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Cursos
Consórcio vira opção para pagar estudos
Custo e prazo de modalidades devem ser comparados
MARIANA IWAKURA
DA REPORTAGEM LOCAL
Candidatos a cursos de alto valor têm agora mais uma opção para
custear as aulas: o consórcio. Com a lei nº 11.795, que entrou
em vigor no último dia 6, autoriza-se a formação de grupos de
consórcio para a aquisição de serviços, entre eles os de
educação.
A alternativa soma-se às possibilidades de pagar estudos com
financiamento bancário, parcelar o valor na instituição de
ensino ou pagá-lo à vista.
Os consórcios para serviços ainda não foram lançados. Segundo
Rodolfo Montosa, presidente nacional da Abac (Associação
Brasileira de Administradoras de Consórcios), isso deve ocorrer
a partir de março.
Ao considerar essa possibilidade para pagar sua formação, no
entanto, o profissional deve levar em conta alguns fatores.
Primeiro, a urgência de fazer o curso: é preciso ser sorteado ou
dar um lance para ser contemplado. "É um instrumento de
planejamento financeiro e disciplina", diz Montosa.
"O consórcio é para quem se programa com antecedência. Com o
financiamento, [o aluno] pega o dinheiro e faz [o curso] agora",
pondera Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac
(Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e
Contabilidade) -veja ao lado opções de financiamento bancário.
A modalidade é considerada uma maneira barata de pagamento
fracionado, mas cobra taxas e, diferentemente da poupança, por
exemplo, não rende.
"Reduz o que se paga, mas com data de início [do curso]
desconhecida", diz Roy Martelanc, professor da FEA-USP
(Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da
Universidade de São Paulo) e coordenador da FIA (Fundação
Instituto de Administração).
Ele recomenda avaliar o parcelamento feito pela instituição de
ensino. Tem menos parcelas do que o financiamento bancário, mas
com juros menores ou sem juros.
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