Mercado de trabalho promissor para a área de Relações Públicas
Incluido por:
criselli
Data: 30/9/2008
No Guia de Profissões da Folha de São Paulo, publicado no dia 21 de
setembro, Relações Públicas aparece eleita como uma das 10 profissões
mais promissoras para os próximos anos. As dez carreiras foram
escolhidas após consulta a 158 especialistas e instituições. Nesta
entrevista, a professora Maria Paula Mansur Mader, coordenadora dos
cursos de Relações Públicas e de Publicidade e Propaganda da UniBrasil
comenta sobre esta perspectiva.
Relações Públicas é mesmo uma profissão em expansão?
Relações Públicas é, sem dúvida, uma profissão em franco crescimento.
Levantamentos feitos pelo Conselho Regional dos Profissionais de
Relações Públicas (Conrerp, 2ª. Região, SP/PR), no qual são afiliados os
profissionais de Curitiba, apontam que o mercado para Relações Públicas
cresce 15% ao ano e oferece cada vez mais oportunidades para os
profissionais da área, além de oferecer carreira mais promissora nas
próximas décadas.
Tal expansão já vem acontecendo há mais de 15 anos, quando as agências,
antes denominadas Agências de Publicidade, ampliaram seu leque de
serviços prestados aos clientes e passaram a se intitular Agências de
Comunicação Integrada. A necessidade de oferecer novas soluções de
comunicação às organizações é conseqüência de um cenário que teve início
por volta de 1990, quando o Brasil iniciou seu processo de globalização.
Este processo se intensificou nos últimos anos, com investimentos
estrangeiros e ampliação da autonomia do setor privado. Muitas novas
empresas se instalaram no país, aumentando a concorrência e também
criando novas demandas de comunicação, já não atendidas por
departamentos internos das organizações, mas sim pelas agências e
assessorias de comunicação terceirizadas.
Em quais áreas o profissional de Relações Públicas está atuando?
Devido a esse grande aumento de concorrência, as empresas ficaram mais
preocupadas com sua credibilidade, buscando profissionais de comunicação
para trabalhar sua imagem perante o público. Neste cenário, o
profissional de Relações Públicas passou a ter um espaço bastante
valorizado nas agências que prestam assessoria de comunicação interna e
externa. O Brasil possui hoje mais de mil agências de Relações Públicas,
o que demonstra que o mercado está ativo e bem movimentado, com
condições de absorver os recém-formandos.
Também estão sendo criadas novas oportunidades a partir do terceiro
setor e da demanda por atividades de cidadania empresarial. De acordo
com o vice-presidente da ABRP (Associação Brasileira de Relações
Públicas), Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias, muitas organizações estão
dando exemplo do valor do investimento em questões de responsabilidade
social, buscando além do fortalecimento de sua imagem a ampliação de seu
market share a partir da associação de sua imagem à marca, agregando
valor ao produto e criando diferenciais de mercado.
Um dado que demonstra isso são as 1360 empresas, de diferentes portes e
setores, que estão associadas ao Instituto Ethos de Empresas e
Responsabilidade Social e possuem em comum o interesse em estabelecer
padrões éticos de relacionamento com funcionários, clientes,
fornecedores, comunidade, acionistas, poder público e com o meio
ambiente. E para isso é necessário promover diálogo e aproximação, ou
seja, é necessário um bom trabalho de Relações Públicas. Só no Paraná
temos alguns bons exemplos de empresas que trabalham nesta visão:
Electrolux, Itaipu Binacional, Kraft Foods, O Boticário, Renault, Tim,
Vivo.
Mas por outro lado também não podemos deixar de lembrar que existem
outras inúmeras e diversificadas áreas em que o Relações Públicas
costuma atuar, como, por exemplo, consultor político, ouvidor,
ombudsman, pesquisador de opinião pública e em ações de lobby.
Também tem possibilidade de atuar em cerimonial e protocolo, como
planejador e executor de eventos, consultor de cerimonial, mestre de
cerimônias e planejador de programas de visitas. Pode se especializar no
atendimento de organizações de vários setores como saúde, ensino,
esporte, financeiro, ecológico, em relacionamentos internacionais, na
promoção de produtos culturais, por exemplo.
Quanto à formação deste profissional, o que se espera?
Naturalmente que com tais mudanças e tamanha competitividade, o mercado
exige desse profissional muito mais criatividade, para aproveitar ao
máximo a potencialidade das inúmeras ferramentas de comunicação
disponíveis. Isso exige constante pesquisa e atualização, especialmente
no que diz respeito às novas tecnologias.
Segundo Paulo Nassar, diretor-geral da Aberje (Associação Brasileira de
Comunicação Empresarial), o que está em alta é todo o campo em que
vários profissionais, inclusive os relações públicas, atuam: o da
comunicação de organizações. E para quem quer chegar na frente, a
formação em Relações Públicas facilita o ingresso no setor. Nassar é
graduado em Jornalismo, mestre e doutor em Relações Públicas, e afirma:
"Quem faz o curso em nível de graduação já começa com uma vantagem
competitiva, com sua formação no campo da atividade relacional. Quem não
teve essa formação está procurando ter já num nível de pós-graduação".
Mas é importante ressaltar que a formação oferecida no curso de
graduação, além da comunicação, passa pelas áreas de administração,
marketing, planejamento estratégico e informática, pois o futuro
profissional deve desenvolver espírito empreendedor, dedicação aos
assuntos públicos e corporativos e muita criatividade. Indispensável
também hoje é o domínio de línguas estrangeiras e das ferramentas de
tecnologia da informação e da comunicação, características deste cenário
globalizado.
E as perspectivas salariais?
Como não há um piso salarial estabelecido para os profissionais formados
nesta área, a remuneração pode variar conforme a região e também o porte
da empresa, seja agência ou organização. Segundo Elaine Lina, presidente
do Conrerp (2ª. Região, SP/PR), um recém-formado já sai da faculdade com
um salário bastante atrativo, e podemos ser otimistas no que diz
respeito ao futuro da profissão também quanto à remuneração. De acordo
com pesquisa feita pela Aberje, e também citada no texto da Folha de São
Paulo, analistas de comunicação ganham em média R$ 2.800 por mês, e o
salário de diretores da área costuma superar os R$ 30 mil mensais. É uma
boa perspectiva!
Criselli Montipó

Professora Maria Paula Mansur Mader: "Relações Públicas é, sem dúvida,
uma profissão em franco crescimento"
http://www.unibrasil.com.br:80/noticias/detalhes.asp?id_noticia=3752
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