LOCAL

Candidatos a cursos de alto valor têm agora mais uma opção para custear as aulas: o consórcio. Com a lei nº 11.795, que entrou em vigor no último dia 6, autoriza-se a formação de grupos de consórcio para a aquisição de serviços, entre eles os de educação.
A alternativa soma-se às possibilidades de pagar estudos com financiamento bancário, parcelar o valor na instituição de ensino ou pagá-lo à vista.
Os consórcios para serviços ainda não foram lançados. Segundo Rodolfo Montosa, presidente nacional da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), isso deve ocorrer a partir de março.
Ao considerar essa possibilidade para pagar sua formação, no entanto, o profissional deve levar em conta alguns fatores.
Primeiro, a urgência de fazer o curso: é preciso ser sorteado ou dar um lance para ser contemplado. "É um instrumento de planejamento financeiro e disciplina", diz Montosa.
"O consórcio é para quem se programa com antecedência. Com o financiamento, [o aluno] pega o dinheiro e faz [o curso] agora", pondera Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) -veja ao lado opções de financiamento bancário.
A modalidade é considerada uma maneira barata de pagamento fracionado, mas cobra taxas e, diferentemente da poupança, por exemplo, não rende.
"Reduz o que se paga, mas com data de início [do curso] desconhecida", diz Roy Martelanc, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e coordenador da FIA (Fundação Instituto de Administração).
Ele recomenda avaliar o parcelamento feito pela instituição de ensino. Tem menos parcelas do que o financiamento bancário, mas com juros menores ou sem juros.