São Paulo, domingo,
03 de maio de 2009
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COMO FINANCIAR
SEUS ESTUDOS
MBA ou pós requerem avaliação
criteriosa
Com chance de pagamento por empréstimo,
especializações aumentam empregabilidade e nível
salarial
Sergio Zacchi /Folha
Imagem
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Gabriel Silva, que optou por
pagar seu MBA em 20 parcelas
JORDANA
VIOTTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Cada ano a mais de estudo aumenta a empregabilidade
e o nível salarial de um profissional, afirma Marcos
Fernandes, coordenador do curso de graduação em
economia da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Mas, em tempos de incerteza econômica, é preciso
ponderar se vale a pena desembolsar de R$ 15 mil a
R$ 40 mil num curso de MBA ou pós-graduação.
O profissional deve avaliar sua situação financeira
e quanto o curso vai agregar à carreira. O ideal é
não comprometer mais de 30% da renda mensal.
Desempregados só devem fazer essa dívida se suas
reservas cobrirem despesas por um período de seis a
12 meses. O curso pode aumentar a empregabilidade e
a rede de contatos.
O engenheiro Gabriel Silva, 26, consultor de
sistemas da Sisgraph, optou por pagar seu MBA em 20
parcelas, que tomam cerca de 20% do salário. O
retorno veio pouco depois -a empresa deu a ele
algumas funções de gerência. "Aplico vários
conceitos aprendidos em sala de aula", conta.
Planejamento
Quem se planeja com antecedência pode entrar em um
consórcio. Desde fevereiro, formam-se grupos para
financiar a aquisição de serviços que custem de R$
4.000 a R$ 20 mil.
"É uma ótima alternativa, pois a taxa de
administração fica muito abaixo dos juros de um
crédito pessoal", comenta José Carlos Luxo,
professor de finanças da FIA (Fundação Instituto de
Administração).
Por lei, a taxa de administração de consórcio não
ultrapassa 12% do crédito. Outras taxas são
cobradas, mas costumam ser mais vantajosas do que
financiamentos em bancos, nos quais os juros podem
superar os 7% ao mês (confira opções no quadro ao
lado).
Outra saída para quem tem disciplina e tempo é
poupar. Para conseguir R$ 12,9 mil, por exemplo,
podem-se aplicar R$ 500 por mês na poupança (com
juros mensais de 0,6%) por dois anos, calcula Luxo.
Quem conseguir poupar R$ 1.170 mensais nas mesmas
condições acumulará cerca de R$ 30 mil ao final do
período.
Antes de optar pelo financiamento, no entanto, é
necessário fazer as contas da relação
custo-benefício do endividamento. "É uma boa
alternativa se o aluno consegue ter à vista desconto
maior do que a taxa de juros do financiamento",
afirma Rocha.
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domingo, 03 de maio de 2009
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Corte de subsídio da
empresa passa dívida de curso para aluno
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Algumas empresas pagam, parcial ou
totalmente, cursos de aperfeiçoamento para
seus funcionários. Mas o ano começou com um
cenário diferente em muitas delas, que
tiveram de cortar também esses custos.
Um levantamento recente da consultoria de
recursos humanos Towers Perrin aponta que
30% das companhias já cortaram verbas de
treinamento, 15% ainda irão fazê-lo e 25%
estão analisando essa ação sem terem tomado
uma decisão.
No caso de corte desse tipo de gasto, quem
já começou a fazer um curso deve tentar
renegociar os valores que não foram pagos
com a instituição de ensino, diz José Carlos
Luxo, professor da FIA (Fundação Instituto
de Administração).
Outras opções são pleitear uma bolsa de
estudo ou apertar o orçamento e até mesmo
usar reservas para terminar o curso e não
perder o investimento.
"Se o curso agrega competências, vale a pena
até pensar em se desfazer do carro, pois é
um diferencial que vai garantir a
empregabilidade", aconselha Alexandre Assaf
Neto, professor da Fipecafi (Fundação
Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais
e Financeiras).
Quem está pensando em iniciar uma
especialização agora e já sabe que não vai
contar com o apoio da empresa deve poupar a
quantia necessária para ter condições de
pagar à vista. "Com o dinheiro em mãos,
também é mais fácil conseguir desconto",
observa Luxo.
Bolsa
Uma saída popular entre estudantes é tentar
uma bolsa de estudo na instituição de
ensino. Dependendo da modalidade, custeia
até 100% do curso.
"Se o aluno tiver um histórico bom, as
instituições terão interesse em mantê-lo e
poderão negociar facilidades, muitas vezes
sem juros", acrescenta Assaf Neto, da
Fipecafi.
Esse é um recurso imprevisível, já que o
aluno não tem como saber de antemão se
conseguirá a bolsa ou o acordo.
Apesar da precaução, há quem aproveite o
momento para ganhar bagagem no exterior de
olho em oportunidades.
O economista Gustavo Pimentel, 28, pegou as
economias de dois anos para pagar 10 mil dos
48 mil de uma pós-graduação na IE Business
School, em Madri. O restante foi pago com
empréstimo com um banco parceiro da escola.
"A taxa de juros atual é de 3% ao ano, algo
que não existe no Brasil."
Agora, espera ter um aumento de cerca de 50%
em relação ao emprego anterior, além de
aumento nas responsabilidades.
(JV)
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